Projetos de Pesquisa

 

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Adriana Nunes Correia

Ciências Exatas e da Terra

Química
  • materiais nanoestruturados a partir de eletrólitos não aquosos baseados em cloreto de colina
  • Um dos maiores desafios para o desenvolvimento de materiais nanoestruturados para produção de dispositivos fotovoltaicos, bem como para redução de CO2, é a formação de filmes finos com certo ordenamento estrutural. Diferentes metodologias de produção/obtenção têm sido recentemente desenvolvidas. Uma das estratégias utilizadas nesta área é a utilização do processo de eletrodeposição, principalmente em função da possibilidade de obtenção de filmes finos em proporções estequiométricas com estrutura cristalina definida. Porém, este processo exige o controle de diferentes parâmetros, tais como pH do meio, proporção das espécies eletroativas a serem depositadas e, por vezes, a adição de aditivos. Apesar de diferentes metodologias já existentes, não há sequência metodológica eficaz para produção de filmes finos que preserve todas as propriedades físicas e químicas necessárias para aplicação em células solares e para redução de CO2. Na última década, diferentes procedimentos experimentais foram desenvolvidos, dentre eles a influência do substrato eletródico, a adição de aditivos, alteração do método de eletrodeposição, o que possibilitou a obtenção de filmes com propriedades até então desconhecidas. Recentemente, diferentes sistemas não aquosos constituídos por líquidos iônicos e/ou solventes eutéticos vêm sendo utilizados para obtenção de filmes finos estruturalmente ordenados que possibilitem o aumento da eficiência dos processos, porém há ausência na literatura de estudo sistemático com tal objetivo. Sendo assim, surge o desafio de estudar os processos de modificação e de caracterização superficial de materiais nanoestruturados obtidos a partir de revestimentos metálicos condutores, tais como Cu-In, Sn-Cu e Sn-In, empregando líquidos iônicos e/ou solventes eutéticos e tendo em mente os controles microestrutural e morfológico dos filmes finos formados, como catalisadores em processos de conversão de energia.
  • Universidade Federal do Ceará - CE - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022
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Adriana Passarella Gerola

Ciências Exatas e da Terra

Química
  • catalisadores supramoleculares reativos e seletivos para reações de hidrólise
  • A catálise é reconhecida como um dos pilares para a química sustentável, e está presente em diversos processos tecnológicos importantes para a indústria nacional. Uma vez que a área de catálise é estratégica para o crescimento sustentável, a presente proposta tem por objetivo o desenvolvimento de enzimas artificiais baseadas na associação de macromoléculas funcionalizadas com grupos ativos e grupos alquilas de diferentes hidrofobicidades, visando a compartimentalização dos reagentes em regiões hidrofóbicas e aproximação ao sítio ativo. Os resultados devem permitir planejar enzimas artificiais eficientes, para reações de hidrólise de ésteres e amidas, visando aplicações na terapia genética, detoxificação química de alimentos contaminados por pesticidas, degradação de estoques de armas químicas, e biotecnologia na síntese de fármacos. Assim, a presente proposta envolverá o desenvolvimento de pesquisa de ponta na área de catálise supramolecular, contribuindo para o melhoramento da tecnologia nos setores acadêmico e industrial, sendo que os esforços da proposta estarão centrados na formação de recursos humanos altamente qualificados, e na divulgação dos resultados para sociedade e comunidade científica.
  • Universidade Federal de Santa Catarina - SC - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022
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Adriana Pereira Campos

