Projetos de Pesquisa

 

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Tatiana Dillenburg Saint'Pierre

Ciências Exatas e da Terra

Química
  • avaliação da distribuição de metais e de metaloporfirinas em sedimentos da baía de guanabara, rj, para fins de monitoramento ambiental.
  • A Baia de Guanabara, no Rio de Janeiro, é um ambiente estuarino com influência marinha, onde cerca de 55 rios desaguam, com alto tráfego de barcos e navios e localizada próxima das regiões produtoras de petróleo. O aporte de contaminantes na baía vem sendo apontado como um risco para a biota local e para seus consumidores, assim como para as pessoas que manuseiam os sedimentos superficiais em técnicas de dragagem (Silveira et al., 2017; Aguiar et al., 2016; Soares-Gomes et al., 2016). A porção noroeste da bacia hidrográfica da Baía de Guanabara recebe os efluentes da maioria das indústrias do polo industrial da região metropolitana do Rio de Janeiro, sendo os rios Meriti, Iguaçu e Estrelas, os principais receptores. Diferentes autores apontaram alta toxicidade nos sedimentos dessa região para a biota aquática (MORAES et al., 2000; MARANHO et al., 2010), bem como para a terrestre, em contato com sedimento dragado disposto no solo (Cesar et al. 2017). De forma geral, o ambiente anóxico e a lenta circulação das águas da baía permitem a estabilização e acumulação de metais tóxicos, como Ni, Cd, Cr, Pb, e Hg nos sedimentos, na forma de sulfetos, oxihidróxidos e associados à matéria orgânica. Sabe-se também, que diferentes espécies metálicas apresentam diferentes toxicidades e o entendimento dos processos de mobilização e conversão de espécies de metais tóxicos em ambientes marinhos e estuários é relevante para se propor ações de remediação. Metais associados a frações biodisponíveis podem ser tóxicos à biota aquática, como por exemplo, Ni, que apresenta alta toxicidade para invertebrados e vertebrados, por bloquear os canais de absorção de Ca2+ e Mg2+, através de mecanismos ainda pouco conhecidos (Blewett and Leonard, 2017). Assim, para que haja a compreensão da mobilidade de metais em sedimentos, são necessárias técnicas de extração sequencial para a determinação dos metais ligados a frações distintas. O fracionamento de metais entre as formas biodisponíveis mostra que alguns elementos, como Ni e Cu, se encontram predominantemente na fração orgânica (Cordeiro et al., 2015; Gissi et al., 2016). As técnicas de fracionamento empregam a extração sequencial com soluções ácidas ou redutoras, extraindo e estabilizando o metal na sua forma catiônica ou aniônica. Essas técnicas permitem a investigação prévia da fração concentradora, mas não permitem a determinação do metal na sua forma original. Os metais associados à matéria orgânica podem ter origem antropogênica, considerando que a contaminação por metais na Baía de Guanabara é cerca de 80 % de origem industrial. Em particular, Ni e V são resíduos comuns do refino de petróleo, por estarem presentes em concentrações acima do mg kg-1 em óleos brutos. A ocorrência de Ni e Vi no petróleo se deve à sua complexação com porfirinas, que são núcleos tetrapirrólicos (Caumette et al., 2009). Tetrapirróis são os componentes principais de sistemas respiratórios em seres vivos, sendo esses associados ao Fe (hemoglobina) ou ao Mg (clorofila). A substituição desses por V e Ni em óleos e xistos como derivados de tetrapirróis é uma consequência da degradação da hemoglobina, clorofila e bacterioclorofila durante a diagênese sedimentar dos detritos de organismos vivos, quando submetidos ao estresse termal, durante os processos de maturação do óleo. (Ocampo et al., 1984, 1993). As petroporfirinas se dividem em famílias e com alto grau de complexidade nos óleos, resultando em séries homólogas, que necessitam de técnicas modernas para sua identificação e quantificação. As concentrações de V e Ni são empregadas em estudos sobre a geoquímica do petróleo ou para evitar o envenenamento de catalisadores. A espectrometria de massa com plasma indutivamente acoplado (do inglês, ICP-MS) é uma técnica multielementar que pode ser usada para determinação de elementos em matrizes orgânicas, após diluição em solventes e com o mínimo de preparo de amostra (Duyck, 2007; Poirier, 2016). Por outro lado, a separação das metalo-petroporfirinas é feita com o uso da cromatografia líquida de alta eficiência (do inglês, HPLC), que pode ser facilmente hifenada ao ICP-MS. Recentemente, a HPLC em fase reversa C18 com uma fase móvel de metanol e metanol tolueno, hifenada ao ICP-MS, permitiu separar e quantificar VO-petroporfirinas em frações de porfirinas obtidas a partir de óleos brutos. O preparo de amostra, nesse caso, é feito por cromatografia líquida preparativa com sílica gel (Wandekoken, 2016). Em áreas contaminadas por esgotos domésticos e pela atividade petrolífera, as porfirinas podem ter origens complexas, como a degradação de organismos vivos que se misturam com o chorume (clorofila, protoporfirinas). A determinação de Ni-porfirinas em um extrato de sedimentos da Baía de Guanabara foi feita por HPLC-ICPMS, após extração Soxhlet com tolueno (Duyck et al., 2011). Os sedimentos foram obtidos em perfil de 16,5 cm numa área estuarina que recebe efluentes do rio Meriti. Esse primeiro resultado mostrou a eficiência da metodologia e despertou a necessidade de se estudar Ni, mas também outros metais que possam estar ligados à matéria orgânica. A escolha de solventes para extração de porfirinas pode resultar na extração de outros tetrapirrós como as clorofilas, com uma mistura de tolueno:metanol (3:1), por exemplo. No entanto, o uso do detector de diodos (HPLC) em 400 nm, específico das porfirinas e do ICP-MS para detecção e quantificação do elemento, permite a seletividade para metaloporfirinas. As porfirinas complexadas a outros metais como Cu, Zn, serão também investigadas.
  • Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro - RJ - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022
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Tatiana Emanuelli

