Projetos de Pesquisa

 

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Alysson Wagner Fernandes Duarte

Ciências Biológicas

Microbiologia
  • antártica e caatinga: diversidade microbiana e bioprospecção de enzimas e pigmentos
  • Em ambientes com características restritivas como o continente Antártico e o bioma Caatinga, os ciclos biogeoquímicos e as cadeias alimentares, muitas vezes, chegam a ser formados principalmente por microrganismos, os quais possuem um papel fundamental no transporte de energia, reciclagem da matéria orgânica e mineralização de nutrientes. A Antártica é o continente mais remoto e inóspito, possuindo o clima mais frio e seco conhecido da Terra, sendo conhecido como deserto frio. Por outro lado, a Caatinga é caracterizada por apresentar temperaturas elevadas, alta radiação solar, além do déficit hídrico. Além disto, a Caatinga é um bioma exclusivamente brasileiro, e seu patrimônio biológico não é encontrado em outro lugar do planeta. Esses ambientes são caracterizados por diferentes fatores limitantes ao desenvolvimento de qualquer forma de vida, inclusive microbiana. O entendimento da diversidade microbiana associada a estes ambientes “extremos” está em início de descoberta e pode representar um avanço no campo científico e tecnológico. Nesse sentido, o objetivo do projeto é avaliar a diversidade microbiana associada a liquens coletados do ambiente Antártico e na Caatinga de Alagoas, além da prospecção de enzimas e pigmentos microbianos. Os isolados positivos serão identificados por taxonomia polifásica, com análise macro e microscópica e sequenciamento das regiões: D1/D2 do gene 26S (leveduras) e 16S (bactérias). Adicionalmente, será avaliada a diversidade filogenética, além da prospecção de enzimas como protease com atividade fibrinolítica, além da triagem de microrganismos solubilizadores de fosfato e pigmentos microbianos. Em relação à prospecção de enzimas, inicialmente os isolados serão submetidos a triagem de protease, seguido de avaliação da ação de hidrólise de fibrina. Para triagem dos microrganismos solubilizadores de fosfatos, será utilizado o meio de cultura NBRIP, com Ca3(PO4)2 como fonte de P. Espera-se também obter a produção de pigmentos microbianos, bem como a caracterização e avaliação da atividade antimicrobiana, antioxidante e fotoprotetora. Os resultados deste projeto permitirão ampliar a compreensão da diversidade microbiana relacionada às amostras do ambiente Antártico e da Caatinga, bem como auxiliar na descoberta de enzimas e pigmentos microbianos com diferencial aplicação biotecnológica. Por fim, os microrganismos isolados no âmbito do projeto constituirão um acervo que será preservado e depositado na Universidade Federal de Alagoas, Campus Arapiraca.
  • Universidade Federal de Alagoas - AL - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022
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Alzir Azevedo Batista

Ciências Exatas e da Terra

Química
  • complexos metálicos: citotoxidade e mecanismo de ação
  • O presente projeto visa a obtenção de compostos de rutênio(II), cobre(I), platina(II) ou paládio(II) contendo como ligantes bifosfinas, diiminas e produtos naturais, ou derivados, aciltioureas mercaptopiridina ou mercaptopirimidinas, Os compostos a serem obtidos serão caracterizados por várias técnicas, tais como análise elementar (C,N,H), espectroscopia de absorção na região do infravermelho e UV/Vis; RMN (1H, 13C e 31P), eletroquímica, e quando for o caso, por difração de raios X. Ensaios objetivando o conhecimento da citotoxidade dos compostos contra células tumorais serão realizados. Para a realização dos ensaios in vitro poderão ser utilizadas diversas linhagens de células tumorais, tais como mama MDA-MB-231 (invasiva) e MCF-7 (não invasiva), a tumoral de próstata DU-145, hepatocarcinoma humano (HEPG-2) e por meio de comparação será utilizada a célula sadia de fibroblasto de camundongo L929. Serão também realizados ensaios para verificar a atividade dos compostos contra doença de Chagas e tuberculose, além do estudo dos complexos como agentes anti-oxidantes. Estudos serão também realizados para que se vislumbre um possível mecanismo de ação dos compostos, nos ensaios biológicos: 1.ENSAIOS DA POSSÍVEL FRAGMENTAÇÃO DO DNA 2.ESTUDO DA INTERAÇÃO COMPLEXO/DNA 3.ESTUDO DA INTERAÇÃO COMPLEXO/HSA ou BSA 4.MEDIDAS DE VISCOSIDADE 5. MEDIDAS DE DICROISMO CIRCULAR 6. DETERMINAÇÃO DA LIPOFILICIDADE (LOG P) 7. ELETROFORESE EM GEL 8. CICLO CELULAR E ENSAIO DE APOPTOSE 9.ANÁLISE MORFOLÓGICA DAS CÉLULAS 10. TESTES IN VIVO (a serem feitos pelos colaboradores, profa. Elisângela Lacerda(UFG) e Denise Crispim - UNIFRAN)
  • Universidade Federal de São Carlos - SP - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022
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Amanda Castro Oliveira

Ciências Exatas e da Terra

Matemática
  • mulheres e meninas mineiras nas ciências exatas, engenharias e computação.
  • A sub-representação das mulheres nas Ciências Exatas, Computação e Engenharias ainda é uma situação que parece distante de ser superada. Embora as mulheres já ocupem mais de 50% das vagas no cursos de graduação no Brasil, um levantamento realizado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico aponta que em relação às Ciências Exatas e Engenharias a participação das mulheres ainda é muito baixa em relação à participação dos homens. São 36% de mulheres nas Engenharias e 35% nas Ciências Exatas. Se considerarmos o número de professoras efetivas que atuam nos departamentos de Ciências Exatas, Física, Ciência da Computação, Química, Engenharia e Estatística da Universidade Federal de Lavras, o total não chega a 30%. Dentre as estudantes dos cursos de graduação o panorama é semelhante, as mulheres são menos de 40% de todos os/as discentes dos cursos de Engenharias, Física, Matemática, Química, Computação e Sistemas de Informação, sendo menos de 11% de todos os/as estudantes ativos no curso de Ciência da Computação e menos de 18% no curso de Engenharia de Controle e Automação. Partindo do pressuposto de que uma uma comunidade científica diversificada tende a ser mais criativa, produzir melhores resultados e maiores avanços surge a seguinte questão: Por que as meninas não vão para as áreas de Ciências Exatas, Computação e Engenharias? Por que há tão poucas professoras nesses departamentos? Diferenças na socialização de gênero que começam desde a infância, pouco estímulo da família e da sociedade, preconceitos dos mais diversos, desconhecimento sobre as áreas, poucas referências de mulheres que trabalham na área, estereótipos de gênero, ambiente hostil para as mulheres, dupla-jornada são algumas das respostas encontradas nas pesquisas que tratam a questão. Diante dessas constatações esse projeto pretende realizar diversas ações que, por meio da colaboração universidade-escola, incentivem e promovam a participação e a permanência de mulheres nessas áreas contribuindo assim para mitigar com a desigualdade de gênero nas Ciências Exatas, Computação e Engenharias.
  • Universidade Federal de Lavras - MG - Brasil
  • 22/03/2021-30/09/2022