Projetos de Pesquisa

 

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Valdnéa Casagrande Dalvi

Ciências Biológicas

Botânica
  • estruturas secretoras em espécies de helieae (gentianaceae juss.): implicações taxonômicas e ecológicas
  • A tribo Helieae é exclusivamente neotropical sendo constituída por 23 gêneros e cerca de 220 espécies, de taxonomia complexa e controversa com difícil delimitação das espécies e dos gêneros. No Brasil, a maioria dos gêneros possui distribuição geográfica restrita a áreas montanhosas, como os campos rupestres e campos de altitude, ou à savanas amazônicas. Prepusa destaca-se como um desses gêneros cujas espécies apresentam ocorrência restrita a algumas localidades montanhosas no sudeste do Brasil e Bahia. Por outro lado, espécies como Chelonathus viridiflous, possui ampla distribuição geográfica ocorrendo na maioria das formações vegetacionais brasileiras. Estudos recentes mostraram que a presença ou ausência de estruturas secretoras, dentre elas coléteres e nectários, são relevantes do ponto de visto taxonômico e ecológico para a família Gentianaceae e abriram novas e abrangentes perspectivas de estudos anatômicos. A morfologia, anatomia, posição destas estruturas secretoras e a composição química do secretado são ferramentas importantes tanto para a identificação de táxons como para a compreensão das estratégias adaptativas das espécies em ambientes peculiares como os ambientes montanhosos do sudeste e nordeste do Brasil. Dentro desse escopo, o objetivo deste projeto é investigar a presença de estruturas secretoras em espécies de Helieae através de estudos anatômicos, micromorfológicos e histoquímicos.
  • Instituto Federal Goiano - GO - Brasil
  • 01/06/2017-31/07/2020
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Valdomiro Severino de Souza Júnior

