Projetos de Pesquisa

 

Foto de perfil

Adriano Brilhante Kury

Ciências Biológicas

Zoologia
  • reconstrução da coleção científica de aracnologiado museu nacional
  • A coleção científica do Setor de Aracnologia do Museu Nacional/UFRJ (= AracnoLab) era uma das coleções mais dinâmicas da instituição, fornecendo grande movimento em empréstimos de material e baseando numerosas pesquisas. Possuía importância histórica, mas principalmente um imenso crescimento nas últimas décadas devido à atuação do presente curador, A.B. Kury, que consegui recrutar uma equipe profissional e dedicada, incluindo egressos fortemente dedicados ao grupo de trabalho. O incêndio que se abateu sobre o palácio do Museu Nacional em 2 de setembro de 2018 privou a humanidade desse modelar repositório de biodiversidade justamente no século das extinções. O presente projeto visa mostrar os passos concretos que podem ser dados para que o AracnoLab possa reconstruir esse patrimônio.
  • Universidade Federal do Rio de Janeiro - RJ - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022
Foto de perfil

Adriano Buzutti de Siqueira

Ciências Exatas e da Terra

Química
  • produção de pontos quânticos de carbono a partir do lodo
  • Os lodos de esgotos são produzidos habitualmente e são inerentes ao desenvolvimento de aglomerados urbanos. Todavia a destinação dada a estes resíduos não aproveita as potencialidades desse material, sendo restrito o seu uso na agricultura e geralmente adotado a destinação final em aterros sanitários. A síntese de Pontos Quânticos de Carbono (PQCs) a partir do lodo de esgoto é uma nova alternativa para o aproveitamento do estoque de carbono do material orgânico presente no lodo. Aplicações em biossensores, análises químicas, imagens celulares, entrega de medicamentos, fotocatálise, dispositivos optoeletrônicos (LED e OLED) e celulares solares tem sido relatada como promissoras para os PQCs. O presente trabalho busca estabelecer uma rota de síntese de PQCs utilizando o lodo de esgoto doméstico como material percursor de carbono, e assim avaliar o rendimento quântico da fotoluminescência, caracterizar a morfologia do material e compostos orgânicos de sua superfície.
  • Universidade Federal de Mato Grosso - MT - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022
Foto de perfil

Adriano de Araújo Gomes

Ciências Exatas e da Terra

Química
  • desenvolvimento de novas estratégias quimiométricas para modelagem de dados não bilineares visando assegurar vantagem de segunda ordem
  • Os avanços no campo da instrumentação analítica têm permitido a obtenção de uma grande quantidade de informação, em um curto intervalo de tempo, por amostra. Técnicas analíticas como: cromatografia liquida com detecção por arranjos de diodos (HPLC-DAD), espectroscopia de fluorescência 3D, imagens hiperespectrais no infravermelho próximo, são alguns exemplos de técnicas capazes de produzir dados denominados de multiway. Uma das principais características intrínsecas a dados multiway é a vantagem de segunda ordem, capacidade de se efetuar predições confiáveis mesmo em amostras que apresentam interferentes. Contudo para que esta vantagem seja alcançada é fundamental que os dados cumpram com certos critérios matemáticos e estatísticos sob os quais os métodos de modelagem foram desenvolvidos. No contexto de modelagem multiway, a bilinearidade das matrizes de reposta instrumental por amostra e a trilinearidade (ou de modo mais generalista a multilinearidade) do arranjo de multivias são determinantes para definir a disposição (estrutura de matriz desdobrada, aumenta ou multivias) dos dados e a escolha da estratégia de modelagem (tipo algoritmo). Dados instrumentais podem não cumprir com bilinearidade/trilinearidade por dois motivos: por desvios da bilinearidade/trileinearidade em virtudes de características não ideias da amostra e/ou sistema instrumental ou por terem sido originados em instrumentos que geram repostas intrinsecamente não bilinear e consequentemente não trilinear. Para o primeiro caso, existem uma variedade, razoável, de estratégias para tratar dados com perda de trilinearidade (em apenas um dos modos instrumentais), bem como a possibilidade de correção dos dados (como alinhamento de pico por exemplo). No segundo caso, as próprias características dos dados impedem sua modelagem adequada, principalmente no que concerne com a manutenção da vantagem de segunda ordem, pela inexistência de algoritmos adequados, ficando a instrumentação analítica com o seu potencial subutilizado. Este cenário motiva o desenvolvimento de ferramentas quimiométricas dedicada a modelagem de dados não bilineares, sobretudo levando em conta a manutenção da vantagem de segunda ordem. Portanto, neste projeto é proposto o desenvolvimento de métodos quimiométricos para modelagem de dados não bilineares, provenientes de espectroscopia de fluorescência sincrônica 3D (por serem dados tipicamente não bilineares e fácil aquisição). As estratégias desenvolvidas serão baseadas em modelos N e U-PLS com etapa de pós calibração, para alcançar a vantagem de segunda ordem, via método generalizado de anulação de posto não-bilinear (NBRA) e também será testado a possibilidade do uso de análise de componentes independes (ICA) além o suo de layout EEM (RBL adaptativo). As novas estratégias (N/U-PLS-NBRA, N/U-PLS-ICA e N/U-PLS-ARBL) serão avaliadas em estudos de caso de crescente complexidade, primeiramente em dados simulados, misturas de padrões e análise de amostras de águas superficiais, de abastecimento e alimentos para determinação de compostos orgânicos considerados contaminantes emergentes. A partir do desenvolvimento deste projeto é pretendido atingir os seguintes resultados: desenvolvimento de um pacote de ferramentas quimiométricas (nonbilinear toolbox- NBtoolbox), formação de recursos humanos por meio da orientação de alunos de graduação (iniciação cientifica) e pós-graduação (mestrado), implantação de uma nova linha de pesquisa no IQ-UFRGS, divulgação dos resultados alcançados em congressos e publicação de artigos científicos em periódicos de alto impacto na área de quimiometria e química analítica.
  • Universidade Federal do Rio Grande do Sul - RS - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022
Foto de perfil

