Projetos de Pesquisa

 

Foto de perfil

Ana Lia Anbinder

Ciências da Saúde

Odontologia
  • senescência celular, perda óssea alveolar e probióticos: explorando patogênese e prevenção
  • O envelhecimento está associado à perda óssea alveolar (POA) e a aumento de prevalência e severidade de periodontite. Exceto pela higienização oral, não existem estratégias terapêuticas para prevenir a POA associada à idade. Senescência celular é caracterizada pela parada irreversível do ciclo celular com estabelecimento do fenótipo secretor associado à senescência e produção de citocinas que, se não forem eliminadas eficientemente, são fonte de inflamação crônica. Senolíticos induzem células senescentes à apoptose, e seu uso tem sido encorajador em estudos sobre perda óssea sistêmica devido à idade. Um acúmulo de osteócitos senescentes no osso alveolar foi relatado em camundongos idosos, e tais células produziram citocinas inflamatórias in vitro, proporcionando um ambiente pró-osteoclastogênico que poderia contribuir para a POA. No entanto, esses achados são associativos e não se avaliou experimentalmente se (e em que medida) a senescência nos osteócitos alveolares causa a POA. Lactobacillus reuteri tem sido usado como adjuvante para o tratamento de periodontite e existem evidências da eficácia do gênero Lactobacillus em atenuar a inflamação associada à idade, imunosenescência, estresse oxidativo e senescência celular. Nossa hipótese é que a senescência é parte integrante do processo pelo qual o envelhecimento leva à POA, que a remoção de células senescentes pode inibi-la e que os efeitos benéficos dos probióticos na POA são em parte mediados pela sua ação na senescência. Camundongos serão tratados de maneira crônica (10 meses) preventiva com a combinação senolítica Dasatinibe e Quercetina, ou L. reuteri, como forma de induzir a apoptose de osteócitos senescentes e determinar se sua eliminação pode reduzir/retardar a POA relacionada à idade. A senescência osteocítica, a perda óssea alveolar e a inflamação serão quantificadas por múltiplas métricas, utilizando-se microtomografia computadorizada, imunofluorescência, hibridização in situ e biologia molecular.
  • Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho - SP - Brasil
  • 18/03/2022-31/03/2025
Foto de perfil

Ana Ligia Barbour Scott

Ciências Biológicas

Biofísica
  • adjuvant for covid-19: drug repurposing and discovery of plant based novel therapeutics/adjuvants with anti-inflammatory and immunostimulatory properties.
  • Vários tipos de vírus se multiplicam no hospedeiro sem causar danos graves, incluindo aqueles capazes de causar doenças. Mas, em alguns casos, a resposta do hospedeiro pode causar efeitos fisiopatológicos importantes, que podem ser relativamente inespecíficos ou mais direcionados pela resposta imune humoral e/ou celular. É geralmente conhecido que os macrófagos fazem parte de uma população de células do sistema imune inato que responde a agentes microbianos pela produção de moléculas inflamatórias que matam os patógenos e promovem a reparação dos tecidos. No entanto, uma resposta inadequada dessas células pode levar a danos ao próprio indivíduo, como pode ser visto na síndrome de ativação macrofágica induzida por infecções graves, incluindo aquelas relacionadas ao SARS-CoV-2. A ocorrência e evolução do COVID-19 depende da interação entre o vírus e o sistema imunológico de cada indivíduo. Portanto, a identificação de agentes imunomoduladores capazes de manter uma resposta imune controlada e ao mesmo tempo responder adequadamente aos patógenos são de grande interesse neste momento de pandemia. Este projeto de pesquisa propõe unir estudos in silico (docking molecular, triagem virtual, modelagem molecular, simulações de dinâmica molecular, análise de modos normais, etc.) e in vitro (experimentos de interação imunológica e biofísica contra alvos validados e ensaios de inibição viral) para identificar moléculas de origem vegetal, ou compostos sintéticos semelhantes a essas substâncias naturais, com propriedades antiinflamatórias e imunomoduladoras contra COVID-19 ou SARS-CoV-2. Espera-se que o resultado direto deste projeto seja a aquisição de informações que permitirão um melhor entendimento da estrutura / função de proteínas-chave na infecção por SARS-CoV-2 que podem auxiliar na formulação de candidatos a fármacos para auxiliar no tratamento. de COVID-19. A complementaridade e interdisciplinaridade dos grupos pode ser muito produtiva para desenvolver o projeto.
  • Universidade Federal do ABC - SP - Brasil
  • 07/12/2021-30/06/2024
Foto de perfil

