Projetos de Pesquisa

 

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Ana Carolina Fernandes

Ciências da Saúde

Nutrição
  • validação de modelo de informação nutricional qualitativa em restaurantes comerciais do sul do brasil
  • O setor de alimentação fora de casa constitui ambiente propício para a aplicação de inciativas promotoras da alimentação saudável. Uma das estratégias adotada por restaurantes comerciais e coletivos é a provisão de informação nutricional sobre as preparações culinárias oferecidas ao público. Nos Estados Unidos da América, único país em que a informação nutricional em restaurantes é obrigatória, bem como na maior parte de estudos realizados em outros países, o foco tem sido no conteúdo de calorias. Parte-se do pressuposto que a informação de calorias auxiliaria a reduzir as calorias consumidas nos restaurantes e, consequentemente, auxiliaria na perda de peso. No entanto, revisões sistemáticas da literatura não encontraram os resultados esperados pela disponibilização da informação quantitativa de calorias em ambientes reais de restaurantes, apenas de informações qualitativas. Corroborando, demais estudos qualitativos no Brasil e no reino Unido e um ensaio controlado randomizado realizado no Sul do Brasil concluíram que a informação nutricional qualitativa contendo lista de ingredientes e símbolos de alerta são as mais solicitadas e mais efetivas para a realização de escolhas alimentares saudáveis em restaurante. Entretanto, foi realizado teste em apenas um dia, sem manter a informação. Ainda, ressalta-se a importância de disponibilizá-las concomitante a modificações e padronização das preparações, sensibilização dos funcionários e proprietários dos restaurantes, para assim, tentar garantir que as alterações sejam permanentes e que as informações nutricionais resultantes do processo sejam disponibilizadas de forma fidedigna. Nesse sentido, ressalta-se a importância de validar modelos de informação nutricional não apenas com comensais, mas com proprietários e funcionários dos restaurantes, para que sua aplicação seja efetiva. Assim, propõe-se aplicar o modelo de informação nutricional qualitativa uma rede de restaurante comercial com autosserviço, em grupos intervenção e controle heterogêneos, alocados em diferentes unidades, avaliando a quantidade de preparações realmente escolhidas a partir de um cardápio padronizado, por cinco dias seguidos antes da intervenção, durante a intervenção e três meses após sua implantação, avaliando também a viabilidade de implantação a partir da perspectiva dos gestores e funcionários. Para tanto, será desenvolvido estudo quantitativo e experimental do tipo ensaio controlado não randomizado, ou quasi-experimento, antes e depois, cego e de grupos paralelos. O estudo será realizado em 8 etapas: 1) seleção de rede de restaurantes comerciais do tipo bufê autosserviço; 2) definição dos cardápios padronizados nos locais e classificação das preparações conforme critérios de alimentação saudável; 3) diagnóstico das porções médias de preparações escolhidas no bufê nos restaurantes controle e intervenção (Tempo 0 – T0); 4) implantação do modelo de informação nutricional no restaurante intervenção; 5) cálculo das porções médias de preparações escolhidas no bufê e das diferenças entre porções médias após intervenção nos restaurantes controle e intervenção (Tempos 1 e 2 – T1 e T2); 6) Comparação dos tipos e das quantidades de preparações escolhidas antes e depois e entre grupos controle e intervenção (T0, T1 e T2); 7) Avaliação da opinião de comensais, gestores e funcionários do restaurante intervenção sobre a disponibilização das informações nutricionais (T1 e T2); e 8) Formulação de recomendações para implantação de informações nutricionais em restaurantes. Destaca-se o potencial da implantação dos resultados para a saúde pública, visto que os restaurantes são cada vez mais identificados como ambientes onde os hábitos para um melhor estilo de vida podem ser promovidos. Portanto, qualquer iniciativa para restaurantes informarem e incentivarem uma melhor tomada de decisão entre pessoas motivadas poderia desempenhar um papel significativo na promoção de saúde.
  • Universidade Federal de Santa Catarina - SC - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022
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Ana Carolina Japur de Sá Rosa e Silva

