Projetos de Pesquisa

 

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Stephan Malfitano Carvalho

Ciências Agrárias

Agronomia
  • avaliação da mistura de tanque de agrotóxicos visando a segurança de polinizadores
  • Mesmo não sendo uma prática regulamentada no Brasil, a “mistura de tanque” de agrotóxicos tornou-se regra no campo e está presente na grande maioria das intervenções fitossanitárias. Entretanto, exceto para os benefícios de redução do custo operacional e do fator temporal, pouco se sabe sobre os possíveis impactos que esta prática poderá ocasionar ao ambiente. Desta maneira, a presente proposta tem como objetivo geral avaliar os possíveis efeitos tóxicos de alguns compostos utilizados em mistura de tanque na cultura da soja, sobre a principal espécie de polinizador e modelo de estudos excotoxicológicos, a abelha Apis mellifera L., 1758. Serão avaliados, de maneira isolada e/ou em combinações (mistura), os inseticidas flubendiamida e deltametrina e os fungicidas azoxystrobina e ciproconazol. As avaliações propostas neste projeto incluem estudos clássicos de toxicologia como, por exemplo, a determinação da toxicidade aguda (dose letal 50/DL50) e a sobrevivência das abelhas após a intoxicação com subdoses (1/10 e 1/100 da DL50); o uso de estudos comportamentais por meio dos testes da distensão da probóscida (Proboscis Extension Response test), os quais tem a capacidade de avaliar a integridade das funções cognitivas do inseto; e, avaliações enzimáticas com o uso de biomarcadores (acetilcolinesterase, carboxilesterase, glutationa s-transferase e fosfatase alcalina), que são poderosas ferramentas para avaliar a condição fisiológica das abelhas quando expostas a subdoses de agrotóxicos. Com este trabalho inovador no Brasil, espera-se preencher uma lacuna com relação a (i) segurança das práticas comumente empregadas no manejo fitossanitário, (ii) subsidiar as agências reguladoras com respeito a mistura de tanque de agrotóxicos e, principalmente, (iii) gerar informação técnico/científica sobre o possível impacto desta prática sobre a população das abelhas.
  • Universidade Federal de Lavras - MG - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022
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Stephan Paul

Ciências da Saúde

Fonoaudiologia
  • desenvolvimento de um sistema e protocolo para avaliação da percepção de fala na presença de ruído considerando fontes sonoras distribuídas
  • Déficits na compreensão da fala a partir de perdas auditivas podem originar problemas sociais e emocionais, como o isolamento, a baixa autoestima, depressão, irritabilidade, entre outros. Assim a perda auditiva pode ser um fator limitante para o pleno desenvolvimento pessoal e convívio social. Para tratar perdas auditivas de grau severa e profundos existem atualmente vários dispositivos auditivos, sendo que os Aparelhos de Amplificação Sonora Individual (AASI) os mais comuns e o Implante Coclear o mais avançado. Apesar da tecnologia de AASI ser uma tecnologia muito madura e o IC ser atualmente a prótese neural mais avançada comercialmente disponível, ainda não é possível restaurar plenamente a audição. Assim, usuários de próteses auditivas têm grandes dificuldades em situações com várias fontes sonoras de fala (multi-talker situations) ou ambientes reverberantes. As limitações tem várias causas, sendo que no caso dos AASI o motivo normalmente é a adaptação insuficiente do AASI ao paciente, pois os procedimentos atuais de adaptação do AASI ao paciente são feitos de forma simplificada em consultórios fonoaudiológicos, desconsiderando-se a inserção do paciente em ambientes acústicos desafiadores. O mesmo vale para a adaptação do IC, sendo que no caso do IC há de considerar ainda as limitações inerentes à tecnologia de estimulação direta do sistema auditivo e a escolha dos pacientes aptos a receber um implante coclear. Tanto para melhor adaptação da prótese auditiva (AASI ou IC) ao paciente, como para verificar se o paciente de fato terá um benefício ao receber um implante coclear é preciso realizar testes de reconhecimento da fala simulando-se situações reais com fontes sonoras distribuídas e características dos estímulos sonoros mais parecidos com a realidade. Diante dessa necessidade o presente projeto pretende desenvolver um sistema e protocolo para avaliação da percepção de fala na presença de ruído considerando fontes sonoras distribuídas. Para tanto serão analisados inicialmente os protocolos e condições técnicas existentes nos centros de Implante Coclear do Sistema Único de Saúde, os protocolos descritos na literatura e aqueles utilizados e recomendados no exterior. Serão elaborados sinais de teste compostos por sinais de fala (sentenças) e ruído, como diferentes características fonéticas e razões sinal-ruído, para serem apresentados nos testes de reconhecimento da fala. Deve ser aperfeiçoado um sistema de virtualização de fontes sonoras já existente no Laboratório de Vibrações e Acústica, para operar com diferentes números de fontes sonoras e por meio de uma interface gráfica para facilitar a operação. O sistema aperfeiçoado será implementado em um ambiente de audição crítica a ser construído em um espaço reservado no Laboratório de Vibrações e Acústica da UFSC. Após implementação do sistema no ambiente de audição crítica o mesmo será validado por meio de ensaios objetivos e subjetivos, para então proceder com o desenvolvimento do protocolo de avaliação de reconhecimento da fala no ruído com fontes sonoras distribuidas. Espera-se ter como produto final um protocolo e sistema para ser implementado nos serviços de Implante Coclear no Brasil para melhorar a escolha dos candidatos à implantação coclear e assim um melhor direcionamento dos esforços do SUS.
  • Universidade Federal de Santa Catarina - SC - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022
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Stephânia Fleury Taveira

