Projetos de Pesquisa

 

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Alexandre Kirilov

Ciências Exatas e da Terra

Matemática
  • soluções globais para operadores (pseudo)diferencias em variedades
  • Este projeto trata de questões relacionadas ao estudo de operadores diferenciais em diferentes espaços funcionais, ligados principalmente a problemas de resolubilidade e regularidade de solução, além da preservação destas propriedades após os operadores serem submetidos a perturbações. Nosso interesse é no estudo de propriedades globais de operadores (pseudo)diferenciais definidos em variedades compactas, em grupos de Lie e também sobre o espaço euclidiano. Por exemplo, se M é uma variedade fechada, D'(M) é o espaço das distribuições sobre M, e P é um operador (pseudo)diferencial sobre D'(M), procuramos condições que possam garantir que u é suave sempre que Pu for suave. Essa propriedade é conhecida como hipoeliticidade global e possui várias consequências, por exemplo: se P é globalmente hipoelítico, então o núcleo possui apenas funções suaves, consequentemente este núcleo possui dimensão finita. A hipoeliticidade global, assim como a resolubilidade global, tem sido amplamente estudada nos últimos anos, especialmente no caso em que a variedade fechada M é o toro n-dimensional e o operador é um campo ou sistema de campos vetoriais. Nos últimos anos obtivemos avanços significativos, estendendo resultados clássicos e obtendo novidades nos casos de: operadores pseudodiferenciais sobre toros; campos vetoriais sobre grupos de Lie compactos; operadores fortemente invariantes definidos sobre uma variedade fechada; em classes de funções ultradiferenciáveis (de Gevrey e de Komatsu); e regularidade de operadores sobre o espaço euclidiano em espaços de Gelfand-Shilov, que podem descrever simultaneamente o decaimento e regularidade de soluções globalmente definidas em diferentes direções. As principais técnicas envolvidas neste projeto vêm da análise de Fourier. Também usaremos técnicas de sistemas dinâmicos dentro da teoria de equações diferenciais parciais, para abordar problemas relacionados a formas normais na presença de fenômenos diofantinos.
  • Universidade Federal do Paraná - PR - Brasil
  • 09/02/2022-28/02/2025
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Alexandre Leite Rodrigues de Oliveira

Ciências Agrárias

Medicina Veterinária
  • potencial terapêutico de vesiculas extracelulares derivadas de células estromais mesenquimais multipotentes caninas na encefalomielite experimental autoimune
  • A Esclerose Múltipla (EM) em humanos e as Meningoencefalomielites de Origem Desconhecida (MUO) em cães são enfermidades neuroimunes incapacitantes, cuja terapia se baseia em drogas imunosupressoras com limitada eficácia e efeitos adversos a longo prazo. A Encefalomielite Experimental Autoimune (EAE) tem contribuído para o entendimento da fisiopatologia das doenças neuroimunes, no contexto da medicina translacional para desenvolvimento de novos fármacos. Cães com MUO representam um excelente modelo para encefalomielites autoimunes, pois desenvolvem a doença de forma natural com características histopatológicas, clínicas e radiológicas semelhantes à EM. Os mecanismos terapêuticos das MSCs estão relacionados com sua capacidade antiinflamatória, imunomoduladora, neuroprotetora/regenerativa e de modulação da apoptose por meio da secreção de fatores solúveis e de vesículas extracelulares (EVs). O desenvolvimento de novas estratégias terapêuticas com o uso de EVs derivadas de MSCs visa aumentar a eficácia do tratamento das enfermidades neuroimunes, com a expectativa de favorecer o prognóstico e de evitar os efeitos adversos dos fármacos imunossupressores. Estudos com EAE têm demonstrado que a aplicação de EVs derivadas de MSCs murinas e humanas apresentam efeitos positivos no processo de imunomodulação e neuroregeneração. Contudo, não existem dados do potencial terapêutico de EVs derivadas de MSCs caninas, que suportem a realização de estudos futuros com cães naturalmente acometidos por MUO. Pretendemos investigar a hipótese de que a terapia com EVs derivadas de MSCs provenientes de tecido adiposo canino diminui o infiltrado de linfócitos e a desmielinização do sistema nervoso central de camundongos com EAE. O projeto consistirá em três etapas: isolamento, cultivo, caracterização e potencial terapêutico in vitro das MSCs; isolamento e caracterização das vesículas extracelulares derivadas das MSCs; indução de EAE, terapia terapia e avaliação da eficácia das EVs.
  • Universidade Estadual de Campinas - SP - Brasil
  • 16/03/2022-31/03/2025
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Alexandre Lima Nepomuceno

