Projetos de Pesquisa

 

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Silvia Gonzalez Monteiro

Ciências Agrárias

Medicina Veterinária
  • nanovacina nasal contra trypanosoma evansi
  • Este projeto objetiva testar uma nanovacina nasal em Rattus norvegicus infectados com Trypanosoma evansi. As nanopartículas além de serem utilizadas em técnicas para o diagnóstico e tratamento de doenças, podem ser usadas como vacinas para a entrega de antígenos às células do sistema imunológico, aumentando assim a resposta imune aos patógenos, pois devido ao seu reduzido tamanho, aumentam a interação do antígeno com as células e os fluidos biológicos do hospedeiro e incrementam o período de entrega e liberação desses antígenos. Essas nanopartículas podem ser aplicadas por diferentes vias como a subcutânea e a intramuscular, porém, a forma nasal, além de ser de fácil manuseio, é interessante pois mimetiza a infecção já que a maioria dos patógenos que invadem o organismo de pessoas e animais utiliza a via mucosa e o Trypanosoma pode infectar os hospedeiros dessa maneira. Serão desenvolvidas nanopartículas de PGLA (Ácido lático-co-ácido glicólico) que é um polímero biocompatível e biodegradável carregadas com antígenos do T. evansi obtidos da forma tripomastigota. Um segundo componente, um adjuvante imunodulador chamado de CpG ODN considerado um potente estimulador de TH1 mediador da resposta imune das células T CD8+, será adicionado a vacina para a produção de uma resposta imune protetiva. Após a administração intranasal, acompanharemos por esfregaço sanguíneo diário a parasitemia e no final do experimento os animais serão eutanasiados para coleta de material a fim de verificar se a administração desses antígenos nas vias aéreas foi capaz de induzir resposta humoral com e sem o uso de adjuvantes imunomoduladores. Dessa forma iremos verificar se o uso da vacina nasal com antígeno de T. evansi protege o animal da infecção, se estimula a imunidade dos animais e se há a necessidade do adjuvante para a melhora da resposta imune. Além disso, serão realizados o acompanhamento da parasitemia diária, do período pré-patente, dos parâmetros bioquímicos e hematológicos, da resposta humoral e será realizado o PCR para verificar se houve ou não a eliminação do parasito nos roedores. Este projeto será importante para a continuidade de nossas pesquisas que vem sendo desenvolvidas desde 2005 com esse parasito.
  • Universidade Federal de Santa Maria - RS - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022
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Silvia Helena Paixao Alencar

Ciências Exatas e da Terra

Astronomia
  • formação de estrelas e planetas
  • Neste projeto serão estudados sistemas de estrela e disco jovens, com o intuito de descrever a formação estelar e planetária, assim como a dinâmica da interação disco-estrela, mediada pelo campo magnético estelar. Este projeto de pesquisa é composto de dois sub-projetos: o estudo de campos magnéticos e a análise de aglomerados jovens. No primeiro sub-projeto, utilizaremos os espectro-polarímetros ESPaDOnS e SPIRou para investigar a topologia do campo magnético em larga escala de um conjunto de 120 estrelas jovens em diversos estágios evolutivos, desde protoestrelas embebidas atá as fases finais de sua formação. Aproveitaremos os dados espectro-polarimétricos para buscar planetas gigantes próximos a suas estrelas, os chamados de Júpiteres quentes, com o intuito de entender os processos de formação e migração planetária. Tentaremos também medir o campo magnético de discos de acreção, que exercem papel fundamental na perda de momento angular do sistema e na evolução planetária. O segundo sub-projeto concentra-se na análise de aglomerados jovens, utilizando dados fotométricos de grande precisão e contínuos por meses, obtidos com os satélites Kepler-K2 e TESS. Esses conjuntos de dados são complementados com observações espectroscópicas e permitem estudar os vários fenômenos físicos que atuam em sistemas de estrela e disco em formação. A variabilidade fotométrica e espectroscópica destes sistemas está relacionada com manchas quentes e frias na superfície da estrela, acreção variável, a distribuição de material circunstelar, a dinâmica da interação disco-estrela e a presença de planetas em órbita. Iremos caracterizar estrelas jovens de massas baixa e intermediária e de várias idades, o que permitirá estudar a dependência dos diversos fenômenos físicos em função da massa da estrela, assim como a variação dos processos de acreção e perda de massa à medida que a estrela evolui.
  • Universidade Federal de Minas Gerais - MG - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022