Projetos de Pesquisa

 

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Stefanie Costa Pinto Lopes

Ciências Biológicas

Parasitologia
  • desenvolvimento de novas ferramentas para o estudo do bloqueio de transmissão na de plasmodium vivax (projeto bloqmal)
  • A malária é uma doença de caráter infeccioso e endêmico, causada pelo protozoário do gênero Plasmodium, o qual é transmitido pela picada do mosquito do gênero Anopheles. Na região amazônica a espécie predominante é o Plasmodium vivax. Durante muitas anos, devido aos esforços de estratégias governamentais no combate à malária, houve diminuição nos casos da doença. No entanto, pela não manutenção destas estratégias e pelo surgimento de resistência aos fármacos e inseticidas pelos parasitas e vetores, respectivamente os casos de malária vem crescendo. Em 2017, houve um aumento de 2,3% dos casos de malária globalmente comparados com o ano anterior, tendo ampliado também pela Região Amazônica do Brasil. Em função disso, a busca de estratégias de bloqueio de transmissão podem resultar em grande impacto na redução de casos e também que visem o controle e eliminação da doença. No entanto, o desenvolvimento de estratégias para controle da malária vivax ainda é dificultada pela falta de informações a respeito da biologia do parasita. Este desconhecimento deve-se, em parte, à ausência de um sistema de cultivo de forma que os estudos nesta espécie sejam restritos a infecções naturais ou por infecções experimentais, através de ensaios padrão de alimentação por membrana, que utilizam amostras de primatas não humanos infectados experimentalmente ou de pacientes provenientes de áreas endêmicas. Neste sentido, nosso grupo de pesquisa apresenta uma localização geográfica singular, pois atuamos em área endêmica de malária na qual diariamente pessoas são diagnosticadas com esta doença; ainda, Manaus possui laboratórios de pesquisa equipados e recursos humanos qualificados para desenvolver a pesquisa aqui proposta. Fatores estes difíceis de reunir em um único local o que nos permite responder a este problema de saúde pública de maneira estratégica, pioneira e competitiva no cenário mundial. Os objetivos deste projeto levaram a maior compreensão do estágio do parasita da malária responsável pela transmissão ao vetor (gametócitos) e irão prover conhecimentos básicos sobre o parasita. Ainda os achados sobre a biologia do parasita propiciarão o desenvolvimento de ferramentas para o controle da malária vivax através do bloqueio de transmissão, seja ao determinar novos alvos terapêuticos, ou ao propiciar ferramentas para o estudo de novos compostos ou candidatos vacinais de maneira mais célere e menos onerosa levando ao desenvolvimento mais tecnológico permitindo, se bem sucedido, a depósito de patente sobre o método impactando diretamente em estratégias de combate ao parasita causador de uma doença de importância local. Ainda, para atingir os objetivos propostos, a equipe do projeto é multidisciplinar, e envolve pesquisadores que atuam há muitos anos na compreensão da malária, sendo eles clínicos, imunologistas, epidemiologistas, parasitologistas e entomologistas, além de discentes de dois programas de pós graduação de Manaus, sendo dois alunos de doutorado e um de mestrado e também com um aluno de Iniciação Científica. Desta forma se financiado, este projeto permitirá a consolidação de parcerias extramurais dentro do estado do Amazonas (ILMD, FMT-HVD) e também com instituições fora do estado (ICC, IRR, UNICAMP) e ainda, levará a qualificação de recursos humanos ao formar egressos de Programas de Pós-graduação em região ainda incipiente de doutores.
  • Fundação Oswaldo Cruz - AM - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022
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Stefano Albino Zincone

