Projetos de Pesquisa

 

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Taís Silva Pereira

Ciências Humanas

Filosofia
  • jogos filosóficos: abordagens didáticas conceituais para o ensino de filosofia.
  • Este projeto é um desdobramento da experiência com o Mestrado Profissional de Filosofia e Ensino (iniciado em 2015), no tocante à elaboração de produtos educacionais que valorizem o saber filosófico como uma atividade de pensamento, e com o projeto de extensão do Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca – CEFET/RJ – “A filosofia na construção de jogos” (iniciada em 2013), voltada para a divulgação da filosofia e elaboração de materiais didáticos na educação básica, e também com as atividades realizadas. Com efeito, o caminho empreendido nestas duas frentes levou à necessidade de aprofundar o entendimento teórico e prático sobre os processos de análise e construção de jogos em seu contexto educacional. Ao assumir que as investigações concernentes à filosofia e ao seu ensino são inseparáveis, a pesquisa que ora se apresenta se estrutura em três eixos complementares. O primeiro deles diz respeito às discussões sobre o conceito filosófico de jogo. A despeito da produção e utilização de suas mecânicas para o ensino (e que não se restringem apenas à filosofia), há ainda a necessidade de se analisar e discutir o conceito de jogo, tendo como horizonte o ensinar e aprender filosofia na educação básica, especialmente no ensino médio. Mais do que valorizar a instrumentalização dos jogos, busca-se compreender o seu lugar, na medida em que se define, sobretudo, pelo divertimento, nos discursos e práticas humanos. O segundo, debitário do primeiro, consiste na aproximação entre o jogo e a prática filosófica, como exercício de conceituação. Enquanto atividades específicas orientadoras, elas circunscrevem espaços comuns de interação e, portanto, são proveitosas no processo de ensino-aprendizagem. Neste sentido, embora o saber filosófico não se reduza ao jogar, encontra em sua dinâmica a possibilidade de articulação conceitual tendo em vista um propósito comum, no interior de uma comunidade de investigação. O terceiro, que se estruturará após os passos anteriores, se encaminha para uma consideração mais profunda acerca não apenas da utilização, mas igualmente da produção coletiva de jogos como um recurso para as aulas de filosofia e que podem ser estruturados através de oficinas com estudantes da educação básica, na formação de professores e igualmente na distribuição de exemplares dos jogos produzidos no âmbito desta pesquisa para 20 escolas da rede estadual de ensino do Rio de Janeiro. Assim, ao aproximar a atividade filosófica e o jogo, será preciso pensar a elaboração de jogos em um horizonte além da instrumentalização de mecânicas para transmissão de conteúdos específicos. O que se pretende defender, ao fim e ao cabo, é um uso conceitual – portanto, filosófico – do jogo para o ensino de filosofia.
  • Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca - RJ - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022