Projetos de Pesquisa

 

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Silvana Maria Quintana

Ciências da Saúde

Medicina
  • efeito dos contraceptivos hormonais a base de progestogênios na microbiota e no microambiente imune do trato genital inferior de mulheres vivendo com hiv
  • O acesso à uma contracepção segura e eficaz é crucial para a saúde pública e individual da mulher. Uma ampla variedade de contraceptivos hormonais (CH), que diferem em suas composições, concentrações de progestogênios, posologia e métodos de administração estão disponíveis globalmente, fornecendo benefícios às mulheres quanto ao controle sobre sua saúde reprodutiva e reduzindo o número de gestações não programadas. No entanto, as opções de contraceptivos acessíveis são bastante limitadas em ambientes com recursos econômicos restritos, sendo estes frequentemente áreas de alta prevalência de HIV-1 e alto risco de gravidez. O contraceptivo predominantemente usado na África subsariana é o contraceptivo hormonal injetável a base de progestogênio, denominado acetato de medroxiprogesterona de depósito (AMPD-Depoprovera). Estudos epidemiológicos e laboratoriais sugerem uma associação significativa entre o uso de AMPD e o aumento no risco de aquisição de HIV-1, além do aumento no risco de transmissão do vírus. Os níveis elevados de progestogênios têm sido associados a alterações no trato genital inferior (TGI) que podem estar relacionadas a esta predisposição, como variações na resposta imune, na microbiota vaginal e na integridade e espessura do epitélio vaginal. No presente trabalho, serão avaliadas as possíveis modificações no TGI em mulheres vivendo com o HIV e sem esta infecção que fazem uso de contraceptivos à base de progestogênio, auxiliando a entender a influência dos contraceptivos hormonais na aquisição da infecção pelo HIV e no desenvolvimento de medidas futuras que preservem a saúde da mulher.
  • Universidade de São Paulo - SP - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022
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Silvana Mattedi e Silva

Engenharias

Engenharia Química
  • do lixo ao luxo: uso de líquidos iônicos para processamento de resìduos de biomassa para uso em remediaçâo ambiental e obtençâo de bioativos para produtos de alto valor agregado como cosméticos, fàrmacos...
  • A quantidade de resíduos gerados no processamento de biomassa é muito grande, no entanto estes resíduos contém bioativos de alto valor agregado ou podem ser utilizados em descontaminação de água. Líquidos iônicos (LIs) são uma nova geração de solventes que tem ganho crescente interesse acadêmico e industrial por seu potencial uso como solventes ecológicos e serem possíveis substituintes para solventes orgânicos voláteis tradicionais (VOCs) em uma variedade de aplicações. Os LIs tipicamente são sais orgânicos, que por não serem voláteis, são considerados como solventes verdes. Eles são líquidos em uma faixa ampla de temperatura e apresentam uma ampla gama de aplicações. Exemplos de tais aplicações incluem síntese orgânica, catálise bifásica, processos de separação e extração, dissolução de biomateriais, eletrólitos em células a combustíveis etc... A classe de líquidos iônicos formado pela reação de aminas substituídas com ácidos orgânicos ou inorgânicos, assim como os baseados em colinas e os baseados na reação de aminas com gás carbônico formando carbamatos tem grande interesse no desenvolvimento de processos e produtos em função do baixo custo dos reagentes, simplicidade de síntese, toxicidade mais baixa e maior possibilidade de recuperação dos reagentes. Espera-se que estes LIs possam ter um custo final adequado a sua utilização em processos e produtos sustentáveis. Dentro deste contexto, este projeto se propõe a estudar líquidos iônicos, e desenvolver sua aplicação no processamento de resíduos de biomassa (lixo) tanto para uso em remediação ambiental e também para obtenção de bioativos para a indústria de alto valor agregado como a indústria cosmética e a farmacêutica (luxo). O estudo de líquidos iônicos inclui síntese, caracterização destes compostos quimicamente, determinação de suas propriedades físicas (massa específica, velocidade do som, índice de refração e condutividade), estudo de equilíbrio de fases (equilíbrio líquido-vapor e líquido-líquido). Inclui também a separação de biocompostos para a indústria farmacêutica, alimentícia e cosmética e também o tratamento de fibras para uso em remediação ambiental. Contribuindo assim o avanço tecnológico do país em áreas estratégicas e para o desenvolvimento de arranjos produtivos locais com o aproveitamento de resíduos de biomassa em especial as produzidas no norte e nordeste brasileiro.
  • Universidade Federal da Bahia - BA - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022
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Silvana Nunes de Queiroz

