Projetos de Pesquisa

 

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Tatiana de Castro Amato Locatelli

Ciências Humanas

Psicologia
  • educação para redução de riscos do uso de álcool por adolescentes: desenvolvimento de um programa brasileiro.
  • Diante da lacuna de programas preventivos alinhados ao modelo educacional brasileiro, este projeto tem por objetivo desenvolver atividades para compor um programa brasileiro voltado para redução dos riscos relacionados ao consumo de álcool por adolescentes a partir dos seguintes objetivos específicos: (1) consolidar as bases teóricas do programa (2) estruturar atividades que irão compor o programa brasileiro a ser desenvolvido, em conformidade com as exigências técnico científicas, as necessidades da nossa cultura e da educação pública do 8º ano do ensino fundamental II. A pesquisa será dividida em duas etapas subsequentes sendo a primeira uma revisão integrativa da literatura científica internacional sobre as bases teóricas de programas educacionais sobre álcool e a realização de um Learning Alliance (parte 1) para construção da proposta preventiva, a partir da formação de um comitê consultivo com pessoas envolvidas com o público alvo da intervenção (estudantes, familiares, professores, diretores, coordenadores pedagógicos e outros funcionários da escola, especialistas e gestores de políticas públicas). A segunda etapa terá como base a pesquisa-ação, que está dividida em dois tipos de atividades: oficinas pedagógicas nas escolas, onde serão criadas e avaliadas as ações práticas que irão compor o programa e a continuação do Learning Alliance (parte 2) para consolidação das ações que foram testadas nas oficinas. Além de contribuir com a literatura científica na área, o projeto desenvolverá uma proposta para responder a uma lacuna da educação brasileira relativa a educação sobre álcool.
  • Universidade Federal de São Paulo - SP - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022
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Tatiana Dillenburg Saint'Pierre

