Projetos de Pesquisa

 

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Tulio Costa Rizuti da Rocha

Ciências Exatas e da Terra

Física
  • estrutura atômica e eletrônica de catalisadores modelo
  • Catálise heterogênea é parte essencial da tecnologia para a produção dos combustíveis e materiais que sustentam a nossa sociedade atual. Estima-se que 20% do valor de todos os produtos manufaturados deve-se a processos catalíticos. Os avanços recentes na produção de novos materiais com propriedades controladas trouxeram a perspectiva de catalisadores inteligentes com características moleculares específicas para cada reação. Porém, estas expectativas ainda não se tornaram realidade, devido, em grande parte, à falta de conhecimento em nível atômico dos mecanismos e processos envolvidos na catálise heterogênea. Esta crescente demanda por informação atomística motivou o desenvolvimento de novas metodologias de investigação científica em catálise heterogênea. Este projeto de pesquisa baseia-se na aplicação de uma abordagem típica de física da matéria condensada em problemas de catálise heterogênea, particularmente, a relação entre a performance catalítica e a estrutura atômica e eletrônica de catalisadores heterogêneos. Proponho estudar a oxidação catalítica de etileno utilizando catalisadores-modelo baseados em monocristais de prata e ligas diluídas que permitem a caracterização detalhada da estrutura atômica e eletrônica por técnicas avançadas de luz síncrotron e microscopias. A informação estrutural e eletrônica das fases de oxigênio formadas na superfície de prata e intermediários da interação com etileno pode fornecer novos insights sobre os mecanismos de reação, bem como indicar tendências que levem a descoberta de novos materiais com propriedades catalíticas superiores.
  • Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais - SP - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022
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Túlio Sérgio Henriques Ferreira

Ciências Humanas

Ciência Política
  • a política externa brasileira no século xxi: o tratamento editorial dos três maiores jornais nacionais do brasil (folha de são paulo, o globo e o estado de são paulo)
  • Vide projeto anexo
  • Universidade Federal da Paraíba - PB - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022
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Uelinton Manoel Pinto

Ciências Agrárias

Ciência e Tecnologia de Alimentos
  • interações microbianas mediadas por quorum sensing no soro-fermento utilizado na produção do queijo canastra
  • Bactérias podem detectar sua densidade celular e ativar a expressão de diversos fenótipos quando em altas populações, através de um comportamento conhecido como quorum sensing. Em micro-organismos de origem alimentar, o quorum sensing pode regular a expressão de fenótipos como a formação de biofilmes, produção de toxinas e de enzimas hidrolíticas. A sinalização em bactérias Gram-negativas normalmente é mediada por moléculas de N-acil-homoserina lactona (AHLs), conhecidas por autoindutor 1 (AI-1), enquanto o AI-2 (autoindutor-2) é utilizado tanto por Gram-positivas quanto por Gram-negativas. Outras moléculas também podem mediar a comunicação microbiana, como os peptídeos autoindutores de Gram-positivos. Estudos revelam a inibição do quorum sensing por enzimas que degradam as AHLs, em um processo denominado quorum quenching. Tipicamente brasileiro, o queijo Canastra é um produto artesanal maturado, produzido a partir de leite cru e do “pingo”, um tipo de soro-fermento coletado e utilizado diariamente na produção. A composição microbiana do pingo é diversificada e característica da região produtora. Essa combinação de bactérias, única em cada queijaria, resulta em aroma e textura típicos. O presente trabalho visa analisar a interação entre a microbiota presente no pingo pela detecção dos sistemas de quorum sensing e quorum quenching nas amostras. Serão utilizadas as estirpes biossensoras Chromobacterium violaceum CV026, Escherichia coli pSB403, Agrobacterium tumefaciens WCF47 (pCF218)(pCF372), e Vibrio harveyi BB170, para que seja possível a detecção de AHLs e de AI-2 nos pingos coletados de 50 propriedades da Serra da Canastra. Os isolados Gram-negativos serão avaliados quanto à capacidade de produzir AHLs, enquanto os isolados Gram-positivos serão avaliados quanto a produção de enzimas que degradam essas moléculas. A existência de genes homólogos a luxI, luxR e luxS no DNA extraído do pingo será também verificada por PCR. Espera-se melhor compreender as interações microbianas presentes no pingo e como estas interações podem influenciar nos aspectos de qualidade e segurança do queijo.
  • Universidade de São Paulo - SP - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022
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Ueslen Rocha Silva

