Projetos de Pesquisa

 

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Ana Cristina Ostermann

Lingüística, Letras e Artes

Lingüística
  • por análises interacionais de aplicação e de intervenção nas práticas profissionais
  • A partir de minha área de atuação, enquanto Linguista Aplicada interessada em estudar a linguagem em contextos sociais, com vistas a propor resoluções de problemas práticos de comunicação (vide, por exemplo, Ostermann 2003a, 2003b; Ostermann 2006, Passuello; Ostermann 2007; Ostermann; Souza 2009; Ostermann; Silva 2009; Ostermann; Meneghel, 2012; Ostermann; Costa, 2012), tenho como objetivo central e norteador deste projeto: (1) Aprimorar o conhecimento científico sobre a aplicação da perspectiva teórico-metodológica da Análise da Conversa (ou seja, uma Análise da Conversa Aplicada) em pesquisas com dados provenientes de contextos de provimento de cuidados de saúde, de modo a desenvolver habilidades e competências para realizar trabalhos que possam gerar contribuições para a área de interface, além das contribuições para a área da Linguística Aplicada. A partir desse objetivo geral norteador, através da análise de gravações em áudio (transcritas), pretendo: (a) investigar que ações se revelam nas e pelas interações como interacionalmente delicadas para os participantes nos diferentes cenários estudados. (b) analisar como os profissionais dos diferentes contextos estudados gerenciam essas ações que se configuram como interacionalmente delicadas; (c) analisar como o fenômeno empatia, normalmente descrito e discutido pelas áreas psi, manifesta-se na esfera interacional entre os sujeitos; (d) descrever minuciosamente os fenômenos linguístico-interacionais que caracterizam o estabelecimento da empatia na interação; (e) descrever quando e como justificativas são providas pelos participantes envolvidos nas interações analisadas; (f) investigar que ações as justificativas realizam em seu contexto de produção; (g) analisar como os interagentes respondem a justificativas providas pelo interlocutor; (h) analisar as consequências interacionais das atividades de empatia e de provimento de justificativas nas interações. (i) aprimorar o conhecimento científico sobre o aparato teórico-metodológico oferecido pela Análise da Conversa, mais especificamente, no que se refere: (a) às práticas que organizam a interação; (b) às regras de conduta que operam em cada nível de detalhe da realização de ações por meio da fala-em-interação: sequências de ações, ações singulares, escolhas lexicais, comportamentos não verbais, formato dos turnos de fala, etc. e (c) aos recursos interacionais que operam no reconhecimento das ações e no compartilhamento (ou não) de entendimentos, de forma a: (j) desenvolver recursos pedagógicos linguístico-interacionais voltados para a sensibilização dos profissionais em saúde que os/as auxiliem a: (1) engajar o paciente nas tomadas de decisões sobre sua saúde de forma a coconstruir o compartilhamento de responsabilidades; (2) empregar