Projetos de Pesquisa

 

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Rosa Maria Esteves Arantes

Ciências Biológicas

Morfologia
  • medicina, fisiologia e antropologia antártica - sobrevivendo no limite : da fisiologia de extremos à gestão da saúde na antártica
  • Sendo este projeto continuidade daquele encaminhado pelo Grupo Mediantar no edital 64/2013 é importante indicar os principais produtos do projeto que contabiliza trabalho publicado em revista cientifica internacional indexada, QUALIS A1 na área polar especifica (Moraes et al, J of Circump Health, 2018) e outros trabalhos trabalho submetidos a revistas com bom impacto Qualis. A lista dos produtos está no Quadro 1 do Projeto Detalhado anexo. Destaca-se nossa curadoria da exposição Expedição Antártica que foi exibida com sucesso de público no Espaço do conhecimento da UFMG (mais de 40.000 visitantes). Enquanto os demais projetos brasileiros no Proantar se ocupam dos eixos temáticos dentro das linhas indicadas no Plano de Ação 2013-202, nosso projeto se ocupa de estudar aspectos fisiológicos, neurobiológicos e sociais, (Eixos Temáticos emergentes G e H deste edital) relacionados a pesquisadores e militares das Operações. Nosso foco é na compreensão de vários aspectos da interação do homem nos ambientes antárticos. A vida na Antártica envolve desafios para a fisiologia humana devido ao clima extremamente frio e às situações de isolamentos e confinamentos. Ao longo de uma expedição para a Antártica podem ser experimentados baixa a sensação térmica, o isolamento e a sensação de monotonia sensorial da paisagem, a situação de confinamento, a elevada incidência de raios UVA e as condições de luz específicas dos polos (24h de luz no verão e 24h de escuro no inverno) (PALINKAS e SUEDFELD, 2008; OLSON, 2002). Somado a isto, o estresse associado ao esforço físico em campo pode estar associado a alterações das respostas fisiológicas e funcionais, tais como alterações hormonais e no sistema nervoso central, alterações no ritmo circadiano, mudanças na microbiota intestinal, sendo, inclusive, considerado o ambiente terrestre que mais se aproxima das experiências espaciais (SHEPANEK; LUGG, 1999), já que uma jornada extraterrena inclui a preparação de astronautas para o isolamento, confinamento e o ambiente extremo - identificado pelo acrônimo ICE (EDWARDS, LLOYD, 2017). Assim, uma das melhores maneiras de estudar o ICE na Terra é observando outras pessoas que também passam vários meses nestas condições – o que ocorre com os expedicionários (pesquisadores e militares) que se deslocam para Antártica. Sendo a Antártica o ambiente mais desafiador do ponto de vista fisiológico; tendo o frio, o isolamento e o confinamento como estímulos estressores, e a aclimatização e o exercício físico como atenuantes da ativação simpática e da supressão imunológica causadas pelo frio -, nossa hipótese é que os indivíduos que realizam pesquisas de campo na Antártica adaptem-se de forma diferente dependendo de sua capacidade aeróbica e da realização de exercícios físicos. O objetivo principal deste estudo é avaliar as respostas neurobiológicas e comportamentais ao confinamento, à aclimatização ao frio em indivíduos na antártica. Este projeto de pesquisa científica é multi e interdisciplinar nas áreas de Medicina polar, Biologia e Fisiologia, Neuropsicologia e Ciências Humanas (Antropologia da Saúde e do Gênero, e Ciências Políticas) e visa contribuir para geração de conhecimentos e inovação científica na área da saúde humana em ambientes ICE. O grupo de pesquisas Mediantar é bem estruturado e produtivo, com colaboração internacional efetiva (um laboratório em Punta Arenas (UMagalhaes) e com dois laboratórios na UFMG (NIPE e LAFISE) que proporcionam incremento à infraestrutura portátil para pesquisa em campo antártico (navios, acampamentos, refúgios) que será potenciada pela criação e manutenção de um laboratório na nova Estação Antártica Brasileira equipado para operar nas invernagens, quando as variáveis ambientais (ciclo luz, dia-noite, frio, paisagem, isolamento, desamparo) atingem seu ápice. No projeto detalhado anexo estão desenvolvidas as nossas hipóteses de trabalho, e delineados os campos de investigação que compreendem também aspectos oftalmológicos, hormonais, psicológicos e médicos afim de investigar o adoecimento físico e psíquico em campo. Além disto, aspectos da gestão dos programas antárticos e suas agendas de investimento em saúde e pesquisas médicas serão estudados pois a saúde nestes ambientes perpassa questões de gênero, poder, hábitos comportamentais demandando pesquisas sociológicas em assédio sexual, feminismo, masculinidade, uso de drogas prescritos ou não, álcool, e cigarro na Antártica. Estas abordagens visam caracterizar os problemas e desenvolver estratégias para conhecer os fatores humanos, organizacionais e ambientais que podem ser acessados para melhoria da qualidade de vida e da saúde nestes ambientes. Em termos de Divulgação da Ciência, teremos a Exposição Itinerante agendada em conjunto com O museu do Ponto da UFMG para disseminar a experiência sensorial da Antártica, como continuidade à experiência da Exposição Expedição Antártica realizada em Belo Horizonte. A itinerância das Cápsulas Portáteis que serão construídas permitirá disseminar entre o público das diversas localidades visitadas pelo Museu de Ciência, que funciona em um ônibus, e é uma atividade de grande repercussão na sociedade.As atividades do Museu do Ponto já estão institucionalizadas e são financiadas com verba da UFMG e projetos pontuais. Haverá uma Semana de "Corpo e Antártica" no Espaço do Conhecimento da UFMG, na Praça da Liberdade, em Belo Horizonte. Esta atividade permite divulgar os resultados de nossa pesquisa em um enfoque integrado entre as ciências humanas (antropologia da saúde, antropologia do Corpo) e a biologia humana (fisiologia dos extremos). Um catálogo impresso, memória da bem-sucedida exposição Expedição Antártica realizada em 2017/2018 será impresso. A rede pública de ensino dos Estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro, e Pernambuco serão visitadas em um programa de divulgação sobre A Antártica, com adaptação do conteúdo para as diversas faixas etárias. Espera-Formação de recursos humanos pós graduados
  • Universidade Federal de Minas Gerais - MG - Brasil
  • 25/12/2018-31/12/2022
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Rosa Maria Rodrigues Lopes