Ciências Humanas

História
  • a produção jurídica espírito-santense no longo século xix: gêneros, problemas e teorias
  • Em projeto anterior e financiado por esta agência organizou-se banco de doutrinas jurídicas publicadas no Brasil do século XIX, que se encontra disponível digitalmente no endereço eletrônico: http://baseopiniodoctorum.ufes.br/. Ao lado das análises propostas para a investigação, curiosamente, notou-se expressiva produção jurídica espírito-santense ou com atuação de longa data no Espírito Santo. Dentre os 869 livros catalogados, há 23 obras de autoria de juristas do Espírito Santo e cinco livros editados em Vitória. É preciso salientar que a produção espírito-santense não se cinge apenas às obras catalogadas, pois a investigação usou como fontes os catálogos das bibliotecas do país, ou seja, obras ainda existentes. Em busca preliminar, notou-se que o José Marcellino Pereira de Vasconcellos, por exemplo, publicou ao longo de sua vida (1821-1874) 23 obras, enquanto Azambuja Suzano (1791-1873), sete livros. Parte dessas obras encontram-se fisicamente em bibliotecas de cursos de Direito dos Estados Unidos como Harvard e Yale. É preciso alertar que as publicações dos capixabas ocorriam em editoras do Rio de Janeiro ou até mesmo em Portugal, como foi o caso de Afonso Claudio de Freitas Rosa (1859-1934), primeiro presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Espírito Santo. Em pesquisa de prospecção, observaram-se inúmeros juristas atuantes no Espírito Santo, seja como juízes, seja como professores, com relevante produção doutrinária como Cassiano Tavares Bastos (1844-189?), José Joaquim Bernardes Sobrinho (1885-19?), Carlos Xavier Paes Barreto (1881-195?), entre outros. Em face dessa descoberta, resolveu-se propor este projeto com o objetivo de discutir a natureza da produção intelectual dos juristas capixabas. A doutrina jurídica constitui, assim, objeto desta pesquisa, mas se delimita àquela produzida por juristas nascidos ou atuantes no Espírito Santo. Nesses guias e compêndios se pretende perscrutar a cultura jurídica cominada pelos juristas do Espírito Santo. Especialmente, pretende-se investigar a natureza das obras, sobretudo, o gênero, tal como, manuais, guias, tratados, digestos, ensaios etc. Por meio dessa identificação, acredita-se encontrar a especificidade da doutrina produzida em solo capixaba. Seriam livros para dar suporte às autoridades judiciárias e policiais no exercício de suas funções? Os doutrinadores instruíam o exercício das autoridades por meio de cultura jurídica legalista ou ainda se reportavam ao antigo modelo de superioridade da interpretação jurídica? Haveria distinção de escolas jurídicas entre os doutrinadores capixabas? Para responder às questões propostas, delimitou-se o período de pesquisa entre os marcos da outorga de primeira carta constitucional do Brasil, 1824, e o último código de lei promulgado no país – Código de Processo Civil, 1939, período considerado nesta pesquisa como o longo processo de codificação brasileira. O primeiro código adveio em 1830, mas no plano civil, apenas no século XX, completar-se-ia a missão codificadora. Trata-se, portanto, de período em que o sistema político não completara a tarefa de impor a normatização da vida civil no país por meio de códigos. Observava-se, assim, que regras passadas sustentadas jurisprudencialmente, como alvarás régios de Portugal ou as Ordenações Filipinas, ganharam caráter positivo no sistema jurídico brasileiro e serviram de prescrição das condutas sociais. O problema de investigação neste projeto consiste, assim, na discussão da continuidade do “Regime de Justiça de Juízes” depois da derrota do colonialismo e da formação do novo estado independente no Brasil. O conceito refere-se a certa ordem jurídica limitativa da capacidade da disposição política e promotora da ontologia dos juízes na configuração da Justiça brasileira. Como se sabe o princípio da legalidade constituiu-se ao longo do Oitocentos, surgido no contexto das revoluções e da soberania popular. No Brasil, a adesão ocorreu desde os primeiros atos fundacionais do Estado independente. A Constituição outorgada proveu o país de amplo acervo normativo e principiológico. O processo ordinário de codificação, contudo, realizou-se mais lentamente e o Brasil organizou os códigos criminal nos anos de 1830 e comercial em 1850. Os códigos civil e processual civil precisaram esperar o novo século XX. Não se confunde, contudo, positivação do direito com legislação. O recurso dominante foi, diante da lacuna legislativa, a adoção de leis e decisões administrativas e jurisprudenciais precedentes e oriundas de períodos anteriores. Os legisladores acabaram, com efeito, por dividir com os juristas a função de normatização. Nesse sentido, leva-se em conta certa continuidade de importante marca da Justiça do Antigo Regime, mantendo-se de certo modo a composição tradicional do Direito em face da prevalência da doutrina jurídica em concorrência direta com as novas leis. A investigação proposta, então, dedica-se a observar esse problema na produção da doutrina jurídica em solo capixaba. Além disso, o trabalho de interpretação dessas obras deverá colocar em perspectiva a doutrina capixaba em relação à produção no Brasil, sobretudo, entre os juristas das escolas de Recife e São Paulo, principais faculdades de Direito do país.
  • Universidade Federal do Espírito Santo - ES - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022