Ciências Agrárias

Ciência e Tecnologia de Alimentos
  • micronização do bagaço de oliva fracionado granulometricamente: aumentando a solubilidade de compostos bioativos para potencializar seu uso na nutrição humana e no arraçoamento animal
  • Vide projeto anexo
  • Universidade Federal de Santa Maria - RS - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022
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Tatiana Helena Rech

Ciências da Saúde

Medicina
  • valor prognóstico do gap glicêmico em pacientes criticamente doentes
  • Alterações endocrinológicas têm mostrado associação com prognóstico de pacientes criticamente doentes (1). A hiperglicemia é uma resposta metabólica compensatória ao estresse agudo e sua presença reflete o desenvolvimento de resistência à ação da insulina, sendo um sinal de prognóstico desfavorável em pacientes críticos (2, 3). Muito tem se estudado sobre o manejo dos níveis glicêmicos de pacientes internados em unidade de terapia intensiva (UTI), porém estudos com resultados controversos impedem que haja um consenso sobre o controle glicêmico ideal (4-11). Nesse sentido, a pergunta que se impõe não é se o controle glicêmico deve ser feito, mas sim quais alvos glicêmicos devam ser buscados, para assegurar benefício com baixas taxas de efeitos adversos, como a hipoglicemia por exemplo (8). Um grupo particular de pacientes em UTI são os pacientes com diabetes melito (DM). Estudos sugerem que um controle glicêmico moderado (90-140 mg/dl), associa-se a um maior risco de morte em pacientes não diabéticos quando comparado ao controle glicêmico intensivo (80-110 mg/dl), mas a um menor risco de morte em pacientes com DM (12). A hiperglicemia crônica do paciente com DM parece gerar um acondicionamento celular protetor contra o dano mediado pela hiperglicemia aguda durante a doença crítica. Esse mecanismo de acondicionamento celular consistiria na redução da expressão do transportador de glicose-1 (GLUT-1) e do transportador de glicose-4 (GLUT-4) devido à exposição crônica à hiperglicemia, o que protegeria contra a toxicidade mediada pela sobrecarga celular de glicose (13). Assim, os níveis de glicemia seguros e desejáveis para alguns grupos de pacientes podem não ser os mesmos para pacientes com DM com controle metabólico inadequado expostos à hiperglicemia crônica. A hiperglicemia é sabidamente deletéria e está associada à fraqueza muscular adquirida na UTI, uma grave sequela da doença crítica, de forma independente e pouco estudada (14). A maneira como a glicose lesa os tecidos neuromusculares não é clara, mas a glicotoxicidade está associada à inflamação, extresse oxidativo, disfunção mitocondrial com redução da capacidade de síntese aeróbica de ATP, ativação de caspases e apoptose (15). A despeito disso, não há consenso sobre o controle glicêmico adequado em pacientes criticamente doentes. Evidências sugerem que a implementação de protocolos para controle glicêmico deva ser individualizada, principalmente levando-se em consideração se o paciente é previamente diabético ou não (16, 17). Desta forma, a medida da hemoglobina glicada (HbA1c) pode ter papel importante na admissão de pacientes na UTI, individualizando as metas glicêmicas e permitindo calcular o gap glicêmico, já sugerido como fator prognóstico em alguns cenários de doença não crítica (18, 19). Gap glicêmico é a diferença entre a glicemia na admissão na UTI e a glicemia média estimada a partir do valor de HbA1c. Sendo assim, o objetivo principal deste projeto é investigar o valor prognóstico do gap glicêmico como preditor de desfechos desfavoráveis em pacientes internados em UTI (como mortalidade, tempo de internação, tempo de ventilação mecânica e desenvolvimento de fraqueza muscular adquirida na UTI) e a sua relação com a expressão de citocinas plasmáticas e com a expressão dos genes do receptor da insulina (INSR), GLUT-1 e GLUT-4, potencialmente envolvidos no desenvolvimento de fraqueza muscular adquirida na UTI. Para tanto, serão feitas dosagens séricas de glicemia e HbA1c e dosagens plasmáticas das citocinas, como tumor fator de necrose tumoral (TNF), interleucina-1β (IL-1β), interleucina-6 (IL-6), interleucina-8 (IL-8), interleucina-10 (IL-10), interleucina-17 (IL-17) e interferon-γ (INF-γ) em todos os pacientes admitidos na UTI durante o período do estudo, além da dosagem da expressão dos genes INSR, GLUT-1 e GLUT-4, por meio de técnica de PCR em tempo real em material de biopsias de tecido muscular em 50 pacientes. Ainda, será realizada uma revisão sistemática com metanálise de estudos de gap glicêmico em paciente criticamente doentes para investigar sua associação com desfechos desfavoráveis. Além disso, serão empregadas técnicas inovadoras de análise de dados em Medicina, como o aprendizado de máquina (do inglês, machine learning) para a construção de algoritmos que possam predizer desfechos de pacientes criticamente doentes com maior precisão. Dentro da perspectiva da medicina de precisão e de análises de Data Science e aprendizado de máquina, a identificação de um valor de gap glicêmico que se associe com maior incidência de desfechos desfavoráveis poderia ser uma ferramenta para auxiliar na escolha de alvos de controle glicêmico personalizados para cada paciente, reduzindo assim o risco de potenciais eventos adversos iatrogênicos, principalmente episódios de hipoglicemia. Além disso, a relação entre hiperglicemia de estresse (medida pelo gap glicêmico), inflamação e a expressão de genes INSR, GLUT-1 e GLUT-4, potencialmente implicados no desenvolvimento de fraqueza muscular adquirida na UTI, nunca foi estudada.
  • Hospital de Clínicas de Porto Alegre - RS - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022
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Tatiana Rodrigues de Moura