Ciências Sociais Aplicadas

Turismo
  • governança turística na perspectiva do desenvolvimento regional do polo costa branca/rn/brasil
  • Analisar as políticas públicas e a governança tem sido tema de diversos estudos. Mesmo havendo divergências conceituais, existe um alinhamento teórico que compreende a governança respaldada na governabilidade que tem o estado como instância central em um contexto diversificado da perspectiva de interesses dos atores. Assim, a governança permeia o estudo do planejamento e gestão do turismo, que como atividade alternativa ao desenvolvimento regional manifesta impacto nos territórios. Daí a relevância de se discutir o tema no contexto do Programa de Regionalização do Turismo, caso do Polo Costa Branca, objeto deste estudo, cuja realidade evidencia problemáticas, as quais destacam-se: dificuldade de compreensão do Polo em uma perspectiva identitária; ausência/ineficácia da participação dos diversos agentes do território turístico e; o padrão economicista que marca as proposições no âmbito da instância de governança. Nesse sentido, encaminha-se a questão norteadora: De que forma os desafios institucionais e organizacionais da governança turística interferem no planejamento e gestão do turismo no Polo Costa Branca? A hipótese é que a estrutura de gestão é pouco qualificada para a condução dos processos de governança turística em âmbito local, o que dificulta o direcionamento coerente de ações no sentido da articulação em torno de uma instância de governança regional, pois apesar de tratar-se de uma região turística institucionalizada desde 2005, hoje dos 17 municípios, muitos contam com infraestrutura de turismo e apoio deficientes. Metodologicamente, a pesquisa se norteará pela sistematização de estudos teóricos sobre a temática; levantamento de informações socioeconômicas da região; produção de material fotográfico e cartográfico; entrevistas com os representantes da governança turística; sistematização dos resultados para publicação de um livro e para compor tema central de evento, além da construção de site.
  • Universidade do Estado do Rio Grande do Norte - RN - Brasil
  • 28/03/2022-31/03/2025
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Rosa Maria Soares Madeira Domingues