Ciências Exatas e da Terra

Física
  • sínteses e caracterizações de nanopartículas luminescentes para aplicações na fotônica e biofotônica
  • Este é um projeto multidisciplinar que envolve o desenvolvimento de novos nanomateriais para possíveis aplicações em nanobiofotônica. Nosso objetivo é desenvolver novas nanoestruturas luminescentes, explorando o uso da engenharia núcleo@casca para a síntese de nanopartículas fluorescentes capazes de operar como termômetros, nanoaquecedores e/ou agentes de contraste em imagens fluorescentes e validar suas aplicações em modelos experimentais ex vivo, in vitro e in vivo. Dar-se-á ênfase na busca de nanopartículas luminescentes que apresentem emissão e/ou excitação dentro das chamadas janelas biológicas, onde a penetração da luz é maximizada permitindo, portanto, aplicações ex vivo, in vitro e in vivo. Serão estudados diferentes tipos de nanopartículas luminescentes co-dopadas com íons terra-raras, para isso a engenharia núcleo@casca e/ou núcleo@multicasca será utilizada para aprimorar/controlar a transferência de energia entre sensibilizador e ativador obtendo, portanto, mais controle sobre os termo-ópticos tais como a eficiência de conversão luz-calor e a sensibilidade térmica relativa. Incrementando, portanto, a multifuncionalidade das nanoestruturas. As aplicações se darão no campo da termometria luminescente, visando o estudo em tempo real da dinâmica térmica de tecidos biológicos, para detecção e monitoramento de infermidades. Estudaremos a possiblidade de utilizar estas nanopartículas não somente para detecção de doenças, mas também para tratamentos via terapia fototérmica, como para erradicar células enfermas através da geração de calor (gerado pela interação do laser com as nanopartículas aquecedoras, por exemplo), ou mesmo usando a nanoestrutura hibridas formadas por nanopartículas luminescentes e nanopartículas aquecedoras. A fim de avaliar as nossas propostas iremos realizar importantes estudos sobre a toxicidade desses nanomateriais, bem como possíveis efeitos fototóxicos da radiação infravermelha em células e tecidos. Por fim, buscaremos desenvolver uma instrumentação específica para ativar a geração de calor, obter sensoriamento térmico e aquisição de bioimagens. A viabilidade deste projeto baseia-se no fato de que os perfis experimentais dos pesquisadores e dos equipamentos dos grupos envolvidos
  • Universidade Federal de Alagoas - AL - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022
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Ugo Leandro Belini

Ciências Sociais Aplicadas

Desenho Industrial
  • laboratório multidisciplinar para novos materiais e tecnologias sustentáveis (labmats)
  • O crescente aumento do consumo de madeira, o expressivo crescimento na demanda de painéis de madeira e a necessidade de tecnologias para a utilização de insumos considerados como resíduos, evitando a pressão sobre os ecossistemas naturais, abrem desafios para o desenvolvimento de tecnologia e inovação de novos produtos. Considerando estes aspectos, é desejável que as instituições que desenvolvem pesquisas relativas à ciência e tecnologia apresentarem propostas de trabalho que contribuam com a solução de questões relativas à utilização desses recursos, com aprimoramento da qualidade dos produtos gerados pela indústria de base agropecuária, permitindo assim o aumento da competitividade deste segmento no mercado. Na década de 1990 iniciou-se, com ênfase na Europa, uma efetiva utilização de resíduos na fabricação dos painéis, tendência a ser seguida no Brasil pela disponibilidade de insumos agrícolas (Belini, 2012), sendo que a redução da emissão de formaldeído, a reciclagem dos painéis, aplicação de resinas renováveis e a otimização dos 3F’s (Fiber, Food, Fuel) são os desafios apresentados para o país (Borges, 2008). Assim, o desenvolvimento de materiais compósitos com fibras naturais ou resíduos agroindustriais, bem como a criação de protótipos para amplos usos em áreas do Design, desperta interesse nos meios acadêmicos e industriais por quesitos tecnológicos e possibilidades associadas de serem materiais ecologicamente favoráveis e com propriedades mecânicas competitivas comparadas com a de outros compósitos reforçados com fibras sintéticas, podendo ainda contribuir para inovação e um maior desenvolvimento sustentável.
  • Universidade Tecnológica Federal do Paraná - PR - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022
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Uira Kulesza

