Projetos de Pesquisa

 

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Andre Cavalcante Hora

Ciências Exatas e da Terra

Ciência da Computação
  • manutenção e teste de bibliotecas de software
  • Hoje em dia, o desenvolvimento moderno de software se baseia na utilização de bibliotecas de software para a criação e a manutenção dos mais variados sistemas. Seus casos de uso são diversos, desde a criação de aplicativos móveis a sistemas web. Bibliotecas de software são comumente adotadas por sistemas clientes para reuso de funcionalidades, o que resulta em um aumento de produtividade da equipe e confiabilidade do software desenvolvido. Como qualquer sistema de software, bibliotecas de software também evoluem ao longo do tempo para acomodar alterações, como novas funcionalidades, correção de bugs e refatoração. Idealmente, para evoluir com qualidade e, ao mesmo tempo, evitar que os seus clientes sejam negativamente impactados, bibliotecas devem ser estáveis e possuir uma boa base de testes. No entanto, a literatura recente aponta que essas boas práticas não são necessariamente seguidas. Considerando a importância do reuso de funcionalidades para o desenvolvimento de software na atualidade, neste projeto pretende-se: propor, desenvolver e avaliar técnicas e ferramentas para dar suporte à manutenção e ao teste de bibliotecas de software. Especificamente, planeja-se realizar estudos empíricos para quantificar e qualificar as características de bibliotecas de software com reconhecida qualidade e desenvolver técnicas e ferramentas para auxiliar na melhoria da estabilidade e da testabilidade desses sistemas. Os resultados da pesquisa proposta podem ser diretamente confrontados com a literatura para verificar se práticas clássicas de Engenharia de Software se aplicam ao domínio de bibliotecas de software ou se essas práticas devem ser revisitadas.
  • Universidade Federal de Minas Gerais - MG - Brasil
  • 03/02/2022-28/02/2025
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Andre da Silva Mello

Ciências Humanas

Educação
  • o protagonismo da criança e a equidade étnico-racial na educação infantil
  • O projeto se constitui como uma ação afirmativa, ancorada em pesquisas aplicadas, que busca valorizar a centralidade das crianças nas ações pedagógicas empreendidas pelas instituições infantis de Vitória/ES e superar o racismo nas relações étnico-raciais estabelecidas no cotidiano dessas instituições. Para isso, articula a formação continuada de professores e a produção de conhecimentos para a mediação pedagógica no contexto da Educação Infantil, considerando as agências e as produções culturais das crianças, a dinâmica curricular específica dessa etapa da Educação Básica, a equidade nas relações étnico-raciais e a valorização das culturas populares. Adota a Pesquisa-Ação Colaborativa e a pesquisa bibliográfica como percursos metodológicos, em que as ações pedagógicas dos docentes serão reconhecidas por meio de processos reflexivos coletivos e ressignificadas pelas práticas de escrita, que serão sistematizadas na produção de dois livros didático-pedagógicos. O projeto mobiliza seis subprojetos de pesquisa, vinculados a duas teses de doutorado, a uma dissertação de mestrado e a três trabalhos de iniciação científica, com foco em formações continuadas com professores que atuam na rede pública de Educação Infantil de Vitória/ES, que serão desenvolvidas por meio de parceria entre a Secretaria de Educação do município e o Núcleo de Aprendizagens com as Infâncias e seus Fazeres (NAIF) da Universidade Federal do Espírito Santo. O projeto, de caráter interinstitucional, integra professores-pesquisadores de cinco instituições federais (UFES, UFFRJ e UFG) e está respaldado em experiências formativas anteriores com a Educação Física, que, nesta proposta, se ampliarão para diferentes áreas do conhecimento e sujeitos que atuam na Educação Infantil de Vitória/ES.
  • Universidade Federal do Espírito Santo - ES - Brasil
  • 19/03/2022-31/03/2025
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Andre Felipe Candido da Silva