Ciências da Saúde

Saúde Coletiva
  • uso de dados do mundo real e aprendizado de máquina na vigilância da mortalidade materna e da morbidade materna grave.
  • A razão de mortalidade materna permanece como um dos piores indicadores de saúde em locais com recursos limitados. A grande maioria dos óbitos é potencialmente evitável pela atuação oportuna dos serviços e do sistema de saúde. Entretanto, mortes maternas são raras em número absoluto, o que dificulta sua análise estatística, especialmente no âmbito local dos serviços. No espectro da morbidade materna, as condições potencialmente ameaçadoras à vida (CPAV) e os casos de Near Miss materno (NMM) - mulher que vivencia situações ameaçadoras à vida durante a gestação, o parto ou até 42 dias após o término da gravidez e sobrevive - encontram-se no extremo da gravidade. Por esta razão, o estudo da morbidade materna grave (MMG), que inclui os casos de CPAV e NMM, tem sido recomendado como uma estratégia complementar para a redução da mortalidade materna, por ser mais frequente e compartilhar dos mesmos determinantes do óbito materno. A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda a utilização de critérios padronizados para a classificação desses eventos, o que permite a sua comparação entre serviços e países e o monitoramento ao longo do tempo. No Brasil, o Sistema de Informações Hospitalares do Sistema Único de Saúde (SIH-SUS) é o único sistema de informação disponível que contém informações sobre morbidade materna. Entretanto, estudos nacionais evidenciam incerteza quanto à utilização desse sistema para o estudo da MMG. Alguns autores indicam as vantagens do SIH-SUS, tais como a elevada cobertura de parto hospitalar no país e a disponibilidade de informação. Outros, no entanto, apontam para a dificuldade de operacionalização dos critérios recomendados pela OMS com os dados disponíveis no SIH-SUS e sua utilização prioritária para o pagamento das internações, com dúvidas sobre a qualidade da informação. Existe, portanto, uma lacuna de conhecimento sobre a possibilidade de utilização do SIH-SUS para o estudo da morbidade materna. Além disso, sabe-se que a razão de mortalidade materna é um importante indicador de desigualdade social, sendo mais elevada em populações mais vulneráveis. Dessa forma, a incorporação de indicadores sociais, econômicos, demográficos e de acesso a serviços na vigilância da saúde materna, além dos indicadores de morbidade e mortalidade, podem propiciar o monitoramento e a identificação oportuna de populações em situação de maior vulnerabilidade, com intervenções visando a melhoria do cuidado e a prevenção de óbitos maternos. Esse sistema de monitoramento com uso ampliado de indicadores teria a vantagem de permitir a identificação de locais com maior vulnerabilidade mesmo em períodos sem óbito materno. Os objetivos desta proposta são o desenvolvimento e validação de um algoritmo para a identificação da MMG, utilizando dados do SIH-SUS e técnicas de aprendizado de máquina; a validação de critérios para NMM propostos por alguns autores nacionais, com base em dados do SIH-SUS; e a criação de um painel de vigilância da saúde materna com uso de indicadores provenientes de diversos sistemas de informação disponíveis no Brasil. O estudo será desenvolvido em três etapas. Na primeira será desenvolvido um algoritmo preditivo para a identificação de morbidade materna grave utilizando bancos de dados não identificados do SIH/SUS (microdados) disponíveis publicamente (Brasil, 2010-2020). O desfecho (label) será o óbito materno. A idade materna, características obstétricas, diagnósticos, procedimentos médicos e permanência em Unidade de Terapia Intensiva serão os preditores avaliados. Os dados relacionados ao tipo de hospital serão usados para verificar se existe uma diferença nos preditores de acordo com o contexto do hospital. Também estudaremos um subconjunto de pacientes que apresentem diagnóstico de COVID-19. Várias técnicas serão utilizadas para a exploração de dados (visualização e aprendizagem não supervisionada de máquina) e predição (aprendizagem de máquina supervisionada) A segunda etapa será um estudo de validação de constructo do algoritmo desenvolvido na primeira etapa. A base de dados do estudo “Nascer no Brasil” será empregada como padrão de referência. O estudo Nascer no Brasil é um inquérito nacional, realizado nos anos 2011 e 2012, com 23.894 mulheres, que identificou 199 casos de Near Miss materno por meio de análise de prontuários hospitalares, utilizando a classificação de casos preconizada pela OMS. Faremos análises de validação convergente e divergente. Adicionalmente, serão validados (validade de critério) os critérios que tem sido utilizados por autores nacionais como proxy da definição de caso de NMM preconizada pela OMS e que são baseados em diagnóstico de internação e procedimentos registrados no SIH/SUS. Para essa análise, as informações do estudo “Nascer no Brasil” serão empregadas como padrão ouro, sendo calculadas as medidas de acurácia. A coordenação do estudo “Nascer no Brasil” disponibilizará a base de dados vinculada, pelo Ministério da Saúde, à base de dados do SIH/SUS, anos 2011/2012. Na terceira etapa, será desenvolvido um painel online a ser utilizado por gestores do Sistema Único de Saúde para a vigilância e controle da mortalidade materna. Para selecionar os indicadores a serem incluídos no painel, construiremos modelos preditivos usando técnicas de aprendizado de máquina supervisionado. Os modelos serão construídos no nível ecológico (cidades), incluindo os indicadores do SIH-SUS validados nas etapas anteriores, bem como indicadores demográficos, socioeconômicos, de recursos e de cobertura de serviços de diversos sistemas de informação. Para os indicadores selecionados, serão desenvolvidas rotinas ETL (extração, transformação e carregamento do banco de dados). Os dados serão armazenados no Elasticsearch e apresentados em um painel online. O projeto será desenvolvido por epidemiologistas, obstetras e especialistas em ciência de dados de diversas instituições.
  • Fundação Oswaldo Cruz - RJ - Brasil
  • 15/12/2020-31/01/2023
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Rosalia Mendez-Otero