Ciências Exatas e da Terra

Ciência da Computação
  • estudos empíricos de avaliação da adoção das práticas de integração, entrega e instalação contínua sob a perspectiva da qualidade do software e respectivas suítes de testes
  • Este projeto propõe o desenvolvimento de estudos empíricos quantitativos e qualitativos de análise e comparação de projetos que adotem as práticas de integração, entrega e instalação contínua com foco específico na qualidade de evolução dos projetos sob a perspectiva de estratégias de testes automatizados elaborados assim como em termos de geração de novos bugs após a integração de novas tarefas em versões de evolução do sistema.
  • Universidade Federal do Rio Grande do Norte - RN - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022
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Ulisses dos Santos Pinheiro

Ciências Biológicas

Zoologia
  • poríferos do norte e nordeste do brasil: inventário faunístico e distribuição
  • As esponjas (Porifera) são importantes constituintes de comunidades bentônicas, distribuindo-se em quase todos os ambientes aquáticos. Desempenham vários papéis nestas comunidades, servindo de substrato para colonização, abrigo e alimento para diversos grupos de organismos, colaborando significativamente para a manutenção da biodiversidade. Por serem sésseis e se alimentarem das menores frações orgânicas, as esponjas também são boas indicadoras ecológicas e têm sido sugeridas como biomonitoras de poluição. Além disso, elas produzem diversos compostos bioativos com grande interesse farmacológico, o que agrega a elas um alto potencial econômico. Para o Brasil são conhecidas até o momento cerca de 521 espécies de esponjas marinhas sendo que para o Nordeste existem grandes lacunas de conhecimento que dificultam o entendimento da distribuição destas esponjas. O presente trabalho tem como objetivos: (1) Inventariar a espongiofauna do Norte e Nordeste Brasileiro com ênfase nos Estados do Amapá, Pará, Maranhão, Piauí, Ceará e Pernambuco visando a reconhecimento da biodiversidade regional. (2) Analisar o compartilhamento de espécies de esponjas ao longo da costa brasileira após a bifurcação da Corrente Sul Equatorial (latitude de 10oS) em seguimentos Norte e Sul da Corrente do Brasil. (3) Verificar se o Rio Amazonas serve como barreira de dispersão para algumas espécies de esponjas, observando se as esponjas a Oeste de sua foz tem mais afinidade com a espongiofauna das Guianas ou do Nordeste brasileiro.
  • Universidade Federal de Pernambuco - PE - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022
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Ulisses Gazos Lopes

Ciências Biológicas

Parasitologia
  • investigação da resposta celular e a imunidade inata na infecção por leishmania: o papel da resposta ao estresse de retículo
  • A transmissão Leishmania ocorre através da picada de dípteros da subfamília Phlebotominae. Esses vetores flebotomíneos são também transmissores de arboviroses pertencentes às famílias Reoviridae, Rhabdoviridae e Bunyaviridae. Resultados prévios obtidos pelo nosso grupo demonstraram que fleboviroses são capazes de favorecer a infecção de macrófagos por L. amazonensis, de forma dependente dos receptores de IFN1 e dos receptores do tipo TLR3. Além disso, ensaios de qPCR revelaram que a co-infecção flebovírus/L. amazonensis aumenta os níveis do RNA mensageiro para IFN1-beta. Durante o processo de infecção viral, o estresse de Retículo Endoplasmático pode surgir em resposta à exploração da membrana do RE, acúmulo de proteínas mal enoveladas, desequilíbrio da concentração de cálcio intracelular e depleção da membrana do RE durante a liberação de novas partículas virais. Diversos estudos mostraram que a resposta a estresse de Retículo Endoplasmático (UPR) pode ser regulada em infecções virais. Esta regulação é fundamental na modulação da infecção, em decorrência da expressão de importantes citocinas dependentes da ativação destas vias. Dados obtidos pelo nosso grupo revelaram que a UPR ocorre na infecção de macrófagos por Leishmania amazonensis. Observamos que a infecção por L. amazonensis é capaz de induzir as vias de Resposta a Estresse de Retículo, enaltecendo-se a via de IRE1-XBP1 e PERK-ATF4, que parecem estar envolvidas com a expressão de citocinas importantes durante a infecção pelo parasito, como IFNbeta. Deste modo, propomos testar a hipótese de que RNA vírus transmitidos por flebotomíneos favorecem a replicação da L. amazonensis através da potencialização de UPR, levando ao incremento e sustentação da expressão de citocinas no hospedeiro vertebrado
  • Universidade Federal do Rio de Janeiro - RJ - Brasil
  • 03/04/2017-30/04/2021
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Ulisses Pereira de Mello

