Projetos de Pesquisa

 

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Simone Nunes de Carvalho

Ciências Biológicas

Morfologia
  • efeitos da terapia celular e do secretoma de células-tronco mesenquimais na doença hepática: estudo in vivo e in vitro
  • A doença hepática crônica está associada com a substituição do parênquima funcional do fígado por tecido fibroso, levando à perda da função hepática progressiva até o estágio de cirrose, condição que normalmente exige o transplante de fígado para garantir a sobrevida do paciente. Portanto, é grande a necessidade de terapias que possam aumentar a sobrevida de pacientes em espera por transplantes, ou até mesmo reverter mais rapidamente a lesão hepática. Nesse cenário, células da medula óssea adulta tem mostrado resultados promissores para o restabelecimento da função hepática, em modelos experimentais e ensaios clínicos. Apesar desses achados, permanece o questionamento sobre as vias pelas quais essas células contribuem para a regeneração hepática. Entre as hipóteses mais sugeridas e estudadas temos a da estimulação parácrina via interação celular direta e/ou secreção de vesículas extracelulares com componentes como proteínas de membrana, microRNAs e fatores de crescimento. Este estudo pretende comparar os efeitos da terapia com células totais de medula óssea com os efeitos da terapia com secretoma de células-tronco mesenquimais (CTM) de medula óssea após cultivo tridimensional em matriz de alginato, sobre a fibrose hepática induzida por colestase em modelo cirúrgico com camundongos, e em cultura de linhagem de hepatócitos previamente sensibilizados. Após os tratamentos, as amostras de tecido hepático ou culturas hepatócitos serão analisadas quanto ao perfil de citocinas por citometria de fluxo. O estresse oxidativo, biogênese mitocondrial e aspectos metabólicos dos hepatócitos serão avaliados durante a lesão e após a terapia celular. A compreensão sobre como esses fatores podem atuar sinergicamente e seus efeitos sobre hepatócitos e demais células do parênquima hepático é de fundamental importância para o aprimoramento e otimização da terapia celular para doença hepática crônica.
  • Universidade do Estado do Rio de Janeiro - RJ - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022
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Simone Patrícia Aranha da Paz

Engenharias

Engenharia de Materiais e Metalúrgica
  • fertilizante de liberação lenta formulado a partir de termofosfato com aditivo de cinzas vegetais e aglomerados com bentonita magnesiana
  • O Brasil é reconhecido mundialmente por seu sucesso no agronegócio e por sua aptidão florestal, com condições edafoclimáticas favoráveis, disponibilidade de solos e tecnologia avançada. Porém, a sua produção de fertilizantes e o fornecimento de insumos agrícolas estabelecem um sistema antagônico, fazendo com que se recorra a importações, limitando assim a sustentabilidade do agronegócio e geração de energia limpa. Esses fatores colocam o Brasil entre os maiores consumidores mundiais de fertilizantes; sua taxa de crescimento anual de demanda por agrominerais tem superado a média mundial, sendo o quarto maior consumidor do chamado NPK. Quando o seu percentual de consumo é analisado com relação a cada nutriente, o K, N, P e S apresentam uma taxa de importação de 90, 75, 45 e 82%, respectivamente. A dependência do país por fertilizante só tem sido agravada, pois, além da agricultura, a demanda agroflorestal por fertilizante tem aumentado em detrimento da expansão do uso de biomassa tanto para a produção de biocombustíveis quanto para a produção de carvão vegetal para abastecer o setor siderúrgico e energético. Embora a utilização de biocombustíveis possibilite a compensação de emissão do gás carbônico (CO2) para a atmosfera, o seu uso crescente, principalmente sob a forma de carvão vegetal, tem contribuído para a geração de grandes volumes de cinzas, comumente não aproveitada. Historicamente, mais precisamente desde a revolução agrícola, as cinzas vegetais são utilizadas como fontes alternativas de nutrientes para a agricultura, porém a sua variabilidade composicional limita sua aplicação. Nesse contexto, com o objetivo de atender à demanda produtiva e redução de custos do agronegócio brasileiro, bem como, contribuir com a sustentabilidade da produção de fertilizante, o presente projeto objetivará: 1) qualificar as cinzas vegetais como fonte alternativa de macronutrientes (P, K, Ca, Mg) e, eventualmente, micronutrientes para uso na produção agrícola; e 2) testar uma Mg-bentonita como aglomerante do fertilizante fosfático calcinado juntamente com as cinzas, com foco na boa resistência à compressão dos grânulos, diminuição de higroscopicidade, aumento da capacidade de retenção de água e liberação lenta de nutrientes. Para tal serão utilizadas: 1) cinzas produzidas a partir de duas variedades de biomassa, caroços de açaí e cavacos, as quais são empregadas na geração de energia para produção de fertilizante fosfático calcinado; e 2) bentonita Formosa, uma variedade catiônica do tipo magnesiana, que ocorre no sul do Maranhão. Estes materiais serão submetidos a caracterização química, física e mineralógica, com posteriores análises de fertilidade.
  • Universidade Federal do Pará - PA - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022