Projetos de Pesquisa

 

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Severino Matias de Alencar

Ciências Agrárias

Ciência e Tecnologia de Alimentos
  • bioacessibilidade e biodisponibilidade de compostos fenólicos de frutas nativas brasileiras não exploradas
  • O Brasil possui condições ambientais propícias para abrigar uma grande variedade de espécies de frutas nativas. Atualmente tem sido crescente o interesse na diversidade desses alimentos, em sua maioria ainda desconhecidas, principalmente pela busca de novas fontes de compostos bioativos e novos sabores tropicais. Estudos recentes feitos pelo nosso grupo de pesquisa indicaram que os extratos de cambuití-cipó e murici vermelho são fontes de uma grande variedade de compostos fenólicos com potencial antioxidante e anti-inflamatório, podendo agir na prevenção de doenças crônicas e degenerativas. No entanto, são necessárias pesquisas em torno da bioeficácia dessas frutas para conhecimento dos potenciais benefícios de seu consumo e, nesse contexto, os estudos de bioacessibilidade e biodisponibilidade in vitro se tornam fundamentais. Não há nenhum registro na literatura no que diz respeito à bioacessibilidade e biodisponibilidade de compostos fenólicos do cambuití-cipó (Sageretia elegans) e do murici vermelho (Byrsonima arthropoda), duas frutas vermelhas nativas. Portanto, o objetivo deste trabalho será avaliar a bioacessibilidade e a biodisponibilidade dos compostos fenólicos das polpas do cambuití-cipó e do murici vermelho, utilizando modelo in vitro de digestão oral e gástrica acoplada com células Caco-2. Também será feito o acompanhamento da composição química por espectrometria de massas de alta resolução (LC-ESI-QTOF-MS) e a avaliação da capacidade sequestradora de espécies reativas de oxigênio (ERO) e nitrogênio (ERN) e atividade anti-inflamatória das frações das fases da digestão e da bioacessibilidade. Espera-se que os resultados desse trabalho mostrem quais compostos fenólicos são bioacessíveis, bem como se são transportados através dessas células intestinais. Espera-se também identificar se a capacidade sequestradora de ROS é mantida após o processo de digestão e absorção, o que poderia caracterizar estes materiais como novas “superfrutas”, e de interesse comercial, em adição ao açaí.
  • Universidade de São Paulo - SP - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022