Ciências Agrárias

Agronomia
  • ações para a manutenção e o fortalecimento do núcleo de agroecologia do alto uruguai gaúcho
  • Desde a década de 1980 que entidades ligadas aos agricultores familiares já ofereciam resistência ao intenso processo de modernização da agricultura que estava sendo implementado na região no Região do Alto Uruguai gaúcho. Entidades como o CETAP (Centro de Tecnologias Alternativas Populares) e o CAPA (Centro de Apoio e Promoção da Agroecologia) atuavam na região estimulando a construção de alternativas ao modelo de agricultura orientado pela “Revolução Verde”. Naquela época a Comunidade Vaca Morta, no município de Três Arroios (RS), foi pioneira no trabalho com a agricultura de base ecológica na região. Nesse contexto surgiu a Associação EcoTerra (Associação Regional de Cooperação e Agroecologia), um dos embriões da Rede Ecovida de Agroecologia no Alto Uruguai. Apesar do importante trabalho dessas e de outras entidades que atuavam na região, não foi construído um espaço permanente de articulação que pudesse potencializar as ações da Agroecologia nesse território. Surgiu, então, uma oportunidade de fortalecer esse trabalho a partir do Edital CNPq 058/2010. Como um dos resultados desse edital, foi criado o Núcleo de Agroecologia do Alto Uruguai (NAAU) em 2012, sediado no município de Erechim (RS). O NAAU foi concebido como um fórum de articulação de entidades de ATER, movimentos sociais e universidades que atuam em Agroecologia, contando eventualmente com o apoio de prefeituras municipais da região e atualmente é coordenado pelo CAPA. Desde a sua criação o NAAU tem realizado uma série de atividades, principalmente atividades de formação em Agroecologia, como o Seminário de Agroecologia do Alto Uruguai (SAAU) e a Semana do Alimento Orgânico (SAO). Além de auxiliar na organização de outras atividades relacionadas à Agroecologia como a Campanha Permanente contra os Agrotóxicos e os Transgênicos e Pela Vida, jantares ecológicos, projetos de agricultura urbana, feiras de agricultura familiar e de economia solidária, entre outros. Embora a realização dessas atividades tenha auxiliado no desenvolvimento na Agroecologia na região, há ainda muitos desafios a serem enfrentados visando dar sequência aos trabalhos. Podemos citar como principais desafios para o NAAU: Fortalecer as ações conjuntas entre as diversas instituições envolvidas visando o desenvolvimento rural sustentável através da Agroecologia; mapear e divulgar as experiências de Agroecologia da região; fortalecer e ampliar as ações em Agroecologia e desenvolvimento local e regional; valorizar os agricultores agroecológicos; disponibilizar alimentos ecológicos à mesa de todas as classes sociais e realizar o 5o Seminário de Agroecologia. Assim, baseado na trajetória do NAAU, consideramos que a Chamada MCTIC/MAPA/MEC/SEAD - Casa Civil/CNPq No 21/2016 poderá nos auxiliar a enfrentar alguns desses desafios a partir da realização de um diagnóstico de experiências agroecológicas, da constituição de unidades e redes de referência em Agroecologia e Produção Orgânica e de atividades de formação. As atividades do projeto têm como público prioritário agricultores, quilombolas, povos indígenas, profissionais da área agrícola, professores, estudantes e juventude.
  • Universidade Federal da Fronteira Sul - SC - Brasil
  • 01/01/2018-31/10/2020
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Ulisses Pereira dos Santos

