Projetos de Pesquisa

 

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Carlos Eduardo Schaedler

Ciências Agrárias

Agronomia
  • dispersão endozoocórica de sementes de espécies daninhas resistentes a herbicidas
  • Plantas daninhas causam grandes limitações aos cultivos agrícolas mundialmente, e a principal forma de controle das espécies daninhas tem sido o método químico. O uso contínuo de herbicidas de mesmo mecanismo de ação tem selecionado biótipos de plantas daninhas resistentes aos herbicidas. A constatação da resistência de plantas daninhas traz grande preocupação, pois inviabiliza o controle químico de forma seletiva, forçando o produtor a utilizar diferentes estratégias para manejo. Uma estratégia que vem sendo adotada é o sistema integrado de produção (lavoura e pecuária), em áreas cultivadas com o arroz irrigado e também destinadas à produção animal, especialmente a bovinocultura de corte. Neste caso, os animais são mantidos na resteva da cultura no período pós-colheita, até o preparo do solo para a safra seguinte, ou durante o pousio da área. A presença dos animais na área de arroz após a colheita pode reduzir o banco de sementes de plantas daninhas presentes no solo, e/ou potencializar sua disseminação, através da chamada dispersão endozóica destas espécies. Neste sentido, o objetivo deste projeto será avaliar a dispersão endozoocórica de sementes de arroz daninho (Oryza sativa L.), capim-arroz (Echinochloa crusgalli L.) e azevém (Lolium multiflorum L.) resistentes a herbicidas. Para isso, serão conduzidos quatro estudos, a saber: Estudo 1 - Dispersão endozoocórica, germinação e controle de O. sativa e Echinochloa spp. resistentes aos herbicidas inibidores da enzima ALS; Estudo 2 - Dispersão endozoocórica, germinação e controle de L. multiflorum resistente a herbicida inibidor da enzima EPSPs; Estudo 3 - Germinação de sementes de arroz daninho, capim-arroz e azevém em função da passagem pelo trato digestivo e substrato; e Estudo 4 - Valor adaptativo de biótipos de arroz daninho, capim-arroz e azevém em função da passagem pelo trato digestivo de bovinos. Utilizar-se-á seis novilhos, mantidos em gaiolas para ensaios metabólicos devidamente alimentados e hidratados. A coleta das fezes será realizada em bolsões específico para animais. Cada animal representará uma repetição, sendo fornecida quantidade de sementes estimada em 3,5 plantas para cada novilho, e os tratamentos serão baseados em épocas de recuperação (dias). É possível que sementes de plantas daninhas sobrevivam à passagem pelo trato digestivo dos animais e, posteriormente, sejam dispersas em diferentes áreas. Sendo assim, quantificar e conhecer aspectos relacionados à dispersão de plantas daninhas por ruminantes torna-se necessário, pois a sobrevivência de sementes após passagem pelo trato digestivo dos ruminantes é fator relevante para a dinâmica populacional de plantas daninhas, em mesmas ou diferentes áreas.
  • Instituto Federal Sul-Rio-Grandense - RS - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022
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Carlos Eduardo Soares da Cruz

Lingüística, Letras e Artes

Letras
  • escritoras portuguesas na imprensa periódica do brasil: laços transatlânticos de ação (1890-1930)
  • Trata-se de projeto de pesquisa sobre a presença de escritoras portuguesas na imprensa periódica brasileira durante a primeira onda feminista (1890-1930). Mesmo com a independência (1822) e a república (1889), as relações culturais entre Brasil e Portugal continuaram muito fortes, em parte pela chegada contínua de imigrantes lusos e também por uma presença editorial de escritores portugueses publicando livros e textos variados em jornais de mesma língua. A ascensão da presença de autoras no campo cultural ao longo do século XIX levou a uma maior participação de escritoras portuguesas na imprensa em português, sobretudo com a inserção de muitas delas em associações e lutas femininas e feministas nas primeiras décadas do século XX, mesmo daquelas não declaradas feministas. A vinda de algumas à ex-colônia para morar, trabalhar ou proferir conferências aumentou o intercâmbio entre essas escritoras e o sistema literário brasileiro. Pretende-se resgatar as obras de autoras portuguesas publicadas no Brasil, na imprensa dos imigrantes, mas não só, e também rastrear sua recepção e as redes de sociabilidade que articularam ligando intelectuais, homens e mulheres, nos dois lados do Atlântico.
  • Universidade do Estado do Rio de Janeiro - RJ - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022
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Carlos Eduardo Velasquez Cabrera

Engenharias

Engenharia Nuclear
  • estudos econômicos para desenvolvimento de energia nuclear e prospectiva futuras
  • A meados dos anos 50, países como Estados Unidos, Grã Bretanha, França e Rússia, começaram a usar a energia nuclear para geração de energia elétrica. Estes países tinham em comum uma grande necessidade de geração de energia elétrica para o desenvolvimento industrial e investiram nessa tecnologia para fornecer energia elétrica. Isto gerou uma necessidade da fonte de energia e o desenvolvimento de diferentes tecnologias de reatores nucleares que foi avançando nas décadas seguintes. Outros países industrializados viram uma forma de produzir energia elétrica de forma confiável e de baixa poluição perante uma demanda crescente de energia. Com a demanda crescente da energia nuclear, nas seguintes duas décadas diferentes propostas de reatores começaram a ser desenvolvidos (PWR, PHWR, BWR, RMBK, GCR, AGR e FBR) considerando a melhor eficiência térmica, a melhoria do ciclo do combustível nuclear e as dimensões, otimizando os custos de construção. A demanda de urânio cresceu, assim como, a prospecção e exploração deste recurso, bem como o domínio dos processos de conversão, enriquecimento e fabricação. Países industrializados, com pouca disponibilidade de recursos de urânio, investiram nessa tecnologia confiando no fator de capacidade das usinas nucleares serem maiores em relação a outras fontes de energia e nos preços do mercado internacional do urânio para continuar com seus programas nucleares. Países com poucos recursos como França e Reino Unido adotaram uma política de ciclo fechado do combustível, enquanto Estados Unidos e Canadáa, países com grandes recursos, optaram por um ciclo aberto. Dentro deste panorama, o Brasil possui reservas de urânio para ser autossuficiente por várias décadas, se agregada a utilização do tório e um ciclo fechado de combustível, até séculos. Neste contexto, a proposta do presente trabalho visa utilizar códigos de planejamento energético com ênfase na parte nuclear fundamentando-se na inserção de reatores nucleares dentro do planejamento energético considerando as políticas, limitações econômicas e de recursos, usando dados obtidos nas pesquisas realizadas no DEN/UFMG e criar diferentes cenários de inserção de reatores nucleares e seus respectivos ciclos de combustível viabilizando o estudo econômico de utilização dos diferentes reatores usados e os que são projetados na IV geração (GIF – Generation IV International Forum) e os aspectos do planejamento das diferentes propostas de reatores de pequeno e médio porte. Os sistemas nucleares seriam modelados no MESSAGE (The Model for Energy Supply Strategy Alternative and their General Environmental impacts), software já utilizado no departamento.
  • Universidade Federal de Minas Gerais - MG - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022
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Carlos Eduardo Veloso de Almeida

