Projetos de Pesquisa

 

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Ana Elisa Madalena Rinaldi

Ciências da Saúde

Nutrição
  • licença maternidade e duração do aleitamento materno exclusivo – visão de mães e empregadores
  • O estudo das condições de trabalho da mulher constitui estratégia para o cumprimento do Agenda 2030, no que tange ao Objetivo do Desenvolvimento Sustentável Nº5 da Organização das Nações Unidas. Nas últimas duas décadas a participação das mulheres no mercado de trabalho formal e informal cresceu de 34,1% para 43,9% no Brasil. Nesse cenário, o desafio de conciliação dos papéis no universo produtivo e reprodutivo torna-se realidade de muitas brasileiras, especialmente num país marcado por acentuadas assimetrias sociais e econômicas, incluindo desigualdades de gênero, raça e classe. Trabalhadoras formais e informais relatam o escasso apoio à manutenção da amamentação no ambiente de trabalho, com cargas horárias extensas e rotinas pouco flexíveis. Para as inseridas no mercado formal, a licença maternidade de 120 dias e duas pausas de 30 minutos para amamentar estão previstas na Consolidação das Leis Trabalhistas. Em 2008, foram garantidas 180 dias de licença maternidade às servidoras públicas federais e trabalhadoras de empresas que aderiram ao programa Empresas Cidadãs. Entretanto, trabalhadoras do setor informal continuam sem o benefício da licença maternidade remunerada, deixando-as numa situação de maior vulnerabilidade. Nesse contexto, o retorno ao trabalho tem sido associado a interrupção precoce do aleitamento materno exclusivo (AME). Entretanto, ainda há pouca informação sobre como as mães lactantes vivenciam esse período de retorno ao trabalho, assim como a visão dos empregadores sobre esse tema. Esse estudo utilizará abordagem quanti-qualitativa para (i) descrever as condições do ambiente de trabalho adequadas à amamentação, adesão à Empresa Cidadã e verificar a associação entre condições de trabalho (setor e formalidade do trabalho, carga horária, licença maternidade, presença de sala de amamentação) e a duração do AME; e (ii) compreender qualitativamente a vivência de retorno ao trabalho e a visão dos empregadores sobre o apoio à mulher que amamenta.
  • Universidade Federal de Uberlândia - MG - Brasil
  • 17/03/2022-31/03/2025
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Ana Elisa Silva de Abreu

Ciências Exatas e da Terra

Geociências
  • análise da estabilidade de encostas com o uso integrado de sensores inerciais, sensores de umidade e métodos geofísicos
  • O estudo detalhado das encostas e seu monitoramento são uma ferramenta importante para o desenvolvimento de alertas antecipados de escorregamento que permitam a evacuação de populações em situação de risco. No entanto, a sua implementação em grandes e numerosas áreas apresenta custos elevados e requer o amplo conhecimento das variáveis envolvidas na deflagração dos escorregamentos. O uso integrado de novas tecnologias para monitoramento das encostas, como sensores de baixo custo e métodos geofísicos multitemporais pode tanto dar novas respostas a este problema, como também constituir alternativas mais econômicas. A utilização de sensores inerciais (acelerômetros associados a giroscópios e magnetômetros) para o monitoramento de movimentações da encosta, associados a sensores de umidade, tensiômetros e piezômetros, como se propõe nesta pesquisa, não é ainda convencional em geologia de engenharia. A intenção neste projeto é utilizar sensores de baixo custo, que possam ser instalados em grandes áreas e que possam ser facilmente substituídos, para atender necessidades típicas do Brasil. Da mesma forma, o uso conjugado e multitemporal de técnicas geofísicas como Tomografia de Resistividade Elétrica (ERT) e Análise Multicanal de Ondas Superficiais (MASW) possibilita estabelecer as interrelações entre o solo e a infiltração de água. Seu uso também permite dar respostas integradas e robustas para as movimentações sazonais causadas pelas alterações na hidrologia da encosta. A pesquisa será realizada em uma encosta da Serra do Mar no município de Guarujá (SP), que será monitorada durante pelo menos dois anos hidrológicos. Nesta encosta, serão instalados os sensores e realizados os levantamentos geofísicos. Com os resultados obtidos, espera-se aumentar a compreensão dos processos envolvidos na deflagração de escorregamentos e dos sinais coletados, com o intuito de que, eventualmente, estes possam ser aproveitados para fins de alerta antecipado.
  • Universidade Estadual de Campinas - SP - Brasil
  • 04/02/2022-28/02/2025
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Ana Elisa Spaolonzi Queiroz Assis

Ciências Sociais Aplicadas

Direito
  • examinando a pobreza multidimensional em municípios da rmc utilizando a abordagem consensual
  • Pobreza e desigualdade são problemas que estão profundamente enraizados no país, o qual também se encontra em uma encruzilhada política sendo necessárias mudanças para direcionamento de políticas públicas sociais. Nesse contexto, compreender a extrema pobreza no Brasil, como ela pode ser melhor medida e se diferentes grupos sociais compartilham de um entendimento comum sobre pobreza, é essencial. Os dados sobre pobreza no Brasil são definidos de forma bastante restrita, com estimativas oficiais baseadas, em sua grande maioria, em informações sobre renda e gastos familiares. Entre os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável está o objetivo 1, “Erradicação da Pobreza”, exigindo que os Estados erradiquem a pobreza extrema, devendo até 2030, reduzir pelo menos à metade a proporção de homens, mulheres e crianças, de todas as idades, que vivem na pobreza, em suas diversas dimensões. Isso requer métodos novos e inovadores para a coleta de dados. A Abordagem Consensual é considerada um dos poucos métodos eficazes para avaliação da pobreza multidimensional. Desenvolvida no Reino Unido, e reforçada como “boa prática” pelo Grupo de Especialistas das Nações Unidas sobre Estatísticas de Pobreza (Rio Group), tem como premissa a ideia de que os indicadores de padrão de vida (e de pobreza) devem incorporar os pontos de vista dos membros daquela sociedade. Assim, o problema norteador da pesquisa é: Como diferentes grupos sociais em dois municípios díspares da RMC compreendem a natureza e as causas da pobreza e da privação? A pesquisa trabalha com a hipótese geral de que, independente da cultura, do grupo social e da região, há um consenso sobre o que as pessoas creem ser um padrão de vida minimamente aceitável, por exemplo, que as necessidades básicas das pessoas devem ser atendidas. A plausibilidade do problema de pesquisa e da hipótese restam nos estudos já desenvolvidos entre os anos de 2019 e 2021, no Brasil com resultados publicados.
  • Universidade Estadual de Campinas - SP - Brasil
  • 17/03/2022-31/03/2025