Projetos de Pesquisa

 

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Wilton Bernardino da Silva

Ciências Sociais Aplicadas

Economia
  • medidas de risco e o apoio ao gerenciamento dos limites de perda: uma metodologia de definição de stop-loss baseada nas medidas de valor em risco e valor em risco condicional
  • O presente projeto de pesquisa propõe a utilização das medidas de Valor em Risco (VaR) e Valor em Risco Condicional (CVaR) no auxílio do gerenciamento de perdas financeiras em operações envolvendo compra e venda de ativos negociados na Bolsa de Mercadorias e Futuros BVM&F Bovespa. Com esse propósito, será avaliada a viabilidade de investimentos em diversas ações de diversos setores da economia brasileira utilizando as medidas VaR e CVaR como base para o gerenciamento de perdas. A metodologia será baseada na estimação do VaR e CVaR através da utilização da Expansão de Cornish-Fisher, pelos métodos Garch, Gaussiano, dentre outros métodos que podem vir a ser utilizados de acordo com o avanço da pesquisa. Como resultados, espera-se evidenciar que a utilização das medidas VaR e CVaR no gerenciamento de limites de perda seja capaz prover operações com lucros mais consistentes em sistemas automatizados de negociação de ações.
  • Universidade Federal de Pernambuco - PE - Brasil
  • 01/06/2017-31/05/2021
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Wim Maurits Sylvain Degrave

