Projetos de Pesquisa

 

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Sheila Araujo Teles

Ciências da Saúde

Enfermagem
  • precisamos conhecer a saúde dos migrantes e refugiados no brasil: situação vacinal, hepatites virais, infecções sexualmente transmissíveis, uso de álcool e violências em uma metrópole da região centro-oeste
  • As restrições impostas pela Europa em aceitar migrantes estrangeiros e refugiados redirecionou o fluxo migratório para outros países como Brasil. Segundo dados do Comitê Nacional para Refugiados, aproximadamente 10 mil refugiados, de mais de 80 nacionalidades diferentes foram acolhidos pelo Brasil nos últimos 10 anos. Estudos mostram que, na população de migrantes estrangeiros e refugiados, as doenças infecciosas são responsáveis por taxas mais altas de mortalidade comparadas as doenças crônicas. Alguns fatores podem contribuir para este cenário como padrão epidemiológico das infecções e a cobertura vacinal no país de origem; o longo período de viagem até o país destino, muitas vezes em condições insalubre e de segurança precária; a superlotação dos campos de refugiados, que favorece a ocorrência de surtos de doenças gastrointestinais e respiratórias; a marginalização e vulnerabilidade que leva à situações de violência e à doenças relacionadas a pobreza. No Brasil, e em especial Goiás, não existem dados, tampouco estudos epidemiológicos abordando a prevalência de doenças infecciosas que acometem esta população de diversas origens. A proposta deste estudo é avaliar a situação de saúde, em especial a situação vacinal, uso abusivo de álcool, vulnerabilidade à violência, como também investigar a epidemiologia das infecções causadas pelos vírus das hepatites virais, sexualmente transmissíveis incluindo as causadas pelo HIV, herpesvirus, HPV e sífilis. Também, vacinar e avaliar a resposta vacinal em crianças e adultos suscetíveis ao vírus da hepatite B, e de crianças/adolescentes contra HPV. Espera-se com este projeto conhecer as condições de vida e de saúde relacionadas às IST neste grupo socialmente desfavorecido e assim contribuir para a construção e consolidação da “Política Nacional de Atenção à Saúde aos Imigrantes e Refugiados” e a Agenda para Desenvolvimento Sustentável 2030.
  • Universidade Federal de Goiás - GO - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022
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Sheila Cristina Nardelli

Ciências Biológicas

Genética
  • o papel da arquitetura nuclear e remodeladores de cromatina em processos essenciais a sobrevivência de toxoplasma gondii
  • Toxoplasma gondii é o agente etiológico da toxoplasmose, uma doença que atinge cerca de ¼ da população mundial, sendo considerada a infecção parasitária mais comum em humanos. A toxoplasmose é extremamente perigosa quando adquirida durante a gravidez, ou em pacientes imunocomprometidos, podendo resultar em danos severos como malformações congênitas e encefalia. Embora considerada geralmente assintomática em pacientes imunocompetentes, a doença em sua fase crônica tem sido recentemente associada a alterações neurológicas e comportamentais, ressaltando a importância de identificar alvos para o tratamento mais eficiente da toxoplasmose. Nesse contexto, a pesquisa básica centrada em componentes essenciais a sobrevivência do parasita, poderia contribuir não somente na compreensão da biologia do parasita, mas também resultar em tratamentos e diagnósticos mais eficientes. Nosso grupo foca em dois aspectos fundamentais para o controle da expressão gênica: a dinâmica da arquitetura da cromatina, e o papel de remodeladores de cromatina, especialmente as desacetilases de histonas. A cromatina é uma estrutura organizada e dinâmica que atua como uma barreira física a todos os processos dependentes de DNA. Sendo assim, pretendemos compreender como atua a arquitetura da cromatina frente a diferenciação do parasita, buscando remodeladores que atuem alternando o estado da cromatina ao longo da diferenciação. Paralelamente, pretendemos caracterizar as desacetilases clássicas de Toxoplasma, iniciando por aquelas específicas a Apicomplexa. Para tanto, uniremos metodologias de genética reversa a técnicas para avaliação da estrutura dessas proteínas de modo a proporcionar novas perspectivas no controle de expressão gênica e mecanismos biológicos em T. gondii e, sem dúvida, auxiliando na identificação de novos alvos para terapia contra Toxoplasmose, doença de intensa relevância para Saúde Pública no Brasil.
  • Fundação Oswaldo Cruz - PR - Brasil
  • 05/12/2019-31/12/2021