Engenharias

Engenharia Nuclear
  • investigação sobre o uso da dosimetria fricke - padrão primário de dose absorvida na água em feixes de fotons de alta energia
  • A solução Fricke é um dosímetro químico que se baseia na oxidação de íons ferrosos a íons férricos após interação da radiação ionizante com a solução. A dosimetria química, com a solução Fricke, vem mostrando-se um método eficaz para contornar dificuldades clínicas e laboratoriais de dosimetria até então bem resolvidas principalmente com o uso das câmaras de ionização. Primeiramente, os resultados são obtidos com a leitura das absorbâncias após a solução Fricke ser submetida a radiação. A partir dessas leituras, obtém-se a dose na solução Fricke e em seguida, a dose absorvida em água. A fim de auxiliar a dosimetria no Brasil, o Laboratório de Ciências Radiológicas (LCR/UERJ) implementou o dosímetro Fricke com o auxílio de projetos de pesquisa. A solução é produzida no laboratório e para realização das leituras de absorbância, adquiriu-se um espectrofotômetro de alta resolução. Este projeto tem como objetivo realizar a dosimetria Fricke em diferentes áreas: clínicas, acadêmicas e aeroespacial. Desta forma, haverá um aumento da acurácia e diminuição das incertezas envolvidas na realização da grandeza dose absorvida na água gerando resultados de alta qualidade metrológica. Para garantir os resultados propostos, torna-se necessário o uso como testes em diversos feixes e energias no Rio de Janeiro, mas em diversos centros de radioterapia no Brasil. Como resultado final deste projeto, espera-se ampliar o uso do dosímetro Fricke para diferentes energias e aplicações. Este trabalho possibilita o laboratório LCR, e outros, a não mais utilizar o padrão kerma no ar, e sim, como proposto pela Agência Internacional de Energia Atômica, utilizar como padrão de dose absorvida na água. Este padrão será implementado em aplicações clínicas de terapia com fótons e elétrons, dosimetria aeroespacial e para irradiadores de sangue utilizando a dosimetria Fricke com resultados esperados de alta qualidade metrológica.
  • Universidade do Estado do Rio de Janeiro - RJ - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022
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Carlos Emilio Levy

Ciências da Saúde

Medicina
  • resposta imune inata e adaptativa na persistência da infecção pulmonar por pseudomonas aeruginosa produtora de biofilme na fibrose cística
  • A Fibrose Cística (FC) é uma doença genética decorrente da ausência ou disfunção da proteína reguladora da condutância transmembrana (CFTR), levando à desidratação das secreções produzidas em órgãos epiteliais. A maior causa de morbidade e mortalidade na FC é a doença pulmonar, onde boa parte dos pacientes desenvolve infecção crônica por uma série de patógenos, sendo a Pseudomonas aeruginosa o patógeno predominante. A infecção crônica por P. aeruginosa é caracterizada pela formação de biofilme pela bactéria, conferindo-a um aspecto mucoide, protegendo-a da ação de antibióticos e de fagócitos do sistema imune. A infecção crônica é acompanhada por uma resposta exacerbada de anticorpos IgG específicos, porém, sem eliminação da infecção. Isso pode ser devido ao comprometimento da formação de memória imunológica contra o patógeno, apesar da exposição repetida aos seus antígenos. A interação entre resposta imune inata e adaptiva no contexto da infecção crônica por P. aeruginosa e o desenvolvimento de memória imunológica não são relatados na literatura especializada. Aqui, propomos estabelecer um perfil da resposta imune inata e adaptativa em diferentes grupos de pacientes com FC, classificados de acordo com seu perfil de colonização/infecção por P. aeruginosa – nunca colonizados, livres de infecção, colonização intermitente e infecção crônica. Isso ajudará a entender melhor as bases das falhas imunes na FC e, possivelmente, os mecanismos que a P. aeruginosa utiliza para evadir as respostas imunes, podendo servir de base, também, para outros casos de infecções crônicas. Tal conhecimento fornecerá, potencialmente, subsídios para o estudo de abordagens imunoterápicas na infecção pulmonar crônica da fibrose cística, visando a preservação funcional e a melhora da sobrevida. Este projeto faz parte da continuação da cooperação internacional já estabelecida entre os Grupos de Estudos em Fibrose Cística da Unicamp e do Departamento de Microbiologia Clínica, Hospital Universitário de Copenhague (Rigshospitalet), Universidade de Copenhague, Dinamarca.
  • Universidade Estadual de Campinas - SP - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022
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Carlos Ernesto Garrido Salmon

Engenharias

Engenharia Biomédica
  • quantificação de íons paramagnéticos no cérebro humano
  • Algumas doenças neurodegenerativas têm sido associadas com um aumento na concentração de metais em regiões dos núcleos da base a partir de estudos post-mortem. Dessa forma, métodos não invasivos in vivo para quantificar esses metais e seus estados iônicos se tornam necessários para um estudo fisiológico da progressão dessas doenças. Mapas quantitativos de Ressonância Magnética têm sido propostos na literatura como novas abordagens no estudo de tais doenças por fornecerem informações quantitativas do cérebro. A técnica QSM (Quantitative Susceptibility Mapping), especificamente, mostra grande potencial no estudo in vivo por ser capaz de diferenciar sujeitos saudáveis de pacientes. Porém, as origens moleculares do mecanismo de contraste na QSM não têm sido totalmente elucidadas. A técnica espectroscópica EPR (Electron Paramagnetic Resonance) possibilita uma análise mais aprofundada do conteúdo de íons paramagnéticos em estruturas do cérebro (post-mortem), em especial sobre a molécula de ferritina. Nossos estudos preliminares com relativamente poucas amostras e em equipamento de 3T mostram altas correlações entre os valores de susceptibilidade e o conteúdo do íon Fe3+ sob a forma de ferrihidrita nucleada na ferritina. No entanto, estudos com maior número de amostras e em equipamento de campo mais alto são necessários para uma certeira validação in vitro. Neste projeto é proposta a combinação das técnicas de QSM e EPR procurando obter uma maior informação a respeito do conteúdo de metais no cérebro bem como um maior entendimento do contraste subjacente ao mapa obtido no QSM.
  • Universidade de São Paulo - SP - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022
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Carlos Ernesto Gonçalves Reynaud Schaefer

