Projetos de Pesquisa

 

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Ana Valéria Machado Mendonça

Ciências da Saúde

Saúde Coletiva
  • comunicação promotora de saúde: estratégias de enfrentamento de epidemias de ists, hiv/aids e hepatites virais em população jovem.
  • Este projeto de pesquisa destina-se a analisar elementos do cenário de prevenção das Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST), do HIV/aids e das hepatites virais, dirigidos a população jovem, com recorte nos últimos dez anos (2010-2019). Trata-se de uma pesquisa de métodos mistos, com abordagem convergente paralela, em que as investigações qualitativa e quantitativa serão realizadas simultaneamente. A coleta de dados quantitativos será realizada por meio de análise dos dados disponibilizados no Sistema de Notificação e Agravos – SINAN. A coleta de dados qualitativa dar-se-á por meio de oficinas de abordagem, sendo três por região do país. Os municípios em que será desenvolvida a pesquisa de campo englobam Brasília (DF), Paraíba(JP), Manaus (AM), São Paulo (SP) e Porto Alegre(RS). Como resultados esperados, objetiva-se elaborar estratégias e informação, educação e comunicação em saúde voltadas à promoção da saúde e tradução do conhecimento acerca das temáticas de HIV/aids, IST’s e hepatites virais com vistas à promoção da saúde de jovens e adultos.
  • Universidade de Brasília - DF - Brasil
  • 02/01/2020-31/01/2023
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Ana Virginia de Almeida Luna

Ciências Humanas

Educação
  • modelagem matemática na educação básica: efeitos de um ensino problematizador sobre violência no contexto escolar
  • O propósito deste projeto é identificar os efeitos dos processos recontextualizadores dos textos de modelagem matemática, sobre violência na escola, de um espaço de formação para professores de matemática para as salas de aula desses profissionais. Os efeitos compreendem as implicações, as práticas, os discursos e ações etc., constituídas pelos sujeitos a partir de uma intervenção discursiva. Tem como aporte teórico os estudos de Bernstein (1998), que demonstra como diferentes discursos das ciências compartilham elementos comuns, que permeiam o campo educacional, criando diferentes modalidades de práticas pedagógicas – as quais se referem ao “contexto social pelo qual se realiza a reprodução e a produção de culturas” (BERNSTEIN, 1998, p. 35). Na perspectiva bernsteiniana, a prática pedagógica não diz respeito apenas a sala de aula, professor-estudante, mas a toda relação social de poder, como por exemplo, pais-filhos. Por meio da recontextualização, o discurso se desloca do seu contexto original de produção para outro contexto, em que é modificado e relacionado com outros discursos e depois é relocado (BERNSTEIN, 1998; 2003). Este estudo entende que as instituições sociais, neste caso, a instituição escolar, são permeadas por relações de poder que as legitimam e as constituem (FOUCAULT, 2014). As produções discursivas dos sujeitos nesses espaços são permeadas pelo que pode ou não ser dito e como dizê-lo. Assim, as instituições formativas são vistas como disciplinarizantes. Elas atuam tanto sobre a organização e fixação do saber que lá será objeto de conhecimento, quanto na disciplinarização dos corpos (GALLO, 2004). Essa tecnologia disciplinar escolar tem gerado efeitos sobre os corpos dos sujeitos que a mobilizam. O adoecimento e a deserção de professores das redes públicas e particulares de ensino é um desses efeitos, conforme destaca Carmargo (2012). Já Rocha (2005) e Alfredo Veiga-Neto (2006) enfatizam a tecnologia disciplinar como geradora de conflitos no ambiente escolar, entre eles, o acirramento da violência física e simbólica entre seus membros. Nessa direção, este projeto abordará os efeitos de sentido gerados pela abordagem da violência escolar, por meio de tarefas de modelagem matemática no contexto escolar. Neste caso, mobilizaremos textos de modelagem sobre violência escolar com os professores em formação continuada, em primeiro momento, e, em seguida, identificaremos que efeitos de sentido foram gerados por eles em seus ambientes escolares, seja com seus alunos, com a equipe pedagógica da escola, com os pais, ou ainda com todos os sujeitos envolvidos. A Organização Mundial de Saúde, em seu relatório geral sobre a violência (OMS, 2002), reconhece que, para preveni-la, é preciso reconhecer que suas condições de risco e de proteção são muito complexas, o que corrobora a dificuldade dos professores para adotar medidas destinadas a preveni-las na escola, já que a falta de compreensão de toda a equipe escolar distancia a comunicação dos estudantes, a fim de socializar os problemas que ocorrem no ambiente escolar (DÍAZ-AGUADO, 2015). Sendo assim, a falta de resposta da escola diante da violência é considerada uma condição de risco. Segundo Díaz-Aguado (2015), é preciso levar em consideração que o silêncio da escola frente à violência deixa as vítimas sem ajuda e costuma ser interpretada, pelos autores, como apoio implícito. A violência escolar tende a diminuir quando se estabelece, na escola, contextos que oportunizem os estudantes a falar dos dilemas que os circundam. Para tanto, é importante considerar a forma tradicional de definir o papel dos professores, de forma quase exclusiva, a ministrar uma matéria específica, cuja tendência pode ser mudada quando se proporciona, aos docentes, formação adequada para prevenir a violência entre os estudantes. Nessa direção, a modelagem matemática, aqui entendida como um ambiente de aprendizagem em que estudantes são convidados a investigar, utilizando a matemática, situações com referência na realidade (BARBOSA, 2007), pode possibilitar aos estudantes argumentarem sobre a aplicabilidade da matemática em práticas sociais externas à disciplina Matemática (SKOVSMOSE, 2007). Assim, a modelagem torna-se uma das possibilidades de potencializar estudantes a interferir em debates de interesse social. Além disso, a modelagem confere uma dinâmica diferente às aulas de matemática, pois se trata de um ambiente em que estudantes são convidados a atuar, de forma ativa, no desenvolvimento do ambiente, cabendo ao professor conduzi-lo de forma que estudantes assumam o processo de investigação.
  • Universidade Estadual de Feira de Santana - BA - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022
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Anabelle Silva Cornachione