Ciências Sociais Aplicadas

Demografia
  • regiões metropolitanas no interior do nordeste (rmines) e cidades médias: migrações e deslocamentos pendulares
  • Até os anos 1950 fatores climáticos como a seca era apontada pelas autoridades governamentais como a problemática do Nordeste do Brasil, região caracterizada como abastecedora de mão-de-obra para as áreas mais desenvolvidas nacionalmente. Esta retórica “justificou” o atraso socioeconômico e demográfico em relação às demais regiões durante décadas. Contudo, paulatinamente, esta concepção começou a se modificar, no qual os desequilíbrios regionais intensificados pela industrialização e urbanização, concentrados no Sudeste passaram a compor a problemática regional (Moreira, 1987) e explicar as causas e os motivos da expulsão da população nordestina e mineira (SINGER, 1973; BRITO, 1997; 1999). Somente com o II Plano Nacional de Desenvolvimento (II PND) e políticas de incentivos fiscais, a partir dos anos 1970 alguns estados do Nordeste crescem, mas concentrado em poucas capitais. Um dos objetivos da estratégia desenvolvimentista do II PND era atenuar as desigualdades regionais por meio da desconcentração da indústria do eixo Sul-Sudeste em direção a periferia nacional (Norte e Nordeste), e formar mercados regionais em áreas menos desenvolvidas (AZONI, 1986). Paralelamente a execução do II PND a Região Metropolitana de Fortaleza (RMF), Região Metropolitana do Recife (RMR) e Região Metropolitana de Salvador (RMS) foram instituídas pela lei complementar nº 14 de 1973 . Desde a sua criação se destacam como as metrópoles regionais do Nordeste (Bitoun et al., 2006; Morell; Brandão; Sabino, 2012; Tsukumo et al., 2013) devido ao elevado contingente populacional, urbanização e importância econômica na região. Por sua vez, a Constituição Federal brasileira de 1988, em seu artigo 25, atribuiu aos Estados a competência para a instituição de regiões metropolitanas, aglomerações urbanas e microrregiões, a fim de garantir a integração do planejamento e da execução de funções públicas de interesse comum dos municípios integrantes (BRASIL, 1988). Assim, assistiu-se à proliferação das mesmas pelo país, notadamente no interior do Nordeste, concomitante com a reconfiguração locacional da indústria, políticas estaduais de incentivos fiscais, interiorização do ensino (superior e profissional) e de atividades da administração pública estadual, crescimento do comércio, turismo e prestação de serviços, com impactos positivos sobre a geração de emprego a partir dos anos 2000 (QUEIROZ, 2013). É importante frisar que em 2017 o Brasil possui setenta e três regiões metropolitanas, sendo que o Nordeste lidera com vinte e nove, onde oito estão nas capitais, uma na Grande Teresina que faz parte da Região Integrada de Desenvolvimento (RIDE) com Timon no Maranhão, e vinte e uma no interior do Nordeste. No caso das Regiões Metropolitanas no Interior do Nordeste (RMINEs), conforme o quadro 1, em 2005 foi criada a primeira no Maranhão (RM do Sudoeste Maranhense) e em 2016 a mais recente no Ceará (RM de Sobral). Portanto, em onze anos o interior do Nordeste instituiu vinte e uma RM, liderando esse número no país. A Paraíba, sozinha, possui onze RMs, sendo o estado que mais possui. Por outro lado, o Piauí, Rio Grande do Norte, Pernambuco e Sergipe não instituíram nenhuma. Diante desse cenário é preciso saber quais critérios foram adotados para criar uma RM? Quem ganha e quem perde com a criação de uma RM? As RMINEs estão sendo acompanhada por uma agência de gestão metropolitana? Essas metrópoles e suas cidades têm interesses em comum? Por sua vez, em termos municipais, duzentas e cinquenta e quatro cidades integram as RMINEs (Quadro 1), mas a questão a saber é quantas têm características para integrar uma região metropolitana? Quantas são consideradas cidades médias segundo a metodologia do IBGE? Ou na verdade as mesmas não passam de uma área urbana ou área conurbada? Conforme Fusco e Ojima (2014, p.24) [...] pode-se dizer que mais recentemente há uma maior heterogeneidade de contextos migratórios ocorrendo na Região Nordeste [...]. Isto é verdade, entretanto, não se constatam pesquisas sobre migrações e deslocamentos pendulares para as recém-criadas Regiões Metropolitanas no Interior do Nordeste (RMINEs) e cidades médias dessa região, sendo vasto na literatura brasileira estudos sobre as migrações do e para as Regiões Metropolitanas do Nordeste, notadamente as metrópoles regionais (RMF, RMR e RMS). Portanto, procura-se saber se as Metrópoles no Interior e Cidades Médias do Nordeste ganham ou perdem migrante interestadual (longa distância), intra-regional (média distância) e intraestadual (curta distância), bem como o volume e/ou intensidade do deslocamento pendular, dinâmica mais comum em RMs. Para tanto, os microdados dos Censos Demográficos 2000 e 2010 são a principal fonte de informações.
  • Universidade Regional do Cariri - CE - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022
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Silvana Terezinha Winckler