Ciências da Saúde

Medicina
  • cultivo tridimensional in vitro de fragmentos ovarianos e folículos pré-antrais bovinos em sistema de levitação magnética associada à nanopartículas
  • O cultivo de folículos ovariano tem sido amplamente estudado como uma estratégia de preservação de fertilidade para mulheres sob risco de perda da fertilidade. Dentre as principais causas de falência ovariana precoce previsível estão os tratamentos quimioterápicos a que são submetidas mulheres jovens com diagnóstico de câncer ou de outras doenças crônicas, imunológicas e neuro-degenerativas, que se beneficiam também de tratamento quimioterápico. A limitação na implementação e evolução destas técnicas está na escassez de material humano para desenvolvê-la, uma vez que há implicações éticas e de risco para a paciente na obtenção destes gametas única e exclusivamente para fins de pesquisa. Neste sentido a medicina translacional a partir de estudo em modelos animais tem sido utilizada em ampla escala em Medicina Reprodutiva. Este estudo objetiva-se avaliar o desenvolvimento dos folículos pré-antrais inclusos em tecido ovariano e de folículos secundários isolados de ovários bovinos no cultivo in vitro em diferentes sistema de cultivo tridimensionais (3D), sendo eles de nanopartículas associadas a levitação magnética, matriz de alginato e matriz de fibrina-alginato. Para isso será avaliado o desenvolvimento folicular, a recuperação de complexos cumulus ovócito e a respiração do tecido cultivado. Para o experimento 1, serão coletados 20 pares de ovários bovinos (n = 20 pares) em abatedouros locais de animais sem raça definida. Os ovários serão fragmentados e os fragmentos divididos entre as matrizes de nanopartículas associadas a levitação magnética, alginato 1% e fibrina-alginato 1% e o sistema 2D. Após o período de cultivo in vitro de 7 dias, os folículos pré-antrais secundários de cada tratamento serão isolados e cultivados in vitro por 16 dias nos sistemas 3D por levitação magnética e alginato 1%. Após o cultivo, os complexos cumulus ovócitos (COCs) serão recuperados e maturados in vitro por 22-24 horas. Para o experimento 2, também serão coletados 20 pares de ovários bovinos. Após a fragmentação dos ovários, os fragmentos serão cultivados in vitro por 7 dias no melhor resultado do experimento 1 (matriz de nanopartículas, alginato e alginato-fibrina). Ao término dos 7 dias, os folículos secundários serão isolados dos fragmentos cultivados e divididos nos diferentes sistemas de cultivo: 2D, nanopartículas associadas à levitação magnética, alginato 1% e alginato-fibrina 1%. Os folículos secundários serão cultivados in vitro por 16 dias. Após esse período, os COCs serão recuperados e maturados in vitro de forma similar ao experimento 1. Os fragmentos serão avaliados por meio da histologia clássica (densidade folicular, estágios de desenvolvimento dos folículos e diâmetro médio), microscopia confocal (apoptose, morte celular e produção de espécies reativas de oxigênio), High-Resolution Respirometry (atividade mitocondrial), RT-qPCR (para apoptose e genes ligados à biogênese mitocondrial), histoquímica e Imuno-histoquímica (para apoptose e proliferação celular). Já os folículos serão avaliados por meio da microscopia de luz (morfologia) e microscopia confocal (conformação da cromatina, distribuição mitocondrial, produção de espécies reativas de oxigênio). Os dados serão apresentados na forma de média (± erro padrão da média) e porcentagem. A probabilidade de P < 0,05 indicará diferença significativa e valores entre P > 0,05 e P < 0,1 indicarão tendência a significância.
  • Universidade de São Paulo - SP - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022
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Ana Carolina Rennó Sodero

Ciências da Saúde

Farmácia
  • planejamento e avaliação biológica de novos agentes antivirais contra o poliomavírus bk
  • O poliomavírus BK (BKPyV) é um agente de infecção oportunista emergente entre transplantados renais. O vírus estabelece um ciclo latente e diante da condição de imunossupressão do hospedeiro, pode sofrer reativação. A reativação viral em transplantados pode se apresentar sob diferentes perfis e estágios, podendo progredir para a nefropatia (NPV) e a consequente perda do enxerto em até 10% dos transplantes renais, assim como para estenose ureteral, que pode atingir até 30% dos transplantados de medula óssea. Além disso, nos últimos dois anos, diversas publicações tem observado a presença do BKPyV em tumores malignos de próstata. Atualmente não existem tratamentos específicos para infecções pelo BKPyV, sendo a redução da imunossupressão a única medida paliativa disponível. Com a crescente transplantação de tecidos e órgãos no mundo, um número crescente de casos de infecções por BKPyV é esperado. Tendo em vista a necessidade de se desenvolver fármacos antivirais específicas contra o vírus, o objetivo final deste trabalho é a obtenção de potenciais agentes anti-BKPyV. Para isso, será utilizada inicialmente a triagem virtual, cujo método está se estabelecendo como a primeira aproximação na busca de fármacos. Ele consiste na realização de estudos de docagem molecular entre uma proteína alvo e os compostos presentes em bancos de dados. Como alvos, serão selecionadas as proteínas Lt-ag (antígeno tumoral maior), proteína multifuncional de todos os poliomavírus, e a VP-1 (proteína viral 1), principal constituinte do capsídeo viral e encarregada do reconhecimento dos receptores celulares. Os compostos mais promissores obtidos serão avaliados quanto a inibição da atividade replicativa viral, além de testes de toxicidade. A nossa equipe conta com ampla experiência no trabalho com o BKPyV, tanto usando técnicas computacionais como experimentais.
  • Universidade Federal do Rio de Janeiro - RJ - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022
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Ana Carolina Rodarti Pitangui de Araújo