Ciências da Saúde

Fisioterapia e Terapia Ocupacional
  • efeitos do treinamento aeróbio de baixa intensidade no conteúdo da proteína utrofina e nas propriedades contráteis do músculo tibial anterior de camundongos mdx: modelo experimental da distrofia muscular de duchenne
  • A distrofia muscular de Duchenne (DMD) é a mais comum e mais severa distrofia muscular que acomete em torno de 3.500 meninos nascidos vivos. Causada pela mutação da região Xp21 no cromossomo X, esta doença é caracterizada pela ausência da proteína distrofina que determina perda progressiva das fibras musculares (degeneração) e consequentemente, fraqueza muscular. A utrofina é uma proteína expressa no sarcolema, durante a fase de desenvolvimento, que é substituída, por sua homóloga distrofina e, mantêm-se na junção neuromuscular do músculo esquelético durante a vida adulta. Estudos tem mostrado que a terapia com genes da utrofina pode ser um tratamento promissor para pacientes portadores de DMD pois, esta atua similarmente a distrofina na reparação do músculo lesado, minimizando lesões e retardando a evolução da doença. Alguns autores observaram um aumento na expressão da utrofina no músculo esquelético de camundongos mdx. Esses autores também acreditam que este aumento pode minimizar a degeneração muscular, como resposta protetora do tecido muscular. Outros estudos mostraram que o aumento da utrofina pode ser exacerbado quando o músculo esquelético, de camundongos mdx, é submetido a treinamento aeróbio. Serão utilizados 48 camundongos machos (n= 24 Wild Type: C57BL-10) e mdx (n=24 - C57BL/10-Dmd/mdx) divididos em grupos controles (21 e 37 dias) e treinados durante 21 e 37 dias. O treinamento contará com uma corrida leve em esteira plana. Após experimentos, os animais serão eutanasiados por decapitação sob anestesia, e o músculo tibial anterior será excisado para análises morfológica, bioquímica e biofísica. Resultados esperados: Após o treinamento, esperamos observar nos animais distróficos, um aumento do conteúdo da proteína utrofina, sinais morfológicos de regeneração e melhora da força total das fibras musculares.
  • Universidade Federal de São Carlos - SP - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022
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Anderson Barbosa Evaristo