Ciências Agrárias

Agronomia
  • pedogênese, dinâmica da matéria orgânica, prospecção de perda de carbono e microbiologia em planossolos e luvissolos na região semiárida
  • A região semiárida é reconhecida por apresentar desafios ao estudo do carbono do solo e da ciclagem da matéria orgânica, tornando urgente uma melhor compreenção da matéria orgânica do solo e sua relação com os processos pedogenéticos, especialmente quanto ao seu potencial para sequestrar carbono em profundidade, o que tem sido raramente investigado. Mudanças climáticas projetadas para ocorrer no futuro podem causar impactos significativos na América do Sul no presente século, principalmente nas regiões da Amazônia e do semiárido brasileiro, justificando assim estudos sobre a prospecção de perda de C nesses solos. Planossolos e Luvissolos correspondem a cerca de um terço da superfície da região semiárida no nordeste do Brasil, que em parte dão suporte para importantes cadeias produtivas (ovinocultura/caprinocultura e agricultura irrigada). A despeito de vários estudos já realizados na região semiárida, os fatores que determinam a estabilidade do C do solo em superfície e subsuperfície e sua relação com a formação dos mesmos ainda não são bem compreendidos nesses ambientes. Além disso, os micro-organismos têm papel essencial nos ciclos biogeoquímicos, assim, a atividade microbiana de grupos funcionais ligados ao N, P, Fe e frações do C podem ser importantes para entender a degradação da vegetação de Caatinga sob processo de desertificação, e para inferir sobre processos pedogenéticos que envolvem a participação do elemento ferro. A gênese de Planossolos é geralmente atribuída ao processo de ferrólise, no entanto, outros processos geogênicos, bem como a dinâmica da matéria orgânica na estabilização do horizonte B plânico desses solos merecem atenção. O objetivo do estudo será Caracterizar, morfológica, física, química e mineralogicamente Planossolos e Luvissolos desenvolvidos sobre rochas ácidas e básicas respectivamente, ao longo de uma climossequência, incluindo o Núcleo de desertificação Cabrobó. Avaliar o estoque de C e a dinâmica da matéria orgânica de Planossolos em função do clima e cobertura vegetal, além do seu papel na estabilização e permanência do horizonte B plânico. Além disso, avaliar a presença e diversidade microbiana de grupos funcionais ligados ao N, P e Fe na região semiárida. Os Planossolos e Luvissolos serão avaliados quanto à presença e diversidade microbiana de grupos funcionais ligados ao N, P e Fe por meio das análises microbiológicas (extração do DNA dos solos, reação em cadeia da polimerase em tempo real (qPCR) e análise em gel de eletroforese em gradiente desnaturante (PCR-DGGE). Os Planossolos serão ainda caracterizados micromorfologicamente e será caracterizada a MOS (C orgânico dissolvido, substâncias húmicas, composição isotópica 13C e 15N, C e N da biomassa microbiana, respirometria, espectroscopia de infravermelho com transformada de Fourier (FTIR), calorimetria exploratória diferencial e termogravimetria (DSC-TG) e tratamento com HF (desmineralização)), será realizada também uma prospecção de perda do C ao longo do tempo. Será calculado o estoque de C em profundidade em Planossolos e Luvissolos. Espera-se que o subsolo (abaixo de 20 cm da superfície), o qual tem sido negligenciado quanto a sua reserva de carbono, seja uma importante fonte e/ou sumidouro para o ciclo global de carbono e para a manutenção da qualidade do solo. E que a composição química, estoque e fatores que regulam a estabilização da MOS em superfície e subsuperfície em ambiente semiárido sejam melhor compreendidos. A abordagem proposta, considerando a pedologia, dinâmica da matéria orgânica e a microbiologia do solo contribuirá para o avanço dos estudos de gênese de Planossolos e Luvissolos na região semiárida, especialmente por considerar o papel de micro-organismos especializados na atuação de processos e degradação do solo. O melhor entendimento a respeito do C existente nesses solos e de sua dinâmica contribuirá para integrar as discussões globais sobre estoque e estabilidade de C, especialmente em profundidade, bem como compreender o funcionamento desses solos, tendo em vista o histórico de estiagens dessas áreas, as quais estão expostas a usos indevidos e sujeitas a processos de desertificação. Ao final, pretende-se os seguintes resultados: Buscar-se-á que os resultados contribuam com outros estudos de solos já realizados na região semiárida, promovendo um avanço no atual conhecimento sobre a pedogênese e dinâmica de carbono em solos da região semiárida do Brasil, e assim que possam contribuir para o melhor entendimento dos serviços ecossistêmicos desses solos, e que possam ainda induzir o desenvolvimento de novos estudos aplicados à preservação da Caatinga, com vistas ao seu uso múltiplo sustentado.
  • Universidade Federal Rural de Pernambuco - PE - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022
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Valeria Aoki

