Projetos de Pesquisa

 

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Allysson Viana Martins

Ciências Sociais Aplicadas

Comunicação
  • fact-checking no combate às fake news sobre a covid-19: frequência e padrão da desinformação nas agências digitais de checagem
  • Na internet não circulam apenas conteúdos credíveis; ao contrário, observa-se um processo de desinformação através do espalhamento de informações falsas. As agências digitais de checagem de fatos aparecem como “vacina” contra esse problema, e se juntam às outras estratégias de combate, como exclusão dos conteúdos e desmonetização dos propagadores, por parte de empresas como Facebook, Google e Instagram, além da promulgação de leis visando a punição de criadores e circuladores dessas mentiras e do letramento midiático – como divulgação científica. As agências brasileiras de fact-checking têm se destacado desde o início da pandemia do novo coronavírus, em dezembro de 2019. Em janeiro e fevereiro de 2020, períodos iniciais de propagação da doença, as avaliações na Fato ou Fake e na Lupa não chegaram a 20% do material produzido. A partir de março, no entanto, as verificações se voltaram para a pandemia, com praticamente duas publicações por dia. Enquanto a agência Fato ou Fake organizou todas as produções sobre a COVID-19 em um endereço novo, com destaque na página principal e em sua primeira chamada, a Lupa permite uma navegação sobre a verificação dessas informações por categorias. O objetivo da pesquisa é identificar a frequência e o padrão das fake news propagadas no processo de desinformação sobre a pandemia que foram avaliadas pelas duas agências brasileiras de fact-checking supracitadas. Essa proposição considera os esquemas de interpretação da realidade – a partir do enquadramento midiático e da análise de conteúdo –, nas propriedades e nas operações do espalhamento das informações falsas sobre o novo coronavírus, nos seis primeiros meses de 2020, 2021 e 2022, compreendendo, respectivamente, o ano de espalhamento da doença, a propagação da sua principal forma de combate – a vacina – e o seu possível controle e diminuição, dos quais possuímos resultados preliminares do primeiro ano. A pesquisa está no setor de Comunicações, da área de Tecnologias de Produção.
  • Universidade Federal de Rondônia - RO - Brasil
  • 17/03/2022-31/03/2025
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Almir Manoel Cunico

Ciências Biológicas

Ecologia
  • pressão de propágulos de oreochromis niloticus pela atividade aquícola: quantificando o tamanho e avaliando estratégia estrutural de prevenção de escape.
  • Invasões biológicas são consideradas a segunda maior ameaça à biodiversidade global, constituindo um dos maiores desafios para a conservação dos recursos naturais e o desenvolvimento sustentável. Evidências empíricas sugerem que o estabelecimento de espécies não nativas em uma área pode ser afetado por uma vasta gama de fatores bióticos e abióticos, incluindo as características das espécies e do meio receptor. Neste cenário, a pressão de propágulos tem sido demonstrada como variável fundamental na determinação do sucesso de invasão, sendo observado relações entre o aumento do número de indivíduos introduzidos e a probabilidade de uma população sobreviver e se estabelecer no ambiente. De maneira particular os ecossistemas aquáticos estão sofrendo um considerável aumento da pressão de propágulos de espécies não nativas devido ao crescimento das atividades de produção de organismos aquáticos nas últimas décadas, em especial peixes. No âmbito da aquicultura brasileira a espécie não nativa Oreochromis niloticus (Tilápia do Nilo) é a espécie mais produzida e amplamente introduzida nos ambientes aquáticos continentais, sendo associada à diminuição dos estoques nativos e extinção de espécies. Neste contexto, nossa proposta visa quantificar a pressão de propágulos da espécie não nativa Oreochromis niloticus decorrente de escapes da atividade de aquicultura em tanque escavado, assim como avaliar método de contenção de escapes e mitigação de impactos. Dois experimentos serão realizados utilizando propriedades aquícolas com diferentes capacidades de produção como unidades experimentais. Será mensurado a pressão de propágulos sobre o corpo hídrico receptor ao longo de um ciclo produtivo do setor aquícola, bem como avaliado a eficiência de método de contenção de escapes. O presente trabalho fornecerá informações importantes para futuro desenvolvimento de modelos preditivos do aumento da pressão de propágulos e riscos de invasão biológica perante a expansão da aquicultura.
  • Universidade Federal do Paraná - PR - Brasil
  • 16/03/2022-31/03/2025