Ciências Sociais Aplicadas

Direito
  • a supressão dos meios de vida dos pescadores profissionais impactados pela usina hidrelétrica foz do chapecó
  • Este projeto de pesquisa tem como tema os impactos socioambientais de um megaprojeto do setor hidrelétrico, instalado no rio Uruguai, que afetou a morfologia do meio rural de treze municípios diretamente atingidos. Dentre a população atingida, daremos destaque aos pescadores profissionais da pesca artesanal vinculados às Colônias Z-29 e Z 35, na região Oeste de Santa Catarina. A UHE Foz do Chapecó, construída na divisa entre Rio Grande do Sul e Santa Catarina, é gerenciada pela Foz do Chapecó Energia S.A.. O empreendimento também ficou conhecido como Consórcio Energético Foz do Chapecó, nome com o qual participou do leilão da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Pesquisas sobre o tema (RENK; AGNOLIN; WINCKLER, 2014; DAL MAGRO et al., 2015) relatam que nos primeiros levantamentos ambientais e no Relatório de Impactos ao Meio Ambiente (EIA/RIMA) os pescadores profissionais sequer são mencionados. O relatório somente faz alusão à pesca amadora (esportiva). Na audiência pública, realizada em 2002, a categoria profissional se mobilizou para sair da invisibilidade. Estudos ambientais complementares foram determinados pelo IBAMA. O Plano Básico Ambiental da Foz do Chapecó passou, então, a contemplar o monitoramento da atividade pesqueira e programas compensatórios voltados aos pescadores. Atualmente, notícias veiculadas nos meios regionais de comunicação indicam que os programas ambientais não foram integralmente implementados. Não houve atenção às famílias que perderam o sustento por causa das alterações no ritmo e na qualidade da água. A quantidade e a qualidade do pescado diminuíram, inviabilizando a permanência na profissão. Estudos sobre consequências socioambientais da construção de megaprojetos constituem, hoje, considerável parcela da produção científica no campo da Justiça Ambiental, que se apresenta como um amplo campo de investigação dedicado aos efeitos perversos das grandes obras de infraestrutura desenvolvidas na América Latina (ACSELRAD et al., 2004; ZHOURI; OLIVEIRA, 2007; RIBEIRO, 2008; GUDYNAS, 2012; VAINER, 2012; RENK; WINCKLER, 2017). Esta pesquisa soma-se ao esforço que vem sendo empreendido por pesquisadores latino-americanos identificados com os temas da justiça ambiental. Tem-se a informação preliminar, obtida nas secretarias das Colônias, de que o número de pescadores sofreu redução de mais de 60% após o enchimento do lago da usina. Assim, parte-se da seguinte pergunta: Como a barragem afetou os meios de vida e a continuidade da profissão de pescador artesanal nas comunidades Z29 e Z 35? Na busca por direitos, muitos pescadores recorrem à justiça postulando compensações e indenizações. As ações já começam a ter julgamento em primeira e segunda instância, o que justifica estudo pormenorizado. De outro lado, há pescadores profissionais que não vêm obtendo da Previdência Social o direito ao “seguro defeso”. É relevante indagar-se acerca da fundamentação dessa negativa, uma vez que inviabiliza a permanência na atividade. O cenário de aviltamento de direitos justifica o interesse em aprofundar estudos sobre o tema. Espera-se contribuir para sua compreensão no meio acadêmico e pelos agentes públicos. Metodologicamente, a pesquisa caracteriza-se como qualitativa e exploratória (POUPAERT, 2008). Compreenderá revisão de literatura, levantamento documental de diagnósticos, planos e programas de compensação, estudo de processos administrativos e judiciais em tramitação e entrevistas com pescadores profissionais. As entrevistas seguirão roteiro semiestruturado. Serão gravadas e transcritas. Adota-se como estratégia a pesquisa narrativa, que consiste em coletar histórias sobre o tema investigado a fim de interpretar os fenômenos estudados, com ênfase nas experiências vividas (CLANDININ; CONNELY, 2011). A definição da amostra seguirá a técnica da bola de neve (snowball sampling) (VINUTO, 2014), iniciando-se os contatos com pescadores que frequentam a sede das colônias. Serão agendadas entrevistas nas comunidades, onde se buscará, por indicação, outros sujeitos dispostos a integrarem a amostra. O número de entrevistas será determinado pela técnica da saturação. Referências: ACSELRAD, H.; HERCULANO, S.; PÁDUA, J.A. (Org.) Justiça Ambiental e Cidadania. Rio de Janeiro: Relume Dumará, 2004. BARDIN, L. Análise de Conteúdo. Lisboa, Portugal; Edições 70, LDA, 2009. CLANDININ, D.J.; CONNELLY, F.M.. Narrative Inquiry: experience and story in qualitative research. Translation: Narrative Inquiry Group and Teacher Education ILEEI/UFU. Uberlândia: EDUFU, 2011. DAL MAGRO, M.L.P. et al. Pesca artesanal e identidade dos pescadores do alto rio Uruguai. In: Impactos socioambientais da implantação da hidrelétrica Foz do Chapecó. DAL MAGRO; RENK; FRANCO (Org.). Chapecó: Argos, 2015, p. 241- 266. GUDYNAS, E.. Estado compensador y nuevos extractivismos: las ambivalências del progresismo sudamericano. Nueva Sociedad, Buenos Aires, n. 237, enero-feb. 2012. POUPAERT, J. et al.. A pesquisa qualitativa. Enfoques epistemológicos e metodológicos. Petrópolis: Vozes, 2008. RENK, A.; WINCKLER, S.. De atingidos a vítimas desenvolvimento: um estudo junto à população afetada direta ou indiretamente pela UHE Foz do Chapecó na região Oeste de Santa Catarina. Chapecó, Revista Direito Ambiental e sociedade, v. 7, n. 2, 2017 (p. 187-211). RENK, A; AGNOLIN,G; WINCKLER,S. "Como peixes fora d´água: o caso dos pescadores profissionais artesanais da UHE Foz do Chapecó". Antropolíticas, 37, 2, 2014. VAINER, C.. O conceito de atingido. Uma revisão do debate e diretrizes. In CARRIZO, C; BERGER, M. Justicia ambiental y creatividad democrática. Córdoba: Alción, 2012, p. 95-118. VINUTO, J.. A amostragem em bola de neve na pesquisa qualitativa: um debate em aberto. Temáticas, Campinas, 22, (44): 203-220, ago/dez. 2014. ZHOURI, A.; OLIVEIRA, R.. Desenvolvimento, conflitos sociais e violência no Brasil rural: o caso das usinas hidrelétricas. Ambiente & Sociedade, Campinas, v. X, n. 2, p. 119-135
  • Universidade Comunitária da Região de Chapecó - SC - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022
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Silvani dos Santos Valentim

