Projetos de Pesquisa

 

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Angela Helena Marin

Ciências Humanas

Psicologia
  • autolesão não suicida infantojuvenil: avaliação e intervenção em diferentes regiões do brasil
  • A autolesão não suicida (ALNS) é uma ação deliberada de autoinfligir lesões superficiais, embora dolorosas, ao corpo, sem a pretensão de provocar a morte, associada a importante sofrimento psíquico cujas motivações são tanto de ordem individual quanto contextual. Para investigar o fenômeno, considerando sua complexidade, propõem-se dois estudos. O Estudo 1, “Autolesão não suicida infantojuvenil: associação entre variáveis individuais, familiares e escolares”, avaliará fatores da criança/adolescente, de sua família e escola associados à ocorrência de ALNS e examinará como se relacionam a partir de modelos estatísticos, que terão seu entendimento complementado por dados qualitativos acerca do contexto escolar. As hipóteses e ajustes para consolidar os modelos finais serão fundamentados em escolhas teóricas. Participarão crianças/adolescentes, pais, professores, gestores e psicólogos escolares do RS e SP que responderão a diversos instrumentos de pesquisa (inventários, questionários, entrevistas). Já o Estudo 2, “Desenvolvimento e avaliação de intervenção psicoeducativa parental sobre autolesão não suicida em crianças e adolescentes”, terá como objetivo desenvolver e avaliar uma proposta de intervenção on-line, com abrangência nacional, cujo foco será a psicoeducação parental, abordando os seguintes tópicos: caracterização, funções e variáveis associadas à ALNS; expressão assertiva das emoções; desenvolvimento de habilidades de comunicação e estabelecimento de limites; qualificação do funcionamento familiar; e orientação sobre como auxiliar na recuperação do filho/a. Serão realizadas avaliações pré e pós-intervenção por meio de diferentes instrumentos de pesquisa (questionário, escala). Acredita-se que a integração de dados quantitativos e qualitativos permitirão identificar processos individuais, familiares e escolares associados à saúde mental infantojuvenil, o que viabilizará uma compreensão abrangente e profunda da ALNS.
  • Universidade Federal do Rio Grande do Sul - RS - Brasil
  • 16/03/2022-31/03/2025
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Angela Maria Endlich

Ciências Humanas

Geografia
  • cidades pequenas, dinâmicas socioespaciais e desenvolvimento regional no brasil
  • A pauta acadêmica não contempla de modo suficiente o tema das pequenas cidades, face à complexidade do grande conjunto que elas representam. No Censo de 2010, 91% das sedes municipais possuíam menos de 50 mil habitantes, com uma ampla diversidade urbana, populacional, ambiental, econômica e cultural. São espaços apenas aparentemente simples, que devem ser estudados para que possam ser compreendidos na sua multiplicidade. Encontra-se, na literatura sobre o tema, uma discussão variada, que precisa ser aprofundada. Esta é uma das preocupações da Rede Mikripoli, composta por pesquisadores de diferentes instituições. Ressalta-se que estas pequenas cidades, apesar dos problemas de infraestrutura, de oferta de serviços aos seus moradores, de dificuldades para a geração de renda, consistem em espaços atraentes para muitas pessoas, seja porque buscam a tranquilidade do interior para morar ou porque elas oferecem o acesso mínimo a serviços que não existem em outro local próximo. Assim, apesar das similitudes, elas possuem singularidades que precisam ser estudadas para que políticas públicas específicas possam ser construídas para estes espaços, de forma a contribuir com um desenvolvimento regional sustentável e proporcionar melhor qualidade de vida aos seus habitantes. Esta pesquisa parte da hipótese de que há uma diversidade de pequenas cidades no país que precisa ser compreendida. Assim, pretende-se estudar as pequenas cidades a partir da sua relevância para o desenvolvimento regional e construir estudos comparativos, considerando diferentes regiões intermediárias. Destaca-se que em vários estudos oficiais, as pequenas cidades são lembradas na problematização , mas esquecidas na formulação de políticas. A pesquisa será realizada em caráter multicêntrico, que impõe a utilização ampla de uma base de dados secundários acessível aos pesquisadores da Mikripoli. Estes dados serão tabulados, mapeados e analisados, quali-quantitativamente, de forma a permitir estudos comparativos.
  • Universidade Estadual de Maringá - PR - Brasil
  • 08/02/2022-28/02/2025
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Angela Santana do Amaral

Ciências Sociais Aplicadas

Serviço Social
  • o trabalho sob comando das plataformas digitais: o precário e o moderno na construção das novas subalternidades no brasil contemporâneo
  • A pesquisa aborda um tema relevante nas sociedades contemporâneas, marcadas pela crise capitalista agravada pela pandemia da COVID 19, cujas saídas apresentadas para retomada do ciclo econômico têm sido o desmonte de direitos sociais e do trabalho e a conformação de formas de trabalho precarizadas de inserção no mercado, como o trabalho via aplicativos, considerado alternativa ao desemprego e à informalidade. Milhões de trabalhadores foram impelidos a se integrar às ocupações mediadas pelas tecnologias digitais e gerenciamento dos algoritmos. Denominado “trabalho uberizado”, o tema é problematizado na perspectiva de compreender a relação entre o moderno e o precário, o desenvolvimento tecnológico e novas formas de exploração e analisar as estratégias de enfrentamento do Estado diante da aceleração de ocupações flexíveis e desprotegidas, evidenciando a sua funcionalidade à dinâmica do capital financeirizado. A hipótese orientadora é que o ordenamento e o controle algorítmico que caracterizam a gestão e organização do trabalho mediado pelas plataformas digitais, apesar de agregar funções modernas, ocultam formas de exploração e opressão da força de trabalho, reproduzindo, de forma sofisticada, o controle do trabalho sob o comando do capital. Os objetivos voltam-se a apreender as dimensões do trabalho, particularmente dos trabalhadores de aplicativos, destacando-se seis eixos: relações e condições de trabalho; relações sociais de sexo, classe e raça e a apropriação do tempo das mulheres; formas de controle da força de trabalho; práticas organizativas; saúde dos trabalhadores; cultura do trabalho e mecanismos ideológicos que a sustentam. As estratégias metodológicas serão às que priorizam o estudo das experiências concretas dos trabalhadores de aplicativos, mediante a realização de entrevistas com grupos de trabalhadores. Além dessas, utilizaremos pesquisas em fontes primárias e secundárias visando aprofundar e contribuir para o estado da arte da problemática.
  • Universidade Federal de Pernambuco - PE - Brasil
  • 02/04/2022-30/04/2025
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Angela Terezinha de Souza Wyse