Ciências Exatas e da Terra

Geociências
  • processos de geração e evolução do sistema vulcano-exalativo paleoarqueano do craton são francisco: implicações para a formação de depósitos minerais metálicos e o advento da vida primitiva
  • A Terra se diferencia de outros planetas conhecidos por apresentar vasta ocorrência de crosta continental granítica, tectônica de placas e a presença de vida em condições oxidantes. Contudo, o sistema Terra no Arqueano é caracterizado por importantes eventos que marcaram a geração da crosta continental em um regime pré-placa tectônica, o advento da vida primitiva em uma hidrosfera/atmosfera com baixa taxa de oxigênio e a formação de grandes depósitos minerais de recursos metálicos. O registro dos diferentes ciclos que regeram a Terra ao longo de sua história se encontra impresso nas rochas e preservados na crosta continental, o que nos permite investigar a co-evolução entre a geosfera e a biosfera terrestre, buscando estabelecer as condições que propiciaram o advento da vida, assim como compreender a formação dos depósitos minerais. No Brasil, o Bloco Gavião, Craton São Francisco, é a região mais promissora para investigarmos os processos que regeram os ciclos naturais da Terra primitiva, uma vez que contem vasta área com crosta continental Paleoarqueana (> 3,2 bilhões de anos) extraordinariamente bem preservada. Recentemente, identificamos um sistema vulcano-exalativo associado ao Bloco Gavião. Nos sistemas vulcano-exalativos a circulação dos fluídos é acionada pela energia térmica de origem magmática e induz a interação entre os ciclos endógenos e exógenos do sistema Terra. A integração entre os diferentes ciclos resulta no transporte de massa e energia entre a litosfera, atmosfera e hidrosfera, o que pode ter permitido o surgimento da vida no planeta e a formação de uma série de depósitos minerais. Os sistemas vulcânico-exalativos são importantes depósitos de uma vasta gama de metais, tais como Au-Cu-Zn-Pb-Ag-W-Mo-Sb-Bi-Ba-Mn-ETR e estão intrinsicamente relacionados à presença de vida microbial na Terra primitiva. O principal aspecto deste projeto de pesquisa aborda dois temas principais, o sistema magmático de interação manto-crosta e o sistema exalativo de interação hidrosfera-atmosfera, integrando processos para reconstruir a litosfera da Terra primitiva. O sistema magmático é caracterizado por remanescentes de um aparato plutônico-vulcânico que nos permite investigar o mecanismo e processos envolvidos na construção do sistema exalativo. O objetivo é estabelecer os processos petrogenéticos e o grau de retrabalhamento da crosta continental envolvida na geração do sistema exalativo. A ênfase está na identificação de fontes de magma, estimativas das proporções relativas da crosta continental juvenil e retrabalhada e a extensão das contribuições dos componentes supracrustais na fonte do magma. Por sua vez, o sistema exalativo é caracterizado por uma associação de sedimentos clástico e químico representado por chert rico em turmalina, pirita, hematita e matéria carbonácea, com elevado potencial de possuir origem biogênica, além de depósitos de barita, ferro e turmalinito. A circulação de fluídos transportam matéria e energia, servindo como fonte nutricional que exerce forte controle no desenvolvimento e distribuição de comunidades microbiais, assim como agente de transporte, deposição e concentração de metais no estabelecimento de jazidas metálicas. A relação entre formação de depósito aurífero associado a metabolismo microbial foi recentemente estabelecido na bacia arqueana de Witwatersrand na África do Sul, fonte de 33% de todo o ouro minerado no mundo. Segundo o modelo mais recente, a lixiviação do ouro de sua área fonte seria favorecida pelo intenso intemperismo químico que predominava no Arqueano, culminando na concentração de ouro dissolvido em águas superficiais devido às condições anóxica e rica em enxofre do arqueano. Desta maneira, o ouro seria transportado por soluções sulfatadas para corpos de água de menor energia, que seriam favoráveis à proliferação de cianobactérias. Nestas bacias restritas o ouro se precipitaria graças à produção local de oxigênio por esses microrganismos. Por fim, os sedimentos formados nesses ambientes, incluindo pirita aurífera singenética e particulados de ouro, seriam retrabalhados e depositados em bacias maiores, tais como a Bacia Paleoarqueana de Jacobina, situada no Bloco Gavião. Um fator comum entre os microfósseis arqueanos é sua preservação em chert, uma vez que quartzo coloidal utiliza a matéria orgânica como sítio de nucleação, resultando em inúmeros sítios de nucleação em um espaço reduzido. Além disso, cherts são rochas bastante resistentes a eventos de metamorfismo e deformação, preservando tridimensionalmente a morfologia original dos microfósseis arqueanos. A identificação de bioassinatura e a correta diferenciação entre estrutura biológica fossilífera e estruturas abiogênicas que se assemelham a fósseis é um desafio que pode ser atacada pela integração das relações de campo, microscopia, geoquímica e geologia isotópica. Os minerais acessórios de sedimentos químicos registram as condições do ambiente aquático em que foram gerados e têm sido amplamente utilizadas para decifrar as condições redox de co-evolução química da hidrosfera e biosfera do Arqueano. De maneira complementar, turmalinitos representam importantes arquivos para a química dos oceanos e a evolução da biosfera marinha, além de comumente ocorrem associados a depósitos estratiforme de ouro e metais-base. A combinação dos dados nos permitirá contribuir na reconstrução paleo-ambiental da Terra primitiva e a estabelecer as relações entre dinâmica interna e processos exógeno-superficiais, contribuindo efetivamente na compreensão das mudanças geológicas globais no Arqueano, fatores estes que formam a base conceitual para as compreensões das mudanças ambientais atuais na Terra. Em termos econômicos, os terrenos de idade arqueana são os mais ricamente mineralizados, sendo o principal local de explotação de metais, tornando fundamental sua melhor compreensão e criando subsídios para futuras estratégias de exploração mineral.
  • Universidade Federal de Ouro Preto - MG - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022
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Stefany Grutzmann Arcari