Ciências Exatas e da Terra

Química
  • avaliação da distribuição de metais e de metaloporfirinas em sedimentos da baía de guanabara, rj, para fins de monitoramento ambiental.
  • A Baia de Guanabara, no Rio de Janeiro, é um ambiente estuarino com influência marinha, onde cerca de 55 rios desaguam, com alto tráfego de barcos e navios e localizada próxima das regiões produtoras de petróleo. O aporte de contaminantes na baía vem sendo apontado como um risco para a biota local e para seus consumidores, assim como para as pessoas que manuseiam os sedimentos superficiais em técnicas de dragagem (Silveira et al., 2017; Aguiar et al., 2016; Soares-Gomes et al., 2016). A porção noroeste da bacia hidrográfica da Baía de Guanabara recebe os efluentes da maioria das indústrias do polo industrial da região metropolitana do Rio de Janeiro, sendo os rios Meriti, Iguaçu e Estrelas, os principais receptores. Diferentes autores apontaram alta toxicidade nos sedimentos dessa região para a biota aquática (MORAES et al., 2000; MARANHO et al., 2010), bem como para a terrestre, em contato com sedimento dragado disposto no solo (Cesar et al. 2017). De forma geral, o ambiente anóxico e a lenta circulação das águas da baía permitem a estabilização e acumulação de metais tóxicos, como Ni, Cd, Cr, Pb, e Hg nos sedimentos, na forma de sulfetos, oxihidróxidos e associados à matéria orgânica. Sabe-se também, que diferentes espécies metálicas apresentam diferentes toxicidades e o entendimento dos processos de mobilização e conversão de espécies de metais tóxicos em ambientes marinhos e estuários é relevante para se propor ações de remediação. Metais associados a frações biodisponíveis podem ser tóxicos à biota aquática, como por exemplo, Ni, que apresenta alta toxicidade para invertebrados e vertebrados, por bloquear os canais de absorção de Ca2+ e Mg2+, através de mecanismos ainda pouco conhecidos (Blewett and Leonard, 2017). Assim, para que haja a compreensão da mobilidade de metais em sedimentos, são necessárias técnicas de extração sequencial para a determinação dos metais ligados a frações distintas. O fracionamento de metais entre as formas biodisponíveis mostra que alguns elementos, como Ni e Cu, se encontram predominantemente na fração orgânica (Cordeiro et al., 2015; Gissi et al., 2016). As técnicas de fracionamento empregam a extração sequencial com soluções ácidas ou redutoras, extraindo e estabilizando o metal na sua forma catiônica ou aniônica. Essas técnicas permitem a investigação prévia da fração concentradora, mas não permitem a determinação do metal na sua forma original. Os metais associados à matéria orgânica podem ter origem antropogênica, considerando que a contaminação por metais na Baía de Guanabara é cerca de 80 % de origem industrial. Em particular, Ni e V são resíduos comuns do refino de petróleo, por estarem presentes em concentrações acima do mg kg-1 em óleos brutos. A ocorrência de Ni e Vi no petróleo se deve à sua complexação com porfirinas, que são núcleos tetrapirrólicos (Caumette et al., 2009). Tetrapirróis são os componentes principais de sistemas respiratórios em seres vivos, sendo esses associados ao Fe (hemoglobina) ou ao Mg (clorofila). A substituição desses por V e Ni em óleos e xistos como derivados de tetrapirróis é uma consequência da degradação da hemoglobina, clorofila e bacterioclorofila durante a diagênese sedimentar dos detritos de organismos vivos, quando submetidos ao estresse termal, durante os processos de maturação do óleo. (Ocampo et al., 1984, 1993). As petroporfirinas se dividem em famílias e com alto grau de complexidade nos óleos, resultando em séries homólogas, que necessitam de técnicas modernas para sua identificação e quantificação. As concentrações de V e Ni são empregadas em estudos sobre a geoquímica do petróleo ou para evitar o envenenamento de catalisadores. A espectrometria de massa com plasma indutivamente acoplado (do inglês, ICP-MS) é uma técnica multielementar que pode ser usada para determinação de elementos em matrizes orgânicas, após diluição em solventes e com o mínimo de preparo de amostra (Duyck, 2007; Poirier, 2016). Por outro lado, a separação das metalo-petroporfirinas é feita com o uso da cromatografia líquida de alta eficiência (do inglês, HPLC), que pode ser facilmente hifenada ao ICP-MS. Recentemente, a HPLC em fase reversa C18 com uma fase móvel de metanol e metanol tolueno, hifenada ao ICP-MS, permitiu separar e quantificar VO-petroporfirinas em frações de porfirinas obtidas a partir de óleos brutos. O preparo de amostra, nesse caso, é feito por cromatografia líquida preparativa com sílica gel (Wandekoken, 2016). Em áreas contaminadas por esgotos domésticos e pela atividade petrolífera, as porfirinas podem ter origens complexas, como a degradação de organismos vivos que se misturam com o chorume (clorofila, protoporfirinas). A determinação de Ni-porfirinas em um extrato de sedimentos da Baía de Guanabara foi feita por HPLC-ICPMS, após extração Soxhlet com tolueno (Duyck et al., 2011). Os sedimentos foram obtidos em perfil de 16,5 cm numa área estuarina que recebe efluentes do rio Meriti. Esse primeiro resultado mostrou a eficiência da metodologia e despertou a necessidade de se estudar Ni, mas também outros metais que possam estar ligados à matéria orgânica. A escolha de solventes para extração de porfirinas pode resultar na extração de outros tetrapirrós como as clorofilas, com uma mistura de tolueno:metanol (3:1), por exemplo. No entanto, o uso do detector de diodos (HPLC) em 400 nm, específico das porfirinas e do ICP-MS para detecção e quantificação do elemento, permite a seletividade para metaloporfirinas. As porfirinas complexadas a outros metais como Cu, Zn, serão também investigadas.
  • Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro - RJ - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022
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Tatiana Emanuelli

Ciências Agrárias

Ciência e Tecnologia de Alimentos
  • micronização do bagaço de oliva fracionado granulometricamente: aumentando a solubilidade de compostos bioativos para potencializar seu uso na nutrição humana e no arraçoamento animal
  • Vide projeto anexo
  • Universidade Federal de Santa Maria - RS - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022
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Tatiana Helena Rech