Ciências Biológicas

Fisiologia
  • desenvolvimento de produtos terapêuticos investigacionais de terapia celular e gênica ex vivo `a base de células-tronco mesenquimais e seus derivados para o tratamento de doenças neurodegenerativas, oculares e avc
  • As doenças neurológicas são altamente prevalentes e apresentam uma grande morbidade e mortalidade. Estima-se que, com o envelhecimento progressivo das populações, a incidência destas doenças tenderá a crescer de tal forma que, em países desenvolvidos, elas vêm sendo consideradas como o maior problema de saúde pública em função do ônus que acarretam aos sistemas de saúde. Por exemplo, dados da Organização Mundial de Saúde indicam que o acidente vascular cerebral (AVC) é a terceira maior causa de morte no mundo e a maior causa de incapacitação de indivíduos adultos. No Brasil, segundo dados do Ministério da Saúde, o AVC é o segundo maior responsável pelo número de óbitos e a maior causa de incapacidade em indivíduos adultos. Por outro lado, a dificuldade de tratar doenças neurodegenerativas crônicas, como a doença de Alzheimer, é agravada pelo conhecimento ainda incompleto acerca das suas bases de patogênese e pela alta prevalência de multimorbidades, incluindo a co-existência de doenças cerebrovasculares prévias agudas (como o próprio AVC) ou crônicas em pacientes com diferentes tipos de demências. As terapias farmacológicas existentes atualmente para doenças neurológicas são pouco eficientes e há uma grande necessidade de se desenvolver novos paradigmas que permitam mudar o quadro atual de tratamentos para pacientes com lesões ou doenças crônico-degenerativas do sistema nervoso. Nos últimos anos, diversos grupos de pesquisa vêm se dedicando ao estudo de células-tronco e seu potencial terapêutico em doenças e lesões neurológicas. A hipótese de trabalho é a de que as células-tronco podem ser utilizadas em terapias celulares de doenças neurológicas, seja substituindo células perdidas em lesões ou doenças, seja aumentando a capacidade de regeneração existente dentro do próprio tecido nervoso por mecanismos de neuroproteção e/ou de neuroregeneração ou ainda modulando a neuroinflamação. O objetivo final destas terapias celulares é o de diminuir e/ou recuperar a perda funcional que ocorre após lesão do sistema nervoso adulto. No período compreendido por este projeto, desenvolveremos estudos pré-clinicos visando esabelecer as bases necessárias para a utilização dessas terapias avançadas em estudos clínicos e, futuramente, no SUS como tratamento. Os estudos pré-clínicos de terapias celulares serão realizados em modelos animais já padronizados pelos grupos participantes da proposta, incluindo esclerose lateral amiotrófica (ELA, glaucoma, AVC hemorrágico e doença de Alzheimer, bem como em um novo modelo a ser desenvolvido de comorbidade Alzheimer/Doença Cerebrovascular. Em vários destes estudos, demonstramos efeitos terapêuticos das células-tronco e/ou das vesículas extracelulares (VEs) liberadas por estas células e investigamos possíveis mecanismos de ação, como atestado em diversas publicações do grupo. A partir da identificação de mecanismos de ação que sugerem um efeito parácrino destas células através da liberação de fatores neurotróficos e/ou neuroprotetores, inciamos estudos que visam a terapia gênica ex-vivo com células mesenquimais modificadas para superexpressar fatores específicos, e este é um dos objetivos deste projeto. Mais recentemente, iniciamos uma outra abordagem, visando substituir e/ou aprimorar os modelos pré-clínicos de estudo de doenças neurológicas, que consiste na geração de células-tronco de pluripotência induzida (iPSCs) de pacientes. As iPSs geradas podem ser diferenciadas nos diversos tipos celulares e, no nosso caso específico, em diferentes tipos de neurônios, astrócitos e/ou oligodendrócitos. Linhagens de iPSCs já foram obtidas pelo grupo a partir de células mesenquimais da geleia de Wharton do cordão umbilical humano, o que nos permitirá investigar, por exemplo, as alterações genéticas identificadas nesta etapa do desenvolvimento. As iPSCs geradas a partir de cordões saudáveis podem ser utilizadas para obter células do sistema nervoso humano para estudos in vitro em substituição ao uso de células de origem animal. No caso de indivíduos adultos, iPSCs foram geradas a partir de eritroblastos obtidos de sangue periférico de indivíduos com esclerose lateral amiotrofica (ELA) e com mutações específicas prevalentes na população brasileira. As metodologias a serem utilizadas nos diferentes sub-projetos e os resultados já obtidos que subsidiaram a formulação desta proposta estão descritos nas publicações listadas ao final do formulário. O objetivo do grupo é o de buscar modelos in vitro ou in vivo que permitam investigar os mecanismos fisiopatológicos das doenças e lesões do sistema nervoso, bem como de multimorbidade no sistema nervoso central, e avaliar a segurança, eficácia e mecanismos de ação de novos produtos terapêuticos obtidos a partir de células-mesenquimais geneticamente modificadas ou não e seus derivados (VEs, por exemplo) visando a translação para a prática médica. Com os estudos básicos e pré-clínicos a serem desenvolvidos no decorrer do período coberto por este projeto, esperamos oferecer subsídios para o desenvolvimento de estudos clínicos em lesões e doenças do sistema nervoso e coordenar o desenvolvimento destes protocolos em colaboração com a área médica.
  • Universidade Federal do Rio de Janeiro - RJ - Brasil
  • 07/12/2020-31/12/2023
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Rosalia Mendez-Otero