Ciências Humanas

Educação
  • afrociências: democratização e popularização do conhecimento científico na educação básica
  • Vide projeto anexo
  • Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais - MG - Brasil
  • 12/08/2019-30/11/2021
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Silvânia Lucas dos Santos

Engenharias

Engenharia Sanitária
  • caracterização das condições operacionais e do fitoplâncton em lagoas de polimento tratando efluente de reatores uasb em escala unifamiliar e piloto para as condições do nordeste brasileiro
  • O Projeto de Pesquisa ora apresentado visa à conjugação de esforços entre as Universidades Federais do Rio Grande do Norte (UFRN), a Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), o Instituto Nacional do Semiárido (INSA), e o Instituto Federal do Rio Grande do Norte, objetivando caracterizar e analisar as condições operacionais e do fitoplâncton em lagoas de polimento tratando efluentes de reatores UASB em diferentes escalas para as condições do nordeste brasileiro. Para tal serão monitorados os desempenhos de lagoas de polimento (escala unifamiliar), já em implantação no município de Cubati, na região semiárida do estado da Paraíba, os sistemas de tratamento são compostos por UASB e lagoas de polimento operando em regime de bateladas sequenciais para fins de reúso. Sistemas unifamiliares compostos por reatores UASB e lagoas de polimento ainda são pouco utilizados, principalmente na zona rural. Paralelamente ao monitoramento destes sistemas será instalado na estação experimental do campus central da UFRN-Natal, um sistema semelhante, que tratará o esgoto doméstico do campus (residências universitárias e refeitório). Os sistemas terão como variáveis analisadas o monitoramento do efluente tratado nas distintas lagoas e a caracterização de condições operacionais e do fitoplâncton sobre a fotossíntese, processo principal que influencia toda a dinâmica da lagoa. Espera-se ao final da pesquisa informações contundentes sobre as algas e as cianobactérias que afetam a taxa de fotossíntese, a taxa de produção de oxigênio, e a determinação dos fatores climáticos que influenciam a taxa de produção de oxigênio nas lagoas, bem como sua influência sobre a remoção de material orgânico, sólidos, microrganismos patogênicos, nutrientes e a dinâmica da lagoa, e as características ambientais preponderantes para o perfeito desenvolvimento deste sistema nas diferentes condições e regiões em que os mesmos serão testados.
  • Universidade Federal do Rio Grande do Norte - RN - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022
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Sílvia Altmann

