Projetos de Pesquisa

 

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Zorano Sergio de Souza

Ciências Exatas e da Terra

Geociências
  • geologia, mineralogia e petrologia experimental de carbonatitos e ultramáficas associadas do nordeste do brasil: implicações na evolução ediacarana da província borborema, ne do brasil
  • A presente proposta trata da caracterização geológica, mineralógica, geocronológica e petrológica de carbonatitos e rochas ultramáficas associadas, encontrados no interior do núcleo arqueano do Maciço São José do Campestre / RN, Província Borborema. O interesse pelo tema decorre do fato destas serem rochas incomuns em termos de tipo de fonte, da possibilidade de conterem eventuais depósitos minerais, da aparente estreita relação espacial das mesmas com os terrenos arqueano e paleoproterozoico, além da raridade de referências a estes tipos de rochas na literatura disponível para a região de estudo. De acordo com artigos clássicos e revisões recentes, carbonatitos são rochas ígneas compostas dominantemente de minerais carbonáticos (calcita, dolomita, siderita, ankerita), com quantidades subordinadas e variadas de clinopiroxênio, álcali-anfibólio, biotita, magnetita e apatita. Os carbonatitos fornecem concentrações econômicas de minerais e metais raros, a exemplo de elementos terras raras, Nb (pirocloro) e fosfatos (apatita). Carbonatitos podem ocorrer como corpos pequenos (geralmente < 25 km2) intrusivos, formando diques, plugs, complexos anelares, lopólitos e diatremas, ou extrusivos como lavas, estrato-cones e piroclásticas. Grande parte dos carbonatitos mostra estreita relação com rochas silicáticas alcalinas (nefelina sienitos, ijolitos, urtitos). Uma característica praticamente universal de complexos carbonatíticos é a formação de auréolas metassomáticas nas rochas encaixantes, especialmente quando estas são quartzo-feldspáticas. O processo é chamado fenitização, caracterizando-se por neoformação de egirina, álcali-anfibólio, nefelina, flogopita, carbonato e K-feldspato. O magma carbonatítico é considerado como indicativo de ambiente intraplaca continental, com raras ocorrências em contexto oceânico, margem continental ou zonas orogênicas. Hipóteses sobre sua gênese incluem as seguintes: (i) os líquidos carbonáticos seriam magmas primários, derivados de fusão parcial de carbonato peridotitos; (ii) seriam produto de diferenciação de magmas primários silicáticos alcalinos (nefelinitos e melilititos); (iii) resultariam da imiscibilidade de líquidos silicáticos e carbonatíticos. A maioria dos carbonatitos é fanerozoica, com raros exemplos de idade arqueana ou paleoproterozoica. No oeste da África (sudeste de Gana), na faixa Trans-Sahariana, que tem sua continuidade no lineamento Transbrasiliano na América do Sul, são reportadas idades U-Pb de 592-582 Ma para carbonatitos e nefelina sienitos. No Brasil, levantamento de idades K/Ar indica um pico entre 80-53 Ma. Estas ocorrências situam-se principalmente na região sudeste do Brasil, definindo um alinhamento de direção SE-NW que inicia ao sul do cráton São Francisco e adentra até Goiás e Mato do Grosso, denominada Província Ígnea Alto Paranaíba. O manto litosférico da plataforma Sul-Americana tem sido estudado nas últimas décadas por diferentes grupos de pesquisa, com base especialmente em xenólitos de peridotito. Os trabalhos têm demonstrado a heterogeneidade geoquímica e isotópica do manto desde o arqueano até o fanerozoico, apontando para relevante contribuição do manto metassomatisado com diferentes graus de interação com o manto astenosférico. Com base na composição química de inclusões peridotíticas, são estimadas pressões entre 19 e 27 kbar, ou profundidades equivalentes de 55 a 64 km, para a geração dos magmas basálticos alcalinos cenozoicos do nordeste do Brasil. De acordo com sínteses da literatura, a geração de magmas carbonatíticos a partir de fusão parcial de dolomita peridotito ou carbonato-flogopita peridotito se dá a profundidades acima de 70-75 km.
  • Universidade Federal do Rio Grande do Norte - RN - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022
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Zulma Maria de Medeiros

Ciências da Saúde

Medicina
  • biomarcadores como preditores de cura e recidiva da leishmaniose visceral entre pessoas vivendo com hiv
  • No Brasil existem poucos relatos sobre tratamento e seguimento de leishmaniose visceral em pessoas vivendo com HIV (LV/HIV), entretanto, essa parasitose é endêmica em 22 dos 27 estados, invadindo áreas urbanas e suburbanas, sendo mais prevalente no Nordeste do país. Poucos são os estudos que avaliam os métodos diagnósticos como critério de cura e como fator preditivo de reativação na coinfecção LV/HIV. A partir dessas lacunas a presente proposta tem como objetivo estudar os biomarcadores como preditores de cura e recidiva da leishmaniose visceral entre pessoas vivendo com HIV. Para obtenção de tais resultados será realizado um estudo de coorte envolvendo coinfecção LV/HIV em acompanhamento pelo SAE/CTA das Macrorregiões de Caruaru e nos hospitais do Estado de Pernambuco. Entrevistas presenciais serão realizadas para aplicação de questionário, revisão dos prontuários hospitalares, exame físico e coleta de material biológico para: pesquisa de anticorpo de Leishmania em soro - testes de aglutinação diretar e K39 - teste rápido e ELISA; citosinas; pesquisa direta de Leishmania; pesquisa de antígeno em urina e o PCR - kDNA, RFLP e qPCR. O acompanhamento será realizado antes e depois do tratamento, com seguimento de até três anos. Com os resultados obtidos na pesquisa espera-se que sejam aplicados aos sujeitos da pesquisa a identificação de biomarcadores precoce de recidiva e na redução da letalidade; na divulgação do conhecimento cientifico em eventos científicos e na publicação de artigos; na formação de recurso humano acadêmico e técnico, e na gestão de políticas públicas subsidiando as Gerências Municipais, Estadual e Federal no enfrentamento da coinfecção LV/HIV.
  • Fundação Oswaldo Cruz - RJ - Brasil
  • 15/05/2019-31/05/2022