Ciências da Saúde

Medicina
  • valor prognóstico do gap glicêmico em pacientes criticamente doentes
  • Alterações endocrinológicas têm mostrado associação com prognóstico de pacientes criticamente doentes (1). A hiperglicemia é uma resposta metabólica compensatória ao estresse agudo e sua presença reflete o desenvolvimento de resistência à ação da insulina, sendo um sinal de prognóstico desfavorável em pacientes críticos (2, 3). Muito tem se estudado sobre o manejo dos níveis glicêmicos de pacientes internados em unidade de terapia intensiva (UTI), porém estudos com resultados controversos impedem que haja um consenso sobre o controle glicêmico ideal (4-11). Nesse sentido, a pergunta que se impõe não é se o controle glicêmico deve ser feito, mas sim quais alvos glicêmicos devam ser buscados, para assegurar benefício com baixas taxas de efeitos adversos, como a hipoglicemia por exemplo (8). Um grupo particular de pacientes em UTI são os pacientes com diabetes melito (DM). Estudos sugerem que um controle glicêmico moderado (90-140 mg/dl), associa-se a um maior risco de morte em pacientes não diabéticos quando comparado ao controle glicêmico intensivo (80-110 mg/dl), mas a um menor risco de morte em pacientes com DM (12). A hiperglicemia crônica do paciente com DM parece gerar um acondicionamento celular protetor contra o dano mediado pela hiperglicemia aguda durante a doença crítica. Esse mecanismo de acondicionamento celular consistiria na redução da expressão do transportador de glicose-1 (GLUT-1) e do transportador de glicose-4 (GLUT-4) devido à exposição crônica à hiperglicemia, o que protegeria contra a toxicidade mediada pela sobrecarga celular de glicose (13). Assim, os níveis de glicemia seguros e desejáveis para alguns grupos de pacientes podem não ser os mesmos para pacientes com DM com controle metabólico inadequado expostos à hiperglicemia crônica. A hiperglicemia é sabidamente deletéria e está associada à fraqueza muscular adquirida na UTI, uma grave sequela da doença crítica, de forma independente e pouco estudada (14). A maneira como a glicose lesa os tecidos neuromusculares não é clara, mas a glicotoxicidade está associada à inflamação, extresse oxidativo, disfunção mitocondrial com redução da capacidade de síntese aeróbica de ATP, ativação de caspases e apoptose (15). A despeito disso, não há consenso sobre o controle glicêmico adequado em pacientes criticamente doentes. Evidências sugerem que a implementação de protocolos para controle glicêmico deva ser individualizada, principalmente levando-se em consideração se o paciente é previamente diabético ou não (16, 17). Desta forma, a medida da hemoglobina glicada (HbA1c) pode ter papel importante na admissão de pacientes na UTI, individualizando as metas glicêmicas e permitindo calcular o gap glicêmico, já sugerido como fator prognóstico em alguns cenários de doença não crítica (18, 19). Gap glicêmico é a diferença entre a glicemia na admissão na UTI e a glicemia média estimada a partir do valor de HbA1c. Sendo assim, o objetivo principal deste projeto é investigar o valor prognóstico do gap glicêmico como preditor de desfechos desfavoráveis em pacientes internados em UTI (como mortalidade, tempo de internação, tempo de ventilação mecânica e desenvolvimento de fraqueza muscular adquirida na UTI) e a sua relação com a expressão de citocinas plasmáticas e com a expressão dos genes do receptor da insulina (INSR), GLUT-1 e GLUT-4, potencialmente envolvidos no desenvolvimento de fraqueza muscular adquirida na UTI. Para tanto, serão feitas dosagens séricas de glicemia e HbA1c e dosagens plasmáticas das citocinas, como tumor fator de necrose tumoral (TNF), interleucina-1β (IL-1β), interleucina-6 (IL-6), interleucina-8 (IL-8), interleucina-10 (IL-10), interleucina-17 (IL-17) e interferon-γ (INF-γ) em todos os pacientes admitidos na UTI durante o período do estudo, além da dosagem da expressão dos genes INSR, GLUT-1 e GLUT-4, por meio de técnica de PCR em tempo real em material de biopsias de tecido muscular em 50 pacientes. Ainda, será realizada uma revisão sistemática com metanálise de estudos de gap glicêmico em paciente criticamente doentes para investigar sua associação com desfechos desfavoráveis. Além disso, serão empregadas técnicas inovadoras de análise de dados em Medicina, como o aprendizado de máquina (do inglês, machine learning) para a construção de algoritmos que possam predizer desfechos de pacientes criticamente doentes com maior precisão. Dentro da perspectiva da medicina de precisão e de análises de Data Science e aprendizado de máquina, a identificação de um valor de gap glicêmico que se associe com maior incidência de desfechos desfavoráveis poderia ser uma ferramenta para auxiliar na escolha de alvos de controle glicêmico personalizados para cada paciente, reduzindo assim o risco de potenciais eventos adversos iatrogênicos, principalmente episódios de hipoglicemia. Além disso, a relação entre hiperglicemia de estresse (medida pelo gap glicêmico), inflamação e a expressão de genes INSR, GLUT-1 e GLUT-4, potencialmente implicados no desenvolvimento de fraqueza muscular adquirida na UTI, nunca foi estudada.
  • Hospital de Clínicas de Porto Alegre - RS - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022
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Tatiana Martelli Mazzo

