Projetos de Pesquisa

 

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Willer Luciano Carvalho

Engenharias

Engenharia de Transportes
  • avaliação do impacto do programa caminho da escola no transporte escolar rural do brasil
  • Os estudantes brasileiros, em especial os que residem em zonas rurais, enfrentam uma série de dificuldades para terem acesso à educação e se manterem nas escolas. As longas distâncias de caminhada, ou os longos trajetos dentro do serviço de transporte coletivo, trazem para as crianças desafios diários que por vezes as impedem de dar continuidade ao seu processo de aprendizagem. Por essas razões, o oferecimento do ensino público gratuito, muitas vezes, não é suficiente para permitir o acesso ou até mesmo para assegurar a permanência desse aluno na escola. Foi pensando nessa realidade que o legislador constituinte atrelou ao dever de oferecer a educação, outras obrigações, como o oferecimento da merenda escolar, do material didático e do transporte para os alunos da rede pública de ensino. Diante disso, o Governo Federal criou, no ano de 2007, o programa intitulado “Caminho da Escola”, uma política pública que busca melhorar as condições do transporte das crianças no deslocamento entre a casa e a escola, por meio da renovação e padronização da frota utilizada no transporte escolar, garantindo segurança e qualidade nos veículos, além do acesso e permanência dos alunos nas escolas e a redução da evasão escolar. Dessa forma, o presente trabalho tem como objetivo avaliar o impacto do programa Caminho da Escola na melhoria da qualidade do transporte escolar rural do Brasil. Para tal, será realizada uma comparação da situação desse serviço no país antes e após a implantação do programa Caminho da Escola. Dessa forma, como base de dados para a situação do transporte escolar rural do Brasil no período anterior à implantação do programa será utilizada a pesquisa Web realizada em 2006 pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação - FNDE, em pareceria com a Universidade de Brasília, na qual houve a participação de 2.277 municípios, e o proponente deste projeto participou como pesquisador e coordenador. Já para o período após a implantação do programa, será desenvolvida uma nova pesquisa Web, a ser encaminhada a todos os municípios Brasileiros, com questões que possibilitem a avaliação dessa política pública. Assim, pretende-se avaliar o processo evolutivo desse serviço de vital importância para as crianças brasileiras, apontando os ganhos e possíveis problemas encontrados, permitindo gerar conhecimentos para que os gestores e tomadores de decisão aprimorem as políticas públicas relacionadas com o Transporte Escolar Rural.
  • Universidade Federal de Goiás - GO - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022
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William de Castro Borges

Ciências Biológicas

Parasitologia
  • o trato digestivo do schistosoma mansoni como interface parasito hospedeiro – fonte de novas moléculas alvo para o diagnóstico da esquistossomose?
  • A esquistossomose é uma doença tropical negligenciada que acomete cerca de 240 milhões de pessoas em 78 países ao redor do mundo, incluindo o Brasil. Aqui, a doença causada pela espécie Schistosoma mansoni acomete cerca de 1% da população brasileira (cerca de 2.130.000), segundo dados recentes da Fundação Oswaldo Cruz. Além de ser responsável por cerca de 500 mortes anuais somente no Brasil a esquistossomose encontra-se atrelada à uma alta morbidade. Um fator importante que contribui para a alta incidência da doença refere-se aos testes de diagnóstico existentes que ainda carecem de sensibilidade e especificidade, particularmente na detecção de casos de baixa parasitemia. Estima-se que 20 a 30% das infecções ativas passem despercebidas em exames rotineiros para detecção de ovos nas fezes, levando ao diagnóstico tardio da doença com consequente comprometimento visceral para o paciente. Um melhor entendimento dos mecanismos envolvidos na interação parasito-hospedeiro poderia apontar moléculas de interesse para o diagnóstico da infecção. Nos últimos anos nosso grupo de pesquisa vem concentrando esforços para a caracterização da glândula esofagiana de S. mansoni e S. japonicum. Como parte integrante do tubo digestivo desses vermes o lúmen esofágico constitui uma importante interface parasito-hospedeiro devido à demonstrada acessibilidade a anticorpos circulantes. De particular interesse para essa proposta é o fato dele ainda representar um sítio onde complexas interações entre as secreções esofagianas e células sanguíneas são conduzidas, dando início ao processamento sanguíneo. Neste contexto, esse projeto pretende por meio de uma abordagem proteômica em larga escala, identificar secreções esofagianas como possíveis biomarcadores de infecção por S. mansoni em soro e urina durante a ocorrência da esquistossomose humana. Dados recentes do nosso laboratório demonstraram por meio de quantificação absoluta que algumas proteínas da glândula esofagiana, particularmente as de menor massa molecular, apresentaram alta taxa de síntese e secreção atingindo cerca de 475 milhões de cópias por célula. Devido à essa magnitude de síntese tais moléculas foram passíveis de serem identificadas no sobrenadante de cultura de vermes após eventos de regurgitação constantemente realizados pelo parasito. A identificação de tais proteínas em fluidos como sangue e urina poderá revelar novos biomarcadores específicos de infecção ativa e dessa forma contribuir sobremaneira no aperfeiçoamento de testes diagnósticos para a esquistossomose.
  • Universidade Federal de Ouro Preto - MG - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022
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William Douglas Gomes Peres

