Projetos de Pesquisa

 

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Ana de Medeiros Arnt

Ciências Humanas

Educação
  • o que é e como se faz ciência: percepção da ciência e seu ensino por estudantes e docentes da educação básica
  • Vide projeto anexo
  • Universidade Estadual de Campinas - SP - Brasil
  • 12/08/2019-31/08/2021
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Ana Dolores Santiago de Freitas

Ciências Agrárias

Agronomia
  • fixação de nitrogênio na vegetação nativa e prospecção da diversidade e eficiência de rizóbios naturalmente estabelecidos nos solos de pernambuco
  • O Brasil experimenta grande sucesso de uso da fixação biológica de nitrogênio (FBN) em sistemas agrícolas e, recentemente, vem se posicionando no cenário internacional com a descrição de novas espécies de rizóbios. Em Pernambuco o uso de inoculantes em leguminosas é incipiente, em parte devido à falta de pesquisas para as diversas condições específicas de clima, solo e manejo da região. O estado apresenta um mapa diverso de condições edafoclimáticas que, em associação à grande diversidade de tipos de vegetação, representam uma grande oportunidade para estudos de ecologia de rizóbios e para buscas de estirpes elites para a FBN. Este projeto tem como objetivo acessar as características, a genética populacional e o potencial simbiótico das populações de rizóbios naturalmente estabelecidas em solos representativas do estado de Pernambuco e estimar o nitrogênio fixado em leguminosas arbóreas em diferentes formações vegetais do estado. Para alcançar este objetivo, serão empregadas metodologias já bem estabelecidas para estudo de ecologia de rizóbio. As atividades serão estabelecidas em linhas sucessivas de ação: 1) Avaliar a ocorrência de populações de rizóbios naturalmente estabelecidas em solos do Semiárido de Pernambuco sob vegetação de caatinga, capazes de nodular diferentes espécies de leguminosas de interesse regional (feijão-caupi, Vigna unguiculata (L.) Walp.; jurema preta, Mimosa tenuiflora (Willd.) Poir., e Arachis spp, incluindo o amendoim (Arachis hypogaea L.); 2) Avaliar a ocorrência de populações de rizóbios naturalmente estabelecidas nos solos das principais situações de classes e tipos de cobertura vegetal da Zona-da-Mata de Pernambuco, capazes de nodular diferentes espécies de interesse para utilização como adubação verde na região (Crotalaria junceae L., Crotalaria ochroleuca G. Done e Crotalaria spectabilis Roth); 3) Obter uma coleção de rizóbios capazes de nodular as diferentes espécies de leguminosas, representativa das diferentes situações de solos estudadas; 4) Determinar as características, a estrutura genética e o potencial simbiótico das populações para promover o crescimento de plantas; 5) Selecionar isolados eficientes para recomendação de inoculação de Crotalaria spp., amendoim e feijão-caupi para cultivo em solos de Pernambuco e estimar o potencial de aporte de nitrogênio atmosférico das diferentes espécies inoculadas com os isolados selecionados; e 6) Estimar as quantidades de N simbioticamente fixado em leguminosas arbóreas presentes em diferentes formações vegetais de Pernambuco. Esta pesquisa contribuirá para o avanço no conhecimento da ecologia de rizóbios naturalmente estabelecidos nos solos e será um progresso no conhecimento dos componentes da biodiversidade do Brasil e à compreensão da biogeografia de micro-organismos fixadores de nitrogênio em regiões de clima tropical. As estimativas das quantidades de N fixadas em diferentes formações vegetais representa uma importância evidente no manejo de florestas, além de fornecerem dados para alimentar modelos matemáticos. Não se pode deixar de mencionar a contribuição para a formação de recursos humanos com habilitação na pesquisa, uma vez que envolve estudantes em sua equipe de pesquisadores.
  • Universidade Federal Rural de Pernambuco - PE - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022
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Ana Elisa Bressan Smith Lourenzani