Ana Lucia Nogueira de Paiva Britto

Ciências Sociais Aplicadas

Planejamento Urbano e Regional
  • risco e sustentabilidade ambiental nas metrópoles brasileiras
  • Eventos naturais de nossa história recente têm demonstrado que o planeta está passando por transformações climáticas. Os impactos podem ser sentidos através da intensidade de tempestades, secas e ondas de calor que afetam negativamente a disponibilidade de água potável, a distribuição de energia e alimentos para nossa civilização. Evidências científicas apresentadas no quarto Relatório do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas de 2007 não deixam dúvidas que a ação humana é um dos fatores mais relevantes neste processo. Os fenômenos ambientais decorrentes das mudanças climáticas impactam de maneira diversa o território brasileiro, sobretudo considerando sua dimensão continental. Regiões costeiras ou interioranas, com maior ou menor precipitação pluviométrica, banhadas ou não por rios, mais ou menos adensadas, com solos mais ou menos permeáveis, reagirão diferentemente às alterações ambientais. Considerando os efeitos sistêmicos do padrão de produção e consumo em uma sociedade globalizada, o enfrentamento dos problemas oriundos dos eventos naturais deve ser pensado em múltiplas escalas, apesar de grande parte dos reflexos serem sentidos no âmbito local. As áreas urbanas tem sofrido impactos que envolve ameaças materiais e de vidas de uma parcela considerável de seus habitantes. Nas metrópoles se concentram o maior número de vítimas que um evento natural pode alcançar, assim como reflete o potencial dos impactos, positivos ou negativos, em todo o ecossistema caso haja uma permanência ou mudança de postura dos habitantes e governantes relativo à cidade e ao meio ambiente. A complexidade de se tratar o espaço urbano sob aspectos ecológicos também diz respeito à visibilidade que o ser humano tem dos processos sistêmicos de forma a estabelecer uma lógica causal. Com isso, constata-se que a produção de informações espacializadas ajuda na compreensão da realidade concreta e subsidia a elaboração de estratégias e ações para mitigação do risco imposto aos grupos sociais, assim como influencia na construção de mecanismos que possam lidar com o cenário de mudanças climáticas. Ao definirmos o ambiente urbano-metropolitano como setor estratégico de pesquisa em sustentabilidade urbana e regional, o Observatório das Metrópoles busca produzir subsídios para construção das políticas nacionais de desenvolvimento urbano e regional, assim como contribuir na definição de diretrizes à atuação dos entes federativos, em especial dos governos locais, no que diz respeitos a ações que promovam a adaptação das cidades ao impactos dos eventos naturais. A investigação relatada nesta proposta de pesquisa parte de uma perspectiva que considera as metrópoles brasileiras diante das mudanças climáticas em curso, sendo impositiva a reconexão com as forças do ambiente amplificadas no momento pelas mudanças climáticas. Esta reconexão deve considerar os fatores naturais à luz das questões que envolvem a desigualdade social, os mecanismos de adaptação e as potencialidades de uso do solo que minimizem a degradação dos ecossistemas. O uso de indicadores facilita uma visão de todo o processo enquanto a investigação desagregada das várias dimensões que compreendem o debate do ambiente urbano propicia a construção de estratégias em várias escalas. Os indicadores se colocam como instrumento disponível à diversos atores sociais para a avaliação do habitat e para o enfrentamento dos problemas decorrentes da ocupação humana, de forma a produzir um espaço urbano adequado às dinâmicas naturais. Se por um lado as metrópoles apresentam espaços com população sujeita a riscos ambientais que devem ser objeto de políticas sociais, de infraestrutra urbana e de recuperação ambiental, por outro, territórios adequados à ocupação devido a disponibilidade de serviços urbanos têm sido subutilizados, gerando um padrão disperso de ocupação. Para contribuir no avanço das análises dos impactos observados e projetados da mudança do clima no território nacional, o objetivo deste projeto busca apresentar um quadro compreensivo das condições ambientais das metrópoles brasileiras, bem como subsidiar a elaboração de estratégias e ações para a mitigação de riscos ambientais relacionados às mudanças climáticas para setores públicos e privados. Esta meta será alcançada pela coleta, sistematização e processamento de dados relativos às principais dimensões que compõem o debate acerca da sustentabilidade urbana e regional, dentre elas: o risco ambiental considerando os aspectos de suscetibilidade a desastres naturais, a vulnerabilidade social, os arranjos institucionais responsáveis por ações adaptativas, assim como o potencial de desenvolvimento de um ambiente construído mais sustentável. Retomando a perspectiva relativa à visibilidade e cognição das ameaças ambientais comentada anteriormente, o resultado a pesquisa será disponibilizado em um portal de visualização de mapas o qual possibilitará o usuário gerar análises acerca de cada componente e dimensão que compõe os índices gerados ao longo do desenvolvimento do projeto, contribuindo para a identificação de oportunidades e custos para os setores econômicos do país de diferentes trajetórias de desenvolvimento sustentável.
  • Universidade Federal do Rio de Janeiro - RJ - Brasil
  • 16/12/2020-31/12/2022
Foto de perfil