Ciências Humanas

Filosofia
  • science days: conectando as ciências e o estado à região do contestado
  • A relação da Rede Federal de Educação Ciência e Tecnologia pelo IFSC e pelo IFC presentes na região, proponentes destas atividades com a história do Contestado é ampla. Seja pela questão territorial, pois Caçador e as cidades nominadas fazem parte da região e teve em seu território, deflagrada a Guerra do Contestado (1912-1916), evento que modificou não só a cidade, mas como toda a região, como pode ser visto anteriormente. Desde sua emancipação, em 1934, Caçador tem uma preocupação constante com a questão da Guerra do Contestado, e que esse conflito, que tem em seu âmago questões ainda latentes, como a questão de terras, a economia baseada na extração da madeira, a questão ferroviária e o esquecimento e silenciamento de uma identidade regional, a do caboclo. Essa preocupação vem sendo exposta e trabalhada junto às escolas, principalmente, municipais e estaduais, que tem em seu currículo, temas ou matérias relacionadas ao Contestado e tem trabalhado junto aos municípios vizinhos com ações de preservação, conservação e divulgação da questão do Contestado, principalmente, através das atividades da Semana do Contestado. Desde 2010, a Prefeitura Municipal de Caçador tem sob sua manutenção, o Museu Histórico e Antropológico da Região do Contestado, instituição criada para preservar, conservar e comunicar/divulgar a história e memórias da região do Contestado. Para isso, a Prefeitura Municipal vem, a cada ano, buscando aperfeiçoar o seu quadro funcional, com a Coordenação do Museu, sendo feita por um historiador com especialização em História, e a gestão museológica, feita por uma museóloga, com especialização em arquitetura e patrimônio arquitetônico e com mestrado em Patrimônio, Cultura e Sociedade, com a dissertação intitulada: “Quem tem mói, mói; quem não tem, mói também: as representações do “outro” no Museu Histórico e Antropológico da Região do Contestado, Caçador/SC”. Estudo esse de extrema relevância no campo das ciências sociais, por abordar as questões de representações sociais, onde há sempre divergências. De um lado, há, involuntariamente, o empoderamento do “vencedor” (THOMÉ, 1999), visto pelos homens, e, de outro, um lado mais histórico e humanitário, visto pelas mulheres, no quadro e nos bonecos. Tanto homens como mulheres, como visto supra, têm sua representação da Guerra do Contestado como algo muito ruim, que fez vítimas em suas famílias e deixou a região alterada socioeconomicamente até hoje. A Teoria das Representações Sociais serviu para a compreensão da identidade grupal dos visitantes, em menor ou maior grau, com a Guerra do Contestado. E, a partir dela viu-se uma ligação forte entre os visitantes e a etnia cabocla, parcamente tratada pela expografia do Museu, como aferiu-se na amostragem dos questionários da dissertação. O trabalho com as representações em museus auxilia na compreensão dos diferentes públicos que por ali passam, e como cada grupo social pensa, como esses pensamentos foram construídos e como essas representações influenciam sua passagem pelos museus. Os grupos sociais, em suas respostas, falaram muito da ausência do caboclo na exposição do Museu do Contestado. O Museu, aprimora, anualmente, o conhecimento de seu acervo e consequentemente, sobre as exposições, proporcionando aos visitantes um espaço de fruição, mas também de aprendizado, principalmente da história da região. Os funcionários do Museu também, como apoio da Prefeitura Municipal estão em constante aprimoramento, com participação em oficinas de capacitação, simpósios, e cursos. Em todo esse trabalho em prol da memória e da história do Contestado, o Museu recebe, anualmente em torno de 7 a 10 mil visitantes, oriundos das mais diversas cidades do país, e de alguns outros países. Além de toda esse aparato museológico e histórico, o Museu conta, também, com atividades educativas, que vão desde as mediações/monitorias de grupos, exposições (curta, média, longa duração e itinerantes) até palestras, oficinas e seminários sobre o tema da instituição, levando assim a sua missão como museu para várias cidades do Contestado. Além disso, as cidades da região vem num crescente movimento, desde 2015, e demais parceiros, trabalham com a Semana do Contestado. Semana esta que é mais um momento e meio de comunicação das instituições com os cidadãos da comunidade onde estão inseridas. Uma forma de disseminar não só atividades acadêmicas, mas também as memórias e histórias de um povo, de sua própria população. E, assim, as instituições, prefeituras e estruturas públicas, através de seus servidores e órgãos componentes, se coloca como meio, também, de desenvolvimento e socialização de conhecimentos e fomento da feira de ciências Science Days, muito importante para a região do Contestado.
  • Instituto Federal de Santa Catarina - SC - Brasil
  • 28/12/2020-31/12/2022
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William Douglas Gomes Peres