Adriano do Nascimento Simoes

Ciências Agrárias

Agronomia
  • desenvolvimento de um biofilme natural, biodegradável e comestível com palma forrageira
  • Estudos preliminares estão evidenciando que subprodutos da palma forrageira, pode servir de componentes de biofilme, natural, biodegradável, e com potencial aplicação em raízes minimamente processadas. Em geral, o revestimento comestível pode ter como base polímeros como polissacarídeos, proteínas e lipídeos, no qual são obtidos de diferentes fontes, incluindo industrializados. Esses revestimentos, geralmente, têm sido aplicados em frutas e hortaliças inteiras para minimzar a desidratação, garantir brilho e extender a qualidade. A palma forrageira que também tem diferentes usos no Nordeste do Brasil, como na produção de doces, geléias, sucos, dentre outros. Mas, com a alimentação animal como principal uso, diferente do México, no qual o principal uso é para alimentação humana. Além disso, é evidente atualmente que mucilagem de palma forrageira possui biopolímeros que vêm sendo aplicados nas indústrias de alimentos, farmacéuticas e de cosméticos. Recentes estudos mostraram-se promissores com aplicação de mucilagem de palma forrageira em morango e kiwi inteiros, como também, aplicada em raízes de inhame minimamente processadas. Porém, para uso em produtos que escurecem, o desafio é ainda maior, pois, além do revestimento ter propriedades de barreira a vapor de água, deve ter também para O2, um dos substratos para ativar rotas bioquímicas envolvidas no escurecimento, ao mesmo tempo não resultar em anaerobiose. Sabe-se que as propriedades fisico-químicas da mucilagem de palma, podem mudar em função de tratos agronômicos, métodos de extração, dentre outros fatores. Assim, é necessário estudos para adequar técnicas agronômicas, métodos de extração e adição de coadjuvantes à mucilagem, que possa permitir uma melhor propriedade do biofilme. Portanto, o objetivo com esta proposta é desenvolver um biofilme natural, comestível e biodegradável utilizando palma forrageira como matéria-prima abundante no Sertão do Brasil. Ao mesmo tempo, agregar valor à palma forrageira, como mais um uso comercial, como também, servir de ferramenta para aplicação em raízes regionais cortadas que escurecem. Para isso, serão abordados três frentes (temas): 1- Obtenção, caracterização e estabilidade físico-química de mucilagem de palma submetidas a manejos agronômicos/ambientais; 2- Ensaios para formulação e adequação do biofilme; 3- Aplicação do biofilme em raízes minimamente processadas. No estudo referente à obentção, caracterização e estabilidade da mucilagem, serão estudados: horário de colheita e tamanho do cladódio, clone de palma, sistema de cultivo, irrigado e sequeiro. Neste estudo será medido a composição físico-química da mucilagem e composição bromatológica. No estudo referente à elaboração do biofilme, serão adicionados à mucilagem plastificantes como glicerol e polietileno glicol, em diferentes concentrações, assim como, ácidos orgânicos. Serão estudados as propriedades físicas, estruturais e mecânicas do biofilme desenvolvido. No último estudo, será aplicado o biofilme nas raízes de inhame, mandioca de mesa e batata-doce, minimamente processado. Serão realizadas medidas bioquímicas e fisiológicas referente ao escurecimento enzimático e esbranquecimento e outras medidas de qualidade. Para cada estudo será adequado um delineamento experimental. Serão feitos teste de média quando adequado. Os gráficos serão elaborados com auxílio do SigmaPlot. Ao final da pesquisa proposta, espera-se desenvolver um biorrevestimento natural e sustentável a partir de palma forrageira, de fácil obtenção e baixo custo que possa ser amplamente usado em raízes, frutas e hortaliças minimamente processadas; publicar no mínimo 20 resumos em eventos científicos; 6 artigos, livros e capítulo de livros e material de extensão tecnológica; auxiliar na formação de estudantes de graduação e Pós-graduação. No mínimo 05 estudantes de graduação e 06 em Nível de Mestrado Acadêmico e fortalecer o Programa de Pós-Graduação em Produção Vegetal por meio de parcerias de outros Programas Interestitucionais, além de fortalecer Grupo de Pesquisa em Pós-colheita no Nordeste Brasileiro. O conhecimento e a inovação gerados poderão ser compartilhados com produtores e demais agentes da cadeia produtiva de palma forrageira agregando valor, e em raízes regionais no Semiárido Brasileiro, no sentido de ampliar o período de conservação do produto para o mercado consumidor.
  • Universidade Federal Rural de Pernambuco - PE - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022