Ciências Humanas

Filosofia
  • representação sensível e funções do entendimento em kant
  • A Dedução transcendental apresenta-se como uma justificação da validade objetiva dos conceitos puros do entendimento, ou categorias, parte essencial da investigação da possibilidade do conhecimento a priori (donde seu caráter “transcendental”). A fim de demonstrar a necessária aplicação das categorias a objetos, o argumento pretende estabelecer que “apenas mediante elas é a experiência possível” (A93/B126), o que, se provaria o uso legítimo de tais conceitos, fixaria, em contrapartida, os seus limites. O problema mesmo ao qual essa prova visa dar uma solução possui, incontroversamente, alguns pressupostos. Todavia, há maneiras de conceber tais pressupostos que se mostram em aparente tensão com a conclusão da Dedução (dada certa compreensão razoável dela). A inteligibilidade mesma da questão que a Dedução pretende responder – têm as categorias uso legítimo, ou validade objetiva? – depende da distinção fundamental entre sensibilidade e entendimento, “os dois troncos do conhecimento humano” (A29/B45). O primeiro capítulo da Analítica Transcendental teria mostrado que possuímos certos conceitos originados no entendimento puro, mais exatamente nas funções lógicas de unificação de conceitos em juízos – no pensamento –, consideradas como regras de unificação de múltiplos pelos quais objetos são dados na intuição. Tal seria, em poucas palavras, o resultado do que Kant chama de “dedução metafísica” (B159). Ora, toda intuição de que somos capazes, como seres finitos, é sensível. Assim, se sua origem no entendimento puro garante que estamos, de fato, de posse desses conceitos a priori de objetos – das categorias –, a irredutibilidade de nossa sensibilidade importaria na possibilidade de desacordo entre eles, de um lado, e o que nos aparece segundo as formas dela, de outro. Como escreve Kant no §13 da Crítica, logo antes de iniciar o argumento da Dedução Transcendental, trata-se de “uma dificuldade (...) que não encontrávamos no campo da sensibilidade, a saber, como as condições subjetivas do pensamento haveriam de ter validade objetiva, (...) pois fenômenos certamente podem ser dados na intuição sem as funções do entendimento” (A89-90/B122). Ou como ele acrescenta em seguida: “os fenômenos poderiam afinal ser de tal modo constituídos que o entendimento não os encontrasse em conformidade com as condições de sua unidade” (A90/B123), embora ainda assim “oferecessem objetos à nossa intuição, pois a intuição de maneira alguma requer as funções do pensamento” (A90-91/B123). Ora, se o ponto de partida da Dedução parece depender de que seja possível um desacordo entre o que é dado aos sentidos e as regras de unificação de representações que são as categorias, o ponto de chegada da Dedução parece ir de encontro a essa possibilidade. Com efeito, a conclusão do argumento corresponde à tese da necessária conformidade do sensivelmente dado a tais conceitos: “todas as percepções possíveis, por conseguinte tudo o que possa porventura chegar à consciência empírica, i. e., todos os fenômenos da natureza, no que concerne à sua ligação, encontram-se sob as categorias” (B164-5). O tratamento e a eventual resolução dessa tensão é essencial a qualquer compreensão sistemática da Dedução Transcendental – e, com isso, da relação entre representações sensíveis e funções do entendimento em Kant. Não deve surpreender que se trate, historicamente, de um polo de controvérsia na literatura. Nas duas últimas décadas, em particular, sua interpretação tem recebido renovada atenção no contexto do debate entre leitores “conceitualistas” e “não-conceitualistas” da teoria kantiana da intuição e da percepção (enquanto algo distinto da mera intuição, mas mais básico do que a experiência ou cognição empírica). De acordo com conceitualistas, a Dedução concebe a intuição ou percepção de objetos como pressupondo uma síntese do múltiplo da sensibilidade governada por conceitos a priori. Nessa medida, eles tendem a abordar as passagens do §13 citadas acima como envolvendo uma hipótese ou suposição que a Dedução Transcendental viria a demonstrar posteriormente como falsa (ainda que uma possibilidade lógica). Em contrapartida, não-conceitualistas interpretam aquelas passagens – ao lado de outras passagens da Crítica e do corpus kantiano – atribuindo a Kant a tese da independência da percepção ou da intuição com respeito a qualquer atualização de capacidades conceituais. Reputando às representações sensíveis uma unidade anterior a operações do entendimento, não-conceitualistas interpretam a síntese categorial de que se ocupa a Dedução Transcendental como relativa ao conhecimento de objetos mediante tais representações, por conseguinte como algo que opera sobre elas. Tanto conceitualistas quanto não-conceitualistas exploram passagens da Crítica e de outras obras do corpus kantiano cuja consideração é essencial a uma visão abrangente da filosofia teórica de Kant. O debate entre esses dois campos interpretativos favorece, ao menos em seus melhores momentos, uma compreensão enriquecida de noções fundamentais da epistemologia transcendental, como sensação, intuição, percepção, experiência, funções, síntese, conhecimento, objeto e consciência, colocando em relevo suas nuances e múltiplos vínculos. Todavia, uma compreensão adequada da relação entre representações sensíveis e funções do entendimento em Kant não pode dispensar, para além do confronto entre diferentes passagens, a reconstrução sistemática do argumento kantiano em um texto central como a Dedução B. Nossa pesquisa pretende dedicar-se a essa tarefa, tendo em vista a compreensão dessa relação e atendendo ao debate em tela, para o qual almeja dar uma contribuição.
  • Universidade Federal do Rio Grande do Sul - RS - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022
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Silvia Azucena Nebra de Pérez

