Projetos de Pesquisa

 

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Aldo Tonso

Engenharias

Engenharia Química
  • tecnologia de produção de biopesticida viral em biorreatores utilizando células de insetos para controle da lagarta do cartucho-do-milho
  • O emprego de agentes microbianos para o controle de pragas agrícolas (Controle Biológico) tem se destacado como excelente opção para substituição de agrotóxicos, permitindo uma agricultura onde fatores essenciais como meio ambiente e a saúde humana são preservados. Baculovírus são importantes agentes de controle com exemplos mundiais de sucesso, principalmente no Brasil. A produção comercial de baculovírus é atualmente feita pela multiplicação destes vírus em larvas (in vivo), onde o processo é laborioso, necessita de insetos criados com dieta artificial e infraestrutura específica. Uma alternativa para o aumento na disponibilização de biopesticidas a base de vírus de insetos é a sua produção em larga escala em cultivos celulares (in vitro). Embora essa estratégia ofereça vantagens por proporcionar um processo totalmente controlado e pela presença de linhagens celulares comercialmente disponíveis, ele necessita ser otimizado. Estudos preliminares do nosso grupo indicaram sua potencial aplicabilidade. Neste projeto, pretende-se desenvolver, em cultivos celulares de larga escala, processos de produção de bioinseticida a base de baculovírus (SfMNPV) patogênico a lagarta do cartucho-do-milho (Spodoptera frugiperda), uma praga agrícola de abrangência mundial. Além de padronização de parâmetros de engenharia química para a produção do vírus SfMNPV em biorreator, amostras serão coletadas em diferentes tempos após a infecção para a determinação da formação de partículas virais por Real-time PCR (qPCR), determinação de seu título viral e pela análise da síntese de proteínas por marcação radioativa. A virulência do produto final será avaliada por bioensaios contra o inseto hospedeiro (S. frugiperda). Além disso, também será realizada melhoramento do meio de cultura pela adição de extratos naturais. A possibilidade de elevar a oferta de biopesticidas a base de baculovírus vai atender ao mercado de insumos biológicos, que se encontra em plena expansão.
  • Universidade de São Paulo - SP - Brasil
  • 10/02/2022-28/02/2025
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Alejandro Germán Frank

Engenharias

Engenharia de Produção
  • desenvolvimento do smart working em cadeias de valor inteligentes: uma arquitetura de trabalho suportada pelos conceitos da indústria 4.0
  • A Indústria 4.0 considera tecnologias digitais como Internet das Coisas (IoT), Cloud Computing, Big Data e Inteligência Artificial, que são aplicadas em diferentes soluções tecnológicas para as operações industriais. Este conceito pode apresentar conflitos com a visão do trabalho nas operações tanto de fábrica como do resto da cadeia de valor industrial, incluindo fornecimento, produção, distribuição e serviços de entrega de valor, sendo muitas vezes visto como uma ameaça para o futuro dos empregos. Pesquisas recentes têm olhado este conceito através do Smart Working (SW) (às vezes denominado de Indústria 5.0). O SW considera a utilização das tecnologias 4.0 para o suporte os trabalhadores, ao invés visão de substituição destes por tecnologias. Contudo, pesquisas publicadas sobre os 10 anos de estudo da Indústria 4.0 apontam uma carência de estudos centrados no trabalhador. O presente projeto visa ampliar os estudos inicialmente desenvolvidos pelo grupo do proponente sobre SW na Manufatura, visando integrar toda a cadeia de valor industrial na qual os trabalhadores estão envolvidos. O projeto propõe analisar como as tecnologias digitais da Indústria 4.0 podem suportar aos trabalhadores das diferentes etapas da cadeia de valor ajudando-os a desenvolver suas atividades de forma mais integrada. O projeto também considera os diferentes conhecimentos e competências tecnológicas necessários para os trabalhadores dessas áreas no novo cenário digital. Como objetivo maior, o projeto propõe o desenvolvimento de uma arquitetura de SW que considere roadmaps tecnológicos para o desenvolvimento do conceito nas diferentes etapas da cadeia de valor industrial. O projeto contempla estudos qualitativos e quantitativos que visam explorar tecnologias 4.0 para o trabalho e analisar as relações das mesmas com a performance operacional da cadeia de valor. Como resultado final será construído um modelo abrangente de SW para a cadeia de valor no contexto da Indústria 4.0.
  • Universidade Federal do Rio Grande do Sul - RS - Brasil
  • 07/03/2022-31/03/2025
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Alessandra Alves de Souza

Ciências Agrárias

Agronomia
  • plantas geneticamente modificadas e melhoramento de precisão para resistência a doenças bacterianas em variedades comerciais de citrus sinensis.
  • Estima-se que até 40 % das safras de alimentos são perdidas anualmente devido a problemas fitossanitários (http://www.fao.org/brasil/noticias/detail-events/pt/c/293049/). Além disso, o uso persistente de defensivos agrícolas tem acarretado em problemas ambientais e levado ao aparecimento de resistência de pragas e fitopatógenos. Desta forma, novas estratégias devem ser adotadas para que, quando aplicadas em conjunto, resultem em um controle mais eficiente e sustentável. Nesse cenário, a citricultura se destaca como de grande importância, uma vez que, o Brasil é o maior produtor mundial de laranja. Entretanto, este setor tem enfrentado dificuldades devido à elevada incidência de pragas e doenças. Dentre as doenças bacterianas que mais afetam a cultura, destacam-se o huanglongbing (HLB), cancro cítrico e clorose variegada dos citros (CVC). A partir dos conhecimentos adquiridos em genômica funcional, transformação genética, e mais recentemente, na edição do genoma, pretendemos, nesse projeto Universal, integrar o melhoramento convencional com técnicas avançadas de melhoramento molecular e abordagens biotecnológicas, para geração de cultivares com alto desempenho e com resistência a fitopatógenos. Para atingir estes objetivos, o projeto será dividido em duas partes; i. Avaliação em condições de campo de cultivares de laranja doce geneticamente modificadas (GM), quanto a resistência a patógenos, fisiologia do desenvolvimento e qualidade do fruto; ii. Uso de melhoramento de precisão por CRISPR, para edição de genes de suscetibilidade visando resistência ao cancro cítrico. Atualmente, cultivares de laranja expressando genes de resistência a patógenos, oriundos de trabalhos prévios da nossa equipe, encontram-se no campo (LPMA 01250.026812/2018-33). Ainda, vetores CRISPR-Cas9 para edição de regiões genômicas de dois genes alvos de suscetibilidade ao cancro cítrico, já foram desenvolvidos pelo nosso grupo, e a tecnologia será aplicada durante o desenvolvimento desse projeto.
  • Instituto Agronômico de Campinas - SP - Brasil
  • 17/03/2022-31/03/2025