Ciências Biológicas

Imunologia
  • investigar o papel do trem na infecção por l. infantum
  • A leishmaniose visceral (LV) afeta de forma considerável a população mundial, constituindo um grande impacto na saúde pública. O Brasil concentra 96% dos casos de LV das Américas e, apesar dos esforços para o controle da doença, dos anos 2000 a 2016, a letalidade aumentou de 3,2% para 7,4%. Em Sergipe, em 2016 foi observado 20,4% de letalidade na LV (BRASIL, 2017). Para a redução da transmissão e da morbimortalidade no Brasil, o Programa de Vigilância e Controle da LV do Ministério da Saúde, recomenda o aperfeiçoamento dos procedimentos diagnósticos e a disponibilidade oportuna de medicamentos (BRASIL, 2014). A identificação precoce dos pacientes que poderão evoluir com gravidade é de fundamental para redução da letalidade. Os pacientes com LV apresentam imunossupressão e uma forte resposta inflamatória sistêmica com capacidade limitada de controle de replicação dos parasitas. Mecanismos relacionados à desregulação da resposta inflamatória e vias de morte de células de defesa imune podem estar envolvidos na patogênese e prognóstico da LV (QUINTELA-CARVALHO et al., 2017). O reconhecimento dos patógenos é o primeiro passo para o desenvolvimento de uma reposta imunológica. Neste sentido, células da imunidade inata expressam vários receptores de superfície celular e moléculas de sensoriamento intracelulares que permitem o reconhecimento autônomo de padrões moleculares associados à patógenos (PAMPs), que dão início à reposta pró-inflamatória contra antimicrobianos (WEBER et al., 2014). Receptores Toll-like (TLR) e Node-like (NLR), que reconhecem um grupo diverso de estruturas microbianas altamente conservadas, representam dois grandes exemplos de receptores da imunidade inata com funções de ativação (ABBAS, LITCHAMAN, PILAI, 2008). Contudo, no ano de 2000, Bouchon, Dietrich; Colonna identificaram um novo grupo de receptores da imunidade inata, conservado evolutivamente, sendo chamados de Triggering Receptor Expressed Myeloid Cells (TREM) (BOUCHON; DIETRICH; COLONNA, 2000). Desde então, este grupo de receptores vem sendo estudado e caracterizado. A ativação do TREM-1 tem se destacado em pesquisas recentes, e, resulta na produção de uma variedade de citocinas pró-inflamatórias que amplificam a resposta imune inata e adaptativa (BOUCHON, et al., 2000; WEBER et al., 2014). O TREM-1 promove a resposta inflamatória às bactérias e ao lipopolissacarídeo do ligante TLR4 (LPS), atua em sinergismo com TLR2 e TLR4. Em contraste, o TREM2 e o TREML1 suprimem os sinais induzidos por TLR e protegem contra a autoimunidade (GUERREIRO et al., 2013; JONSSON et al., 2013; WASHINGTON et al., 2009). Os ligantes para os receptores TREM permaneceram em grande parte desconhecidos; no entanto, vários relatórios sugerem que os receptores TREM podem se ligar a moléculas microbianas e hospedeiras. O TREML4 se liga a células apoptóticas e necróticas tardias , enquanto o TREM1 e o TREM2 reconhecem ligantes aniônicos de bactérias (HEMMI et al., 2009; N’DIAYE et al., 2009). O TREM-1 é um receptor de superfície celular constitutivamente expresso em neutrófilos e monócitos e desempenha um papel fundamental na resposta imune inata, sendo capaz de amplificar e regular a resposta inflamatória. Adicionalmente, o TREM-1 pode ser produzido na sua forma solúvel (sTREM-1), o qual pode ser utilizado como um biomarcador indireto de inflamação sistêmica, concentrações elevadas de sTREM-1 foram detectadas em pacientes com infecções, enquanto um declínio sérico de sTREM-1 indicou evolução clínica favorável do choque séptico, o que sugere que a forma solúvel regula negativamente a ativação do TREM-1 por competir com os ligantes do TREM-1 (GIBOT et al., 2004, 2007; JEDYNAK et al., 2017). Em dados recentes publicados pelo nosso grupo, níveis séricos elevados de sTREM-1 foram associados a gravidade em pacientes com LV, vimos, ainda, que neutrófilos infectados com L. infantum apresentam a liberação de sTREM-1 correlacionada com aumento da carga parasitária (BOMFIM et al., 2017). Em pacientes com LV foi observado a redução deste receptor na superficie de neutrofilos . Por outro lado, a inibição farmacológica da apoptose de neutrófilos induz a morte inflamatória durante a infecção por L. infantum, o que pode esta favorecendo a disseminaçao do parasita e a intensa inflamação (QUINTELA-CARVALHO et al., 2017. Recentemente, foi demonstrado que a sinalização da via TREM-1 em infeções por HIV, inibe a apotose da celula infectada, favorecendo a permanência do virus. Além disso a via do TREM-1 upregula o RNA de interferência mir-155, que é alvo do suppressor of cytokine signaling-1 (SOCS-1), diminuindo a ativaçõa de macrofagos (YUAN,et al.,2016). Nesta proposta, pretendemos avaliar se a via do TREM -1 é importante para o estabelecimento da leishmania em neutrófilos e macrófagos, modulando a resposta microbicida , e, se esta a modulação da via do TREM-1 pela Leishmania esta associada aos mecanismos de morte celular inflamatório. Os resultados obtidos poderão auxiliar na identificação de moléculas relacionadas a gravidade da LV, lançando uma nova luz na compreensão de como as respostas inflamatórias inatas são reguladas, abrindo perspectivas para novos alvos para desenvolvimento de procedimentos diagnósticos, novas abordagens imunoprofiláticas e imunoterapêuticos na LV ,que beneficiarão as populações de áreas endêmicas, no que diz respeito ao controle e tratamento da doença.
  • Universidade Federal de Sergipe - SE - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022
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Tatiana Schor