Outra

Divulgação Científica
  • rede contestado para a redução da desigualdades: a inteligência artificial conectando presente, passado e futuro
  • A cultura que envolve a região do Contestado, exacerba a falta de acesso às cientificidades, tecnologias e demais outras áreas, propostas pela chamada, isto porque se faz necessário o apoio financeiro para realização deste evento visto as condições dos municípios e da região participante. Assim, em 2018 e 2019 foram possíveis diversas ações no Contestado, envolvendo inúmeras parcerias e instituições, e essa prática precisa ser continuada visando a redução das desigualdades em conjunto com o desenvolvimento da bioeconomia, da diversidade e da riqueza para o desenvolvimento sustentável local, agora conectada com a inteligência artificial como última fronteira: a de popularizar nos meios adequados o conhecimentos e saberes construídos neste território catarinense. . Com isso é preciso que aconteçam eventos e atividades que relacionem o acesso ao conhecimento e a redução das desigualdades de modo efetivo e atento, construindo uma agenda permanente de práticas de ciência e tecnologia, visando por si só democratizar o acesso e a popularização da educação e da ciência. Educação é instrumento para redução das desigualdades, de sobressalto, o mais importante, porque é a ferramenta de acesso desde os menos instruídos, aos altamente capacitados, conectando conhecimentos e assim, reduzindo fronteiras entre povos e coletividades, ampliando as conexões entre as escolas e as comunidades, seja na pesquisa, extensão ou pela função precípua de ensino das instituições. Diante deste contexto a “Rede Contestado para a redução da desigualdades: diversidade e riqueza para desenvolvimento sustentável”, é uma oportunidade para as pessoas que não tem acesso ao meio acadêmico ingressarem neste ambiente e revisitarem as lições da ciência e tecnologias populares, promovendo a inclusão social e econômica de uma parcela da comunidade através de um despertar comum, combatendo sobremodo as desigualdades sociais exacerbadas na região do Contestado, inclusive trazendo à tona novas visões no arranjo produtivo regional, objetivando o empoderamento e o protagonismo destas comunidades. Desta monta, visam-se ações como concursos de textos e desenhos na rede pública de ensino básico, construção de um seminário local para apresentação de banners sobre as temáticas da semana proposta, de modo a construir a continuidade de uma agenda de semanas acadêmicas do Contestado em forma de seminário ou equivalente construída em conjunto com a comunidade envolvida, para que os acadêmicos partilhem e debatam seus estudos sobre o tema, colocando a região na rota dos eventos científicos nacionais. Assim, o foco deste projeto é, promover eventos e ações de divulgação e popularização da ciência que, por meio da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, estimulem a curiosidade científica, o caráter inquiridor e o pensamento crítico dos cidadãos, sendo um dos caminhos a realização do Segundo Congresso Nacional do Contestado, tornando-se este um espaço