Engenharias

Engenharia Mecânica
  • produção de biocombustíveis de primeira e segunda geração a partir de cana-de-açúcar - avaliação energética, exergética, ambiental e dos possíveis impactos do programa renovabio no setor de biocombustíveis
  • Na década de 70 a produção de etanol a partir da cana-de-açúcar no Brasil foi alavancada através de políticas públicas como o Pro-Álcool. Com isso, o país apresenta-se hoje como o segundo maior produtor de biocombustíveis no mundo sendo uma referência tecnológica e política para outros países nesse setor. Contudo, nos últimos anos o setor sucroalcooleiro no Brasil vem passando por um período de estagnação. Visando a maior participação dos biocombustíveis na matriz energética e a redução das emissões de gases de efeito estufa (GEE), o Brasil, em 2017 lançou o programa RenovaBio na COP 23 que tem como objetivo aumentar a competividade econômica dos biocombustíveis em relação a seus concorrentes fosseis através do melhor desempenho ambiental. Introduzindo monetariamente os benefícios ambientais, a produção de biocombustíveis de segunda geração poderá ser favorecida por esta política. A produção de biocombustíveis de segunda geração a partir dos resíduos lignocelulósicos (bagaço e palha) e dos resíduos líquidos da usina (vinhaça) se apresenta como uma alternativa desejável uma vez que permitiria aumentar a produção de biocombustíveis sem a necessidade de aumentar área plantada de cana, diversificar a matriz energética brasileira e contribuir com a redução de emissões de gases de efeito estufa (GHG). Assim, o objetivo principal desta proposta é a modelagem e avaliação energética e ambiental dos processos de produção de biocombustíveis de primeira e segunda geração a partir da cana-de-açúcar e a verificação dos possíveis impactos do programa RenovaBio no setor de biocombustíveis. Dentre as rotas tecnológicas preliminarmente selecionadas podem-se citar: i) Hidrólise enzimática dos resíduos lignocelulósicos: bagaço e palha para produção de etanol; ii) Biodigestão anaeróbia da vinhaça e outros resíduos da indústria seguida do beneficiamento do biogás para produção de biometano e outros biocombustíveis e iii) Pirólise do bagaço e da palha de cana-de-açúcar para produção de biodiesel. A metodologia adotada para o desenvolvimento inclui o levantamento bibliográfico, modelagem e simulação dos processos através de balanços de massa e energia, integração térmica dos casos selecionados incluindo a determinação das metas de energia, avaliação exergética e de custo exergético e ambiental através da Avaliação do Ciclo de Vida. Além disso, serão realizadas análises laboratoriais de caracterização físico-química e termofísica de amostras de vinhaça (in natura e concentrada) e de água residuária obtida em sistemas industriais de concentração de vinhaça. Espera-se obter resultados experimentais primordiais para alavancar tecnologias de recuperação energética de vinhaça, bem como destinação final ambientalmente adequada de água residuária de sistemas evaporativos.
  • Universidade Federal do ABC - SP - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022
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Sílvia Carla da Silva André Uehara