Ciências da Saúde

Farmácia
  • desenvolvimento de géis supramoleculares para aplicação tópica da eugenia uniflora l visando o tratamento de fungos na pele e na unha
  • A unha humana, bem como a pele, são barreiras difíceis de serem transpostas, o que torna o tratamento de infecções fúngicas um desafio. O tratamento tópico é altamente desejável e o óleo essencial da planta Eugenia uniflora L. é um bom candidato, visto que apresenta ação em fungos do tipo Candida albicans. Além disso, esta espécie está presente no RENISUS (Relação Nacional de Plantas Medicinais de Interesse para o SUS), sendo de extrema relevância para a saúde pública brasileira. Porém, muitas vezes, o tratamento tópico é insatisfatório, devido a impermeabilidade destas membranas, principalmente da unha. Já é bem sabido na literatura que a administração de antifúngicos em sistemas nanoestruturados pode reduzir a dose administrada, a frequência de administração e efeitos colaterais. Porém, a produção de nanopartículas pode ser laboriosa e dispendiosa. Neste sentido, o nosso grupo de pesquisa, em parceria com o grupo de Santiago de Compostela (Espanha), desenvolveu géis supramoleculares, de fácil obtenção e baixo custo (trabalho publicado na revista Carbohydrate polymers – FI 5,158 em 2018). Estes géis possuem nanoestruturas que irão encapsular principalmente substâncias lipofílicas, como o óleo da planta Eugenia uniflora L. A reologia dos sistemas pode ser alterada, bem como a liberação dos ativos, através da adição de estruturas de açúcar, denominadas ciclodextrinas. A combinação de algumas cadeias poliméricas e as ciclodextrinas formam estruturas denominadas poli(pseudo)rotaxanos. Assim, o objetivo deste projeto é obtenção e caracterização de géis supramoleculares para administração tópica do óleo essencial de Eugenia uniflora L. O material vegetal será coletado, caracterizado e os principais marcadores serão quantificados por cromatografia gasosa. O estudo de solubilidade e caracterizações das formulações contendo óleo essencial será realizado (tamanho das nanoestruturas, microscopia eletrônica, reologia e liberação e permeação in vitro). Estudos de segurança (toxicidade em embriões de zebrafish) e eficácia (atividade antifúngica) serão realizados. Um estudo completo de estabilidade (acelerada e a longo prazo) será realizado conforme RDC 24/2014 para fins de patente e registro do produto. Para tanto, o projeto será realizado em parceria com a empresa ASHLAND, que produzirá as formulações conforme as Boas Práticas de Laboratório (BPL) e Boas Práticas de Fabricação e Controle (BPFC). Sendo assim, estes estudos podem trazer informações valiosas a respeito da formação e estabilidade dos géis contendo o óleo essencial. Espera-se uma melhor compreensão dos mecanismos de permeação ungueal a partir dos sistemas desenvolvidos, bem como a obtenção de formulações farmacêuticas, de fácil obtenção e baixo custo, que sejam eficazes e possam ser utilizadas no Sistema único de saúde (SUS).
  • Universidade Federal de Goiás - GO - Brasil
  • 30/11/2018-30/11/2021