recursos linguístico-interacionais facilitadores da compreensão mútua. (k) prover retorno dos resultados da pesquisa para os diferentes contextos estudados em formato de oficinas, como forma de intervenção. Para tanto, serão analisadas interações gravadas em áudio entre profissionais e clientes (ou pacientes) em diferentes tipos de atendimentos: (1) médicos e gestantes em exame de ultrassonografia em um hospital particular; (2) interações entre ginecologistas/obstetras e pacientes em um Departamento da Saúde da Mulher que opera em um posto do SUS da região sul do Brasil; e (3) interações entre teleatendentes e usuárias em uma helpline criada pelo Ministério da Saúde para atender questionamentos sobre a saúde da mulher (Disque Saúde (da Mulher)), aqui com foco especial em ligações dirigidas para o Disque Saúde Informações sobre AIDS, DSTs, câncer. Este projeto justifica-se de duas maneiras principais. De um lado, pela importância da compreensão, a partir de dados naturalísticos, do uso da linguagem em atendimentos à saúde em geral no Brasil. A importância da comunicação entre profissionais da saúde e pacientes tem sido o foco crescente de recentes estudos e debates na arena internacional (e.g. COLLINS; BRITTEN; RUUSVUORI; THOMPSON, 2007; MAYNARD; HERITAGE, 2005; POMERANTZ; RINTEL, 2004; SILVERMAN, 1994; WEST, 1998a, 1998b). No Brasil, no entanto, pesquisas na área da saúde que se dedicam à fala-em-interação enquanto lócus constitutivo dos atendimentos ainda são ainda recentes e tímidas (e.g. RIBEIRO; PINTO, 2002; RIBEIRO, 1997; OSTERMANN; SOUZA, 2009; OSTERMANN; SILVA, 2009; SELL; OSTERMANN, 2009; OSTERMANN; MENEGHEL, 2012). Enquanto abundam pesquisas sobre a qualidade de atendimentos na saúde que utilizam entrevistas post-factum com pacientes e/ou profissionais (i.e. entrevistas sobre suas percepções de como foram os atendimentos), ainda são poucas as investigações com dados naturalísticos (i.e. que investigam o atendimento de saúde em si e as negociações que se dão entre participantes nesses atendimentos). Não menos surpreendente, exceto pelas investigações coordenadas pela proponente em pesquisas anteriores, não se conhecem estudos no Brasil que se preocupam, em particular, com as interações que se dão na nova esfera de comunicação, a telemedicina. O segundo aspecto que justifica esta proposta é o seu caráter genuinamente aplicado às profissões (ANTAKI, 2011; SERT; SEEDHOUSE, 2011; KEITH; SEEDHOUSE, 2005). Para além de resultados teórico-analíticos, objetiva-se também trazer resultados para as práticas profissionais propriamente ditas, como já tem acontecido com resultados de pesquisas anteriores coordenadas pela proponente, haja vista suas várias visitas de “retorno dos resultados” junto ao Ministério da Saúde (Ouvidoria do SUS, Disque Saúde) e suas publicações em áreas de interface, como a Saúde Coletiva e Psicologia.
  • Universidade do Vale do Rio dos Sinos - RS - Brasil
  • 01/06/2017-31/05/2021
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Ana Cristina Petry