Ciências Biológicas

Fisiologia
  • investigação dos mecanismos de ação da terapia com células-tronco mesenquimais humanas em modelos de acidente vascular encefálico e lesão de nervo óptico
  • Com o envelhecimento da população, a incidência de doenças neurológicas tende a crescer, acarretando um ônus ao sistema de saúde. Este projeto terá como foco o estudo de duas destas doenças, o acidente vascular encefálico (AVE) e o glaucoma. O AVE pode ser isquêmico ou hemorrágico (AVEh), sendo este com maiores taxas de mortalidade e incapacitação nos pacientes. O AVEh leva ao extravasamento de sangue no encéfalo, gerando uma lesão primária e o disparo de respostas inflamatórias secundárias. Os tratamentos atuais para o AVEh são limitados e não interferem na resposta inflamatória e, com isso, a terapia com células-tronco mesenquimais (MSC), que apresentam um importante efeito parácrino anti-inflamatório, surge como uma possibilidade promissora. Nosso grupo já demonstrou efeito benéfico da terapia com MSCs humanas de geleia de Wharton (hWJMSC) em um modelo AVEh, sendo necessário agora otimizar o protocolo terapêutico (janela temporal e via de injeção) em busca de melhores resultados, e investigar os mecanismos de ação da terapia. Nosso segundo modelo de estudo se baseia no sistema visual. Uma vez lesadas, as células ganglionares da retina (CGR) não regeneram e morrem progressivamente. A maior causa de cegueira irreversível no mundo é o glaucoma, caracterizado pela perda progressiva das CGRs. Até o momento não existem tratamentos que impeçam a morte das CGRs e promovam a sua regeneração. Contudo, recentemente demonstramos que o tratamento com hWJMSC foi capaz proteger as CGRs e promover sua regeneração axonal até seus alvos no encéfalo. Os efeitos terapêuticos das MSCs são atribuídos à liberação de uma variedade de fatores, incluindo as vesículas extracelulares (VEs). Assim, neste modelo, pretendemos elucidar os mecanismos de ação das hWJMSC, e também investigar o potencial terapêutico das VEs derivadas destas células.
  • Universidade Federal do Rio de Janeiro - RJ - Brasil
  • 04/02/2022-28/02/2025
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Rosana Carla do Nascimento Givigi