Ciências Sociais Aplicadas

Economia
  • sistemas regionalizados de inovação e inserção em cadeias globais de produção e inovação: uma análise para a economia brasileira
  • O processo de reestruturação industrial pelo qual passaram as economias mais desenvolvidas, a partir da década de 1970, gerou uma série de transformações na economia mundial. Dentre estas transformações, é possível mencionar a mudança nas relações econômicas entre países centrais e países periféricos, resultante do aumento na participação dos últimos na produção e no comércio de bens industrializados (DICKEN, 2005; PANITCH; GINDIN, 2012). Esse processo, favorecido pela globalização, teve entre seus catalisadores a ampliação do investimento externo direto e a difusão dos sistemas de subcontratação englobando, sobretudo, as novas economias industrializadas do leste asiático (KIN; NELSON, 2005; THUN, 2008). Com isso, as grandes empresas globais passaram a se caracterizar pela capacidade de coordenar atividades produtivas, e complementares, espalhadas ao redor do mundo, formando, assim, redes globais de produção, compostas por grandes empresas multinacionais (sedes e filiais) e empresas locais de menor porte e especializadas em produzir sob a forma de subcontratadas. A partir dessas redes, a produção passa a se realizar como um processo global, envolvendo diferentes regiões subnacionais em pontos distintos do planeta, com diferentes papeis. Assim, enquanto as sedes das empresas multinacionais se ocupariam de atividades como a pesquisa e o desenvolvimento, o design, o marketing e a logística; as atividades menos complexas de produção ficariam a cargo de suas subsidiárias e de empresas subcontratadas localizadas em economias de industrialização tardia. Nesse sentido, regiões subnacionais localizadas em diferentes países passaram se conectar por meio de canais relativos à produção nessas cadeias, os quais envolveriam, além de matrizes e subsidiárias de empresas multinacionais, as redes de fornecedores e prestadores de serviços alinhadas à produção nos países contemplados por esse processo (ERNST, 2002). Frente a isso, a competição via inovação, principal indutor do crescimento e desenvolvimento econômico nas economias capitalistas, em especial a partir da década de 1970, ganhou um maior grau de complexidade na medida em que o desenvolvimento tecnológico passou a contemplar múltiplas localidades, em menor ou maior escala. Subsidiárias de empresas multinacionais e empresas subcontratadas espalhadas pelo mundo também passariam, portanto, a apresentar algum tipo de participação no desenvolvimento tecnológico de suas empresas líderes. A partir desse processo, se formaram as “Redes Globais de Inovação” (ERNST, 2002). O desenvolvimento tecnológico passaria então a depender de múltiplas interações abarcando sistemas de inovação em diversas escalas, como a subnacional, a nacional, a regional e a global (FREEMAN, 2002). A partir dessa perspectiva, a participação no processo de inovação globalizada se relacionaria às capacitações locais presentes nas regiões em que se encontram as sedes e subsidiárias de empresas multinacionais e as unidades subcontratadas de empresas inovadoras. Em especial para as subsidiárias de EMNs e subcontratadas, a inserção em sistemas regionais e nacionais de inovação com maior grau de desenvolvimento seria um determinante para que tais agentes também possam participar do processo de evolução tecnológica das cadeias globais em que se inserem. Portanto, os participantes das redes globais de inovação localizados em regiões dotadas de ativos de ciência, tecnologia e inovação avançados teriam condições de se integrarem e contribuírem com esse processo global de mudança tecnológica. Desta forma, a participação das regiões subnacionais de países em desenvolvimento nas Redes Globais de Inovação (GINs) estaria atrelado ao grau de maturidade de seus sistemas regionalizados de inovação – SRIs - (LIU; CHAMINADE; ASHEIM, 2013). Logo, aqueles SRIs com maior grau de internacionalização passariam a compor redes internacionais pautadas pelas conexões envolvendo seus atores locais, como empresas e universidades. Esse quadro ilustraria o que Dicken (2005) denominou “redes de redes”, ao constatar as múltiplas conexões locais e globais envolvendo os atores produtivos e inovativos na economia mundial a partir do processo de globalização. Tal perspectiva é diretamente relacionada ao conceito de GINs. Ou seja, os atores globais apresentam tanto conexões e interações internacionais quanto locais, sendo que as interações locais se espalham pelas diversas regiões nas quais é possível observar unidades produtivas alinhadas à sua atividade econômica. No processo de inovação, tais redes locais, estabelecidas em diferentes pontos do mundo, com diferentes realidades geográficas, econômicas e sociais, podem se conectar, intermediadas por redes de subcontratação e EMNs, promovendo a troca de conhecimento e o desenvolvimento tecnológico. Frente aos aspectos apresentados, é possível questionar como se encontram as regiões brasileiras no contexto das GINs. A economia brasileira é marcada pela forte presença de subsidiárias de empresas multinacionais, inclusive, em setores com maior densidade tecnológica. Em alguns segmentos, estas subsidiárias se destacam pela participação no processo de desenvolvimento tecnológico do grupo empresarial a que pertencem, como é o caso do setor automotivo. No entanto, há poucos estudos acerca da participação das regiões brasileiras nas cadeias globais de inovação. O que o presente trabalho propõe é uma avaliação da participação de regiões subnacionais brasileiras nas GINs e a identificação dos principais determinantes para tal, com foco, sobretudo, no grau de desenvolvimento dos SRIs. Espera-se, com isso, identificar a participação das regiões brasileiras no sistema global de produção e inovação, o que pode ser um elemento chave para determinar o papel que a economia brasileira ocupará na economia global ao longo das próximas décadas.
  • Universidade Federal de Minas Gerais - MG - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022