Ciências Humanas

Geografia
  • da metrópole na selva a região metropolitana: diagnóstico do perfil urbano dos municípios da região metropolitana de manaus - amazonas.
  • A Região Metropolitana de Manaus, foco deste estudo, foi criado em 2007. Em um primeiro momento foi constituída com 7 municípios e atualmente é composta por 13 municípios limitrofes a capital Manaus. Ocupa um território de 127.170 km2, característica espacial que implica em distancias muitas vezes maiores que diversos países. Apesar de ter mais de 10 anos ainda tem-se poucos estudos sobre a articulação entre os municipios que compõem a RMM. Assim sendo esta proposta de pesquisa visa realizar um diagnóstico do perfil urbano dos municípios da RMM, elaborar uma tipologia e contribuir para a discussáo sobre este recorte espacial na academia e subsidiar políticas relativas a implantação da RMM. Para alcançar estes objetivos a proposta está dividida em Etapas que apresentam metas específicas e produtos a serem elaborados, sintetizados abaixo: Etapa 1 _ Coleta de Dados_Perfil Urbano. META 1: Construção de uma tipologia urbana da RMM. Produto 1: Relatório parcial de pesquisa contendo os resultados obtidos na Etapa 1. Etapa 2_ Produção de Material Técnico Científico. META 2: Produção de Material didático e de comunicação. Produto 2: Um Atlas do Perfil Urbano da Região Metropolitana de Manaus. Etapa 3_ Comunicação e Capacitação de Recursos Humanos. META 3: Capacitação de recursos humanos na esfera municipal e estadual. META 4: Capacitação de recursos humanos na UFAM, UEA, SIPAM e FVA. Produto 3: Material a ser utilizado nos Cursos de Formação de Observadores da RMM; Produto 3b: Relatório de Finalização dos Cursos de Formação de Observadores da RMM por município. Para que se realize estas etapas este projeto conta com a parceria de duas universidades, Universidade Federal do Amazonas e a Universidade do Estado do Amazonas, uma ONG Fundação Vitoria Amazônicae o Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (CENSIPAM. Espera-se contribuir com o conhecimento da Região Metropolitana de Manaus, capacitar pessoal técnico nos municípios e recursos humanos na UFAM e UEA, e subsidiar políticas adequadas para o desenvolvimento sustentável da região, em especial, na formulação do Plano de Desenvolvimento Urbano Integrado da Região Metropolitana de Manaus.
  • Universidade Federal do Amazonas - AM - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022
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Tatiana Tavares Carrijo

Ciências Biológicas

Botânica
  • redescobrindo espécies ameaçadas em ucs da floresta atlântica: bases para gestão, conservação e acesso à informação
  • Este projeto tem, como ponto focal, as espécies de plantas embriófitas (Briófitas, Licófitas, Samambaias, Gimnospermas e Angiospermas) ameaçadas (CR, EN, VU) e com dados deficientes (DD) ocorrentes em três Unidades de Conservação (UCs) inseridas no Domínio da Floresta Atlântica. Estas UCs porém, diferem quanto ao histórico de criação e desenvolvimento do conhecimento sobre sua flora. São elas: o Parque Nacional do Itatiaia (PNI), o Parque Nacional do Caparaó, e 3) a Floresta Nacional do Rio Preto (Flona RP). Essas diferenças se refletem, atualmente, na quantidade e qualidade de informação disponível para as espécies vegetais protegidas por essas UCs devido aos esforços de coleta diferenciados realizados para cada uma. A motivação de incluir as referidas UCs na presente proposta é oportunizada pela Chamada CNPq/ICMBio/FAPs nº18/2017. Ela tem como origem a percepção de que disponibilizar o conhecimento gerado em décadas de pesquisas conduzidas pelos integrantes e instituições incluídos nesta proposta é de grande importância. Tal conhecimento precisa se tornar prontamente acessível não somente para o público especializado tais como gestores, pesquisadores, educadores, alunos de graduação e de pós-graduação, técnicos; mas fundamentalmente para o público em geral, como as comunidades locais e os visitantes das UCs. Nosso objetivo é prover as UCs contempladas na proposta com uma lista atualizada de espécies, a partir da qual será possível quantificar a riqueza de táxons conhecidos protegidos por cada uma. Cada táxon categorizado sob algum status de ameaçada ou com dados deficientes segundo a Portaria do MMA 443/2014 terá um material testemunho associado, que poderá ser utilizado como referência para sua identificação. A partir da lista de espécies ameaçadas (e DD categorizadas), serão selecionadas as espécies que foram coletadas pela última vez há mais de 30 anos, que foram coletadas uma única vez. Essas espécies são conhecidas por um único registro de herbário, ou até foram coletadas mais de uma vez, porém sempre na mesma localidade da UC. Para essas espécies, serão realizadas expedições visando a localização, o georreferenciamento e a quantificação da abundância de suas populações a campo. Isso nos permitirá reavaliar o risco de ameaça destas espécies segundo os critérios da IUCN, e indicar possíveis vetores de pressão à essas espécies dentro das UCs. Uma a duas espécies, por UC, serão selecionada(s) para um estudo mais detalhado, incluindo aspectos de sua biologia reprodutiva, genética (marcadores moleculares) e citogenética (número de cromossomos e conteúdo de DNA nuclear), visando investigar a manutenção dos processos ecológicos de suas populações. Esta abordagem visa, sobretudo, criar bases e encorajar a comunidade científica a desenvolver estudos ecológicos semelhantes com as espécies nas demais ameaçadas protegidas por estas UCs. Para garantir amplo acesso do público especializado e geral, todo o conhecimento gerado será disponibilizado on line seguindo o modelo estruturado no Portal de Dados do Jardim Botânico do Rio de Janeiro, permitindo a disponibilização e o uso imediato das informações pelo ICMBio via SISBIO e Portal da Biodiversidade, além do SiBBr e do CNCFlora.
  • Universidade Federal do Espírito Santo - ES - Brasil
  • 11/12/2017-31/12/2020
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Tatiane Almeida de Menezes