Ciências Humanas

Educação
  • práticas colaborativas entre pesquisadores, professores e alunos da educação especial com foco nas tecnologias digitais e comunicação alternativa
  • A inclusão de crianças com deficiência na escola comum exige uma reorganização dos níveis de apoio tanto nas escolas quanto nos serviços. A abordagem colaborativa oferece possibilidade para que se instaure o diálogo entre os envolvidos no processo de aprendizagem. No caso da Educação Especial, cujo público-alvo se constitui pelos alunos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades, o processo de ensino-aprendizagem esbarra em diversas questões, como formação dos professores, falta de investimento, pouca acessibilidade, falta de suportes adequados, especialmente para alunos com deficiências severas, dentre outras. Uma problemática importante para uma inclusão bem sucedida do aluno público alvo da Educação Especial é a definição e implementação dos suportes de apoio necessários, especialmente os que envolvem os dispositivos tecnológicos e assistivos como mediadores da educação. Este estudo toma como hipótese que o trabalho colaborativo entre pesquisadores, professores de Educação Especial e alunos com deficiência, no que se refere ao uso de recursos de tecnologia digital e comunicação alternativa, poderá contribuir de forma significativa para o acesso à aprendizagem e participação nas interações sociais. O pressuposto subjacente é que o suporte, para os alunos e professores, deve levar em consideração uma série de fatores dinâmicos em interação, sendo alguns específicos para o indivíduo, outros para o ensino e outros para as tarefas a serem realizadas. Para garantir a acessibilidade dos alunos com deficiência, é necessário em grande parte das vezes, o uso de dispositivos tecnológicos e assistivos personalizáveis e adaptáveis. Metodologicamente será uma pesquisa de natureza qualitativa, do tipo descritiva-exploratória, com fundamentação crítico-dialética. Além disso, ´será utilizada a pesquisa-ação colaborativa-crítica, numa intervenção que visa construir uma dinâmica crítico-reflexiva.
  • Universidade Federal de Sergipe - SE - Brasil
  • 16/03/2022-31/03/2025
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Rosana Goldbeck

Ciências Agrárias

Ciência e Tecnologia de Alimentos
  • bioprocesso integrado para obtenção de oligossacarídeos e nanocristais de celulose a partir de resíduos agroindustriais
  • No contexto de biorrefinaria, um dos atuais desafios é o desenvolvimento de bioprocessos integrados, eficientes e com alto rendimento que, de maneira otimizada e economicamente viável, resultem em bioprodutos diversificados de interesse industrial. A partir de materiais de baixo valor agregado, como os resíduos agroindustriais, biomoléculas de alto valor agregado, como nanocristais de celulose (NCCs) e oligossacarídeos prebióticos como xilo-oligossacarídeos (XOs) e celo-oligossacarídeos (COs) podem ser obtidos. Tanto os oligos como os nanocristais são bioprodutos de grande interesse para as indústrias químicas, alimentícias e farmacêuticas, tendo em vista seus múltiplos benefícios e a gama de possibilidades de aplicações nesses setores. Os desafios para obtenção de altos rendimentos de XOs e COs, associados com a produção economicamente viável de NCCs por rotas mais ecológicas, incentivam pesquisadores na busca por novas estratégias. Diante disso, o presente projeto tem como objetivo produzir de maneira integrada e otimizada, xilo-oligossacarídeos (XOs), celo-oligossacarídeos (COs) e nanocristais de celulose (NCCs) a partir de resíduos agroindustriais, como bagaço de cana, casca de milho e palha de arroz. Acredita-se que a integração de ondas ultrassônicas associadas à hidrólise enzimática possam promover elevados rendimentos de XOs, COs e NCCs simultaneamente. É importante salientar que este trabalho tem carácter inovador, visto que não há estudos na literatura que englobem a produção integrada e otimizada desses bioprodutos. Além disso, pretende-se estudar os principais mecanismos envolvidos nas atividades biológicas (atividades prebiótica, antioxidante, antidiabética e anti-hipertensiva) e tecnológicas (reologia, atividades emulsificantes e estabilizantes) desses biocompostos, uma vez que ainda não são totalmente elucidadas na literatura. A elucidação destas propriedades é fundamental para ampliar ainda mais a gama de aplicações destes bioprodutos.
  • Universidade Estadual de Campinas - SP - Brasil
  • 17/03/2022-31/03/2025
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Rosana Pereira Vianello

