Projetos de Pesquisa

 

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Silvio Sanches Veiga

Ciências Biológicas

Morfologia
  • obtenção de antígenos loxoscélicos recombinantes para soroterapia de segunda geração e vacina anti-loxoscélica.
  • O Loxoscelismo é o quadro clínico desencadeado após a picada das aranhas do gênero Loxosceles. No estado do Paraná é visto a maior incidência de Loxoscelismo do Brasil e uma das maiores do mundo, com cerca de 43 mil casos entre 2007 e 2015. As espécies mais comumente envolvidas nesses acidentes, no Brazil, são Loxosceles intermedia, Loxosceles gaucho e Loxosceles laeta. O Loxoscelismo é caracterizado principalmente por uma lesão dermonecrótica no local da picada acompanhada de espalhamento gravitacional e intensa resposta inflamatória. Manifestações sistêmicas podem em menor frequência estar presentes e são representadas por distúrbios renais e hematológicos que podem levar a óbito. O único tratamento específico é a utilização de soro anti-veneno, que possui a capacidade de reduzir alguns efeitos do envenenamento. Esse soro é produzido com a utilização dos venenos brutos das aranhas L. intermedia, L. laeta e L. gaucho, em cavalos, porém o soro apenas minimiza o envenenamento se admistrado nas primeiras 12 horas, após esse período a eficácia diminui bastante especialmente para a dermonecrose. O principal objetivo desse projeto é desenvolver antígenos recombinantes para a produção de soro de segunda geração, mais potente, mais eficaz e que possa neutralizar os efeitos tóxicos do veneno, mesmo após várias horas da picada. Para isso, propõe-se o enriquecimento dos venenos das aranhas-marrons mais encontradas no Paraná, com toxinas dermonecróticas recombinantes com mutações pontuais e biologicamente inativas, mas ativas como estimulantes antigênicos. O estudo do veneno bruto por análises do transcriptoma da glândula produtora do veneno confirmou a presença 20% de transcritos para fosfolipases-D (toxinas dermonecróticas). Essas toxinas são as responsáveis pela maioria dos efeitos biológicos observados no Loxoscelismo, o que as tornam indispensáveis para o entendimento e planejamento de alternativas para diagnosticar e tratar o Loxoscelismo. Até o momento, algumas isoformas de fosfolipases-D presentes no veneno foram identificadas e biologicamente caracterizadas. Os efeitos deflagrados por essas toxinas dependem da atividade enzimática, em que os resíduos de aminoácidos que compõem o sítio catalítico e/ou ligantes de substratos são conservados. Em vista disso, o uso dessas toxinas recombinantes como ferramentas adjuvantes poderia auxiliar na produção de um soro mais eficaz, mais específico e com maior título de anticorpos neutralizantes, uma vez que apresentaria um maior poder de neutralização das toxinas dermonecróticas. O uso de mutantes recombinantes biologicamente inativos das fosfolipases-D na imunização seria menos danoso aos animais utilizados na produção do soro e promoveria um maior título de anticorpos neutralizantes no soro. Esta estratégia também poderia ser utilizada na geração de antígenos protetores que poderiam ser utilizados na produção de vacina anti-loxoscélica para indivíduos sujeitos a exposição ao envenenamento.
  • Universidade Federal do Paraná - PR - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022
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Silvio Segundo Salej Higgins

Ciências Humanas

Sociologia
  • covid-19: proposta de um modelo epidemiológico que incorpora estruturas sociais de contágio
  • O objetivo geral consiste em produzir indicadores epidemiológicos que permitam associar características epidemiológicas a diversos fatores sociométricos, estando estes vinculados às iterações sociais em diversos contextos de socialização. Os objetivos específicos 1) Estruturar e propor modelos de distribuições paramétricas para grafos que sejam compatíveis com formas de interação em círculos sociais-chave para prever o curso da pandemia e assim escolher as melhores estratégias de desconfiamento. Quatro são os círculos sociais considerados relevantes: vizinhanças em favelas, centros comerciais e supermercados, instituições de ensino e equipamentos de transporte público. 2) Fazer análise estatística dos modelos propostos para círculos sociais-chave, nas estratégias graduais de desconfiamento, assim como especificar ou estimar os parâmetros epidemiológicos destes contextos de interação. 3) Realizar as simulações tanto para os círculos de interação como para a propagação da epidemia e representar graficamente de maneira apropriada os resultados, por exemplo curvas do número de infectados ao longo do tempo nestes contextos. Isto permitirá também assinalar os efeitos de diversos regímenes de distanciamento social. 4) Construir indicadores apropriados, por exemplo o número básico de reprodução RO, para a indicação dos efeitos dos diversos cenários de distanciamento sobre os efeitos estimados em cada um dos círculos sociais considerados. 5) Montar interfaces simples e em linguagem aberta para os usuários destes modelos, assim como manuais explicativos. 6) Promover a iteração de grupos de pesquisa epidemiológica no Equador e Brasil.
  • Universidade Federal de Minas Gerais - MG - Brasil
  • 16/07/2020-15/09/2022