Ciências Agrárias

Agronomia
  • rede terrantar: permafrost, solos, mudanças climáticas e teleconexões na antártica e andes meridionais
  • Nos últimos cem anos do Antropoceno, a civilização humana passou a ocupar a última fronteira de ecossistemas prístinos, de elevada fragilidade: a Criosfera Antártica, maior repositório de água doce do Planeta. Desde então, a dinâmica da paisagem Antártica passou a ser influenciada por fatores complexos, dependentes das transições climáticas naturais ou induzidas pelo homem, redirecionando processos então existentes para novos cenários. A Criosfera, definida como um subsistema caracterizado pela presença de água congelada (neve, gelo ou permafrost), desempenha um papel-chave nas mudanças ambientais atuais. No PROANTAR, o grupo TERRANTAR, alcançou, na última década, um notável legado de pesquisas e publicações sobre permafrost, solos e mudanças climáticas na Antártica e nos Andes, sintonizado com os objetivos definidos pelo SCAR (programas AntClim, ANTPAS, AntECO). Uma ampla e moderna rede de monitoramento estabelecida nos últimos 12 anos, e pesquisas de ponta derivadas, vêm demostrando a importância crucial do permafrost na Antártica, componente-chave da criosfera, na regulação climática global, elevação do nível dos mares e ciclos de vida e do carbono. Criossolos armazenam cerca de 27 % do total de C orgânico estocado nos ecossistemas terrestres do planeta, e sabe-se que até a década de 70 estes solos funcionavam como depósitos de C, em função da estabilidade do permafrost. Com o aumento da temperatura média global e desestabilização do permafrost, observou-se uma inversão do fluxo de C nas ultimas décadas, transformando-se em áreas fontes de C para a atmosfera. As mais recentes avaliações das alterações climáticas pelo IPCC já incluem as respostas atuais e futuras dos solos com permafrost ao clima, e ressaltam a necessidade urgente de consolidação e ampliação de pesquisas integradas para Antártica, no qual o grupo TERRANTAR é ator qualificado e produtivo. Com a tendência geral de aumento das temperaturas do solo/permafrost de alta montanha e na Antártica, há repercussões significativas no clima (fluxos de carbono), estabilidade geomórfica, ecologia e hidrologia. Estudos sobre ecossistemas terrestres periglaciais, afetados por permafrost, são bem desenvolvidos no hemisfério norte, mas comparativamente menos intensos na região Antártica e nos Andes, onde desenvolvemos as pesquisas brasileiras. Para 2022, o TERRANTAR busca fortalecimento e consolidação como grupo de excelência nacional em pesquisa antártica centrada em estudos de modelagem climática do permafrost, solos, geoecossistemas periglaciais em transição. Há forte destaque na formação de recursos humanos no âmbito do Programa Antártico Brasileiro, e contamos com 13 instituições nacionais já ativamente envolvidas em diferentes fases e eixos do projeto, bem como 10 instituições estrangeiras formando uma rede de parcerias multi-institucionais que mesclam grupos de pesquisa emergentes em ciência antártica com grupos consolidados do mundo todo, visando sinergia e agregação. Desde 2002, o Núcleo TERRANTAR, pioneiro em pesquisas de solos afetados por permafrost e dinâmica climática, ecológica e geoambiental nesse importante setor da criosfera, construiu vasta publicação internacional, e uma rede de monitoramento climático dos solos e permafrost na Antártica Marítima e Peninsular que é parte do programa ANTPAS - Antarctic Permafrost, periglacial environments and soils, do SCAR. Todo esse legado é parte do INCT da Criosfera, e representa a mais sólida e extensa rede atual de monitoramento do permafrost na Antártica, em sitios sob forte impacto de mudanças globais. Em 2018, contamos 32 sítios de monitoramento climático contínuo de solos e permafrost, com utilização de tecnologia de ponta na aquisição e armazenamento de dados horários, na Antártica e nos Andes. São considerados sítios “cold spots”, com prioridade para pesquisa em teleconexões, para a WMO. Alinhados ao Plano de Ações da Ciência Antártica Brasileira para 2022, há forte necessidade de consolidação e aprofundamento dos conhecimentos gerados até o momento pela REDE TERRANTAR, buscando ampliar e consolidar a rede física de monitoramento e estudos de ecossistemas terrestres na Antártica e nos Andes, em todo o gradiente latitudinal do permafrost. Com caracterização detalhada dos solos, geomorfologia e ecossistemas associados, e instalação de novos sítios de monitoramento permanente em locais estratégicos, a estratégia do TERRANTAR é garantir a formação continuada de pesquisadores em nível de pós-graduação e estabelecer sólidas parcerias internacionais para consolidar o patamar de qualidade alcançado. O TERRANTAR é orientado pelo espírito da integração, buscando a sinergia necessária para alavancar a pesquisa de campo, otimizar recursos logísticos e operacionais e potencializar a formação de recursos humanos. Em síntese, o projeto proposto dá suporte, amplia, automatiza e consolida a Rede, justificando todo o esforço humano e financeiro até hoje realizado. A partir de um eixo central (ecossistemas terrestres em transição, permafrost e mudanças climáticas), pretende-se desenvolver e ampliar projetos-satélite já em andamento, conforme a metodologia. Abrangem estudos dos ecossistemas terrestres transientes, associados às mudanças climáticas regionais, papel da ecologia de comunidades, dinâmica de carbono e biogeoquímica terrestre. Há forte integração de diversos egressos do TERRANTAR, hoje docentes e pesquisadores em instituições públicas do Brasil. Com base em todo legado e infraestrutura existente, buscar-se-á incrementar a qualidade da pesquisa antártica no âmbito das instituições associados, com forte inserção da APECS-Brasil na produção de material de divulgação científica do TERRANTAR, sob a forma de videoaulas, monólitos de exposição, livretos e mapas, além de novas técnicas para ampliar a difusão do conhecimento científico para a juventude brasileira, em escolas públicas, com novas formas de sensibilizar o público não especializado.
  • Universidade Federal de Viçosa - MG - Brasil
  • 25/12/2018-31/12/2022
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Carlos Ernesto Gonçalves Reynaud Schaefer

Ciências Biológicas

Botânica
  • cenários e impactos para o bioma pantanal: mudanças climáticas; alterações das paisagens; e mitigações socioambientais para os municípios da bacia do alto paraguai
  • O Pantanal é formado por um conjunto de ambientes interdependentes associados diretamente á bacia do Alto Paraguai (BAP) com características naturais singulares e elevada fragilidade ambiental, com relevante diversidade biológica e provisão contínua de serviços ecossistêmicos. Essa interação é governada por um complexo regime de cheias que propicia a ocorrência de variados padrões de solos sob formações florestais, cerrados, campos e vegetações aquáticas. Entretanto, a variabilidade espaço-temporal dos condicionantes climáticosalterados por pressões antrópicas, a falta de adequado planejamento, fiscalização e integração entre as diversas instâncias do poder público, têm colocado em risco uma das regiões mais importantes e biodiversa do país. As consequências dessa degradação acelerada têm efeitos não somente à fauna e flora, mas cada vez mais tem afetado diretamente as populações humanas das áreas urbanas. Seja pelos incêndios cada vez mais recorrentes, que causam sérios problemas de saúde á população;pela degradação daqualidade e quantidade dos recursos hídricos; pela perda de cadeias econômicas como pesca e turismo; ou pela degradação dos solos e perda de produtividade. Esses problemas são agravados a cada ano devido às consequências das mudanças climáticas. Posto isto, o foco deste estudo é o diagnóstico dos impactos decorrentes de ações humanas e asrespostas ambientais, sobretudo devido às variações climáticas a médio e longo prazo. Nesse sentido, pretende-se avaliar a dinâmica climática, hidro-pedogeomorfológica e vegetacional da BAP, através de modelos climáticos e informações geo-espaciais, de maneira integrada, com vistas a subsidiar planos e ações atuais e futuras de preservação e uso mais sustentável da região. Um estudo piloto é previsto para a sub-região da Nhecolândia, por meio da caracterização detalhada das interações pedoecológicas de distintos geoambientes. Assim, essa região do Pantanal será um referencial para a compreensão detalhada de variados parâmetros das consequências ambientaisfrente aos cenários climáticos futuros.
  • Universidade Federal de Viçosa - MG - Brasil
  • 21/12/2020-31/12/2023
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Carlos Ernesto Santos Ferreira