Tecnologias

Tecnologia e Inovação para Agropecuária
  • piramidação de alelos de resistência à antracnose, mancha angular, murcha de fusarium e escurecimento lento em feijão carioca via ferramentas biotecnológicas
  • Vide projeto anexo
  • Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária - DF - Brasil
  • 29/11/2019-30/11/2023
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Rosana Souza Lima

Ciências Biológicas

Biologia Geral
  • as ciências no nosso dia-a-dia
  • Visando contribuir com o ensino de conceitos fundamentais de biologia, geologia e paleontologia para o ensino médio e fundamental, o principal objetivo deste projeto é produzir e divulgar, durante os sete dias da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT) de 2021, produtos didáticos elaborados especialmente para esse período, mas que continuarão disponíveis após a SNCT para uso e download nas redes sociais da Fundação Paleontológica Phoenix e das escolas parceiras. Os temas trabalhados estão relacionados à transversalidade entre processos e eventos que relacionam a Geologia, Biologia e Paleontologia, resultando no incremento do conhecimento acerca do Planeta Terra. O projeto será monitorado em três escolas do Município de Aracaju e duas do Município de Laranjeiras. Contudo, como sua distribuição e divulgação será online, ele atingirá, de imediato, 80 escolas estaduais subordinadas à “Diretoria de Educação de Aracaju”, vinculada à Secretaria de Estado da Educação, do Esporte e da Cultura, bem como outras 242 escolas em 74 municípios do Estado de Sergipe, vinculadas às suas diretorias regionais (DREs).
  • Fundação Paleontológica Phoenix - SE - Brasil
  • 06/10/2021-31/10/2023
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Rosane de Andrade Berlinck

Lingüística, Letras e Artes

Lingüística
  • língua emcena: para uma sociolinguística histórica em peças teatrais brasileiras
  • As línguas são um fato social, logo, mutáveis e heterogêneas assim como as sociedades que as falam. Assim, essa intrínseca relação língua e sociedade tem de ser considerada no estudo histórico das línguas. Tal estudo é feito, quase sempre, a partir de documentos escritos que não representam toda a diversidade e complexidade das sociedades pretéritas, mas em geral apenas as elites letradas. Além disso, essas fontes compõem conjuntos fragmentários e heterogêneos para cada período histórico analisado. Nossa proposta visa trazer possíveis respostas para os problemas da baixa representatividade social dos corpora históricos e do anacronismo ideacional na definição de categorias de análise para fatores sociais (aplicação de conceitos modernos para descrever realidades passadas). A hipótese é que peças teatrais podem fornecer dados linguísticos associados a uma maior diversidade de perfis sociais, tendo em conta que são textos estruturados a partir do diálogo entre personagens representativos de idades, sexos/gêneros, grupos sociais, níveis de instrução diversos e que apresentam uma gama de situações de interação e de temáticas. Essa hipótese se apoia no fato de que já foi demonstrado que corpora para os quais se tem informação social sobre os escreventes (por exemplo, de correspondências pessoais) permitem identificar relações entre fatores sociais e processos linguísticos, levando a explicações mais robustas de processos de variação e mudança linguística (Conde-Silvestre, 2007; Hernández-Campoy; Conde-Silvestre, 2012). A estratégia adotada será compor um corpus de peças brasileiras dos séculos XIX, XX e XXI e caracterizar o perfil social de seus personagens utilizando categorias definidas com base na reconstrução dos contextos sócio-históricos relevantes. Tal reconstrução de contextos e perfis segue uma nova metodologia proposta no âmbito deste projeto, apoiada em um diálogo interdisciplinar com fontes e pesquisadores da História, Sociologia, Antropologia, Teatro.
  • Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho - SP - Brasil
  • 16/03/2022-31/03/2025