Ciências Sociais Aplicadas

Economia
  • índice de custo de vida multilateral para população brasileira de baixa renda
  • O objetivo do trabalho consiste em calcular um índice que meça o diferencial de Custo de Vida (CV) das famílias brasileiras de baixa renda levando em consideração tanto a dimensão temporal como as peculiaridades regionais. Como está descrito em FEENSTRA et. al. (2015), a teoria dos números índices possui duas ramificações no que diz respeito ao número de períodos ou de regiões a serem comparados. Os números índices são definido como bilateral, quando deseja-se medir a variação do custo de vida em dois períodos de tempo. Por sua vez, o números-índices multilaterais, compara a variação na cesta de consumo entre mais de duas regiões. Os índices de preços em geral, como, por exemplo, tanto o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), como o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) medem a variação dos preços entre dois períodos consecutivos, tendo seus resultados encadeados seqüencialmente. Se na perspectiva da análise temporal existe uma ordenação natural de períodos que constituem uma série temporal, o mesmo não pode ser dito no âmbito da análise territorial, em que são comparadas várias áreas simultaneamente. Um número-índice com esta finalidade deve ser necessariamente multilateral. O presente trabalho, emprega o método CPD proposta por, a construção do Índice de Custo de Vida Real (ICVR) para a população de baixa renda das cidades brasileiras. Como discute FEENSTRA et. al. 2013, o termo “real” gera uma certa confusão quando aplicado a índices multilaterais. Em geral, o Índice de Custo de Vida Real (ICVR) é empregado para obter o diferencial de custo de vida entre as regiões e não para deflacioná-lo ao longo do tempo (Menezes e Azzoni, 2006). Em outras palavras, a diferença na paridade do poder de compra entre as regiões é alterada a cada ano, assim o termos “ICVR a preço atual” se referem a índices que comparam o CV entre as regiões, porém não desconta a inflação anual, e por conseguinte necessita ser calculado anualmente. Será então empregada a metodologia proposta por Diewert (2005) e Haan (2010), para ajustar o ICVR, para que também tenha uma dimensão temporal.
  • Universidade Federal de Pernambuco - PE - Brasil
  • 07/01/2020-30/11/2020
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Tatiane Alves da Paixão