Ciências da Saúde

Educação Física
  • efeitos de diferentes velocidades de execução do treinamento de força na cinética das vesículas extracelulares, capacidade funcional e hipertrofia muscular em idosos sarcopenicos.
  • Com o passar da idade o organismo humano perde naturalmente várias de suas qualidades, de forma geral, e o sistema muscular não se exclui deste processo (ORDWAY et al. 2006; DESCHENES, 2004; DOHERTY, 2003). Essa ação do envelhecimento sobre o sistema muscular induz a redução da massa magra também conhecida como sarcopenia e consequentemente diminuição da capacidade de gerar força, desencadeando uma série de eventos como perda das habilidades funcionais, dependência, diminuição da densidade mineral óssea que, por sua vez, aumenta o risco de quedas e fraturas. Neste contexto, várias formas de intervenção têm sido propostas, mas ao que tudo indica, o treinamento de força é o método mais eficaz e sem efeito colateral. O treinamento de força sistematizado, pode ser aplicado em diferentes velocidades, tanto voltado para hipertrofia (velocidades mais baixas) quanto para potencia (velocidades maiores) musculares (CELES et al, 2017; IZQUIERDO et al. 2004). Estudos recentes têm focado nos mecanismos relacionados à sarcopenia, mais especificamente nos processos que modulam esse caminho, dos quais se destacam as vesículas extacelulares (EVs) (LOVETT et al; 2018; ZANG E CHEN, 2018) por estarem relacionadas tanto na manutenção quanto no reparo tecidual (POLAKOVICOVA et al, 2016). Dentre as moléculas bioativas que as EVs possuem, os microRNAs são as mais investigadas. Em se tratando de tecido muscular, maior antenção é dada ao microRNA-206 (mir-206), pois sabe-se que este tem papel importantíssimo no controle da plasticidade muscular esquelética, influenciando alterações no tipo de fibra e massa muscular em resposta aos estímulos que este sistema esta sendo imposto. O processo de reparo muscular é complexo e necessário para a manutenção da homeostase, em especial para adaptação ao estresse. Contudo, pouco se conhece sobre esse mecanismo em idosos em especial quando diferentes modelos de treinamentos de força são aplicados. Neste sentido, investigar o comportamento das EVs relacionadas a sistema muscular pode auxiliar na compreensão do treinamento resistido como ferramenta no combate a doenças que interferem diretamente o referido sistema, em especial à sarcopenia, bem como viabilizar a estruturação de um novo marcador para identificar vias de sinalização associada à redução da massa muscular e possibilidades de diagnóstico associados a esta condição são necessários e urgentes.
  • Universidade Católica de Brasília - DF - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022
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Carlos Everaldo Alvares Coimbra Junior

Ciências da Saúde

Saúde Coletiva
  • saúde, transição nutricional e cultura alimentar em comunidades indígenas das regiões norte e centro-oeste do brasil: xavante, baníwa e sateré-mawé
  • A transição alimentar e nutricional se constitui em problema de saúde de relevância mundial, e que também está em curso nas comunidades indígenas brasileiras. Em 2013, foram divulgados os resultados do I Inquérito Nacional de Saúde e Nutrição dos Povos Indígenas (Coimbra Jr. et al., 2013; Horta et al., 2013; Leite et al., 2013), que demonstraram marcada transição nutricional e epidemiológica na população indígena, com altas prevalências de obesidade e doenças crônicas não transmissíveis (p. ex., hipertensão, diabetes) em mulheres adultas e manutenção de elevadas taxas de desnutrição em crianças. Ainda que não se possa generalizar, Santos e Coimbra Jr. (2003) e Welch et al. (2009) apontam mudanças econômicas, sociais e comportamentais que alteram a dieta indígena, reduzem as atividades tradicionais de subsistência e a consequente a atividade física, particularmente entre os adultos, repercutindo em ganho de peso e outros transtornos nutricionais associados na população indígena (Gimeno et al., 2009; Lourenço et al., 2008). A discussão acerca do perfil alimentar dos povos indígenas no Brasil deve levar em consideração a enorme sociodiversidade envolvida, sendo que também há fortes indícios de diferenças entre indígenas que vivem em seus territórios tradicionais e aqueles que vivem ambientes mais urbanizados. Assim, buscando analisar a transição nutricional em curso, levando em consideração as dimensões socioculturais da alimentação específicas de diferentes grupos indígenas, propomos realizar uma investigação em três populações de grupos étnicos distintos, quais sejam: os Xavantes da Terra Indígena de Pimentel Barbosa/MT, os Baniwa da Terra Indígena do Alto Rio Negro/AM e os Sateré-Mawé residentes em área urbana do município de Parintins/AM. Pretende-se traçar o perfil nutricional e investigar alguns fatores de risco, como o sedentarismo, além disso iremos apreender a perspectiva indígena sobre práticas alimentares, classificação alimentos e modos de preparo dos alimentos consumidos, tanto provenientes do território indígena quanto industrializados. Se acompanhará a totalidade da população de ambos os sexos e na faixa etária de interesse (adultos ≥ 18 anos) obtendo-se um perfil nutricional e de saúde a partir das seguintes variáveis: peso, estatura, Indice de Massa Corpórea (IMC), perímetro de cintura, percentual de gordura, glicemia ocasional e pressão arterial. O perfil de atividade física será feito por meio de aplicação de questionário adaptado do “International Physical Activity Questionnary”(IPAQ) e de levantamento de alocação de tempo. Também se realizará o perfil sociodemográfico dos indivíduos acompanhados a partir de questionário. Outro componente do trabalho de campo nas três localidades será a realização de etnografia com a associação de um conjunto de técnicas de pesquisa de campo como: a observação participante do processo de produção e consumo de alimentos; entrevistas individuais e coletivas; registro sistemático de mitos e ritos alimentares e das técnicas e simbolismo de punção de fontes alimentares. O escopo da etnografia a ser produzida abrangerá a investigação das dimensões simbólicas e as práticas do sistema de pensamento, produção, circulação, preparo e consumo de alimentos, ritos e comportamentos alimentares indígenas. As dimensões de análise taxonômica incluirão a nomeação indígena, classificação segundo grupos e propriedades alimentares indígenas, disponibilidade temporal e geográfica e outros atributos qualitativos. Entender o alimento como parte do ambiente de onde provêm e como parte integral da cultura que lhe atribui sentido, propicia um reencontro com o conceito de sistema alimentar sob um olhar teórico ainda pouco desenvolvido no campo da saúde coletiva. Este será entendido na pesquisa como produto de uma interação entre o ambiente físico, a sociedade indígena, e o conjunto de ideias e valores que subjazem as dinâmicas do sistema alimentar. O projeto aqui apresentado expressa a busca de aliar as reflexões epidemiológicas e antropológicas sobre o tema da alimentação e nutrição indígena para subsidiar a construção de iniciativas locais e políticas públicas, que possam amenizar o grave quadro de insegurança alimentar que ameaça os grupos indígenas, produzindo estratégias específicas e culturalmente sensíveis às peculiaridades dessa população. O projeto será submetido à Comissão de Ética em Pesquisa da ENSP/Fiocruz e Comissão Nacional de Ética em Pesquisa do Conselho Nacional de Saúde/MS, conforme consta das portarias CNS-MS 196/96 e CNS-MS 304/00.
  • Fundação Oswaldo Cruz - RJ - Brasil
  • 01/06/2017-31/05/2021
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Carlos Fausto