Ciências Sociais Aplicadas

Administração
  • indicações geográficas de café no brasil e a agricultura familiar: compreendendo as meso-instituições
  • Indicações Geográficas (IGs) são consideradas uma categoria dos direitos de propriedade intelectual coletiva e podem melhorar a coordenação das cadeias dos produtos uma vez que sinalizam características únicas e valores associados a um território particular, reduzindo assim as assimetrias de informação. Para a agricultura familiar, a adoção dessa estratégia representa possibilidade de fortalecimento da atividade, acesso a mercados e agregação de valor à atividade agrícola e mesmo não-agrícola, como o turismo e a gastronomia. As meso-instituições constituem uma lacuna na literatura e necessita de estudos para esclarecê-las. Trata-se do nível intermediário em que as regras gerais e direitos são estabelecidos e o nível em que os arranjos organizacionais e as transações ocorrem. Com vistas a em preencher a lacuna teórica, como apontado por Ménard (2017; 2018), e contribuir para a análise da eficácia das IGs, essa proposta tem como objetivo geral analisar o papel das meso-instituições nas IGs de café no Brasil e seu efeito sobre a participação da agricultura familiar. A metodologia proposta utilizará abordagem qualitativa (pesquisa descritiva utilizando o estudo de caso) e quantitativa (Índice de Condição de Vida). Espera-se que os resultados contribuam para avanços no conhecimento sobre a lacuna teórica a respeito das meso-instituições e para a sociedade no sentido de contribuir para a compreensão dos papeis dos atores envolvidos e da eficácia das IGs no Brasil, especialmente para a agricultura familiar localizada nos territórios.
  • Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho - SP - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022
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Ana Elizabeth Santos Alves

Ciências Humanas

Educação
  • trabalho-educação em comunidades tradicionais rurais: saberes escolares e não escolares nos processos de produção da vida social
  • Este projeto de pesquisa é fruto de análises do grupo de estudos História, Trabalho e Educação do Museu Pedagógico da UESB, desenvolvidas em comunidades tradicionais rurais. Investigamos as condições de trabalho e as possibilidades no âmbito educacional de mulheres e homens no núcleo de produção familiar em quatro comunidades rurais do município de Planalto, na Bahia, levando em consideração aspectos relacionados à trajetória de vida produtiva e reprodutiva. Visitamos o núcleo de produção familiar de quatro comunidades localizadas na zona rural daquele município. Essa pesquisa gerou um conjunto considerável de dados: entrevistas semiestruturadas gravadas e transcritas, diário de campo, acervo fotográfico e documentário com 23 grupos familiares, em quatro comunidades de Planalto, BA, no período entre 2012 e 2013. Os dados contêm informações sobre as condições de trabalho e as experiências educativas vivenciadas no dia a dia de trabalho dos sujeitos das comunidades estudadas e as narrativas dos moradores, especialmente as mulheres, sobre a escola. Esses dados serviram de fonte primária da pesquisa “A centralidade do trabalho e da educação nas histórias de vida de mulheres e homens em comunidades rurais”, realizada no período de 2014 a 2016 e financiada pelo CNPq. Nas conclusões dessa última pesquisa e na articulação com os estudos desenvolvidos por Lia Tiriba, consideramos que os sujeitos de comunidades rurais estabelecem um modo de vida vinculado à natureza, mantêm as tradições no estabelecimento das relações de troca com os vizinhos, nos laços de solidariedade implementados nos projetos coletivos de produção associada, com o objetivo de garantir a reprodução ampliada da vida. Contraditoriamente, submetem-se a formas desumanas de trabalho impostas pelo capital e à negação do direito ao saber escolar. A negação do direito de frequentar ou de permanecer em uma escola está presente nos depoimentos dos trabalhadores e trabalhadoras. As narrativas das mulheres e dos homens mostram que eles passaram por experiências educativas em outros espaços de aprendizagem. Em que pesem essas afirmativas, insistimos em chamar atenção para a importância da mediação dessas experiências com a escola. É condição fundamental para essa gente o acesso aos conhecimentos sistematizados pela humanidade, uma forma de ela expressar os seus saberes de modo elaborado e de acordo com os seus interesses, conforme nos ensina o professor Dermeval Saviani. Algumas questões despontaram dessas discussões: Como se configurou a escola na história de vida de trabalhadores e trabalhadoras de comunidades tradicionais rurais? Em que medida a escola incorpora os saberes adquiridos nos processos de produção da vida social desses trabalhadores? Quais fundamentos históricos explicam a negação do direito ao saber escolar? Para responder a essas questões buscaremos analisar de que maneira a escola se entrelaça com os processos de produção da vida social de trabalhadores e trabalhadoras de comunidades tradicionais rurais, no que diz respeito à incorporação de saberes não escolares construídos por meio de experiências educativas em torno da terra, da família e do trabalho. Para tanto, usaremos as referências empíricas da pesquisa de campo realizadas nas comunidades de Planalto, Bahia, uma vez que a riqueza desses documentos ainda pode ser servir de fonte para outros estudos. Pretendemos nos apropriar dos relatos dos trabalhadores sobre as dificuldades em torno do acesso e permanência na escola. As fontes de dados empíricos também serão constituídas por meio de investigação nos grupos familiares das comunidades de Campinhos e Simão (Vitória da Conquista - BA) e do Povoado do Periperi (Belo Campo-BA), por meio do desenvolvimento de pesquisa articulada com o projeto de doutorado de Marisa Santos Oliveira. Faremos observações participantes, produziremos fotografias e entrevistas semiestruturadas com grupos familiares dessas comunidades. A relevância científica da proposta consiste em demonstrar as contradições entre o grande valor que as famílias das comunidades estudadas atribuem à escola, as possibilidades de acesso e permanência e a inter-relação dos saberes escolares e saberes não escolares.
  • Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia - BA - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022
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Ana Gretel Echazú Böschemeier