de construção e vazão das discussões históricas, culturais, antropológicas, econômicas, sociais, entre tantas outras, oportunizadas através da implantação de um espaço acadêmico de debates e trocas não apenas regionais, mas nacionais que reflitam no Contestado. A preocupação com a qualidade de vida das famílias que vivem nesta região também justifica a inserção de aspectos ambientais na proposta. Saber gerenciar os materiais comprados e os resíduos produzidos, além de colaborar para a economia de dinheiro traz benefícios ambientais e sociais. Com foco nesta prática, pretende-se abordar na Semana do Contestado, atividades que reutilizem materiais, ou nas quais se usem insumos simples que se possui em casa para disseminação de práticas de ciência popular, como fazer sabão, hortas verticais, soro caseiro, dentre outros, e que estes possam também complementar a renda da família, seja na criação de produtos artesanais, dispostos a venda durante a semana, seja pela simples atitude de reutilizar e não precisar adquirir o produto novamente. Desta forma, ainda, celebrar a ciência medicinal popular, através do resgate histórico dos remédios caseiros, chás de plantas e ervas medicinais que visem, acima de tudo, dar condição caseira para tratar de patologias simples através destas ervas medicinais e dos conhecimentos populares é uma maneira de alicerçar a saúde pública, pelo conhecimento extra-muros. Fajardo, Calage e Joppert (2002) destacam que a pouca oferta de empregos para grupos específicos da população tem despertado nas pessoas o desejo de obter uma renda através do trabalho autônomo. As atividades visam movimentar os espaços públicos da comunidade de Caçador e região, visando estimular a livre circulação e apropriação do conhecimento a todas as camadas da sociedade, em especial as socialmente vulneráveis, trabalhando nas regiões mais pobres, com atividades nômades e concomitantes em várias comunidades da região, tais como oficinas, palestras, rodas de conversa, celebração de arte popular, fomento a religiosidade como fenômeno de estudo científico, instalação de hortas comunitárias e divulgação de ervas medicinais, entre outras, para estimular o desenvolvimento da economia solidária. As mulheres da região do Contestado sofrem em demasia com o preconceito e com a violência, doméstica principalmente. Os eventos em sua amplitude, pretendem também trazer as mulheres para o centro do debate, visando o fortalecimento e empoderamento das mesmas. Isto se dará através da apresentação de instituições de proteção, de discussões e explanações sobre seus direitos, buscando, desta maneira contribuir no acesso à informação e as possibilidades de ajuda oferecidas. É necessário destacar também que uma das maneiras de fortalecer os debates acerca de empoderamento feminino passa, sem sombra de dúvidas, pelo despertar científico das mesmas, e nisto o estabelecimento na região dos Institutos Federais e a parceria destes com as Universidades e as escolas da rede básica de ensino se tornam essenciais.
  • Instituto Federal de Santa Catarina - SC - Brasil
  • 22/10/2020-30/04/2021