Ciências Biológicas

Biotecnologia
  • aumento da tolerância à seca em genótipos elite de soja por edição gênica via crispr/cas
  • A commodity mais importante do agronegócio nacional é a soja, sendo que o Brasil se destaca como maior produtor mundial. Apesar dos dados positivos, cenários apontam para o aumento na frequência de fenômenos climáticos extremos como a seca, o que pode afetar não apenas a produtividade, como também a distribuição espacial da cultura. Entre as estratégias para mitigação dos efeitos da seca está o desenvolvimento de genótipos mais tolerantes. A tolerância à seca é governada por um grande número de genes, tornando difícil a obtenção de cultivares com essa característica por meio do melhoramento genético clássico. Ferramentas biotecnológicas podem contribuir nesse sentido. Trabalhos prévios do nosso grupo mostram que a superexpressão de genes de Arabidopsis thaliana responsivos a via do ácido abscísico (ABA) promovem aumento da tolerância à seca em soja. No entanto, por serem plantas transgênicas, aspectos regulatórios dificultam a disponibilização dessas tecnologias no mercado. Técnicas inovadoras de melhoramento de precisão, como a edição gênica por recombinação homóloga dirigida (HDR) via CRISPR/Cas, são ferramentas úteis para superar esse cenário adverso. Assim, pretendemos de maneira inédita engenheirar o promotor de genes endógenos da soja responsivos à via do ABA visando aumentar sua expressão, e com isso, obter plantas mais tolerantes à seca. A edição gênica será realizada nas cultivares elite de soja BRS 573 e BRS 537, via CRISPR/Cas-HDR, utilizando protocolos pré-estabelecidos em nosso laboratório. De maneira mais precisa, vamos inserir os elementos cis regulatórios ABRE, G-box e TATA-box isolados ou em combinações, no promotor dos genes alvos da própria espécie. Ao final do projeto esperamos obter cultivares de soja GM-free adaptadas à seca e que apresentam maior estabilidade de rendimento frente ao estresse. Adicionalmente, o projeto contribuirá para capacitação de estudantes de graduação e pós-graduação na área de biotecnologia vegetal.
  • Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária - PR - Brasil
  • 04/02/2022-28/02/2025
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Alexandre Magno Alves Diniz

Ciências Humanas

Geografia
  • mistura social em territórios metropolitanos: diálogos interescalares e internacionais.
  • A análise da distribuição dos grupos sociais nas metrópoles brasileiras nas últimas décadas aponta a dispersão territorial dos grupos médios, gerando espaços socialmente mistos e desafiando o modelo centro-periferia. Os estudos, em geral, utilizam unidades de análise espacial amplas, escamoteando dinâmicas intraurbanas, daí a necessidade de análises em unidades espaciais próximas do cotidiano, tendo em vista as tendências a processos como a gentrificação, mais evidentes na microescala. A pesquisa orienta-se pela hipótese central de que na microescala observam-se diferentes processos de segregação social. Diante do imperativo de escrutinar o interior dos espaços heterogêneos e da necessidade de comparar com outras realidades metropolitanas, propõe-se uma abordagem multiescalar e multimétodo, abrangendo as metrópoles de Belo Horizonte, Buenos Aires e Lille, consolidando parcerias internacionais. A partir da comparação da estruturação das três metrópoles, propõe-se o mergulho na realidade de cada uma delas, identificando os bairros onde se destaca a mescla social. Na terceira fase, de natureza qualitativa, a partir de definição de amostras de bairros heterogêneos selecionados na fase anterior, propõe-se a realização de observações de campo e entrevistas com moradores, abordando seu histórico na cidade, percursos cotidianos, formas de viver, mobilidades, tempo de residência no bairro e formas como se apropriam do espaço de moradia segundo distinções sociais, de gênero, cor, educacionais, associativas entre outras. Para tanto a equipe se constitui de pesquisadores com distintas formações e especializações. A pesquisa deverá resultar em novos conhecimentos sobre a estruturação socioespacial nas metrópoles, em particular na microescala da vivência cotidiana, contribuindo internacionalmente com os avanços teóricos/metodológicos na temática, podendo também contribuir para o desenho de políticas públicas.
  • Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais - MG - Brasil
  • 04/02/2022-28/02/2025