Ciências Biológicas

Microbiologia
  • um novo continente para estudos em saúde (- fioantar): microbiota e virus antárticos, seu potencial patogênico e biotecnológico, e sistemas de detecção de possíveis impactos no futuro para a saúde humana e animal.
  • O continente antártico é uma das regiões mais sensíveis às variações climáticas globais e possui interações extensas e complexas com o planeta. A realização de pesquisas científicas na Antártica é de suma importância para o entendimento dessas complexas interações entre os processos naturais antárticos e globais que afetam a vida na Terra. As pesquisas realizadas no âmbito do PROANTAR são de enorme relevância para a compreensão das influências dos fenômenos naturais que afetam o Brasil. Os estudos indicam a biosfera rica e variada, tanto em termos de organismos aquáticos e variedades de aves migratórias, como em microrganismos com características especiais. A elevação da temperatura no continente e a exposição de camadas inferiores de gelo e solo afetam a dinâmica da circulação e dispersão de espécies desconhecidas ou reemergentes de potencial patogênico, para além do oceano antártico e que podem afetar diretamente o Brasil, influenciando no surgimento e circulação de novos agentes infecciosos. Os potenciais impactos destes ecossistemas sobre a saúde dos animais, dos visitantes, sobre o continente ou América do Sul foram pouco estudados. Na última década, a imensa riqueza da biodiversidade antártica tem despertado novo foco de interesse para os pesquisadores que, além de estudarem as adaptações dos organismos às condições extremas do continente e às dinâmicas ecossistêmicas, buscam identificar possíveis aplicações, o desenvolvimento de novas enzimas, (bio)fármacos e biotecnologias. O interesse científico da Fiocruz que motiva sua primeira participação em pesquisas no continente antártico está em consonância com os conceitos que pautam sua atuação, desde sua criação: gerar e difundir conhecimento científico e tecnológico. A Fiocruz traz em sua origem o fato de ter sido criada para combater as severas epidemias que assolavam o Brasil no início do Século XX. E ao longo dos anos, consolidou em seu escopo os principais pilares para produção da ciência e tecnologia: pesquisa básica e aplicada, desenvolvimento de produtos, formação de pesquisadores e gestores; produção de conhecimento; informação e divulgação científica; vigilância e capacidade de resposta; capacidade de cooperação técnica e de ajuda humanitária. Para a Fiocruz, a Antártica representa um novo horizonte, com possibilidades de gerar novos conhecimentos, ampliando a expertise institucional. O presente projeto – FioAntar- tem como proposta a integração de grupos de pesquisa formados por especialistas nas áreas de bacteriologia (Bacillus anthracis, B. cereuse micobactérias), virologia (vírus Influenza A e Norovírus), micologia (Histoplasma spp., Coccidioides spp., Cryptococcusneoformans, C. gattii, Paracoccidioides brasiliensis e outros agentes de micoses invasivas), helmintologia (Digeneas, Cestodas, Nematoda, Acanthocephala), líquens (como marcadores de variações climáticas e fontes de metabólitos secundários de interesse para saúde), genômica, para que se possa avaliar os diversos grupos de patógenos ou novos patógenos, que possam ser encontrados no continente, tanto na camada ativa do solo, permafrost, águas marinha e lacustre, e os que parasitam espécies de animais que lá vivem ou circulam. O projeto FioAntar também propõe avaliar diversidade genética, virulência, patogenicidade e capacidade metabólica e genômica dos microrganismos e vírus isolados. E ainda, a criação de disciplina "Estudos de biodiversidade e agentes infecciosos Antárticos" para formação de pesquisadores para estudos antárticos. Os futuros resultados ajudarão na consolidação da prospecção biotecnológica e na estruturação de caminhos futuros para pesquisa em saúde na Antártica e contribuirão para o Brasil se preparar para a emergência de possíveis novas doenças que advirão com o degelo da calota polar, com a migração de espécies, com a circulação de substâncias tóxicas, entre muitas possibilidades de mudanças. Como se pode observar, o caráter multidisciplinar da equipe reflete-se na abrangência da proposta do estudo e proporciona a troca de conhecimentos e colaboração, entre os diversos grupos e especialistas, podendo envolver outros grupos, como modelagem computacional, além de colaboradores nacionais e internacionais. A multidisciplinaridade institucional se amplia ao somar-se à equipe de pesquisadores, profissionais da área de comunicação e relações internacionais (RI). Os primeiros possuem expertise para realizar a divulgação da pesquisa e dos resultados gerados, podendo gerar produtos a partir dos registros audiovisuais. Os profissionais de RI atuarão nas articulações para cooperação com instituições e redes internacionais de pesquisa, vigilância, coleções biológicas e fóruns de discussão, buscando ampliar as redes colaborativas, como recomenda o Sistema do Tratado Antártico, o Plano de Ação 2013-2022 brasileiro e os novos programas científicos de Ciências da Vida do SCAR. Consta também da proposta, um plano completo de mídia elaborado pela equipe de Comunicação e de TV da Fiocruz para dar visibilidade à expedição e às pesquisas realizadas para comunidade científica e sociedade. Para essa experiência, o projeto FioAntar já conta com as colaborações do: Centro Colaborador da OMS para influenza; Wieland Meyer, Universidade de Sydney, Austrália; Universidade da República do Uruguai, Luiz Henrique Rosa, Dep. de Microbiologia, Instituto de Ciências Biológicas, UFMG. E uma vez que a Fiocruz já participa de várias redes internacionais para pesquisa, vigilância e desenvolvimento, acreditamos que a oportunidade de atuar no continente antártico contribua para ampliar a rede de colaborações nacionais e internacionais. Por fim, acreditamos que a participação da Fiocruz no Programa Brasileiro ProAntar irá contribuir para fortalecer e consolidar a qualidade da pesquisa científica brasileira na Antártica, em conformidade com o Artigo IX do Tratado Antártica e para aumentar o protagonismo brasileiro, em particular no “Scientific Committee on Antartic Research (SCAR
  • Fundação Oswaldo Cruz - RJ - Brasil
  • 25/12/2018-31/12/2022
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Wislei Riuper Ramos Osorio