Ana Luisa Borba Gediel

Lingüística, Letras e Artes

Lingüística
  • inclusão de surdos na zona da mata mineira, no noroeste fluminense e no recôncavo da bahia: um estudo de multicasos acerca das práticas e abordagens inclusivas em diferentes contextos
  • As formas de comunicação e as estratégias de ensino têm sido identificadas como o maior desafio das escolas públicas brasileiras que trabalham com estudantes surdos e ouvintes na mesma sala de aula. No contexto das escolas públicas brasileiras a presença do bilinguismo (Libras e Língua Portuguesa) e a prática bicultural é escassa (RIBEIRO & SILVA, 2016). A partir dessa realidade, este estudo objetiva documentar e compreender o contexto da inclusão em diferentes localidades da região sudeste e nordeste brasileiro. Especificamente, pretendemos documentar ferramentas, práticas e abordagens utilizadas na inclusão de pessoas surdas no contexto educacional: Educação Básica e Ensino Superior. Para a catalogação e a documentação das práticas inclusivas nas duas realidades investigadas, utilizaremos as ferramentas da etnografia. Por meio da pesquisa qualitativa multicêntrica, realizaremos entrevistas com professores e alunos Surdos, observações em sala de aula e análise dos artefatos pedagógicos como, por exemplo, planos de aula, materiais de apoio e atividades dos alunos. A pesquisa busca oferecer conhecimentos e subsídios acerca da realidade da inclusão dos surdos no contexto educacional. Esperamos que esta pesquisa possa refletir, divulgar e contribuir com a educação de surdos em cidades no interior brasileiro.
  • Universidade Federal de Viçosa - MG - Brasil
  • 16/03/2022-31/03/2025
Foto de perfil

Ana Luisa Sousa Azevedo

Ciências Biológicas

Biotecnologia
  • desenvolvimento de painéis moleculares para genotipagem de snps em forrageiras tropicais
  • O maior problema enfrentado em programas de melhoramento de gramíneas forrageiras é o longo tempo necessário para o desenvolvimento de novas cultivares, com baixos ganhos genéticos anuais, fenótipos alvo complexos e longos ciclos de seleção. Há ferramentas disponíveis de seleção assistida e de seleção genômica, que ainda não são aplicadas na rotina de desenvolvimento de cultivares forrageiras, e poderiam contribuir na redução de ciclos de seleção e consequente aumento nas taxas de ganho genético. A principal limitação para implementação da seleção genômica é a necessidade de desenvolver painéis moleculares informativos e com alta reprodutibilidade. A presente proposta tem como objetivo principal desenvolver painéis moleculares específicos para espécies forrageiras tropicais. Para esse fim, será realizado o sequenciamento e montagem do genoma de capim-mombaça (Megathyrsus maximus, sin. Panicum maximum) visto que, entre as espécies alvo dessa proposta, ela ainda não possui genoma disponível; conjuntos amplos de variantes SNP serão descobertos a partir de dados disponíveis (genomas sequenciados, transcriptomas e dados não publicados gerados pela equipe do projeto). Serão identificados pelo menos 10.000 SNPs para cada uma das seguintes espécies: capim-braquiária (Urochloa spp.), capim-mombaça (M. maximus), capim-elefante (Cenchrus purpureus) e grama-pensacola (Paspalum notatum). Os SNPs identificados serão validados em acessos dos bancos de germoplasma e/ou populações dos programas de melhoramento de cada espécie e os marcadores mais informativos irão compor um painel de marcadores para utilização futura nos programas de seleção genômica. As informações geradas na presente proposta serão organizadas e disponibilizadas em uma plataforma unificada de acesso a dados genômicos de espécies forrageiras tropicais. A proposta estabelece as bases para a dinamização de programas de melhoramento de espécies forrageiras tropicais.
  • Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária - DF - Brasil
  • 03/02/2022-28/02/2025