Ciências Humanas

Antropologia
  • donos demais: investigações acerca das relações assimétricas na amazônia e adjacências
  • Este projeto visa reunir uma série de pesquisas cujo objeto comum é uma forma relacional específica, que denominamos “maestria”, de modo a refinar e ampliar um modelo das relações assimétricas na América do Sul não-andina, com uma concentração na Amazônia legal. O projeto comum é a "relação de maestria”, esteja ela expressa no parentesco, no trato de animais e vegetais, no xamanismo, na guerra, no ritual ou nas relações com missionários e agentes públicos. O objetivo é ampliar etnograficamente e consolidar teoricamente uma reflexão e uma linha de trabalho que vimos perseguindo há duas décadas. Nos últimos anos, a relação de maestria ganhou a atenção de vários autores no Brasil e no exterior, sendo hora de consolidar essa contribuição pioneira, por meio de um investimento coletivo em pesquisa e produção bibliográfica.
  • Universidade Federal do Rio de Janeiro - RJ - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022
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Carlos Fernando Pereira da Silva Herrero

Ciências da Saúde

Medicina
  • avaliação do impacto da lista de espera para procedimento cirúrgico em indivíduos diagnosticados com escoliose idiopática do adolescente (eia) e suas repercussões para o sistema único de saúde: revisão sistemática com metanálise.
  • A escoliose se caracteriza por um desvio lateral da coluna no plano coronal com um ângulo de Cobb superior a 10 graus, associado a um componente rotacional das vértebras. A Escoliose Idiopática do Adolescente (EIA) geralmente acomete adolescentes dos 10 aos 18 anos, sendo a mais comum e é a forma encontrada em 90% dos casos de escoliose idiopática e será o tema de foco desse estudo. Os critérios para confirmação do diagnóstico de EIA devem ser feitos através do exame físico e do exame de imagem. Devido à demanda crescente e ao difícil acesso a recursos essenciais para a cirurgia o tratamento cirúrgico de deformidades da coluna vertebral em sistemas de saúde com financiamento público, foi submetido a lista de espera cada vez maiores, esse longos períodos de espera para demonstraram ser prejudicial aos indivíduos diagnosticados com EIA de várias maneiras diferentes, durante a espera a condição de saúde do indivíduo pode progredir, acarretando aumento dos sintomas. Além disso, também pode afetar negativamente a saúde mental e a qualidade de vida do indivíduo. O objetivo desse estudi é estimar os efeitos da espera pela cirurgia na fila do SUS, relacionados a maiores complicações cirúrgicas pelo aumento da curva e pelo efeito financeiro para o sistema de saúde, por meio de uma revisão sistemática com metanálise. O presente estudo será realizado através de uma revisão sistemática da literatura norteada conforme as recomendações do Manual Joanna Briggs Institute Reviewers, das diretrizes da Colaboração Cochrane e do relatório MOOSE. Foram conduzidas buscas preliminares nas bases de dados LILACS, PEDro, SciELO, Science Direct, e Web of Science e PubMed. Os termos utilizados foram: “scoliosis” [AND] “waiting list”. Dois avaliadores, de forma independente, selecionarão os estudos potencialmente relevantes a partir dos títulos, resumos e texto completo. Os avaliadores irão obter os dados dos estudos de forma independente e em formulário padronizado. Os dados obtidos serão submetidos aos tratamentos estatísticos adequados.
  • Universidade de São Paulo - SP - Brasil
  • 01/01/2020-31/12/2022
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Carlos Frederico de Brito D Andrea