Ciências Agrárias

Ciência e Tecnologia de Alimentos
  • ix semana nacional de ciência e tecnologia: “inteligência artificial: a nova fronteira da ciência brasileira"
  • O IFSC é uma instituição vinculada ao Ministério da Educação (MEC) e oferece educação de nível básico, profissional e superior em estrutura multicampi. Atualmente, o IFSC possui 22 Câmpus localizados em diferentes regiões do estado de Santa Catarina, com sede e foro em Florianópolis. O Câmpus São Miguel do Oeste foi implantado em 2009 e possui profissionais capacitados e infraestrutura adequada para a organização e realização do evento de forma online. O Extremo-Oeste Catarinense é uma região que possui população de aproximadamente 260.223 habitantes. A economia é baseada em pequenas e médias propriedades que estão fortemente relacionadas à vocação agropecuária da região, principalmente àquelas voltadas para a produção leiteira. Além disso, é bastante significativa a presença de agroindústrias (laticínios, abatedouros e frigoríficos) e metalmecânica, que contribuem significativamente para o desenvolvimento agroindustrial da região. Diante da crescente demanda da sociedade por profissionais qualificados e que atendam às necessidades das diferentes atividades do setor agroindustrial e metalmecânico, o acesso dos adolescentes, jovens e/ou adultos à educação e qualificação tem sido cada vez mais frequentes nos últimos anos no Extremo-Oeste Catarinense. Assim, diversas escolas e universidades da região, bem como o Instituto Federal de Santa Catarina - Câmpus de São Miguel do Oeste, vem ofertando ensino médio técnico e graduação com o intuito de escolarização, capacitação, qualificação e disseminação de conhecimento entre os estudantes e a comunidade. Acreditamos que o conhecimento adquirido pelos estudantes durante sua formação possa contribuir para o aperfeiçoamento dos sistemas de produção da região. Dessa forma, vimos por meio deste documento anunciar a realização da IX Semana Nacional de Ciência e Tecnologia com o tema central “Inteligência artificial: a nova fronteira da ciência brasileira"” que acontecerá de 17 a 23 de outubro de 2020 de forma online. As informações e inscrições para o público participante estarão disponíveis na página da SNCT (www.ifsc.edu.br/snct/smo). A plataforma a ser utilizada para ofertar as atividades serão Moodle, Facebook, Youtube ou Google Meet. A contabilização do público no evento será realizada por meio de preenchimento de um formulário de participação para as atividades no Moodle e Google Meet ou, o número de visualizações e curtidas dos participantes após a finalização das atividades em redes sociais. Vale ressaltar que algumas atividades realizadas na SNCT 2020 poderão ser novamente replicadas de forma online ou presencial à comunidade no período de novembro de 2020 a agosto de 2021 com o intuito de difundir o conhecimento para as comunidades residentes nos municípios do Extremo Oeste Catarinense. As atividades ofertadas durante a SNCT 2020 serão o III Seminário de Iniciação Científica (III SIC), oficinas, mostras de ciências, apresentação de trabalhos científicos nas formas oral e escrita (ANAIS de publicação online) e palestras. A III SIC, oficinas, mostras de ciências e palestras estarão relacionadas com o tema “Inteligência artificial”. Todas essas atividades serão desenvolvidas para os discentes do ensino médio e/ou técnico de escolas de educação básica e alunos da educação superior da região Extremo Oeste Catarinense. A SNCT 2020 proporcionará a divulgação e a difusão do conhecimento gerado, bem como estimulará a geração de novos conhecimentos para o fortalecimento do empreendedorismo e da inovação tecnológica agroindustrial da região.
  • Instituto Federal de Santa Catarina - SC - Brasil
  • 22/10/2020-30/04/2021