Ciências da Saúde

Medicina
  • pênfigo herpetiforme: avaliação da resposta imune adaptativa cutânea, com ênfase na expressão da interleucina-31 (il-31)
  • Pênfigos são dermatoses bolhosas autoimunes, onde autoanticorpos dirigem-se contra componentes da adesão intercelular intraepitelial (desmogleínas e desmoplaquinas). Verifica-se acantólise intraepidérmica observada ao exame histopatológico, e autoanticorpos da classe IgG, e ocasionalmente da classe IgA dirigidos contra antígenos-alvo específicos in situ ou circulantes. Existem dois subtipos clássicos de pênfigo, distintos entre si em virtude da apresentação clínica diversa, do antígeno-alvo envolvido, e nível de clivagem epidérmica. Os principais representantes deste grupo de enfermidades são o pênfigo vulgar (PV) e o pênfigo foliáceo (PF). Formas raras têm sido descritas na literatura, com características clínicas, histopatológicas e imunológicas distintas, e incluem o pênfigo herpetiforme, o pênfigo vegetante, o pênfigo por IgA, o pênfigo paraneoplásico (3) (4, 5) e o pênfigo por IgG/IgA. O pênfigo herpetiforme (PH) é uma mescla entre características clínicas da dermatite herpetiforme e achados imuno-histológicos s de pênfigo. Esta variante pode seguir o curso clínico do PV ou do PF, ou se apresentar como a primeira manifestação clínica dos pênfigos. Ocorre em indivíduos ao redor de 50-60 anos, com raros casos descritos em população pediátrica. Os achados cutâneos do PH consistem em pápulas urticadas em meio a vésico-bolhas, com padrão de distribuição herpetiforme ou anular e predileção por tronco e extremidades proximais. O prurido, sintoma ausente nas formas clássicas de PV ou PF, pode ser marcante no PV. Apresentações não usuais podem retardar o diagnóstico. Em publicação recente, seis pacientes foram diagnosticados como PH, a despeito das lesões de caráter eczematoso, incluindo os subtipos numular, disidrótico e asteatósico. À histologia evidenciam-se pústulas subcórneas e vesículas intraepidérmicas com infiltrado predominantemente eosinofílico e/ou neutrofílico e espongiose. Acantólise é usualmente ausente ou mínima. A imunofluorescência direta (IFD) revela depósitos de IgG e C3 intraepidérmicos intercelulares. Outros recursos auxiliares incluem a imunofluorescência indireta (IFI), o ELISA (Enzyme-linked immunosorbent assay) e o immunoblotting, que possibilitam a detecção de anticorpos circulantes contra componentes epidérmicos. O principal antígeno-alvo detectado é a desmogleína-1 (Dsg1), seguida pela desmogleína-3 (Dsg3). Estudos recentes demonstraram também a participação das desmocolinas -1 e -3 (Dsc1 e Dsc3). Considerando que o PH seja uma variante clínica dos pênfigos, que cursa com prurido importante, sintoma ausente nas formas clássicas destas enfermidades, este estudo tem como justificativa analisar a imunidade adaptativa tecidual envolvida nesta forma atípica. Assim, o perfil de expressão de proteínas tais como IL-31 e seus receptores IL-31RA (IL-31 receptor alpha) e OSMR (oncostatin M receptor beta), assim como o de outras interleucinas envolvidas na resposta inflamatória (IL-4, IFN-gama, TNF-alfa, IL-12, IL-17), será estudado nos pacientes com PH.
  • Universidade de São Paulo - SP - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022
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Valéria Conceição de Oliveira

Ciências da Saúde

Enfermagem
  • avaliação dos erros de imunização e proposta de intervenção
  • Objetivo: Avaliar os erros de imunização no serviço público de saúde do estado de Minas Gerais (MG) e propor intervenção. Métodos: Pesquisa de método misto desenvolvida em três etapas: A primeira etapa descritiva, documental e retrospectiva para analisar a incidência de erros de imunização entre 2008 e 2018 no estado de Minas Gerais e na região Oeste de Minas Gerais, utilizando dados secundários do Estado e da Região. Os dados serão compilados e analisados no aplicativo SPSS® versão 23.0 e apresentados em formas de tabelas e gráficos. A segunda etapa consistirá numa pesquisa qualitativa realizada com enfermeiros e auxiliares/técnicos de enfermagem das Unidades de Saúde notificadoras de erros de imunização em 2018, identificados na primeira etapa da pesquisa. A coleta se dará por meio de entrevista individual baseada em questões norteadoras que abordem os fatores que contribuem para a ocorrência de erro de imunização. A análise dos dados da pesquisa será fundamentada na Análise de Conteúdo Temática, tendo como referencial teórico a Teoria de Erro Humano. A terceira e última etapa da pesquisa será uma Pesquisa ação com o objetivo de construir um algoritmo de prevenção de erro de imunização. Como referencial teórico-metodológico utilizar-se-á a Pesquisa-ação do tipo Convergente-Assistencial (PCA) e como fundamentação teórico-pedagógica a Pedagogia Crítica Problematizadora. Usar-se-á o arcabouço teórico de Paulo Freire, com propósito maior de preparar o ser humano na tomada de consciência do seu mundo e atuar intencionalmente para transformá-lo. Os participantes do estudo serão selecionados a partir da segunda etapa da pesquisa segundo os seguintes critérios de inclusão: ser profissional de enfermagem, trabalhar na sala de vacina na atenção primária dos municípios selecionados há pelo menos um ano e manifestar interesse em participar do estudo. Para a coleta dos dados utilizar-se-á o Arco de Charles Maguerez, o qual é uma das estratégias de ensino-aprendizagem para o desenvolvimento da Problematização. Consta de cinco etapas que acontecem a partir da realidade social: a observação da realidade, os pontos-chaves, a teorização, as hipóteses de solução e aplicação à realidade. Esse método apresenta princípios da Pedagogia Crítica Problematizadora. Para análise e interpretação dos dados, adotar-se-á o referencial de Morse e Field (1995), o qual consta de duas etapas: a análise e a interpretação. Espera-se com esse estudo a identificação dos fatores contribuintes para o erro em imunização e a sensibilização de gestores e profissionais para o tema da segurança em sala de vacina; a educação permanente da equipe de enfermagem para práticas mais seguras e consequentemente a promoção da cultura de segurança em sala de vacina.
  • Universidade Federal de São João Del-Rei - MG - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022
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Valeria de Matos Borges