Engenharias

Engenharia Mecânica
  • estudo da propriedade mecânica e resistência à corrosão de compósitos de matriz de al a partir de pós de reciclagem.
  • Na presente proposta pretende-se trabalhar com dois (02) subprojetos, tendo-se como “pano de fundo” a tríade rota de processamento, microestrutura e propriedade. Para isso, objetiva-se estudar compósitos de matriz de Al com reforços particulados de Silício e de Cobre (subprojeto 1), i.e. 2 e 4% dos elementos (em massa) com aplicações nas indústrias aeronáutica e automobilística. No subprojeto 2 trabalhar-se-á com “cavaco ou limalha” oriunda da indústria de usinagem e fundição de ligas de Al-Cu e Al-Si (composições comerciais, geralmente 4% Cu e 9% Si) para retrabalhar esse material reciclado por meio da rota de manufatura conhecida como metalurgia do pó (M/P) para compactação de amostras, sinterização em condições específicas e examinar as propriedades resultantes, e.g. propriedades mecânicas (dureza e limite de escoamento e limite de ruptura) e resistência à corrosão determinada por técnica de espectroscopia de impedância eletroquímica (EIE) e polarização potenciodinâmica em solução salina (0,5M NaCl). Essas composições foram escolhidas para permitir comparações com estudos prévios utilizando-se de outras rotas de processamento ou materiais de mais alto custo. Os materiais escolhidos propiciam aspectos de sustentabilidade ambiental e econômica. Compósitos Al/SiC foram amplamente reportados em literatura evidenciando o efeito positivo na dureza e propriedade mecânica. No entanto, substituir SiC por Si traz aspectos inéditos com possibilidade de redução de custos associada a relação peso vs. performance. Inexiste em literatura trabalhos tratando dos compósitos Al/Si, Al/Si/Cu propostos correlacionando condições operacionais interferindo na microestrutura resultante, e por consequência, nas resistências mecânica e à corrosão. A resistência à corrosão será determinada por técnica de EIE e polarização potenciodinâmica. Atrelado a isso, pretende-se determinar as resistências específicas (relação entre limite de resistência à tração e massa específica) e a relação da resistência à corrosão em termos de densidade de corrente de corrosão pela massa específica de cada proposto material.
  • Universidade Estadual de Campinas - SP - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022
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Wivian Jany Weller

Ciências Humanas

Educação
  • estudo comparado dos exames enem (brasil) e gaokao (china): repercussões nos currículos do ensino médio e no acesso à educação superior de jovens brasileiros e chineses
  • A China tornou-se, o principal parceiro comercial do Brasil e os acordos bilaterais tendem a crescer nos próximos anos. Nessa perspectiva, ambos os países vem investindo em estratégias de cooperação também na área educacional, uma vez que serão os jovens de hoje – tanto no Brasil como na China –, os que viverão essa aproximação econômica, social e cultural em seus aspectos positivos e negativos. Contudo, até o presente momento, os esforços para a realização de intercâmbio científico e de pesquisas conjuntas estão mais direcionados para a educação superior. Pesquisas sobre a educação básica ainda são escassas. Nesse sentido, o presente projeto de pesquisa pretende realizar um estudo comparado sobre o Gaokao e o Enem, exames em larga escala que dão acesso à educação superior na China e no Brasil. Objetiva conhecer o desenvolvimento de ambas as propostas, os seus pressupostos teórico-metodológicos, políticos e culturais orientadores bem como a experiência da implementação dos respectivos exames. O propósito é compreender o funcionamento, a adequação e os objetivos de cada exame, permitindo a realização de debates acerca da trajetória escolar daqueles que participam dos testes, da utilização como modelo de avaliação do ensino médio e de seleção para o ingresso na educação superior. O ensino médio representa uma etapa de formação na vida dos jovens, não apenas intelectual-cognitiva, mas também um momento de construção de identidades e de pertencimentos a grupos, de elaboração de projetos de vida que acontecem a partir de condições socioeconômicas e de percursos biográfico-familiares bastante distintos. Desse modo, torna-se importante conhecer a organização dessa etapa da educação básica, do que e de como se está ensinando e aprendendo no ensino médio brasileiro e chinês, bem como as estratégias desenvolvidas para o enfrentamento das desigualdades existentes entre escolas nas distintas regiões e localidades de ambos os países.
  • Universidade de Brasília - DF - Brasil
  • 01/06/2017-30/06/2021