Ciências da Saúde

Saúde Coletiva
  • avaliação da atenção primária à saúde no enfrentamento da covid-19: comparação entre os municípios brasileiros
  • Esta pesquisa tem como objetivo geral avaliar e comparar a organização e assistência oferecida pelos serviços da Atenção Primária à Saúde (APS) no enfrentamento da Covid-19 no Brasil; e, como objetivo específicos: avaliar a organização e assistência da APS para o enfrentamento da Covid-19 no Brasil; avaliar os Protocolos e/ou Planos de ação estaduais para o enfrentamento da Covid-19; comparar a organização e a assistência oferecida pela APS às pessoas com suspeita e/ou diagnóstico de Covid-19 entre as capitais; comparar a organização e a assistência oferecida pela APS às pessoas com suspeita e/ou diagnóstico de Covid-19 entre os estados e regiões; comparar a organização e a assistência oferecida pela APS às pessoas com suspeita e/ou diagnóstico de Covid-19 entre os municípios, considerando a classificação do IBGE quanto ao porte populacional; e, comparar e avaliar a organização e a assistência oferecida pela APS às pessoas com suspeita e/ou diagnóstico de Covid-19 entre os municípios, considerando os diferentes serviços inseridos na APS. Trata-se de um estudo de corte transversal analítico a ser realizado na APS do Brasil. A população-alvo será composta por gestores e gerentes responsáveis pelos serviços de APS. Para o cálculo amostral dos gestores da APS será considerado o número de municípios (com exceção das capitais) que tenha confirmado pelo menos um caso de Covid-12 no período de 26 de fevereiro de 2020 a 30 de junho de 2020. Ressalta-se que cada município deve possuir um gestor responsável pela APS; e, para o cálculo amostral dos gerentes será considerado o número de serviços de APS registrados no Cadastro Nacional dos Estabelecimentos de Saúde. Em relação a definição da amostra dos gestores da APS, será calculada com base na técnica de amostragem por estratificação que consiste na divisão da “população” de municípios em grupos que são chamados de estratos. Assim, os estratos serão os municípios, regiões e estados do Brasil, sendo sorteado aleatoriamente os municípios que irão responder a um questionário, caso esse município não responda, será sorteado um novo município dentro desse estrato. Com isso, neste estudo serão incluídos municípios com características semelhantes dentro dos estratos e diferentes entre os estratos, o que garante uma maior precisão nos estimadores. Ressalta-se que o mesmo cálculo amostral será utilizado para definir a amostra dos gerentes da APS; porém, a “população“ será composta pelos serviços da APS. Dessa forma, este estudo permitirá a realização de comparações dentro das regiões brasileiras e entre as regiões. Para participar da pesquisa foram definidos os seguintes critérios de inclusão: gestor da APS de um município por pelo menos 3 meses durante a pandemia de Covid-19, e, como critérios de exclusão: responsáveis que durante o período da pandemia estava de licença e/ou férias; e, após três tentativas de contato sem sucesso. Esses mesmos critérios serão utilizados para a inclusão e exclusão de gerentes dos serviços da APS. Os dados serão coletados por meio da avaliação dos protocolos e/ou planos estaduais de enfrentamento à Covid-19 na APS e questionários autorrespondidos pelos gestores e gerentes dos serviços da APS. Para a coleta de dados serão construídos dois questionários (um questionário para gestores e outro para gerentes) e um check-list com base no Protocolo de Manejo Clínico do Coronavírus (Covid-19) na Atenção Primária à Saúde do Ministério da Saúde e serão avaliados por especialistas. Pretende-se adotar pesos diferentes para as respostas, a fim de garantir o cálculo dos escores por meio da média aritmética simples dos valores obtidos. Tais valores serão transformados em escala de 0 a 10, para facilitar a comparação dos resultados. O escore geral será calculado a partir da média aritmética de todos os atributos (identificação de caso suspeito de Síndrome Gripal e de Covid-19; medidas para evitar contágio nas unidades de saúde; estratificação da gravidade da Síndrome Gripal; manejo terapêutico e isolamento domiciliar de casos leves; diagnóstico precoce e encaminhamento a serviços de urgência/emergência ou hospitalares de casos graves; notificação imediata; monitoramento clínico; medidas de prevenção comunitária e apoio à vigilância ativa). Os questionários serão encaminhados pelo Google Forms e as respostas armazenadas em uma planilha Excel e a análise estatística será realizada no Software Livre R. Os dados serão apresentados em frequência relativa e absoluta, média e desvio padrão. A comparação dos escores será realizada com o teste de Análise de Variância (ANOVA) que irá medir a variação total dentro dos grupos e entre os grupos. Para todos os testes estatísticos, será utilizado o nível de significância de 5%. H0: Não há diferenças estatisticamente significantes entre as regiões quanto à organização e assistência da APS no enfrentamento da Covid-19; H0: Não há diferenças estatisticamente significantes entre os estados quanto à organização e assistência da APS no enfrentamento da Covid-19; H0: Não há diferenças estatisticamente significantes entre as capitais quanto à organização e assistência da APS no enfrentamento da Covid-19; H0: Não há diferenças estatisticamente significantes entre os municípios quanto à organização e assistência da APS no enfrentamento da Covid-19. Se H0 for rejeitada, os testes como Bonferroni ou T poderão ser utilizadas para identificar qual das regiões, estados, capitais e municípios apresentam melhor organização e assistência da APS. Ressalta-se que ainda serão realizadas análises considerando os indicadores socioeconômicos e sanitários dos municípios (agrupados de acordo com o porte populacional definido pelo IBGE), além de análises relacionando com os indicadores do PMaq. Seguindo os preceitos éticos, a pesquisa será apreciada pelo CEP/UFSCar.
  • Universidade Federal de São Carlos - SP - Brasil
  • 16/07/2020-15/09/2022
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Silvia Carolina Guatimosim Fonseca