Ciências Humanas

Antropologia
  • boas práticas sobre a covid-19 no rio grande do norte, paraíba e ceará: tradução e elaboração de materiais nos territórios
  • Nesse projeto propomos um diálogo entre saberes com comunidades locais a partir do olhar da saúde coletiva, a antropologia interseccional e os processos de tradução cultural. Com o intuito de pensar de forma conjunta processos sócio-sanitários e políticas públicas e de controle relativos à pandemia e pós-pandemia da COVID-19, realizaremos pesquisa de intervenção, participativa e inclusiva, visando à sistematização de saberes científicos, técnicos, da experiência e da tradição em diálogo. Nesse intuito, trabalharemos estratégias de educação popular e comunicação em saúde para a formação de multiplicadores(as) em sete comunidades do Rio Grande do Norte, Paraíba e Ceará. Para tal finalidade, formaremos um corpus de textos estratégicos composto por atualizações técnico-científicas, registros de políticas sócio-sanitárias e experiências de sucesso de base comunitária que tiveram lugar em outras latitudes globais e que foram escritos em inglês, francês e/ou espanhol. Depois de traduzidos, os conteúdos serão adaptados a várias linguagens da comunicação popular (gráficos, contos, vídeos) e compartilhados com as comunidades através de um trabalho em rede com suas lideranças. Por sua vez, elas estimularão a construção de novos materiais de primeira mão (diários, mapas, fotografias, mini relatos em vídeo, áudios) que serão sistematizados em registros de diversas naturezas (folhetos, protocolos, manuais, cordéis, cartazes institucionais, podcasts, entre outros) os quais serão colocados para circular dentro e entre comunidades e territórios. Os entrelaçamentos entre olhares diversos sobre o mundo, ciência, técnicas, tecnologias e práticas sociais permitirão a todos(as) agentes envolvidos(as) pensar em “boas práticas” em autocuidado e cuidado comunitário face à uma realidade global urgente. Consideramos que os lugares comunitários são, por excelência, aqueles que possuem as respostas mais criativas, resilientes e resistentes frente à progressiva crise pandêmica e suas consequências, incluindo a possível emergência de outras síndromes respiratórias agudas. Por sua vez, consideramos que um trabalho comunitário de base tem potência para contribuir na diminuição da crescente pressão sobre as instituições e pessoal do Sistema Público de Saúde, preservando as taxas de ocupação de leitos no sistema e ampliando a educação em saúde para fora dos espaços institucionais. São sete as comunidades-territórios que fazem parte da presente proposta: o Movimento de Pessoas em Situação de Rua e Jovens da Periferia Urbana de Natal organizados na Rede Emancipa - ambos grupos de Natal -, a rede de pescadores(as) Mangue Mar, a comunidade indígena do Amarelão - de João Câmara -, a Associação Comunitária Reciclando para a Vida - de Mossoró -, todos em Rio Grande do Norte, a Comunidade Cigana Calon da Paraíba e a Federação Indígena do Ceará. Os materiais traduzidos e adequados segundo as necessidades das comunidades serão disparadores para a criação de registros locais enraizados nos saberes e práticas de cada comunidade local. Nossa proposta observa a necessidade de produzir novas "caixas de ferramentas" para a produção de conhecimento e “boas práticas” sócio-sanitárias, levando em conta a implicação dos sujeitos – individuais e comunitário-territoriais nos processos de produção e análise. Espera-se que o projeto impacte em e entre comunidades locais, facilitando não somente o acesso mas também a própria construção de informações confiáveis ajustadas às realidades de cada comunidade e território, bem como seu alcance em outros contextos de âmbito nacional e global. Nota importante: Anexos I, II e II com materiais relativos aos projetos de tradução e encontro de saberes em curso não foram anexados por motivos de espaço mas se encontram disponíveis para avaliação.
  • Universidade Federal do Rio Grande do Norte - RN - Brasil
  • 16/07/2020-15/08/2022