Ciências Biológicas

Imunologia
  • fatores de virulência na interação leishmania-célula hospedeira
  • O lipofosfoglicano (LPG), principal componente da superfície das formas promastigotas, é considerado um importante fator de virulência do parasito e já foi associado ao estabelecimento da infecção por diferentes espécies de Leishmania. No presente estudo, em parceria com Dr Albert Descoteaux (Institut National de La Recherche Scientifique, Institut Armand-Frappier da Rede Fiocruz-Pauster) pretendemos caracterizar os mecanismos de sinalização celular deflagrados durante a infecção de neutrófilos e macrófagos por L. infantum e L. amazonensis knockout de LPG e fosfoglicanos (LPG1-KO e LPG2-KO) ou geneticamente restituídas (LPG-Addback) comparados à cepa selvagem (WT). Para isso, já temos disponível a L infantun deficiente para o lpg1 produzida e caracterizada por nosso grupo utilizando técnicas de recombinação homóloga (Lázaro-Souza et al 2017). Entretanto, para Leishmanias deficiente para o gene lpg2, responsável pela adição de unidades repetitivas de manose (GDP-Man) no complexo de Golgi para o LPG e outras moléculas contendo fosfoglicanos, está abordagem experimental não foi eficaz. O parasita nocaute para lpg2 perderá todos os domínios de fosfoglicanos incluindo aqueles do LPG e de proteofosfoglicanos ligados a membrana (e.g. fosfoglicano extracelular (PG), fosfatase acida secretada (sAP) e a mucina-like secretada proteofosfoglicano (PPG). Recentemente, a tecnologia de edição de genomas sofreu uma grande revolução com o desenvolvimento do sistema CRISPR (Clustered Regularly Interspaced Palindromic Repeats)/Cas9, que permite de forma bem simples, a inserção, deleção, substituição e regulação gênica. Em função de sua alta especificidade esse sistema derivado de Streptococcus pyogenes foi adaptado para direcionar a clivagem de Cas9 para um alvo específico. Esse mecanismo já foi utilizado com sucesso para realizar edições no genoma em diversos organismos e recentemente foi adaptado para ser utilizado na obtenção de nocautes em parasitas do gênero Leishmania. Neste projeto pretendemos usar o sistema CRISPR para a obtenção dos nocautes para o gene lpg2 de L. infantum e L amazonensis. Além de utilizar as Leishmanias deficientes para o LPG, testaremos a ação inflamatória da molécula purificada em parceria com Dr Rodrigo Soares (Fiocruz-MG). Nesse sentido iremos avaliar os parâmetros da ativação neutrofílica, tais como migração, liberação de enzimas dos grânulos, tempo de sobrevida e mecanismos oxidativos nas células hospedeiras. A ativação de macrófagos será avaliada pela indução da expressão de moléculas de superfície como MHCII e CD80 e pela produção de citocinas e mediadores inflamatórios como MRP8 e MRP14. Será analisada ainda a participação de receptores do tipo Toll e vias de sinalização (MAPkinaes- ERK, p38 e JNK) envolvidas durante o processo de infecção ou ativação pela molécula purificada. Também, iremos caracterizar o remodelamento do vacúolo parasitóforo, recrutamento de marcadores lisossomais, bem como a participação de componentes da NADPH oxidase em macrófagos e neutrófilos infectados por L. infantum e L. amazonensis deficientes para LPG e fosfoglicanos (LPG1-KO e LPG2-KO) ou geneticamente restituídas (LPG-Addback) comparados à cepa selvagem (WT). Esse estudo poderá esclarecer como o LPG de Leishmania interage com a resposta imune inata do hospedeiro, abrindo novas perspectivas para o entendimento dos mecanismos imunopatogênicos na leishmaniose envolvendo macrófagos e neutrófilos. A presente proposta pretende ampliar a investigação do papel do LPG utilizando tanto a molécula purificada quanto os parasitos deficientes no contexto da interação Leishmania-célula hospedeira.
  • Fundação Oswaldo Cruz - BA - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022
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Valéria Guimarães Silvestre Rodrigues

