Projetos de Pesquisa

 

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Sérgio Marcos Arruda

Ciências da Saúde

Saúde Coletiva
  • avaliação de marcadores moleculares e celulares para diagnóstico e prognóstico de tuberculose
  • Nesse projeto, propomos testar um ensaio de detecção do fator de necrose tumoral (TNF) e marcadores moleculares, previamente identificados pelo nosso grupo, para o diagnóstico e prognóstico da tuberculose (TB). Em 2017, a TB afetou 10 milhões de pessoas no mundo e foi a causa de 1,3 milhões de óbitos. Muitas dessas pessoas que tiveram TB faziam parte de uma população com cerca de 1,7 bilhões de pessoas (23% da população mundial) que tinham infecção latente pelo Mycobacterium tuberculosis (Mtb) (ILTB). A progressão para doença ativa, denominado reativação da TB, ocorre em 10% dos indivíduos com ILTB, em qualquer momento da vida. O elevado número de indivíduos infectados, associado à falta de precisão sobre o momento em que a reativação da TB vai ocorrer, têm sido um obstáculo para identificação de marcadores capazes de prever a progressão de infecção latente para doença ativa. No entanto, podemos identificar esses biomarcadores em duas populações: 1) em indivíduos com ILTB e co-infectados com o vírus da imunodeficiência humana (HIV), cuja taxa de reativação é de 5-10%, ao ano, ou 2) em pacientes que tiveram a doença controlada e que retornam para retratamento, após o ressurgimento dos sintomas. Na Bahia, a taxa de retratamento é de 35%. Nos pacientes de ambos os grupos, ocorre a transição do estado paucibacilar para multibacilar, condição também observada na reativação da TB, em indivíduos com ILTB. Aqui, propomos o estabelecimento de coortes dessas duas populações como estratégia para testar os marcadores de reativação. Marcadores moleculares capazes de diferenciar os pacientes com TB pulmonar de indivíduos com ILTB foram identificados em nossos estudos prévios. Assim, vamos padronizar um ensaio detecção de TNF (edTB), baseado em cultura de células com o extrato lipídico do Mtb para o diagnóstico da TB, e testar os marcadores moleculares, previamente identificados, para o prognóstico de tuberculose.
  • Fundação Oswaldo Cruz - BA - Brasil
  • 15/12/2020-30/06/2023
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Sérgio Michielon de Souza

Ciências Exatas e da Terra

Física
  • difração de raio-x, magnetolipossoma, carreadores de fármacos, fármacos antitumorais
  • Atualmente, os tratamentos oncológicos a partir de tecnologias não convencionais, o que inclui a nanotecnologia, vêm destacando-se como foco para o desenvolvimento de sistemas farmacológicos. Isto deve-se ao fato dos tratamentos convencionais (quimioterapia, radioterapia, por exemplo) serem excessivamente agressivos e invasivos, visto que não são específicos para células tumorais, atingindo assim células saudáveis. Dentre os sistemas nanotecnológicos, cita-se os sistemas de liberação controlada de fármacos, que podem aumentar a especificidade do tratamento e reduzir sua toxicidade, e uma destas alternativas é o uso dos magnetolipossomos. O uso de nanopartículas magnéticas é vantajoso e promissor devido às suas propriedades de elevada área superficial, à capacidade de passar através da membrana celular e, através da aplicação de um campo magnético externo, de serem vetorizadas diretamente ao tecido tumoral. No tecido-alvo, têm a capacidade de atuarem como agentes indutores de hipertermia e de reduzirem a angiogênese (Ding et al., 2012; Hardiansyah et al., 2014; Hayashi et al., 2010; Pankhurst et al., 2003). Os magnetolipossomos, por apresentarem propriedades magnéticas têm sido aplicados em imunoensaios, marcação celular, bem como no diagnóstico através de imagens por ressonância magnética e tratamento de células cancerígenas (Akbarzadeh et al., 2012; Laurent et al., 2008; Laurent et al., 2010; Santhosh et al., 2014; Weinstein et al., 2010). Entretanto, diferentes design e formulações de magnetolipossomos continuam sendo propostos e estudados, visto que estes sistemas são suscetíveis a peroxidação lipídica e hidrólise por espécies reativas e sua composição, tamanho e organização estrutural estão diretamente relacionados com sua dinâmica e cinética no organismo (Fagali and Catala, 2009; Gutteridge, 1995; Kiwada et al., 1986). Os magnetolipossomos podem carrear fármacos antitumorais especificamente para o tecido-alvo, visto que são conduzidos via campo magnético externo. Neste contexto, a difração de raio-X permite detectar o tamanho de cristalito das nanopartículas, bem como o efeito dos diferentes grupos funcionais dos lipídios (como fosfato, carbonila, etc) na sua cristalinidade e morfologia (Ishikawa et al., 1993). A cristalinidade e morfologia das nanopartículas e do sistema em si, irá ser determinante na eficiência da terapia com os mesmos. Esta tecnologia de análise é amplamente dominada pelo Grupo de Pesquisa em Materiais da UFAM (GPMat), especialmente no Laboratório de Materiais (LabMat), que já produz ciência em Fármacos e Materiais Magnéticos, sendo agora o presente projeto o momento de mesclar os dois conhecimentos.
  • Universidade Federal do Amazonas - AM - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022