Projetos de Pesquisa

 

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Tales Alexandre da Costa e Silva

Engenharias

Engenharia Química
  • bioprospecção e engenharia de l-asparaginases microbianas: desenvolvimento de um biofármaco mais eficaz contra leucemia linfoide aguda
  • A L-asparaginase catalisa a hidrólise de L-asparagina em ácido L-aspártico e amônia. Atualmente, as enzimas de Escherichia coli nas formas L-asparaginase nativa e peguilada, assim como a L-asparaginase de Erwinia chrysanthemi são usadas no tratamento da leucemia linfoide aguda (LLA). No entanto, dois efeitos colaterais principais têm sido relacionados à atividade dessa enzima: neurotoxicidade e produção de anticorpos (hipersensibilidade), fatos que diminuem a eficácia do medicamento ao longo do tempo. Entretanto, essas reações de hipersensibilidade observadas com as L-asparaginases bacterianas podem não ser tão pronunciadas com homólogos de fungos, seres eucariotos, dado o parentesco evolutivo dos mesmos e os animais, como revelam estudos filogenéticos moleculares. A grande quantidade de biomas do Brasil poderia proporcionar fungos filamentosos com seletividade à L-asparagina (pouca neurotoxicidade) e motivos substitutos adequados com diferentes epítopos estruturais (baixa hipersensibilidade). Somado a isso, há o fato de que diversos estudos de engenharia racional de proteínas têm sido realizados com o intuito de melhorar a atividade das L-asparaginases bacterianas como: reduzir a atividade de L-glutaminase, diminuir a imunogenicidade da enzima, aumentar a termoestabilidade e a resistência frente às proteases humanas. Portanto, esse trabalho tem como objetivo principal a obtenção de novas L-asparaginases, por vias natural e sintética, que apresentem características bioquímicas e cinéticas mais adequadas ao tratamento da LLA. Pela via natural será testada a produção endógena da enzima através da utilização de fungos filamentosos isolados de diversos biomas brasileiros como a Caatinga e Cerrado. Enquanto que pela via sintética serão realizadas mutações sítio dirigidas na sequência de aminoácidos da L-asparaginase II de Escherichia coli - EcA II – codificada pelo gene ansB. As L-asparaginases produzidas pelas duas vias serão caracterizadas quanto às atividades e cinéticas L-asparaginásica e L-glutaminásica e quanto à resistência frente à atividade proteolítica das proteases humanas AEP e CTSB. Por fim, aquelas que se apresentarem como melhores candidatas a biofármaco serão utilizadas nos ensaios de citotoxicidade. Previamente, cerca de 200 fungos filamentosos, de diferentes locais do Brasil, foram utilizados no processo de seleção dos produtores de L-asparaginase. Entre os micro-organismos avaliados, 18 fungos foram capazes de produzir a enzima, com destaque para o fungo Aspergillus terreus VSP-44 que produziu 7,1 U.g-1. As L-asparaginases produzidas apresentaram alta seletividade contra a atividade de glutaminase, podendo apresentar menor toxicidade para o uso clínico.
  • Universidade de São Paulo - SP - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022
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Tales Bohrer Lobosco Gonzaga de Oliveira

Ciências Sociais Aplicadas

Arquitetura e Urbanismo
  • ferramentas de realidade virtual em arquitetura: processo de projeto e materialidade
  • As ferramentas digitais de projeto se organizaram inicialmente a partir da formulação de um suporte computacional que simulava os procedimentos tradicionais. Entretanto logo evoluíram para um repertório próprio de relações, interações e procedimentos projetuais que se tornaram generativos e paramétricos. Os ganhos trazidos pelas ferramentas digitais são inegáveis, entretanto neste processo o arquiteto deixou de lidar com a forma produzida para se relacionar com parâmetros numéricos e interações matemáticas. Em um processo digital, as relações cognitivas e intuitivas do projeto dão lugar a uma formulação e implementação de relações formalizadas e objetivas. Logo, os processos projetuais se distanciaram da materialidade e das relações cognitivas e gestuais que estruturavam os procedimentos projetuais tradicionais. Assim, esta proposta pretende, através da criação de plataformas e procedimentos imersivos em realidade virtual, o desenvolvimento de processos projetuais digitais, que, ao mesmo tempo, permitam o regate do gesto e da interação do arquiteto com a forma final projetada. Adicionalmente buscamos as possibilidades de interação efetiva e colaborativa entre os diferentes suportes projetuais, seja através do intercâmbio digital (softwares tradicionais - RV), por mecanismos de importação e adaptação, ou, através do intercâmbio entre plataformas (digital – manual) utilizando o escaneamento fotográfico 3D e a prototipagem rápida como interfaces. Assim, buscamos através da elaboração e discussão de procedimentos integrados de projetação e ensino de projeto, visando resgatar a materialidade, a gestualidade e a cognição tradicionalmente existentes nesses processos. De modo a sermos capazes de propor ferramentas e procedimentos em arquitetura e urbanismo que sejam imersivos, com visualização em tempo real, capazes de trabalhar com escalas múltiplas, colaborativos e capazes de promover as integrações manual-digital e simulação-materialidade.
  • Universidade Federal de Minas Gerais - MG - Brasil
  • 18/02/2019-31/08/2023