Ciências Agrárias

Medicina Veterinária
  • desenvolvimento vacinal contra listeriose em modelo animal
  • Listeriose é doença infecciosa zoonótica transmitida por alimentos causada pela Listeria monocytogenes. Bovinos, ovinos e caprinos acometidos podem apresentar clinicamente a listeriose neurológica, doença fatal associada a sinais neurológicos graves decorrente de abscessos no tronco encefálico, ou listeriose materno-fetal caracterizada pela ocorrência de aborto no final da gestação. No homem, doença caracteriza-se por manifestações diversas sendo a forma neurológica, observada principalmente em imunossuprimidos e idosos; e forma materno-fetal, causando abortos, natimortos ou septicemia em recém-nascidos, as duas formas mais graves da doença. A vacinação é uma das estratégias de maior sucesso e custo-benefício quando se trata de controle de doenças infecciosas. Não existe nenhuma vacina comercial disponível contra a infecção por L. monocytogenes para ruminantes ou seres humanos. Considerando maior susceptibilidade de indivíduos e animais imunocomprometidos a listeriose, vacinas de subunidades ou vacinas inativadas são consideradas mais seguras por não conter o micro-organismo vivo, desde que induzam resposta imune celular protetora do tipo Th1. Para atingir a meta do projeto de desenvolvimento vacinal contra listeriose, este projeto propõe testar diferentes composições vacinais incluindo uma vacina inativada baseada em L. monocytogenes gamma-irradiada associada a diferentes adjuvantes como alginato e quitosano e uma vacina inédita constituída de uma proteína quimérica recombinante baseada em epitopos preditos para MHCI e MHCII de proteínas sabidamente imunogênicas de L. monocytogenes em modelo murino e modelo gerbil. Buscamos com as vacinas propostas a indução de uma resposta imune celular contra os antígenos vacinais após desafio com L. monocytogenes, e uma resposta protetora caracterizada pela redução da infecção e ausência da manifestação clínica da doença nos modelos experimentais. Este projeto possui clara relevância para desenvolvimento científico, tecnológico ou de inovação no campo de estudo. Com este projeto será possível ampliar o conhecimento controle de infecção por L. monocytogenes utilizando dois modelos animais. Por se tratar de uma vacina inovadora de proteína quimérica baseada em epitopos preditos de proteínas sabidamente imunogênicas, existe grande potencial de depósito de patente ou know how caso resultados sejam promissores. A longo prazo, a vacina poderá ser comercializada com intuito de reduzir a ocorrência de listeriose neurológica ou materno fetal em ruminantes. Além disso, os resultados fornecerão subsídios para uma publicação científica de artigo científico e divulgação dos resultados em evento científico, o que representam benefícios diretos para sociedade. Em paralelo, deste projeto possibilitará a formação, treinamento e desenvolvimento de censo crítico científico de alunos de pós-graduação e graduação envolvidos no projeto e ainda tem o potencial de gerar novos projetos futuros fortalecendo a linha de pesquisa e maior inserção da coordenadora na pós-graduação e consequentemente formação continuada de recursos humanos altamente qualificados.
  • Universidade Federal de Minas Gerais - MG - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022
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Tatiane Campos Trigo