Ciências Agrárias

Agronomia
  • seleção de genótipos de soja para sistemas integrados de cultivo
  • A região noroeste do Estado de Minas Gerais destaca-se por ser a principal região da produção de grãos nesse estado e possuir uns dos maiores rebanhos bovinos. Apesar de ser uma região tecnificada, existe ainda uma grande demanda por tecnologias no setor agropecuário, principalmente nas áreas de média altitude. O estado do Tocantins faz parte da região denominada Matopiba, considerada última fronteira agrícola do país. O Matopiba compreende o bioma Cerrado dos estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia e responde por grande parte da produção brasileira de grãos e fibras. O bioma cerrado das regiões do noroeste de Minas Gerais e do estado do Tocantins estão sofrendo com a degradação do solo e dos recursos hídricos provocados em partes pelas atividades do setor agropecuário. O desenvolvimento de tecnologias que visam a redução do impacto ambiental e promovem o desenvolvimento econômico e social é foco das políticas públicas nacionais. A utilização de sistemas integrados de cultivos como Integração Lavoura-Pecuária (ILP), Lavoura-Floresta (ILF) e Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) são exemplos de tecnologias adotadas pelos produtores, que muitos dos casos contem financiamento público, que promovem o aumento da sustentabilidade no bioma cerrado. Estima-se que no Brasil há cerca de 11,5 milhões de hectares com alguma adoção de sistema de integrado de cultivo como exemplo ILPF (EMBRAPA, 2016). A cultura da soja (Glycine max) é a principal cultura agrícola no Brasil e além de ser muito utilizada nos sistemas integrados como exemplo em ILF e ILPF. No entanto não há recomendações técnicas validadas para escolha de cultivares de soja nesses sistemas de cultivo, que apresentam diferentes graus de sombreamento. O presente projeto pretende selecionar genótipos de soja para sistemas integrados de cultivo, desenvolver metodologias para a seleção precoce de genótipos e selecionar descritos morfoagronômicos e morfofisiológicos que permitem selecionar genótipos de soja em diferentes níveis de sombreamento para o desenvolvimento de cultivares de soja para sistemas integrados de cultivo.
  • Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri - Campus JK - MG - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022
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Anderson Bastos Martins

Lingüística, Letras e Artes

Letras
  • fronteiras seculares: pós-colonialidade, globalização e cosmopolitismo na ficção contemporânea
  • Este projeto investiga novas possibilidades teóricas e críticas dos estudos literários anglófonos pós-coloniais a partir de um estudo comparativo entre suas premissas e as pesquisas recentes sobre os conceitos de globalização e cosmopolitismo e sobre as práticas literárias e culturais derivadas dos mesmos. Com base em narrativas de autoria de quatro ficcionistas contemporâneos, a saber, Nadine Gordimer (1923- 2014) , Salman Rushdie (1947), Mohsin Hamid (1971) e Chimamanda Ngozi Adichie (1977), o enfoque é comparar e contrastar a ficção pós-colonial em seu momento nacional (Nadine Gordimer e Salman Rushdie) com a ficção pós-colonial em tempos de globalização (Nadine Gordimer, Salman Rushdie, Mohsin Hamid e Chimamanda Ngozi Adichie), com o objetivo de atualizar a teoria e crítica pós-coloniais anglófonas diante dos desafios da contemporaneidade global e cosmopolita.
  • Universidade Federal de Juiz de Fora - MG - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022