Projetos de Pesquisa

 

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Silvia Pereira de Castro Casa Nova

Ciências Sociais Aplicadas

Administração
  • empreendedorismo promovendo mudança social, cultura e desenvolvimento econômico
  • Apesar de sua importância, relativamente poucos trabalhos de pesquisa têm se dedicado a examinar a realidade das micro e pequenas empresas (MPE) e propor soluções para seus problemas. Seus problemas são específicos e diferentes dos problemas e desafios das empresas de grande porte (Bortoli Neto, 1980) e a deficiência gerencial administrativa pode ser um fator relevante na continuidade e sucesso desses empreendimentos (Casa Nova, 1996). Adicionalmente, o processo de gestão das MPEs poderia ser “apoiado e facilitado pelas informações geradas pela contabilidade” apesar de que “comumente, as informações fornecidas pelos escritórios [de contabilidade] distanciam-se daquelas demandadas pelos usuários” e que poderiam efetivamente apoiar as decisões relativas ao negócio (Silva, 2015). Esse quadro se acentua se considerarmos o caso de empreendedores não tradicionais (Aylward, 2007) e de mulheres empreendedoras que ocupam um importante papel no crescimento de suas economias, especialmente em casos em que um alto potencial esteja presente, ou seja, de mulheres que liderem negócios que sejam inovadores, atendam um mercado em expansão e seja orientados à exportação (Terjesen e Amorós, 2010). Empreendedores são influenciados pelas condições de negócios do ambiente em que se encontram, sendo o ecossistema de suporte ao empreendedorismo essencial para o incentivo à criação e o apoio à evolução de micro e pequenas empresas. Diferentes países contam com ecossistemas diferenciados (Global Entrepreneurship Monitor). Os empreendedores são influenciados por um ambiente de negócios instável, que é altamente regulado e burocrático nas etapas críticas de gestão de um negócio, desde o estágio inicial até o final. Ahl (2006) descreveu que algumas das instituições formais e condições culturais adicionam barreiras para mulheres quando iniciam ou expandem seus negócios. Portanto, em sociedades que não prevaleçam incentivos para mulheres como modelos de liderança, o desenvolvimento de mulheres de alto potencial é limitado. A proposta de pesquisa é estudar como empreendedores identificam e desenvolvem oportunidades que se tornam negócios nascentes, com base no modelo teórico proposto por Ardichvili et al. (2003) e, para explorarmos na continuidade do projeto, se há e quais são as diferenças entre empreendedores homens e mulheres em negócios tradicionais e não tradicionais. E por fim, como a contabilidade pode apoiar a criação, a implementação e a gestão de empreendimentos. Buscaremos entender como os fatores propostos nesse modelo teórico se aplicam à realidade por meio do estudo de casos exemplares. Aylward (2007) define o termo tradicional levando em consideração setores em que as mulheres têm presença preponderante no início dos negócios, como por exemplo, serviços, varejo e relacionados ao cuidado (caring). Por outro lado, mulheres empreendedoras não têm sido encontradas por exemplo em setores como o de alta tecnologia. Esse seria, portanto, exemplo de um negócio não tradicional para mulheres (p. 3-4). Aplicamos a lógica reversa para empreendedores homens, ou seja, setores com prevalência feminina são considerados não tradicionais para eles. Desse modo, a definição de negócio não tradicional nessa pesquisa, leva em consideração um recorte de gênero. Acrescentaremos à definição de negócios não tradicionais os negócios sociais e culturais que, por fazerem parte de uma realidade recente, ainda não apresentam evidências que permitam afirmar se são tradicionalmente masculinos ou femininos. Assim, foram incluídos na pesquisa como não-tradicionais independentemente de gênero. Por fim, tendo em vista que o ecossistema de apoio ao empreendedorismo pode ter um peso essencial no sucesso do negócio, propôs-se um estudo comparativo entre Brasil, Portugal e Estados Unidos, países que estão em estágios bastantes distintos em relação a esse ecossistema.
  • Universidade de São Paulo - SP - Brasil
  • 01/06/2017-31/05/2021
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Silvia Regina Batistuzzo de Medeiros