Ciências da Saúde

Fisioterapia e Terapia Ocupacional
  • efeito de um programa de educação em saúde sobre o conhecimento do assoalho pélvico e desempenho funcional dos músculos do assoalho pélvico de mulheres com incontinência urinaria de esforço: um estudo randomizado
  • A Incontinência Urinária (IU) é considerada um problema de saúde pública, no entanto, não é uma situação que oferece risco de vida, porém, acarreta consequências importantes, seja no aspecto físico, mental, social e na qualidade de vida de quem apresenta os sintomas, além do aumento dos gastos públicos advindos dos sintomas. O treinamento dos músculos do assoalho pélvico (TMAP) pode ser utilizado para prevenção e tratamento de mulheres incontinentes, que podem ser ensinadas a realizar a contração correta para fortalecer os músculos do assoalho pélvico (MAP). É importante investir em treinamentos à população, no qual profissionais capacitados possam receber as disfunções da MAP e saber intervir corretamente. Ainda existem lacunas quanto à eficácia de programas educacionais voltado para o TMAP em mulheres incontinentes. O objetivo deste estudo será avaliar os efeitos de um programa de educação em saúde sobre o conhecimento do AP e suas disfunções, sintomas e desempenho funcional dos MAP de mulheres com IUE. Será realizado um estudo clínico, randomizado, controlado, com alocação oculta, cegamento de avaliadores e intenção de tratamento. O estudo ocorrerá em cinco fases: avaliação inicial, intervenção, avaliação final, seguimento com seis meses e seguimento com doze meses. A avaliação inicial abordará informações sociodemográficas, dados antropométricos e antecedentes ginecológicos por meio de questionários desenvolvidos para esta pesquisa. Os sintomas urinários e qualidade de vida serão avaliados por meio do questionário International Consultation Incontinense Questionnaire - ICIQ-SF. O conhecimento das mulheres sobre as funções e disfunções da MAP e opções de tratamento será avaliado por meio do Questionário de Conhecimento. A capacidade de realizar a contração da MAP corretamente será avaliada por meio da palpação vaginal bidigital e graduada pela Escala modificada de Oxford. Será realizada a avaliação da função muscular pela ativação mioelétrica por meio da eletromiografia de superficie, usando o Sistema Miotool (Miotec). As participantes serão divididas em dois grupos: grupo controle (GC) e grupo intervenção (GI). As alocadas no GC não receberão intervenção, apenas avaliação e as do GI participarão de um Programa de Educação em Saúde que envolverá atividades semanais com duração de 30 a 40 minutos, durante dois meses. Será oferecido uma vez por semana palestras educativas abordando o conhecimento da MAP, as funções, as disfunções, fatores de riscos, tipos de tratamento, além da orientação para o treinamento desta musculatura. A avaliação final será feita após a intervenção, todas as participantes responderão novamente aos questionários, além de realizar nova avaliação da palpação vaginal bidigital e a EMG. Será realizado seguimento com as participantes após seis e doze meses do Programa de Educação em Saúde. Nesses momentos serão aplicados os questionários e será feita novamente a avaliação da palpação vaginal bidigital e a EMG. Espera-se que o presente estudo contribua com o aumento no conhecimento acerca das funções e disfunções do assoalho pélvico (AP), uma vez que os resultados de intervençções que abordam atividades educativas ainda são controversos a respeito da relação entre conhecimento e disfunções dos MAP.
  • Universidade de Pernambuco - PE - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022