Ciências Biológicas

Genética
  • microbiota de felídeos neotropicais: uma abordagem evolutiva e conservacionista pela análise metagenômica
  • A associação microbiota-hospedeiro pode assumir diferentes formas na natureza, podendo apresentar um caráter apenas transitório ou de longo-prazo. Dentre estes dois extremos podem ocorrer vários outros tipos de associações que incluam inclusive a presença de organismos potencialmente patogênicos. Todos os metazoários têm uma parceria com pequenos ou grandes consórcios de microrganismos para melhorar a saúde e a sobrevivência neste planeta, sejam eles comensais ou simbióticos. Esta parceria pode ser tão íntima que alguns pesquisadores consideram que os organismos hospedeiros (animal ou planta) com todos os seus microorganismos associados podem funcionar como uma unidade de seleção na evolução, apresentando assim um íntimo processo de co-evolução. Este complexo processo co-evolutivo pode ser perturbado por mudanças ou situações de stress que alterem o genoma dos hospedeiros ou dos microorganismos, apresentando consequências importantes sobre o equilíbrio estabelecido ente microbiota e hospedeiro. Os microorganismos são encontrados em abundância nos mamíferos e podem representar um componente importante na saúde e ecologia destes animais. Apesar de sua importância, temos ainda pouco conhecimento sobre estes, principalmente em espécies de mamíferos silvestres. No geral, os estudos envolvendo mamíferos silvestres têm focado basicamente na detecção de poucos vírus e bactérias específicos, particularmente naqueles de potencial patogênico. No entanto, para a avaliação da importância da presença destes organismos em populações silvestres, é preciso antes conhecer as comunidades microbianas naturalmente associadas a estas. Este conhecimento pode, hoje, ser adquirido por novas metodologias de análise, como a metagenômica, que possibilita a investigação de uma gama muito maior de microorganismos, e aquisição de um conhecimento muito mais amplo sobre a microbiota natural associada, assim como sobre aquela identificada como potencialmente patogênica. Considerando a relação evolutiva íntima entre microbiota e hospedeiro, e sua importância no valor adaptativo das espécies, a avaliação de comunidades microbianas em diferentes espécies silvestres pode trazer importantes contribuições para o conhecimento de aspectos evolutivos, ecológicos e sanitários deste tipo de relação biológica. Dentro de Mammalia, os felídeos silvestres seguem o mesmo padrão, com um conhecimento ainda muito incipiente sobre sua microbiota associada. Deste modo, considerando a ampla experiência de trabalho de nosso grupo de pesquisa com estes organismos, selecionamos duas espécies de felídeos neotropicais e a análise metagenômica, para iniciarmos a construção de um panorama sobre as associações específicas entre microbiota e hospedeiro, e suas implicações evolutivas, ecológicas e sanitárias nesta Família de carnívoros. As duas espécies selecionadas compreendem dois felídeos proximamente relacionados: Leopardus guttulus e L. geoffroyi, que compartilham uma história evolutiva peculiar e complexa. O presente projeto se propõe a utilizar a metagenômica para caracterizar a microbiota destas espécies no Estado do Rio Grande do Sul, região onde foi identificada a ocorrência de uma zona de hibridação. Para isto, amostras de tecido destes felídeos serão processadas individualmente para identificação das populações de bactérias (bacterioma) e vírus (viroma) presentes. Para o bacterioma serão amplificadas regiões variáveis de 16S rRNA e para o viroma, após processo de filtragem para concentração de vírus, os ácidos nucléicos (DNA e RNA) serão extraídos e submetidos à reação de transcrição reversa e síntese de DNA com iniciadores aleatórios. As amostras serão então sequenciadas utilizando a plataforma de sequenciamento de alto desempenho MiSeq. Para a identificação dos táxons de microorganismos serão realizadas análises in silico em bancos de dados genômicos