Ciências Biológicas

Bioquímica
  • impactos do ácido fólico em condições patológicas durante o neurodesenvolvimento
  • A nutrição materna é um dos fatores mais importantes para o neurodesenvolvimento e o metabolismo da prole. O ácido fólico (AF) e a metionina são elementos dietéticos essenciais, pois o AF é cofator no metabolismo da metionina, aminoácido fundamental para a síntese proteica, DNA, RNA e reações de metilação. Para prevenir defeitos do tubo neural, muitos países incluindo o Brasil, recomendam suplementação de AF (400 ug / dia) no primeiro trimestre da gravidez (Organização Mundial da Saúde, 2015). Porém, muitas gestantes ainda recebem tratamento diário com 5 mg de AF, ou seja, uma dose 10 vezes superior à recomendada. Recentemente, tem-se demonstrado que a ingestão experimental excessiva de AF durante a gestação pode causar alterações de longo prazo na prole (Bahous et al., 2017). Dando continuidade a linha de estudos desenvolvida pelos proponentes, o objetivo do projeto é estudar o impacto da suplementação de AF, nas doses recomendada e excessiva, durante toda a gestação sobre possiveis alterações em parâmetros comportamentais, bioquímicos e morfológicos em encéfalo da prole de ratas Wistar submetidos a modelos experimentais gestacionais, ou perinatais, de aminoacidopatias e de esquizofrenia. Estudos in-vitro serão realizados em culturas celulares ou fatias de tecido nervoso. Nossa hipótese é de que a suplementação excessiva de AF causará alterações no neurodesenvolvimento da prole através do metabolismo da metionina/homocisteina, afetando a epigenética e a homeostasia mitocondrial/redox/inflamatória, impactando na fisiopatologia dos modelos estudados. O projeto também contempla um eixo de estudo em humanos com o objetivo de avaliar, por meio de questionário aplicado a gestantes, como se dá o uso da suplementação com AF durante a gestação, incluindo o padrão de consumo de alimentos e farinhas fortificadas com AF.
  • Universidade Federal do Rio Grande do Sul - RS - Brasil
  • 16/03/2022-31/03/2025
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Angelica Beate Winter Boldt

Ciências Biológicas

Genética
  • projeto microbiogen: associação da microbiota intestinal com marcadores (epi)genéticos e metabólicos de doenças crônicas não transmissíveis
  • A microbiota apresenta papel crucial no eixo intestino-cérebro, produzindo metabólitos que modulam mecanismos epigenéticos e regulam a expressão gênica. A disbiose intestinal está associada a susceptibilidade aumentada a doenças crônicas, frequentemente vinculadas à síndrome metabólica (SM - dislipidemias, hipertensão arterial sistêmica (HAS), diabetes e obesidade). Porém, a sua interação com variantes (epi)genéticas ainda é pouco compreendida e explorada do ponto de vista terapêutico e preventivo. Logo, pretende-se avaliar a associação entre composição da microbiota intestinal, variantes (epi)genéticas e marcadores metabólicos com a qualidade da saúde mental/neurológica e a propensão ao câncer, no contexto da SM. Este objetivo está vinculado ao projeto multicêntrico MedEpiGen de prevenção da SM no Paraná, aprovado no PPSUS, que pretende desenvolver um painel de marcadores (epi)genéticos e metabólicos de fácil identificação e alta relação custo/benefício para detectar indivíduos sob risco e prevenir o desenvolvimento da SM. Está igualmente vinculado ao projeto Mennogen de levantamento genético-epidemiológico de doenças crônicas na população menonita, geneticamente isolada há quase 500 anos, que apresenta prevalência significativamente superior à brasileira para o câncer, artralgia, depressão, asma brônquica e doença celíaca e efeito fundador predisponente a estas doenças e a doenças cardiovasculares e HAS. Dentre os 600 indivíduos coletados no projeto MedEpiGen com e 600 sem SM, pretende-se coletar 500 amostras fecais na faixa etária entre 35 e 64 anos, dos que apresentam transtornos neurológicos (epilepsia, migrânea crônica), depressão e câncer, e 70 entre os que tem mais de 65 anos, dos que apresentam Alzheimer, submetendo as amostras ao sequenciamento do rRNA 16S bacteriano para quantificação da microbiota intestinal, para avaliar sua possível associação com as doenças supracitadas e ajudar a esclarecer a interação ecológica com o seu (epi)genoma.
  • Universidade Federal do Paraná - PR - Brasil
  • 25/04/2022-30/04/2025