Engenharias

Engenharia Civil
  • estudo dos processos erosivos na bacia do córrego do palmital (nazareno - mg)
  • Vide projeto anexo
  • Universidade de São Paulo - SP - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022
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Valéria Lima Carvalho

Ciências Biológicas

Microbiologia
  • estudo de co-infecção de arbovírus de importância médica e vírus específicos de insetos
  • Arbovírus são vírus que se replicam em vertebrados e insetos vetores como mosquitos, carrapatos, entre outros, e alguns são responsáveis por causar problemas em termos de Saúde Pública em todo o mundo, causando surtos e epidemias afetando humanos e animais, tais como o vírus Dengue, vírus Chikungunya, vírus Febre Amarela, vírus Zika, vírus West Nile (VWN) e vírus Encefalite Saint Louis (VSLE). Mesmo diante da grande importância médica desses vírus, o cenário atual é de poucas vacinas disponíveis e da falta de tratamento medicamentoso antiviral disponibilizado para a população. Nos últimos anos, várias pesquisas vêm sendo realizadas no sentido de desenvolver novas plataformas de vacinas e antivirais e, além disso, é muito importante que novas abordagens sejam desenvolvidas visando também o controle do vetor para a prevenção da transmissão dos arbovírus. Nesse sentido, os vírus específicos de insetos (ISV), vírus que fazem parte da microbiota dos mosquitos, vêm ganhando destaque, pois eles são capazes de se replicar em células de insetos, mas não em vertebrados, e por isso esses vírus podem ser utilizados em plataformas vacinais e para o diagnóstico, além da possibilidade deles serem utilizados como controle biológico, visto que alguns desses ISV mostraram reduzir a competência vetorial de mosquitos na transmissão de arbovírus. Um exemplo disto é o ISV Culex flavivirus (CxFV), que vem sendo investigado quanto sua interação com o vírus West Nile, já que eles compartilham o mesmo vetor, contudo os resultados não têm apresentado uniformidade, pois alguns estudos apontam que o CxFV pode reduzir a capacidade de mosquitos Culex transmitirem o VWN, contudo outros mostram que há uma associação ecológica positiva entre eles. Novos estudos precisam ser realizados visando esclarecer essa interação. Outro vírus de inseto bastante prevalente em mosquitos Culex é o vírus Brejeira (VBRJ), que faz parte do novo táxon Negevirus, e pouco ou nada se conhece sobre os efeitos da sua interação com os arbovírus. Diante disto, este projeto visa avaliar os possíveis efeitos interferentes do VBRJ e do CxFV em co-infecção com os arbovírus VWN e VSLE, já que estes vírus compartilham os mesmos insetos do gênero Culex.
  • Instituto Evandro Chagas - PA - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022
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Valéria Marli Leonello