Ciências Biológicas

Genética
  • estudo do reteno como marcador químico de exposição ambiental e humana
  • A poluição do ar tem atraído forte atenção sobretudo após ter sido classificada pela IARC, em 2013, como pertencente ao Grupo I, isto é carcinógeno para humanos. Dentre os poluentes que são liberados na atmosfera, o material particulado (MP) é o que mais se destaca, sendo uma mistura complexa contendo material inorgânico, orgânico e mesmo biológico, de diversos tamanhos aerodinâmicos. Dentre os componentes do MP estão os Hidrocarbonetos Policíclicos Aromáticos (HPAs) e dentre estes, o Reteno foi o de maior concentração identificado na queima de biomassa oriunda da floresta amazônica. O Reteno é abordado na literatura como marcador de queima de biomassa, mas na realidade, se mostra um eficiente marcador de queima de celulose, visto que na queima da castanha de caju este HPA não é encontrado, conforme demonstrado por nosso grupo. Interessantemente, o reteno não é considerado um poluente prioritário pela US-EPA (US – Environmental Protection Agency), também não se encontra classificado pela IARC, por ser pouco estudado. Entretanto, trabalhos prévios de nosso grupo mostraram que o reteno foi capaz de causar danos no DNA de células de adenocarcinoma de pulmão (linhagem A549) obtidos pelo ensaio do cometa, como também promoveu o aumento significativo de estresse oxidativo e a morte celular (necrose), na mesma linhagem celular. Vale ressaltar que as concentrações usadas do reteno, correspondiam às concentrações encontradas no MP, o qual estava abaixo do limite permitido pela OMS que é de 50 μg/m3. Estas informações nos levaram a questionar se este HPA não teria um papel maior nos processos de mutagenicidade. Desta forma, o objetivo desta proposta é avaliar o potencial citotóxico, genotóxico e mutagênico do reteno e seus mecanismos moleculares. Para tanto, serão usados os modelos: i) bacteriano, com o teste de Ames; ii) eucarioto in vitro, usando a linhagem BEAS-2B e iii) eucarioto in vivo, usando os modelos do Zebrafish e do Caenorhabditis elegans. Para alcançar os objetivos, pretende-se adotar as seguintes metodologias: In vitro, utilizando as linhagens celulares: célula de adenocarcinoma de pulmão A549 e célula normal de pulmão humano - BEAS-2B: (1) avaliar a citotoxicidade do reteno utilizando ensaio MTT; (2) avaliar genotoxicidade do reteno por teste CBMN (Cytokinesis-block micronucleus cytome assay) e ocorrência de quebras de DNA pela sinalização de γ-H2AX por Western Blot e citometria de fluxo; (3) analisar o ciclo celular por meio da citometria de fluxo; (4) analisar o estresse oxidativo por meio da detecção de espécies reativas de oxigênio via DCFH-DA (2’,7’-diclorofluorosceína diacetato) e detecção de enzimas anti-oxidantes como catalase (CAT), superóxido dismutase (SOD) e glutationa peroxidase (GPx); (5) avaliar da capacidade do reteno em induzir transformação celular por meio do teste de formação de colônia independente de ancoragem e ensaio de migração; (6) analisar o perfil de RNAs codantes e não codantes expressos por metodologias de transcriptômica; Para o modelo in vivo (Zebrafish): (7) avaliar o potencial toxicológico agudo e crônico do reteno ao longo do desenvolvimento embrio-larval e em Zebrafish adultos; (8) avaliar o comportamento do zebrafish exposto ao reteno; (9) avaliar a genotoxicidade utilizando ensaio cometa e micronúcleo em larvas e/ou adultos; (10) analisar a morte celular (apoptose e necrose) por coloração com brometo de etídio e laranja de acridina; (11) avaliar das mudanças moleculares usando metodologia de transcriptômica e/ou qPCR. Para o modelo in vivo C.elegans: (12) avaliar os efeitos do reteno sobre marcadores biológicos; (13) avaliar o efeito do reteno sobre o estresse oxidativo e estado redox; (14) avaliar o efeito do reteno na neurodegeneração. Como resultado do presente projeto, espera-se compreender melhor as respostas biológicas da toxicidade do reteno, a fim de oferecer subsídios para a inclusão deste HPA como marcador de exposição ambiental e humana, bem como identificar compostos capazes de servir de alvos moleculares contra a toxicidade que venha a ser desencadeada pelo mesmo. Espera-se, igualmente, formar pessoal crítico na metodologia científica, fortalecer programas de pós-graduação e contribuir para a ciência internacional e desenvolvimento do país.
  • Universidade Federal do Rio Grande do Norte - RN - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022