Projetos de Pesquisa

 

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Alysson Helton Santos Bueno

Engenharias

Engenharia de Materiais e Metalúrgica
  • seleção de materiais e eficiência de inibidores de corrosão em meios contendo co2 sob fluxo para dutos de óleo e gás.
  • A corrosão por CO2 é a forma predominante de corrosão encontrada na produção de óleo e gás, apresentando um grande problema na indústria do petróleo. Isso está associado ao fato de materiais utilizados em tubulações de transporte estarem, frequentemente, expostos a meios corrosivos contendo esse gás. Além da pressão parcial de CO2, outros parâmetros devem ser levados em consideração na avaliação da corrosividade por CO2, tais como: temperatura, pH, composição da solução, velocidade das fases, concentração de íons ferro e teor de oxigênio. A presença de CO2 no interior do duto pode induzir um processo de precipitação de filme protetor de carbonato de ferro (FeCO3) quando a concentração dos íons Fe2+ e CO32- excederem o limite de solubilidade. A formação e a estabilidade deste filme podem proteger ou não a superfície do metal e isto vai depender da influência de certos fatores do meio. Logo, com o intuito de retardar e controlar a corrosão ativa e reduzir os efeitos dos processos corrosivos, inibidores de corrosão são adicionados ao fluido transportado. Contudo, geralmente, os dutos já se encontram pré-corroídos e com deposição de FeCO3, o que pode afetar a ancoragem e eficiência dos inibidores de corrosão. Este projeto tem por objetivo estudar a corrosão interna em dutos, avaliando os efeitos de fluidos multifásicos e do produto de corrosão por CO2 na seleção de materiais metálicos e na eficiência de inibidores de corrosão. Serão realizados ensaios em aço carbono API 5L X65, aços inoxidáveis martensíticos 13Cr, supermartensítico 13Cr e 17Cr com superfícies cruas e pré-corroídas em meios contendo CO2 sob fluxo (gaiola rotatória, flow loop e impelidor) na ausência e presença de inibidores orgânicos para simular condições semelhantes às encontradas em campo. A monitoração do processo corrosivo será feita através de técnicas eletroquímicas, gravimétricas e caracterização microestrutural. Os resultados obtidos serão relevantes para a área e para as indústrias de óleo/gás.
  • Universidade Federal de São João Del-Rei - MG - Brasil
  • 17/03/2022-31/03/2025
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Amadeu Moura Bego

Outra

Divulgação Científica
  • princípio da indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão: uma proposta de design pautada na inter-relação entre divulgação científica, casos investigativos e inovação no ensino de química
  • Discussões sobre a relação entre ciência, universidade e sociedade vêm ganhando destaque nos cenários nacional e internacional, sobretudo em função das diversas consequências oriundas da pandemia de Covid-19 e da infodemia de “fake news” nas redes sociais e grande mídia. No contexto brasileiro, destaca-se o princípio da indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão (IEPE) como uma maneira de potencializar diálogos transformadores entre as universidades e os demais setores da sociedade. As universidades têm se deparado ao longo dos anos com o grande desafio de desenvolver efetivamente projetos pautados nesse princípio com dimensões política, educativa, científica e cultural. Iniciativas no campo da divulgação científica (DC) têm sido empreendidas nos últimos anos, porém muitas delas não são pautadas nesse princípio da indissociabilidade. Este projeto propõe a validação de um design educacional (DE) que parte da IEPE por meio da integração entre DC, casos investigativos (CI) e inovação no ensino de química. O projeto envolverá uma rede de colaboração entre um grupo de pesquisa de química, um grupo de pesquisa em ensino de química e um projeto de extensão. Pautado nos princípios metodológicos da pesquisa interventiva do tipo Design-Based Research, a validação de um ciclo do DE visa: desenvolver processos otimizados de produção de materiais de DC sobre publicações científicas relevantes de um grupo de pesquisa de química; desenvolver processos otimizados de produção de CI para o ensino de química a partir dos materiais de DC; investigar os impactos da implementação de CI em uma disciplina de química da graduação; investigar os impactos da implementação de CI no âmbito de um projeto de extensão junto a estudantes da educação básica. Espera-se produzir informação científica útil que contribua para uma melhor compreensão tanto de projetos baseados na IEPE quanto aprofundar estudos sobre as inter-relações entre estas dimensões a partir de ações em rede.
  • Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho - SP - Brasil
  • 04/02/2022-28/02/2025
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Amanda Castro Oliveira

Ciências Exatas e da Terra

Matemática
  • mulheres e meninas mineiras nas ciências exatas, engenharias e computação.
  • A sub-representação das mulheres nas Ciências Exatas, Computação e Engenharias ainda é uma situação que parece distante de ser superada. Embora as mulheres já ocupem mais de 50% das vagas no cursos de graduação no Brasil, um levantamento realizado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico aponta que em relação às Ciências Exatas e Engenharias a participação das mulheres ainda é muito baixa em relação à participação dos homens. São 36% de mulheres nas Engenharias e 35% nas Ciências Exatas. Se considerarmos o número de professoras efetivas que atuam nos departamentos de Ciências Exatas, Física, Ciência da Computação, Química, Engenharia e Estatística da Universidade Federal de Lavras, o total não chega a 30%. Dentre as estudantes dos cursos de graduação o panorama é semelhante, as mulheres são menos de 40% de todos os/as discentes dos cursos de Engenharias, Física, Matemática, Química, Computação e Sistemas de Informação, sendo menos de 11% de todos os/as estudantes ativos no curso de Ciência da Computação e menos de 18% no curso de Engenharia de Controle e Automação. Partindo do pressuposto de que uma uma comunidade científica diversificada tende a ser mais criativa, produzir melhores resultados e maiores avanços surge a seguinte questão: Por que as meninas não vão para as áreas de Ciências Exatas, Computação e Engenharias? Por que há tão poucas professoras nesses departamentos? Diferenças na socialização de gênero que começam desde a infância, pouco estímulo da família e da sociedade, preconceitos dos mais diversos, desconhecimento sobre as áreas, poucas referências de mulheres que trabalham na área, estereótipos de gênero, ambiente hostil para as mulheres, dupla-jornada são algumas das respostas encontradas nas pesquisas que tratam a questão. Diante dessas constatações esse projeto pretende realizar diversas ações que, por meio da colaboração universidade-escola, incentivem e promovam a participação e a permanência de mulheres nessas áreas contribuindo assim para mitigar com a desigualdade de gênero nas Ciências Exatas, Computação e Engenharias.
  • Universidade Federal de Lavras - MG - Brasil
  • 22/03/2021-31/05/2023