Ciências da Saúde

Enfermagem
  • mapeamento e análise de experiências de educação interprofissional em saúde na universidade de säo paulo
  • A educação interprofissional (EIP) tem se constituído como estratégia fundamental para proporcionar aos estudantes da área de saúde oportunidades de aprendizado compartilhado, favorecendo o desenvolvimento de competências para o trabalho em equipe, tão necessário para atender as necessidades de saúde cada vez mais multifacetadas e complexas. Entretanto, ainda predomina o modelo de formação uniprofissional, e na universidade de São Paulo, as experiências na área de formação em saúde tem sido desenvolvidas, majoritariamente, em espaços extracurriculares ou optativos, sendo reconhecidas isoladamente e muitas vezes limitadas à alguns cursos e iniciativas de professores engajados na EIP. Tais experiências precisam ser mapeadas e analisadas quanto ao impacto da EIP nos estudantes, bem como em suas potencialidades e desafios. Desta forma, o estudo tem como objetivo mapear e analisar experiências de educação interprofissional em saúde na Universidade de São Paulo (USP). Metodologia: Pesquisa com abordagem quanti-qualitativa desenhada em três etapas, sendo a primeira com abordagem quantitativa, realizada por meio de survey descritivo-exploratório e transversal, com a utlização de formulário eletrônico on-line com professores vinculados à universidade para o mapeamento inicial das experiências de EIP. Na segunda etapa, a partir do mapeamento serão selecionadas três experiências para análise documental e qualitativa, por meio de entrevistas semi-estruturadas com os professores coordenadores, buscando-se aprofundar os dados do mapeamento e identificar as principais dificuldades e desafios. Na terceira etapa, de abordagem quantitativa, será aplicada com os estudantes uma escala de disponibilidade para a EIP, em dois momentos: no momento em que antecede cada uma das experiências e no momento final de cada uma delas, para verificar o grau de interesse e disponibilidade para EIP. Espera-se que o estudo dê visibilidade para as experiências de EIP realizadas na USP traga evidencias da potencialidade da EIP nas experiências analisadas e identifique possibilidades e desafios para o fortalecimento e ampliação da EIP em saúde neste contexto.
  • Universidade de São Paulo - SP - Brasil
  • 18/02/2019-31/08/2022
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Valeria Neves Domingos Cavalcanti

Ciências Exatas e da Terra

Matemática
  • estabilização de sistemas governados pelas equações diferenciais parciais
  • Vide projeto anexo
  • Universidade Estadual de Maringá - PR - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022
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Valéria Pereira Ferrer

Ciências Biológicas

Bioquímica
  • perfil de mirnas como biomarcadores em glioblastoma através de biópsia líquida
  • O diagnóstico de glioblastoma (GBM) é baseado em suas características morfológicas e histopatológicas, porém, a heterogeneidade molecular entre os GBMs é proeminente, e o diagnóstico patológico nem sempre prevê o comportamento do tumor. A baixa taxa de sobrevida (média de 15 meses) em pacientes com esse tumor alimenta a busca de novos alvos diagnósticos e terapêuticos. Portanto, a identificação de biomarcadores moleculares para o acompanhamento de pacientes com GBM se torna de grande importância terapêutica. Um tipo de RNA não codificante, microRNA (miRNA), representa uma das moléculas alvo mais atraentes que contribuem para a patogênese de vários tipos de tumores. Os miRNAs regulam a expressão de genes envolvidos em funções celulares como proliferação celular, diferenciação, apoptose, ciclo celular e angiogênese. Todos esses processos subsidiam a patogênese de GBM. Os miRNAs envolvidos no desenvolvimento e progressão do câncer podem ser divididos em: onco-miRs (miRNAs que promovem tumores), miRNAs supressores de tumores e metasta-miRs (os promotores de metástases). A expressão de miRNA é tecido-específica e vários conjuntos de miRNAs são diferencialmente elevados ou reduzidos em tumores de diferentes origens, embora diferentes tipos de cânceres também podem compartilhar alguns miRNAs individuais. Perfis de expressão de miRNAs foram associados especificamente ao GBM. O presente projeto busca através do perfil de miRNAs em plasma de pacientes estabelecer marcadores que serão utilizados para diagnóstico complementar menos invasivo e para o acompanhamento do tratamento de pacientes com GBM. Este projeto tem a jovem pesquisadora Dra. Valéria Ferrer como coordenadora, a qual possui expertise em biologia molecular há pelo menos 10 anos, inclusive com experiência em câncer em Houston, USA. Conta com a colaboração do Prof. Vivaldo Moura Neto, referência mundial na área de gliomas e ainda com as jovens pesquisadoras Dra Luciana Pessoa e Dra Manoela Heringer, as quais possuem também grande expertise na área de biologia molecular. Este projeto ainda possui a colaboração do Prof. Attilio Pane, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), que é um pesquisador de referência na área de RNAs não codificantes. Por fim, gostaria de ressaltar que obtivemos resultados preliminares promissores referentes a este projeto e ele então é o resultado da colaboração entre pesquisadores, alunos de pós-graduação (incluindo uma doutoranda vinda do Quênia) e de alunos de iniciação científica no Instituto Estadual do Cérebro Paulo Niemeyer, em colaboração com a Universidade Federal do Rio de Janeiro.
  • Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro - RJ - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022