Ciências Sociais Aplicadas

Comunicação
  • cartografando controvérsias midiatizadas: atravessamentos sociopolíticos nas redes sociais online antes e durante a copa do mundo 2018
  • A grande quantidade de dados publicado nas redes sociais online, as limitações de acesso às postagens via APIs e as limitações dos rastos digitais para uma compreensão mais efetiva das conexões intermidiáticas estabelecidas pelos usuários ao usarem de forma concomitante vários ambientes e artefatos midiáticos são alguns dos desafios colocados para as pesquisas que pretendem se apropriar do chamado “big data” para estudar as dinâmicas comunicacionais contemporâneas. Por outro lado, o crescente desenvolvimento de ferramentas de extração, processamento e visualização de dados e o avanço nas discussões metodológicas e conceituais têm aberto possibilidades muito promissoras de pesquisa em Comunicação, principalmente pelo diálogo com outras áreas do conhecimento. Mais especificamente, chamamos a atenção para os esforços metodológicos empreendidos por estudos que visam aproximar da Cartografia das Controvérsias com técnicas e perspectivas oriundas das ciências da computação e visualização de dados, entre os quais Venturini, Jàcomy e Pereira (2014), Pereira e Boechat (2014), Rogers, Sánchez-Querubín e Kil (2015), e Marres e Moats (2015). A importância de pesquisas que lidem com grandes datasets extraídos de ambientes colaborativos como Twitter, Facebook, Instagram e YouTube parece ainda mais evidente na medida em que, notam-se nas redes sociais online intensos debates avalancados por eventos de maior visibilidade midiática. Frequentemente esses debates são contaminados por grandes questões controversas, entre as quais estão o racismo, direitos LGBT, questões de gênero e o combate à corrupção. Vistas como situações privilegiadas para o estudo do social, as controvérsias são, para a Teoria Ator-Rede, momentos especialmente interessantes de estudo em função da intensidade de associações que podem ser observadas (VENTURINI, 2010). A partir de associações e agenciamentos estabelecidos por agrupamentos heterogêneos de atores, as redes sociais online têm se transformado em espaços privilegiados de mobilização e discussão e são um lócus privilegiado para a ocorrência de subcontrovérsias (VENTURINI et al, 2015). Caracterizadas pela efemeridade e pela intensidade das discussões, no presente trabalho as subcontrovérsias são consideradas a partir do processo contemporâneo de midiatização no qual as agências dos atores se hibridizam com os ambientes midiáticos em que elas se efetivam (MARRES e MOATS, 2015). Dentre os vários projetos recentes que podem ser entendidos como controversos chamamos a atenção para as preparações e a realização de mega-eventos esportivos e, em especial, das edições da Copa do Mundo FIFA. Confome estudamos em projeto recém-finalizado1, a Copa do Mundo FIFA 2014 se transformou, principalmente após junho de 2013, em um projeto marcado por intensas discussões que transcenderam as questões esportivas e desencadearam uma grande movimentação de atores e agrupamentos bastante diversificados. No ano que antecedeu o campeonato sediado pelo Brasil, por exemplo, destacaram-se as articulações e disputas políticas agenciadas pelas hashtags #vemprarua, #vaitercopa e #nãovaitercopa, entre outras (D'ANDRÉA, ALZAMORA e ZILLER, 2015). Antes mesmo da realização do evento no Brasil a Copa do Mundo FIFA 2018 na Rússia tem sido associada a grandes questões controversas como racismo, direitos LGBT e corrupção. No contexto brasileiro, a Copa do Mundo 2018 tem sido relacionada às diferentes denúncias de corrupção envolvendo políticos e dirigentes esportivos da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), entre outras questões. Neste contexto, este projeto tem como objetivo principal ampliar e consolidar uma metodologia de pesquisa com o intuito de cartografar controvérsias midiatizadas nas redes sociais online Twitter, Facebook, Instagram e YouTube. De forma complementar, nossos objetivos específicos são: 1) Cartografar e analisar controvérsias midiatizadas nas redes sociais online antes e durante a Copa do Mundo FIFA 2018; 2) Aproximar as perspectivas conceituais e metodológicas da Teoria Ator-Rede (Cartografia das Controvérsia, em especial) com estudos referentes às conexões intermidiáticas e midiatização contemporâneas; e 3) efetivar um convênio internacional e fortalecer parcerias interinstitucionais com grupos de pesquisa no Brasil especializados em coleta, processamento e visualização de dados Nosso aporte teórico é baseado na Teoria Ator-Rede (TAR), uma perspectiva teorico-metodológica oriunda dos estudos de Ciência, Tecnologia e Sociedade e que, nos últimos anos, tem sido crescentemente apropriada por estudiosos da área de Comunicação e, mais especificamente, da Cibercultura (LEMOS, 2013) e das redes sociais online. Inspirados pelo olhar da TAR, interessa-nos observar a formação de redes que revelam as associações entre atores em ação nesses ambientes colaborativos. Em pesquisa anterior desenvolvemos uma metodologia baseadas na extração, processamento e visualização de dados extraídos do Twitter que, analisados à luz da midiatização das controvérsias, nos permitiu conhecer e discutir as associações entre os diferentes atores e as transformações de coletivos sociotécnicos desencadeados pelos atravessamentos políticos da Copa do Mundo FIFA 2014. Entre os estudos de caso destacamos um estudo sobre a ressignificação de uma controvérsia sociotécnica a partir da repercussão no Twitter na demonstração do exoesqueleto BRA-Santos Dumont na abertura da Copa do Mundo FIFA 2014 (D'ANDRÉA, 2015a) e sobre os debates políticos agenciados pela hashtag #vergonhabrasil durante e após a derrota da Seleção Brasileira de Futebol para a Alemanha nas semi-finais da Copa 2014 (D'ANDRÉA, 2015b). No presente projeto de pesquisa, nosso intuito, ao acompanhar as repercussões sociopolíticas da Copa do Mundo FIFA 2018, é ampliar a coleta de dados para três outras redes sociais online: Facebook, Instagram e YouTube.
  • Universidade Federal de Minas Gerais - MG - Brasil
  • 01/06/2017-31/05/2022
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Carlos Frederico Deluqui Gurgel

Ciências Biológicas

Botânica
  • sistemática molecular das espécies de macroalgas marinhas do gênero jania (corallinales, rhodophyta) com ênfase na flora brasileira
  • Algas marinhas vermelhas calcárias e articuladas são componentes essenciais dos ecossistemas costeiros desempenhando diversos serviços ambientais tais como: produção de oxigênio, biomassa vegetal (comida para herbívoros), e servindo de abrigo ou substrato para invertebrados e outras espécies de algas. Um dos gêneros mais comuns de algas calcáreas bentônicas articuladas na costa do Brasil é o gênero Jania (Corallinales, Rhodophyta). Recentemente estudos demonstram o potencial uso econômico das espécies de Jania. São reportados sua utilização como matéria prima na produção de biodiesel, bioestimulantes agrícola, na correção de salinidade e pH do solo, e na nutrição humana e animal devido aos seus perfis de ácidos graxos, proteínas e íons essenciais à alimentação. Testes laboratoriais demonstraram que extratos naturais de Jania apresentam atividade antitumoral (anti-hepatocarcinogênese e antiangiogênese), e potencial uso na biossíntese de nanopartículas de biomateriais com propriedades antimicrobiana. Este projeto tem como objetivo fazer uma revisão da sistemática do gênero Jania no Brasil. Esta revisão se baseará em análises comparadas de dados moleculares (i.e. filogenética molecular de pelo menos dois marcadores, rbcL e cox1), morfológicos, biogeográficos, incluindo a produção de modelos preditivos de distribuição atual e futuro das principais espécies encontradas.
  • Universidade Federal de Santa Catarina - SC - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022
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Carlos Frederico Duarte da Rocha

