Projetos de Pesquisa

 

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Walter Collischonn

Engenharias

Engenharia Sanitária
  • hidrologia continental da américa do sul no antropoceno
  • As intervenções humanas no sistema terrestre já levam alguns cientistas a denominar o período atual de Antropoceno. No que se refere à água, a humanidade está modificando severamente o ciclo hidrológico, com alterações no fluxo de vapor da superfície para a atmosfera, e no armazenamento de água em reservatórios e aquíferos e por alterações no ciclo dos sedimentos e na qualidade da água. As interações econômicas e as obras de infraestrutura atingem escalas espaciais cada vez maiores, em que são necessários estudos e ferramentas adequados para a análise e resolução de problemas. Com relação às mudanças climáticas, a maioria das análises de possíveis impactos sobre os recursos hídricos no Brasil enfatiza regiões relativamente pequenas, e foca em resultados como a disponibilidade média da água. Na presente proposta pretende-se analisar os impactos das mudanças climáticas sobre os recursos hídricos de toda a área continental da América do Sul. Ao mesmo tempo serão realizadas análises de disponibilidade de água média e de situações críticas, associadas aos eventos extremos de secas e cheias. Os resultados serão avaliados em termos de vazão, como ocorre em muitos estudos, e em termos de evapotranspiração potencial, evapotranspiração real, armazenamento de água em aquíferos e balanço hídrico do solo. A metodologia será baseada na aplicação do modelo hidrológico MGB em toda a área continental. Inicialmente será investigada a capacidade deste modelo em representar as modificações da vazão e de outras variáveis (armazenamento de água, evapotranspiração) durante períodos anomalamente úmidos ou secos, como os últimos anos na região Sudeste e na região Centro-Oeste. Caso necessário, a estrutura do modelo será aprimorada. As possíveis respostas da sociedade, na forma de alteração da quantidade, da localização, e do timing do uso da água para irrigação, e na alteração da infraestrutura hídrica, também serão investigadas.
  • Universidade Federal do Rio Grande do Sul - RS - Brasil
  • 04/02/2022-28/02/2025
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Walter da Cruz Freitas Júnior

Engenharias

Engenharia Elétrica
  • superfícies refletoras aéreas inteligentes em sistemas cell-free mimo massivo para comunicação em alta velocidade
  • Superfícies refletoras inteligentes (IRSs) são consideradas uma das principais tecnologias em comunicação móvel de sexta geração (6G). As IRSs são compostas por um controlador inteligente e uma matriz refletora. O controlador inteligente é conectado ao transmissor para controlar a matriz refletora. Esta matriz é composta de vários elementos de baixo custo, cada um dos quais é uma estrutura de sub-comprimentos de onda que podem controlar independentemente a fase do sinal refletido. Em um sistema MIMO massivo sem célula (cell-free), vários pontos de acesso (APs) distribuídos atendem simultaneamente vários usuários na área de cobertura sob o controle de uma unidade central de processamento (CPU). Especificamente, a CPU controla todos os APs para servir conjuntamente os usuários programando os recursos para alcançar uma transmissão coerente. Desta forma, elimina-se o limite de célula e mitiga-se a interferência intercelular e o limite de capacidade em redes celulares. Comunicações sem fio em alta mobilidade, levam a uma diminuição do tempo de coerência e causam um alto desvio Doppler, o que leva à interferência em modulações multiportadoras. Motivado por essas razões, este projeto estuda um cenário cell-free MIMO massivo, em que vários APs atendem simultaneamente um usuário móvel de alta velocidade através de IRSs aérea (AIRSs). Para superar a influência do efeito Doppler e reduzir a potência de transmissão total dos APs, esse projeto propõe IRS aéreas para compensação do desvio Doppler, assim como uma estratégia de transmissão otimizada. O uso de IRSs aéreas para realizar a compensação do desvio Doppler (em vez de usar APs) diminui a complexidade de formatação dos feixes nos APs. A otimização conjunta do vetor de compensação das IRS aéreas, vetor de formatação de feixe e alocação de potência de cada AP, minimiza a potência de transmissão total (ou outro objetivo de otimização de interesse), e assim satisfaz os requisitos de eficiência energética esperados para o 6G.
  • Universidade Federal do Ceará - CE - Brasil
  • 03/02/2022-28/02/2025