de microrganismos. A análise proposta será realizada exclusivamente em amostras de L. geoffroyi e L. guttulus comprovadamente de origem pura, sem evidência do processo de hibridação, a fim de caracterizar as microbiotas de cada espécie. A partir dos dados obtidos, pretendemos construir um panorama das comunidades microbianas existentes em cada espécie, permitindo uma abordagem comparativa da diversidade bacteriana e viral entre diferentes indivíduos de uma mesma espécie, bem como do microbioma das diferentes espécies. A obtenção destas informações para populações geneticamente puras permitirá a avaliação futura das populações híbridas quanto a possíveis alterações genéticas, ecológicas, sanitárias e comportamentais, que possam estar relacionadas com alterações no valor adaptativo destas. Além do aspecto evolutivo, outro aspecto importante para estas espécies, com significativo impacto sobre a conservação, é a potencial circulação de patógenos tradicionalmente associados a carnívoros domésticos em espécies silvestres. Tanto L. guttulus quanto L. geoffroyi são consideradas como vulneráveis a extinção no Estado do Rio Grande do Sul e no Brasil sendo a identificação destes agentes fundamental para a definição de medidas de controle e manejo. Desse modo, além do conhecimento da comunidade microbiana normalmente associada a estes felídeos, pretendemos obter dados também sobre a ocorrência de possíveis agentes patogênicos bacterianos e virais, tradicionalmente associados a carnívoros domésticos, como cães e gatos, que possam infectar indivíduos selvagens. Finalmente, este projeto prevê a primeira avaliação de comunidades microbianas em carnívoros silvestres neotropicais com base na análise metagenômica, com a geração do maior conjunto de informações sanitárias e de biota microbiana de pequenos felídeos de vida-livre já disponibilizado. Esta metodologia inovadora no campo da Medicina da Conservação poderá ser estendida para outras áreas de distribuição destas espécies, incluindo vários países das Américas, assim como para outras espécies de carnívoros silvestres também ameaçadas.
  • Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul - RS - Brasil
  • 21/09/2017-30/09/2020
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Tatiane Combi

Ciências Exatas e da Terra

Oceanografia
  • utilização de amostradores passivos para determinação de contaminantes emergentes e poluentes orgânicos persistentes na baía de todos os santos, ba
  • O uso de produtos químicos potencialmente perigosos para o ambiente (incluindo poluentes orgânicos persistentes (POPs), contaminantes emergentes, entre outros) em grandes quantidades e variedade ameaça as águas, os sedimentos e a biota. A presença de uma gama tão ampla de compostos no ambiente resulta em interferências durante a realização de análises químicas, prejudicando a avaliação da ocorrência e distribuição de contaminantes em matrizes ambientais. Desta maneira, o desenvolvimento e a otimização de métodos de amostragem e métodos analíticos capazes detectar diversas classes de compostos em níveis muito baixos está entre as questões mais complexas e atuais na área da química ambiental, especialmente em países menos desenvolvidos como o Brasil. O desenvolvimento dessas metodologias é essencial para a avaliação dos níveis de contaminação e risco ambiental em áreas costeiras e marinhas. Essa proposta pretende implementar um método de amostragem passiva para análise de contaminantes emergentes e poluentes orgânicos persistentes na Baía de Todos os Santos (BTS), BA - Brasil. A metodologia analítica para análise concomitante dos contaminantes selecionados também será otimizada e implementada. Adicionalmente, pretende-se avaliar a ocorrência, variações espaço-temporais e as fontes potenciais dos contaminantes em áreas de interesse na BTS, bem como contribuir com dados inéditos para os inventários regionais e globais.
  • Universidade Federal da Bahia - BA - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022