Ciências Biológicas

Ecologia
  • mudanças climáticas globais e risco de extinção: alteração da tolerância, resistência e nicho térmico em lagartos de restinga endêmicos e ameaçados de extinção e anuros de altitude
  • As mudanças climáticas globais já estão afetando diversos organismos animais e vegetais, em diferentes ecossistemas e continentes no mundo (exceto Antártica) e promovendo o favorecimento de ondas de extinções. Isto é especialmente crítico para organismos ectotérmicos vivendo em áreas mais vulneráveis aos efeitos do aquecimento, como lagartos de restinga e anfíbios de altitude. Tais organismos dependem de micro-habitats específicos, possuem baixa vagilidade e reduzida capacidade fisiológica de ajuste às mudanças ambientais. Atualmente, as temperaturas estão mudando mais depressa do que a capacidade evolutiva de anfíbios e de lagartos se adaptarem. Os estudos de nosso laboratório no Departamento de Ecologia da UERJ integram uma rede mundial, que inclui cerca de 30 pesquisadores de 15 países, empenhada em compreender como as mudanças climáticas globais estão alterando fisiologicamente a térmica dos lagartos, extirpando populações e extinguindo espécies. No ano de 2010, como resultado de nossos estudos, publicamos um artigo na revista Science (Sinervo et al.,2010) que mostrou que, devido ao aquecimento médio das temperaturas globais, já está ocorrendo uma massiva extinção de espécies e extirpação de populações de lagartos simultaneamente em cinco continentes do planeta. Os lagartos estão declinando ao terem seu nicho térmico alterado através da substancial redução do número de horas por dia que podem permanecer ativos sem superaquecer no habitat, devido à elevação das temperaturas ambientais. Na presente proposta visamos avaliar em que extensão as mudanças climáticas globais estão afetando lagartos endêmicos e ameaçados de extinção em ambientes de restinga e anfíbios endêmicos de ambientes de altitude. Analisaremos fatores que podem aumentar o risco de extinção, tais como mudanças no nicho térmico de populações, fatores locais dos habitats afetando o nicho térmico e alterando a atividade e densidade populacional, térmica dos micro-habitats, uso dos recursos do habitat, a resistência e o desempenho locomotor e a ocorrência de mercúrio nas diferentes espécies. Utilizaremos como modelo para estudo nas restingas os lagartos ameaçados de extinção e endêmicos destes habitats como os do gênero Cnemidophorus (Teiidae) e Liolaemus (Liolaemidae) e nos campo de altitude os anfíbios Ischnocnema venancioi (Brachycephalidae) e Bokermannohyla carvalhoi (Hylidae). Para as análises de térmica, utilizaremos dois conjuntos de dados. Um gerado a partir da observação direta dos organismos vivos e outro gerado a partir de modelos ecofisiológicos. Estes dados serão usados para modelar o risco de extinção relacionado à ecologia térmica em diferentes cenários climáticos. Para o estabelecimento do nicho térmico, são necessárias informações da temperatura corpórea dos indivíduos em atividade (Tc), das temperaturas ambientais do ar (Ta) e do substrato (Ts) no local onde os indivíduos foram coletados, das temperaturas operativas (Te), das temperaturas corporais preferenciais (Tpref), das temperaturas máximas (Ctmax) e mínimas (Ctmin) críticas. As populações estudadas terão suas densidades estimadas a fim de avaliar se há potenciais mudanças no tamanho populacional ao longo do tempo relacionado à contaminação por mercúrio e à alteração da temperatura. Essas informações serão integradas a dados moleculares sobre o status populacional de espécies em risco de extinção. Para isso, utilizaremos ferramentas genômicas para analisar a estrutura genética, demografia e fluxo gênico de espécies críticas. A integração de modelos demográficos com dados fisiológicos nos permitirá projetar as distribuições futuras das espécies sob uma abordagem mecanicista. Como resultado, poderemos mapear as áreas mais críticas em um cenário de mudança climáticas, permitindo o delineamento de estratégias efetivas para a conservação das espécies.
  • Universidade do Estado do Rio de Janeiro - RJ - Brasil
  • 01/06/2017-30/06/2021
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Carlos Frederico Mares de Souza Filho

Ciências Sociais Aplicadas

Direito
  • preservacionismo e povos tradicionais no litoral paranaense
  • A dissociação moderna entre natureza e cultura, gestada no renascentismo, consolidada como fruto da revolução francesa e mundializada pelo avanço do pacote produtivo da revolução verde, chega ao ápice em termos ocidentais através uma forma de agricultura destrutiva. A expansão capitalista no campo, surgida sob a afirmativa de que acabaria com a fome no planeta, avançou e continua avançando sobre os territórios da tradicionalidade, em que as práticas da agricultura são exercidadas às maneiras próprias pelos povos de maneira secular. Assim, a disseminação de uma lógica agrícola-industrial através do aperfeiçoamento técnico-científico, que possibilitaria crescente produtividade, se impõe sobre os povos, considerados pobres na concepção moderna, invisibilizados em suas identidades coletivas. Tais identidades, por sua vez, não raramente têm nas suas agriculturas e modos de produção tradicionais os principais elementos constitutivos de sua diferenciação para com a modernidade. Diante da expansão da agricultura moderna, suas características destrutivas à sociobiodiversidade imprimem ao planeta uma destruição em níveis inéditos, acarretando numa crise ecológica que se aproxima da insuperabilidade. Diante desta constatação, o sistema moderno-capitalista apresenta algumas soluções, que são instrumentalizadas e reguladas pelo direito dos estados nacionais. Uma maneira que a modernidade capitalista apresenta como medida a combater o colapso ecológico é através da criação de espaços territoriais especialmente protegidos. As primeiras áreas protegidas foram criadas no final do século XIX, com o intuito de resguardar paisagens cuja beleza deveria ser mantida para a contemplação e resguardada para as futuras gerações. Na origem de sua criação, em um contexto norte-americano de urbanização crescente, espaços sem a presença humana foram concebidos a partir da dicotomia urbano/rural. Fomentado pela reabertura de democracia representativa no Brasil, o grande marco normativo acerca da proteção jurídica da natureza no Brasil foi a Constituição Federal de 1988. Nela, pela primeira vez no país, fissuras se abrem no sistema jurídico-constitucional do estado moderno brasileiro, através do reconhecimento de direitos coletivos. Embora juridicamente nominado como "direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado", indicando o antropocentrismo moderno de compreender tudo o que está em seu entorno como seu meio, seu ambiente, a instrumentalidade deste direito coletivo juridicamente reconhecido potencializa a proteção à natureza pela fundamentação constitucional da imposição alguns limites ao modo de produção capitalista. Ao tempo em que a proteção da natureza era enxergada como uma necessidade pelas sociedades e estados nacionais a partir do encontro mundial de 1972 em Estocolmo, uma outra consciência também era imposta aos estados latino-americanos. Os povos, que até então resistiam à colonização, cada qual às suas próprias maneiras, começam a se articular e enxergar dentro dos estados e estruturas nacionais espaços de resistência. Em relação àquilo que a modernidade chama de índios, o insucesso do projeto moderno-assimilacionista se torna nítido. Pior que isso, a modernidade é surpreendida com a assunção de tradicionalidades e identidades coletivas outras, por outros povos que se reconhecem como culturalmente diferenciados, cujas territorialidades e identidades coletivas se diferem do ideal e prática moderna. Daí que surgem contradições entre estes dois direitos coletivos, o de todos ao meio ambiente ecologicamente equilibrado e o das populações e comunidades tradicionais, ambos coletivos, ambos indisponíveis, ambos fundamentais, ambos firmemente garantidos por normativas nacionais e internacionais. Entretanto, a combinação destes dois direitos coletivos tem como principal contradição os direitos individuais de propriedade e de uso dos recursos naturais e assim devem ser entendidos. Diante do panorama, de conflitos entre direitos coletivos de proteção à natureza e os direitos culturais e territorias dos povos e comunidades tradicionais, se insere o objeto da pesquisa que se pretende realizar quando da execução do presente projeto. Perante a constatação da grande diversidade cultural paranaense, em que além das sociedades nacionais é possível verificar a existência de identidades de povos Xetá, Guarani, Kaingang, Quilombolas, Benzedeiras, Pescadores artesanais, Caiçaras, Cipozeiras, Religiosos de matriz africana, Faxinalenses, Quilombolas e Ilhéus, se inserem os conflitos criados pelo preservacionismo na faixa litorânea paranaense. Considerando que justamente nos territórios em que estes povos se encontram há os espaços remanescentes de Mata Atlântica conservada, para tais locais se voltam as iniciativas de preservação da natureza. Ocorre que tais iniciativas geralmente são concebidas e pensadas tão somente a partir de concepções modernas, em que humanidade e natureza devem estar divorciadas. Assim sendo, há a presunção de que o contato de toda e qualquer humanidade com os espaços protegidos são nocivos à conservação da natureza, em uma atribuição de características destrutivas da modernidade sobre os povos tradicionais.
  • Pontifícia Universidade Católica do Paraná - PR - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022
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Carlos Hardt

