Projetos de Pesquisa

 

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Alexandre Pastoris Muller

Ciências Biológicas

Bioquímica
  • efeitos do tratamento com insulina intranasal e nanoparticulas de ouro em modelos de doença cerebral
  • Doenças próprias do envelhecimento passaram a ganhar maior expressão no conjunto da sociedade, como a doença de Alzheimer (DA), ocasionando um sério problema para os sistemas de saúde, entretanto os fármacos disponíveis atualmente são pouco eficazes em retardar a progressão da doença. A DA é uma doença neurodegenerativa, caracterizada por perda progressiva de memória e funções cognitivas associada com a perda de neurônios e perda sináptica que em sua etiologia está a neuroinflamação, estrese oxidativo e possivelmente resistência cerebral à insulina. A neuroinflamação está associada à demência cerebral, onde as células glias, em especial, astrócito e micróglia, são submetidas à ativação por mediadores pró-inflamatórios como TNF-α, interleucinas (IL-1β e IL-6). Em contrapartida, a microglia ativada pode apresentar um fenótipo neuroprotetor caracterizado por aumento da expressão e liberação dos fatores neurotróficos (IGF-1, NGF e BDNF) e das citocinas anti-inflamatórias o que minimiza a lesão neuronal, promove reparação tecidual, melhora a saúde neuronal, em última análise, antagoniza a deterioração da memória. Novos fármacos e/ou o uso de fármacos já conhecidos usados para outras doenças, mas que possam ter um efeito em modular ações inflamatórias e oxidativas podem ser alvos para o tratamento de doenças cerebrais crônicas. O uso de insulina intranasal está sendo testado em ensaios clínicos para o tratamento da DA e tem se mostrado muito promissor por atuar como anti- inflamatório e antioxidante no sistema nervoso central (SNC). Além disso, novas tecnologias são necessárias para o tratamento de DA e as nanoparticulas de ouro (GNP), por apresentar efeito anti- inflamatórios e antioxidante, podem ser alvos farmacológicos. O projeto tem o objetivo de avaliar a administração de insulina intranasal e GNP sobre parâmetros comportamentais e neuroquímicos para o tratamento de modelos de demência, além do desenvolvimento de um novo fármaco associando insulina e GNP para doenças cerebrais com a possível geração de uma patente. Utilizares culturas celulares de neurônios e astrócitos e modelos in vivo em ratos Wistar machos adultos para testar as hipóteses. Para induzir neuroinflamação o lipopolissacarídeo (LPS) será utilizado, para indução de demência por taupatia será utilizada ácido ocadaico e para induzir resistência cerebral à insulina será utilizada de estreptozotocina intracerebroventricular. Estes compostos serão utilizados diretamente em culturas celulares ou por injeção intracerebroventricular/ hipocampal. Os tratamentos com insulina 20U, e/ou com GNP no tamanho de 20nm e concentração de 2,5 mg/kg administradas diretamente nas culturas ou via intranasal começarão após a indução dos modelos. Um novo composto será produzido, com a associação de insulina e GNP com a intenção de aumentar a ação protetora dessas moléculas no cérebro. Após os tratamentos avaliaremos a função cognitiva, marcadores de estresse oxidativo, neuroinflamação e funcionalidade mitocondrial. Com estes resultados pretendemos verificar se os tratamentos com insulina intranasal e GNP e também sua associação podem ser eficazes em modelos de doenças cerebrais, propondo novas abordagens para o tratamento de demências.
  • Universidade do Extremo Sul Catarinense - SC - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022
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Alexandre Prehn Zavascki

Ciências da Saúde

Medicina
  • ensaio clínico aberto randomizado comparando meropenem em dose otimizada em infusão contínua com meropenem em regime padrão no tratamento de infecções graves por enterobactérias resistentes aos carbapenêmicos –optimero
  • Infecções por Enterobactérias resistentes aos carbapenêmicos (ERC) são altamente incidentes em hospitais brasileiros. O tratamento é usualmente composto de uma polimixina, geralmente combinada com um segundo antimicrobiano (com ou sem susceptibilidade in vitro), usualmente os próprios carbapenêmicos, como o meropenem, em doses altas padrão, amicacina e/ou tigeciclina. O benefício da associação de carbapenêmicos a esses esquemas é extremamente discutível, mesmo em doses altas (2g de 8/8h em infusão estendida - IE) devido ao fato da maioria dos isolados de ERC apresentarem altos níveis de resistência a esses antimicrobianos (Concentração inibitória mínima > 8mg/L) e amicacina ou tigeciclina tem apresentado baixa eficácia in vivo e/ou elevada toxicidade. O resultado prático é a emergência de uma epidemia de infecções sem tratamento antimicrobiano efetivo, ocasionando as elevadas taxas de mortalidade. O meropenem é um antimicrobiano extremamente potente da classe dos beta-lactâmicos, que são antibióticos seguros, com ampla janela terapêutica. Esquemas de combinação de antimicrobianos utilizando meropenem em altas doses são utilizados para o tratamento de ERC quando o nível de resistência é baixo (CIM ≤8mg/L) com evidência de benefícios em mortalidade, porém, a combinação de meropenem para isolados com CIM >8mg/L não tem benefício clínico comprovado. Esquemas de meropenem em regime otimizado de doses em infusão contínua (IC) são capazes de atingir o alvo farmacocinético/farmacodinâmico (PK/PD) necessário para morte bacteriana em isolados com altos níveis de resistência aos carbapenêmicos (CIM até 64mg/L), tornando o meropenem através dessa estratégia posológica uma possível opção para o tratamento de ERC. Infecções por ERC apresentam elevada mortalidade pela baixa eficácia clínicas das alternativas disponíveis de esquemas efetivos. Portanto, se a atividade de meropenem pode ser resgatada contra esses isolados, esse antimicrobiano pode tornar-se uma alternativa potencialmente segura e eficaz no tratamento destas infecções, desde que esquema de doses seja otimizado e administrado em IC. Um ensaio clínico randomizado é o melhor desenho para a avaliar a eficácia e a segurança desta estratégia o tratamento destas “superbactérias” O presente estudo pretende avaliar a eficácia e a segurança de doses otimizadas de meropenem em infusão contínua mais melhor tratamento disponível (DO-IC) comparado a meropenem em dose alta padrão em infusão estendida mais melhor tratamento disponível (DA-IE) no tratamento de infecções graves por ERC. 132 pacientes serão randomizados (66 para cada estratégia terapêutica).
  • Hospital de Clínicas de Porto Alegre - RS - Brasil
  • 20/08/2018-31/07/2021
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Alexandre Pucci Hercos