Ciências Biológicas

Ecologia
  • invasões biológicas em planícies costeiras: os peixes e as gramíneas da restinga de jurubatiba (rj) como modelos
  • A introdução de espécies em locais distintos de sua ocorrência natural tem ameaçado a integridade e o funcionamento dos ecossistemas mundialmente, mesmo quando inseridos em unidades de conservação. Dependendo da resistência do ambiente invadido e das características intrínsecas do invasor, como sua capacidade de dispersão, estabelecimento e proliferação, a erradicação dessas espécies não-nativas (ENNs) pode ser inviável, e seu controle tende a exigir manejo. Ecossistemas costeiros representam o limite da distribuição de organismos dulcícolas e terrestres, e esses tem sido considerados os mais fortemente afetados por invasões biológicas. Há 24 meses, foram iniciados levantamentos integrados de gramíneas (Poaceae) e peixes (Teleostei) em uma área de 14.000ha de planície costeira no norte fluminense, protegida desde 1998 na forma de unidade de conservação (UC; Parque Nacional da Restinga de Jurubatiba, PNRJ). O inventário taxonômico inédito para as gramíneas em 77km da faixa marginal das 18 lagoas contabilizou 60 espécies, incluindo novos registros de ocorrência para a região e material que possivelmente represente uma espécie nova para a ciência. A compilação da composição de peixes resultou em 98 espécies, incluindo duas espécies endêmicas. A frequência de ENNs até o momento é maior para as gramíneas (33% versus 3% para os peixes). Essa representou a primeira e fundamental etapa de uma proposta mais complexa, que tem por objetivo compreender a suscetibilidade de formações de restingas e lagoas costeiras à introdução de ENNs. Utilizando respectivamente as comunidades de gramíneas e peixes como modelos, o levantamento da composição específica e da representatividade das ENNs nas comunidades, bem como de métricas da paisagem relacionadas à pressão de propágulos, conectividade e filtros ambientais possibilitarão a geração de modelos preditivos e mapas temáticos da suscetibilidade à invasão biológica, visando a aplicação em sistemas similares e subsídios para intervenções ecossistêmicas. É escopo desta proposta avançar com o levantamento quantitativo dessas comunidades no PNRJ por meio de amostragens sistemáticas nas 18 lagoas, empregando para as gramíneas a determinação da biomassa acima do solo pela remoção da vegetação em quadrats sorteados numa faixa de 60m de largura a partir da margem, e para os peixes a biomassa de cada população de acordo com o método de captura (redes de espera e arrastos). Considerando que a Lagoa Feia está situada na zona de amortecimento do PNRJ, se conecta indiretamente com as lagoas da UC por meio de canais, e tem sua ictiofauna ainda pouco conhecida, as amostragens contemplarão este que é o maior corpo lêntico fluminense. Características físicas e químicas da água e do solo (incluindo granulometria, retenção hídrica, carbono orgânico dissolvido, nitrogênio e fósforo, pH, salinidade, condutividade elétrica, temperatura), declividade do terreno, e atributos da paisagem (como área e perímetro das lagoas, distância do mar, permeabilidade hidrológica e terrestre, riqueza de espécies das comunidades) serão incluídos nos modelos preditivos de suscetibilidade à invasão por meio de modelos lineares generalizados. Ao contemplar as comunidades diversas e expressivas de gramíneas e peixes na maior área de restinga protegida na forma de UC do país, espera-se revelar padrões que contribuam com evidências para a elucidação dos mecanismos promotores da invasão biológica e do sucesso do estabelecimento de ENNs em ambientes terrestres e aquáticos, contribuindo para a prevenção e controle dessa ameaça aos ecossistemas naturais.
  • Universidade Federal do Rio de Janeiro - RJ - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022
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Ana Cristina Simões e Silva

Ciências da Saúde

Medicina
  • avaliação de biomarcadores e fatores de risco para doença renal crônica em crianças e adolescentes
  • A Doença Renal Crônica (DRC) consiste na perda progressiva das funções dos rins. Por ser lenta e progressiva, a DRC se associa a processos adaptativos que mantêm o paciente praticamente assintomático até que tenha perdido mais de 75% da função renal e atinja o estágio de DRC terminal. Na população pediátrica é menor o número de pacientes com DRC em relação aos adultos, mas a abordagem da DRC neste grupo é um desafio, por apresentar, além daquelas complicações comuns aos adultos, características únicas decorrentes das manifestações da doença em seres em crescimento e em desenvolvimento neurológico, emocional e de sua inserção social. Além disso, a taxa de mortalidade em crianças portadoras de DRC em tratamento dialítico é 30 a 150% maior do que a da população pediátrica geral e a expectativa de vida para uma criança de zero a quatorze anos em diálise é de somente 20 anos. Nesse contexto, o projeto tem como objetivo investigar fatores de risco para progressão da DRC na população pediátrica e pesquisar novos biomarcadores, incluindo componentes do Sistema Renina Angiotensina (SRA), moléculas imuno-inflamatórias e fibrogênicas, fatores relacionados à coagulação, fibrinólise e estresse oxidativo. Pretende-se também com este estudo identificar biomarcadores para diagnóstico e prognóstico bem como novos alvos terapêuticos.
  • Universidade Federal de Minas Gerais - MG - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022
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Ana de Medeiros Arnt

Ciências Humanas

Educação
  • o que é e como se faz ciência: percepção da ciência e seu ensino por estudantes e docentes da educação básica
  • Vide projeto anexo
  • Universidade Estadual de Campinas - SP - Brasil
  • 12/08/2019-31/08/2021