Projetos de Pesquisa

 

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Alan Ferreira de Freitas

Ciências Sociais Aplicadas

Administração
  • o cooperativismo mineral em minas gerais: dos modelos organizacionais aos desafios gerenciais
  • Datada como uma das atividades econômicas mais antigas desde o período colonial no Brasil, a mineração sempre esteve presente no curso da história do Brasil. A partir de 1988, o Estado Brasileiro, através da Constituição Federal, priorizou a autorização ou concessão para pesquisa e lavra dos recursos e jazidas de minerais garimpáveis, para grupos que estivessem organizados em cooperativas, evidenciado especificamente nos Art. 21 e 174, notadamente os parágrafos § 3º e 4º. Estudos como os de Bitencourt (2008, 2009), Lima (2004), Forte (1994), Barreto (2008), Freitas et. al. (2011) e Freitas, Freitas e Macedo (2016) apontaram que esta especificação induziu a constituição de inúmeras cooperativas no Brasil. No entanto estudos apontam que a constituição, em muitos casos, pode estar acontecendo apenas para acessar as concessões de lavra, e leva o cooperativismo na mineração a enfrentar sérias dificuldades em se consolidar. Apesar de estes estudos tratarem de organizações coletivas na mineração o ramo mineral do cooperativismo é abordado de forma muito tangencial no meio acadêmico e também por agências de fomento. Estes estudos apontam a necessidade de evidenciar as realidades sociais, econômicas e organizacionais desse tipo de cooperativa. É este hiato que a presente proposta de pesquisa visa preencher. O objeto é analisar os modelos organizacionais prevalecentes no cooperativismo mineral do estado de Minas Gerais, identificando os elementos que determinam as formas de governança das cooperativas, estruturadas a partir da gestão social, da gestão econômica, e da gestão ambiental. O único ramo do cooperativismo onde a gestão ambiental é integrada ao modelo gerencial. Metodologicamente, a proposta fará a análise das 15 cooperativas do ramo mineral que constam como ativas no estado de Minas Gerais, sejam elas ligadas a Organização das Cooperativas do Estado de Minas Gerais (OCEMG), ou não. Como resultante desta análise, espera-se conhecer melhor as estruturas e modelos gerenciais bem como os desafios enfrentados por essas organizações. Com isso, espera-se contribuir com o ensino do cooperativismo mineral nas universidades, bem como a contribuição na a apresentação da leitura da realidade e de pontos de reflexão para melhoria da governança desta tipologia cooperativa. Para órgãos de apoio como SESCOOP e outros, o estudo das cooperativas na mineração pode apontar elementos importantes para desencadear ações, projetos e programas específicos para o setor
  • Universidade Federal de Viçosa - MG - Brasil
  • 08/09/2018-30/09/2021
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Alan Grupioni Lourenco

Ciências da Saúde

Odontologia
  • determinação do perfil de expressão e de intervalos de referência de biomarcadores salivares em indivíduos periodontalmente saudáveis e em indivíduos com periodontite crônica
  • Diversos estudos têm buscado biomarcadores salivares a fim de prever, diagnosticar e monitorar a periodontite crônica (PC). Infelizmente, o uso de biomarcadores ainda não é uma realidade clínica, devido as grandes variações que as citocinas salivares sofrem, principalmente, em decorrência do constante desafio proporcionado por agentes patógenos diários e complexidade da resposta do hospedeiro. Este projeto de pesquisa objetiva avaliar a curva de expressão e o estabelecimento de intervalos de referência da IL-1β, IL-6, IL-8 e TNF-α em indivíduos periodontalmente saudáveis e em indivíduos com PC. Vale ressaltar que numerosos trabalhos apresentam essas citocinas como candidatas à biomarcadoras da PC. Para o desenvolvimento desse trabalho, avaliaremos os níveis salivares dessas citocinas em seis ocasiões durante um período de 15 dias. Farão parte do estudo, 15 homens e 15 mulheres periodontalmente saudáveis (Grupo 1) e 15 homens e 15 mulheres com PC (Grupo 2). Os participantes serão convidados a fazerem o seguinte protocolo de coleta: Tempo 1: primeira coleta será realizada, por volta das 8 horas, em jejum e na ausência de escovação dentária matutina. Após a primeira coleta os participantes farão a escovação dentária. A segunda coleta será realizada, ainda em jejum, após 1 hora da escovação, por volta das 9 horas. Após a segunda coleta os participantes farão o desjejum. Terceira coleta será realizada 2 horas após o desjejum, por volta das 11 horas. Tempo 2: Quinze dias após o tempo 1, os participantes serão convidados a realizarem novamente as mesmas coletas de saliva, utilizando a mesma metodologia. Os níveis salivares das diferentes citocinas serão determinados por ELISA. Pretendemos com essas diferentes coletas compreender o máximo de variáveis dentro do período mais utilizado por diversos trabalhos que coletam saliva para suas análises, ou seja, entre 8 e 12 horas. Através do coeficiente de correlação intraclasse, das análises das variâncias e concordâncias das diferentes mensurações das citocinas salivares avaliadas pelo método de Bland-Altman entre os dois grupos, pretendemos estabelecer intervalos de referência para as citocinas estudas, assim como verificar suas potencias confiabilidades e aplicabilidades como biomarcadoras da PC.
  • Universidade de São Paulo - SP - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022