Ciências Sociais Aplicadas

Planejamento Urbano e Regional
  • a metropolização de intervenções urbanas: o projeto da linha verde no contexto do estatuto da metrópole
  • É fato infrequente em processos de planejamento urbano-regionais, a oportunidade de acompanhar alterações de estruturas urbano-metropolitanas com reflexos na morfologia da cidade. Com o advento do Estatuto da Metrópole (Lei Federal nº 13.089/2015), práticas de planejamento regional, passaram a representar não mais uma liberalidade institucional, mas uma determinação legal, que, se não puder ser fator determinante de melhores efetividades na gestão metropolitana, poderão contribuir para tal. A cidade de Curitiba/PR, notabilizada por, dentre outros aspectos, conseguir implementar proposições formuladas em planos realizados nas décadas de 1960 e 1970, cujas bases se mantiveram estáveis até o início dos anos 2000, realizou ajustes em seu Plano Diretor e incorporou um novo eixo estruturante - a Linha Verde. A presente pesquisa objetiva levantar, analisar e avaliar o atual estágio de implementação da mais importante mudança proposta da estrutura urbana na cidade de Curitiba/PR, por meio de aspectos relacionados à paisagem urbana, uso e ocupação do solo e dinâmica imobiliária, sua repercussão junto ao planejamento e gestão regional, face às novas diretrizes advindas do recém promulgado Estatuto da Metrópole. Metodologicamente pretende conformar os conceitos inerentes ao processo, realizar pesquisas de campo e exploratórias indiretas junto aos organismos de controle municipais, registrar dados e informações que permitam pesquisas futuras sobre o processo, e, finalmente, relacionar esta situação com a gestão regional.
  • Pontifícia Universidade Católica do Paraná - PR - Brasil
  • 01/06/2017-31/05/2021
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Carlos Heitor d'Avila Pereira Campani

Ciências Sociais Aplicadas

Administração
  • previdência pública e privada no brasil (regimes geral, próprio e complementar aberto ou fechado)
  • A previdência, pública ou privada, segue como um tema de extrema relevância no cenário econômico atual. Estudos e pesquisas que visam analisar esse tema de forma mais ampla e técnica são escassos no Brasil. O objetivo dessa proposta é estudar tanto a previdência pública, quanto a privada e quatro estudos são propostos para atingir esse objetivo. O primeiro toma como ponto de partida tratar questões relativas à tributação, analisando as melhores formas de alocação de recursos com o fim de minimizar o impacto tributário, e ao mesmo tempo possa garantir a sustentabilidade do sistema, bem como uma justa e correta manutenção dos benefícios pagos aos respectivos beneficiários. O segundo estudo tem como objetivo levantar métodos e ferramentas para a otimização de portfólio de ativos para fins de previdência, agregando valor aos portfólios disponíveis no mercado, e também diminuindo o risco atrelado aos mesmos. O terceiro estudo analisa diversas estratégias para aplicação e normatização, observando o impacto de cada uma das regras presentes na legislação atual, na sustentabilidade do sistema. Com o terceiro estudo, buscamos uma abordagem mais comportamental para compreender melhor o perfil de clientes de planos de previdência aberta complementar, e dessa maneira entender quais melhorias podem ser sugeridas, para que os produtos cumpram sua finalidade e atinjam as expectativas de seus clientes. Os estudos aqui elaborados servirão para fomentar a discussão do tema, promovendo um subsídio técnico robusto proposto pelo proponente com sua equipe altamente especializada no tema.
  • Universidade Federal do Rio de Janeiro - RJ - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022
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Carlos Henke de Oliveira

Ciências Biológicas

Ecologia
  • prometeu ii: combate aos incêndios em áreas naturais, avaliação de estratégias e impactos ambientais do uso de retardantes químicos
  • O projeto prevê o estudo de impactos ambientais do uso de retardantes químicos de chamas. Componentes biológicos e abióticos, incluindo a atmosfera, serão abordados, bem como aspectos financeiros (impactos econômicos) do uso de retardantes. O projeto, pleiteando sua segunda fase, já dispõe de sistemas embarcados que produzem dados para objetos remotos (sensoriamento remoto) e condições locais, representando uma inovação tecnológica importante. Tais tecnologias, originalmente voltadas ao estudo dos retardantes e do fogo (primeira fase), agora possuem potencial para a identificação de áreas com risco de reignição pós-controle, desde que acopladas aos drones. Neste sentido, a proposta contribui com três temas do Edital, (a) estudo de impactos ambientais do fogo, (c) desenvolvimento tecnológico no combate aos incêndios, e (e) impacto do uso de retardantes de chamas. Em função deste último tema (e) ser o carro-chefe, dando suporte aos demais (a, c), o estudo não será realizado em terras quilombolas ou indígenas, seguindo a recomendação do Edital. Também são previstos três produtos, um livro digital, um vídeo-documentário científico e um curso estruturado, todos versando sobre o tema central e voltados a um público diversificado, desde a população em geral até brigadistas, bombeiros de tomadores de decisão. A pesquisa, por seu caráter continuado, já possui cessão de área oficializada (Marinha do Brasil), bem como licença do órgão ambiental para a realização de queimas controladas (Distrito Federal). A equipe é diversificada, contando com pesquisadores, bombeiros, gestores e analistas ambientais, incluindo o ICMBio e o IBRAM. Agências e organizações de estado que se interessem pela temática de combate ao fogo, seja com retardantes, seja pelo avanço tecnológico previsto, deverão ser beneficiárias dos resultados gerados pela proposta ora em pleito.
  • Universidade de Brasília - DF - Brasil
  • 30/11/2018-30/11/2021
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Carlos Henrique de Carvalho

Outra

Ciências Ambientais
  • mobilidade e convergêmcia: formação de doutores para transformação
  • Vide projeto anexo
  • Universidade Federal de Uberlândia - MG - Brasil
  • 07/02/2020-06/02/2025