Ciências Biológicas

Fisiologia
  • plataforma baseada em crispr/cas9 e vírus adeno-associado como ferramenta para estudo da maturação e hipertrofia cardíaca
  • A ciência, sem a preocupação com o domínio da tecnologia, não interrompe o ciclo de drenagem do conhecimento que leva a inovação para os países desenvolvidos. Para isto é crucial concentrarmos esforços no desenvolvimento de novas ferramentas científicas e sua implementação no Brasil, principalmente no que se refere a tecnologias de ponta. Recentemente, a coordenadora deste projeto em colaboração com o grupo do Dr. William Pu (Diretor da Divisão de Pesquisa em Cardiologia do Boston Childrens Hospital/ Harvard Medical School) inovou ao desenvolver uma nova plataforma experimental, denominada CASAAV, com o objetivo de deletar proteínas in vivo, de forma tecido específica. A plataforma CASAAV baseia-se na associação da técnica de Crispr/Cas9 ao uso de vírus adenoassociado do tipo 9 (AAV9) para o nocauteamento tecido específico de proteínas cardíacas de interesse. Neste projeto pretendemos dar um salto qualitativo no esclarecimento dos mecanismos envolvidos na maturação do cardiomiócito, utilizando como estratégia experimental a plataforma CASAAV. A maturação do cardiomiócito é um evento chave no processo do desenvolvimento cardíaco, mas ainda pouco esclarecido. Nos últimos anos, grande atenção tem sido dada ao processo de maturação de células cardíacas, principalmente se considerarmos que esta etapa é fundamental para o desenvolvimento de cardiomiócitos maduros a partir de células progenitoras. O pouco conhecimento acerca desta etapa do desenvolvimento cardíaco tem limitado enormemente o desenvolvimento de novas terapias de regeneração cardíaca, a partir do uso de células tronco. E isto se dá, porque em geral, cardiomiócitos derivados de células tronco apresentam um fenótipo imaturo em vários aspectos. Desta forma, desvendar as etapas, mais especificamente os elementos sinalizadores que exercem papel chave no processo de maturação de cardiomiócitos é atualmente um dos principais focos da pesquisa voltada para a regeneração cardíaca. Resultados já obtidos pelo nosso grupo de pesquisa, demonstram que o receptor de rianodina (Ryr2) desempenha um papel, até então desconhecido, na maturação e desenvolvimento da célula cardíaca. Mais especificamente, a presença de Ryr2 é fundamental para a formação e manutenção dos túbulos-T. Túbulos T são invaginações do sarcolema, que ocorrem durante o processo de maturação do cardiomiócito e desempenham um papel estrutural importante no processo de contração cardíaca. Este projeto tem como objetivo aprofundar o conhecimento acerca do mecanismo pelo qual o Ryr2 atua na maturação do cardiomiócito, mais especificamente na manutenção dos túbulos T e durante o desenvolvimento da hipertrofia cardíaca. Para abordar esta questão de forma eficiente, iremos utilizar a plataforma CASAAV aliada a técnica de RNAseq e ao processamento de bioinformática, com o objetivo de responder a grande pergunta: qual a importância do Ryr2 para a maturação do cardiomiócito e durante o desenvolvimento hipertrófico cardíaco patológico?
  • Universidade Federal de Minas Gerais - MG - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022