Outra

Divulgação Científica
  • semana nacional de ciência e tecnologia do instituto de desenvolvimento sustentável mamirauá- inteligência artificial: a nova fronteira da ciência brasileira
  • Considerando a necessidade de contextualização interdisciplinar e de uma melhor integração Instituto / professor / aluno / comunidade, o Instituto Mamirauá promove anualmente a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia na cidade de Tefé. Durante este evento a instituição promove uma mostra de pesquisas e de componentes dos trabalhos realizados na região, permitindo vincular a produção do conhecimento científico e tecnológico aos desafios sociais que vivemos, abordando a ciência como um instrumento de transformação social e desenvolvimento humano Em Tefé, assim como em todo o país, o evento é realizado pelo Instituto Mamirauá desde 2004. São promovidas palestras, atividades lúdicas, exposições e visitas guiadas para membros da comunidade, sempre voltadas ao tema do evento nacional que este no será “Inteligência Artificial: A Nova Fronteira da Ciência Brasileira”. Entre 2011 e 2019, mais de 20 mil pessoas participaram da SNCT em Tefé, e distribuímos mais de 50 mil publicações.
  • Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá - AM - Brasil
  • 20/10/2020-30/04/2021
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Alexandre Reis Machado

Ciências Agrárias

Agronomia
  • diversidade e relacionamento filogenético de espécies de botryosphaeriaceae fitopatogênicos e endofíticos da mandioca no nordeste do brasil
  • A mandioca é uma planta arbustiva, de fácil cultivo, e que apresenta um sistema radicular rico em amido, sendo muito utilizada na alimentação humana, animal, e na indústria. Além disso, possui elevada importancia econômica e social, gerando emprego e renda, sobretudo nas regiões mais carentes do Brasil. Diversas doenças podem limitar a produção de mandioca, entretanto as podridões radiculares destacam-se devido afetarem diretamente o produto a ser comercializado e por serem causados por patógenos que sobrevivem no solo e de difícil controle. A podridão negra das raízes é uma das principais doenças, e vem sendo responsável por perdas imensuráveis no campo e também durante o armazenamento. Em um estudo recente, verificou-se com base análises de apenas seis isolados, que se os agentes etiológicos se tratavam de duas espécies de Lasiodiplodia e uma de Neoscytalidium (Botryosphaeriaceae, Ascomycota). Entretanto, essa doença ainda precisa ser melhor investigada, através de uma coleta mais abrangente e representativa, e analisando-se um número maior de isolados. Além da podridão negra das raízes, atualmente tem-se verificado uma elevada incidência de podridão seca das manívas em diversas áreas cultivadas na região Nordeste do Brasil. Essa doença tem sido associada somente à espécie Lasiodiplodia theobromae, mas até o momento nenhum estudo acurado e abrangente foi realizado para verificar a existencia de um número maior de espécies associados a essa doença. Geralmente o cultivo da mandioca é realizado material propagativo (manívas) de baixa qualidade e especula-se que a elevada incidência de podridão negra das raízes pode estar relacionada a utilização de material propagativo doente, ou seja, com sintomas de podridão seca das manivas, ou ainda, manívas aparentemente sadias, porém contendo o patógeno na forma latente (endofítico). Entretanto, essa hipótese ainda necessita ser provada. Assim, diante da importância fitopatológica de fungos da família Botyosphaeriaceae, das perdas causadas pela incidência de doenças na cultura da mandioca e da carência de estudos visando identificar corretamente os agentes etiológicos de doenças dessa cultura no Brasil, é de extrema necessidade a investigação da diversidade e patogenicidade de Botryosphaeriaceae associadas à podridão seca das manívas e à podridão negra das raízes da mandioca na região Nordeste do Brasil, elucidar suas relações ecológicas e filogenéticas com as espécies endofíticas. As informações a serem obtidas nesse estudo contribuirão para futuros estudos envolvendo o desenvolvimento ou busca por variedades de mandioca resistentes à podridão seca das manívas e podridão negra das raízes de mandioca, e certamente para a definição de estratégias de controle dessas doenças.
  • Universidade Federal de Pernambuco - PE - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022