Projetos de Pesquisa

 

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Sônia de Avila Botton

Ciências Agrárias

Medicina Veterinária
  • pythium insidiosum: análises filogenéticas e filogeográficas baseadas em genes constitutivos e flagelares e suscetibilidade in vitro aos antimicrobianos nanoparticulados
  • Pythium insidiosum é um oomiceto aquático do Reino Stramenopila, Classe Oomycetes, Ordem Pythiales, Família Pythiaceae, Gênero Pythium e Espécie P. insidiosum com capacidade de infectar animais e seres humanos, resultando em uma enfermidade geralmente fatal, denominada pitiose. A pitiose é uma doença piogranulomatosa, prevalente em áreas tropicais, subtropicais e temperadas. Em humanos é uma enfermidade de prognóstico desfavorável, comum no sudeste da Ásia, principalmente na Tailândia. A pitiose humana também vem sendo descrita em outros países, inclusive no Brasil. Aspectos relacionados à variabilidade genética de isolados de P. insidiosum de diferentes regiões do Brasil e Tailândia, são importantes em estudos filogenéticos e filogeográficos de P. insidiosum, a fim de aperfeiçoar as técnicas de diagnóstico, elucidar diferenças na virulência, patogenicidade entre os isolados e nas relações agente-hospedeiro-meio ambiente. Os estudos de evolução molecular de P. insidiosum são realizados utilizando as sequências obtidas a partir de genes constitutivos e de um importante gene que codifica uma proteína imunodominante de P. insidiosum. Marcadores como pf16 e ocm1 relacionados com a expressão de proteínas da composição dos flagelos do zoósporo de P. insidiosum foram apontados como promissores para estudos de filogenia e evolução de oomicetos. Destaca-se que, o uso de um gene em estudo de evolução não representa a evolução de um genoma por completo, sendo necessário avaliar genes independentes e comparar os mesmos filogeneticamente. O tratamento de infecções causadas por P. insidiosum em animais e humanos é complicado pelas características singulares do agente, o qual, não possui ergosterol na membrana plasmática, sitio alvo da grande maioria das drogas antifúngicas. Dessa forma, P. insidiosum não é responsivo aos quimioterápicos disponíveis, sendo, imprescindível o desenvolvimento de opções terapêuticas inovadoras. Neste sentido, o desenvolvimento de nanopartículas (nanocápsulas e nanoesferas) representa um avanço significativo sobre os métodos tradicionais de administração de fármacos em termos de eficiência e eficácia. Essas formulações permitem a liberação controlada de princípios ativos, visando à diminuição de efeitos tóxicos e/ou aumento do índice terapêutico. Formulações contendo nanopartículas de óxido de cobre, demonstraram haver inibição no crescimento in vitro dos oomicetos Pythium aphanidermatum e Pythium ultimum, além disso, o uso de Melaleuca alternifolia em nanoemulsão, apresentou resultados promissores sobre o isolado P.insidiosum. Este projeto tem como objetivo avaliar a diversidade genética de isolados de P. insidiosum oriundos de lesões clínicas e ambientais provenientes de regiões da América, especialmente Brasil e Ásia, utilizando os marcadores genéticos: ITS, coxII, pf16 e ocm1. Adicionalmente buscar-se-á avaliar a evolução intra-espécie dos isolados de P. insidiosum. Estas análises são relevantes para observar a variabilidade genética presente na espécie em estudo, verificar a evolução dentre os isolados de P. insidiosum, bem como auxiliar a elucidar aspectos relacionados à patogenia e epidemiologia da pitiose. Além disso, buscar-se-á pesquisar a suscetibilidade in vitro de isolados de P. insidiosum às substâncias nanoparticuladas para testar futuras alternativas envolvendo a inovação tecnológica para o tratamento à pitiose clínica.
  • Universidade Federal de Santa Maria - RS - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022