Ciências Humanas

História
  • a amazônia como microcosmo do antropoceno: a história das pesquisas transnacionais em ecologia amazônica e os impactos ambientais da grande aceleração (1952-2002)
  • Em função do papel que a Amazônia desempenha na regulação climática e hidrológica e na biodiversidade, o escalonamento da devastação da floresta desde 2019 vem provocando inquietação entre os especialistas e a esfera pública. A aceleração dessa devastação e as expectativas de futuro que ela estabelece tornam a região um “microcosmo do Antropoceno”, catalisando as transformações, dilemas e desafios desta nova época geológica caracterizada pelo impacto global da ação humana no planeta. As mudanças sem precedentes ocorridas na bacia amazônica nos últimos 70 anos estão ligadas à Grande Aceleração, conjunto de processos socioeconômicos e biogeoquímicos que caracteriza o início do Antropoceno. O objetivo deste projeto de pesquisa é analisar o papel da Amazônia na Grande Aceleração entre os anos de 1952 e 2002 a partir de três aspectos: 1) a história das redes cientificas nacionais e transnacionais dedicadas a compreender sua ecologia e papel na regulação climática e hidrológica e nos estudos de biodiversidade, com foco na cooperação de instituições brasileiras com instituições alemãs, francesas e estadunidenses; 2) as intervenções ambientais orientadas por projetos de exploração de recursos primários associados às demandas globais da Grande Aceleração e aos projetos desenvolvimentistas nacionais, sejam commodities agrícolas, minérios ou recursos energéticos; 3) o processo de globalização política por meio do qual a floresta amazônica tornou-se um ícone do movimento ambientalista internacional contemporâneo, figurando como sinônimo de floresta tropical e avatar do futuro da humanidade no planeta. As ciências e a tecnologia perpassam esses três aspectos uma vez que conferem visibilidade e sentido às transformações que assinalam o impacto das ações antrópicas nas dinâmicas ecológicas. Embasam, modelam e legitimam os tropos do discurso ambientalista. Além disso, planejam e viabilizam as intervenções destinadas à exploração de recursos: alimentam as demandas das cadeias globais aquecidas pela industrialização e crescimento econômico; e atendem aos objetivos políticos e econômicos do Estado nacional brasileiro, engajado em integrar a região amazônica ao território nacional por meio de projetos inspirados pelo ideário do desenvolvimento. Também buscaram antecipar os riscos e minorar os impactos ambientais das próprias intervenções modernizantes no bioma. Pretende-se, desta forma, sublinhar o papel ambivalente que as expertises, o conhecimento técnico-científico e as tecnologias desempenham nos processos do Antropoceno, reconhecendo a centralidade das ciências e da tecnologia na nova época geológica tanto como designação de um estado de relações socionaturais, quanto como ferramenta epistêmica. O período de análise do projeto – de 1952 a 2002 - corresponde às balizas da Grande Aceleração, ao auge da “era do desenvolvimento” no Brasil e no cenário global, e em grande parte sobrepõe-se à Guerra Fria, quando estruturou-se a pesquisa científica no modelo da Big Science. Por meio de grandes projetos transnacionais de cooperação científica, baseados em instrumentos, operações e metodologias de alta complexidade, desenvolveram-se as chamadas “Ciências do Sistema Terra”, no âmbito das quais as mudanças climáticas e o Antropoceno ganharam visibilidade. Este projeto tenciona investigar qual o lugar da região amazônica no desenvolvimento histórico desses saberes e práticas em um período em que ela passou por uma inflexão de sentido - de paisagem regional a ser ocupada, integrada e explorada pelos anseios de modernização do Estado brasileiro, tornou-se um bioma de relevância global. O desenvolvimento dessa pesquisa envolve articulação original na historiografia brasileira e internacional entre a história das ciências, os estudos sociais das ciências e a história ambiental. Prevê a coleta de fontes documentais em arquivos europeus e estadunidenses, além de depoimentos de história oral. O enquadramento da proposta e os argumentos que pretende desenvolver baseiam-se nos enunciados da história transnacional/ história conectada. Compreende também o diálogo com o conceito do Antropoceno/ Grande Aceleração como ferramenta heurística para a análise histórica dos profundos entrelaçamentos das sociedades humanas com a materialidade da rede da vida e das dinâmicas ecológicas. O projeto alinha-se aos objetivos deste edital, abordando temática que representa um dos principais desafios do debate socioecológico e político da contemporaneidade, que é o destino da região amazônica, seu papel nos processos regionais e globais do Antropoceno e no discurso da sustentabilidade. Nesse sentido, fortalece o engajamento da Casa de Oswaldo Cruz e da Fiocruz no debate sobre sustentabilidade, mudanças climáticas e sobre o lugar das ciências e da saúde na elaboração de políticas públicas e na discussão de projetos para o futuro do país, além de integrar-se aos objetivos da Cátedra Oswaldo Cruz da Unesco. Reúne equipe de instituições brasileiras e estrangeiras diversas, com pesquisadores e estudantes que possuem investimentos prévios de estudo relacionados aos temas que desenvolverão na pesquisa. Grande parte da equipe já possui parcerias desenvolvidas em projetos anteriores ou diálogos estabelecidos em encontros acadêmicos especializados e compõe grupo de pesquisa certificado pelo CNPq. A proposta prevê a produção do conhecimento em história e divulgação em periódicos especializados, em livros acadêmicos e em encontros científicos, como também a realização de atividades de divulgação científica e de educação, tanto na web, como em museus e escolas. Contribui para a formação de recursos humanos especializados no campo da história das ciências e da história ambiental em nível de pós-graduação e graduação, mas também impacta na formação em nível escolar por meio de atividades de educação ambiental concernentes à Amazônia e ao Antropoceno na perspectiva da história e das humanidades ambientais.
  • Fundação Oswaldo Cruz - RJ - Brasil
  • 29/10/2021-31/10/2024