Outra

Divulgação Científica
  • vi semana de ciência e tecnologia de santos
  • Este projeto será inserido na 17ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (XVI SNCT), uma iniciativa do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), cujo tema é “Inteligência Artificial: A Nova Fronteira da Ciência Brasileira”. A VI Semana da Ciência e da Tecnologia de Santos, com alcance na região metropolitana da Baixada Santista (09 municípios), será realizada pela Prefeitura Municipal de Santos por meio da Secretaria de Governo (SEGOV) e da Fundação Parque Tecnológico de Santos (FPTS) em parceria com a Universidade Federal de São Paulo Campus Baixada Santista (UNIFESP). A proposta tem como finalidade promover eventos e ações de divulgação e popularização da ciência fomentando a transversalidade do tema nos quaro níveis educacionais (Fundamental, Médio, Técnico e Superior), na comunidade em geral, especialmente naquelas que vivem em regiões de vulnerabilidade social. O evento busca contribuir para a integração da comunidade com as escolas públicas, as universidades públicas e os institutos de pesquisa & desenvolvimento, promovendo a inclusão social por meio da popularização do conhecimento. Nesse sentido, este evento busca estimular a livre circulação e apropriação do conhecimento a todas as camadas da sociedade criando ambientes de formação colaborativa, fomentando o desenvolvimento e a ampliação da atividade empreendedora e de inovação tecnológica e a igualdade de gênero. Em decorrência das ações de distanciamento social, provocadas em razão do combate à infecção pelo novo coronavírus, serão promovidas atividades que privilegiam encontros virtuais. Entre estas ações destacam-se a 1) Universidade Portas Abertas: Feira de Profissões da UNIFESP Baixada Santista; 2) Maré de Ciência com a Escola: Desmistificando a Inteligência Artificial na minha escola; 3) Desafio Startup Cidadã: Desenvolvimento de aplicações de inteligência artificial para solução de problemas de negócios, que será um concurso cultural virtual, com apoio de empresa do setor portuário; 4) Desafio de Empreendedorismo para estudantes do ensino médio de escolas públicas; 4) Seminários online sobre Inteligência Artificial; 5) Comunicação Científica em Rádio; 6) Mostra de vídeos; 7) Lives e webinários abordando diferentes temáticas como por exemplo, inteligência artificial, a importância da diversidade nas carreiras de ciência e tecnologia e ainda o papel da ciência na sociedade.
  • Universidade Federal de São Paulo - SP - Brasil
  • 20/10/2020-30/04/2021