Projetos de Pesquisa

 

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Tania Maria Ruffoni Ortiga

Ciências da Saúde

Medicina
  • novas abordagens translacionais em técnicas de rerpodução assistida
  • Segundo a Organização mundial da saúde (OMS), a infertilidade é uma doença do sistema reprodutivo definida clinicamente pela incapacidade de conseguir uma gravidez clínica após 12 meses ou mais de uma relação sexual regular sem o uso de métodos contraceptivos (Zegers-Hochschild, 2009). Devido ao aumento de casais que procurarm as clínicas de reprodução assistida, tanto no Brasil, quanto no mundo. A identificação de biomarcadores da qualidade oocitária e embrionária são desafios a serem atingidos no campo de reprodução assistida. Além de várias outras razões, a diminuição no número de embriões gerados e congelados sem diminuição na taxa de sucesso da fertilização in vitro evitaria discussões éticas nas clínicas e o estresse psicológico da decisão dos pacientes. Novo no campo, é a possibilidade, ainda inexplorada da vitamina D. A vitamina D, na natureza existem em duas formas, o colecalciferol (D3) e o ergocalciferol (D2). Ambas as isoformas da vitamina D (D2 e D3) são encontradas em alimentos e suplementos diferentes, entretanto, só a D3 pode ser produzida pela pele (Kamen e Tangpricha, 2010). A Pré-vitamina D3 é formada da provitamina D3 na pele em resposta aos raios ultravioleta. A vitamina D sintetizada na pele é inativa e precise ser hidroxilada até sua complete ativação, inicialmente no fígado e depois nos rins onde é convertida em 1, 25-diidroxicolecalciferol. A forma ativa da vitamina D é a 1, 25-diidroxicolecalciferol ou 1, 25(OH)2D3 \ (Walters 1992; Studzinski, McLane et al. 1993; Bouillon, Okamura et al. 1995) e suas ações genômicas são mediadas principalmente pelo seu receptor nuclear específico, o VDR (Holick 2006). Entretanto, os mecanimos moleculares das ações da vitamina D durante o desenvolvimento, assim como os efeitos e impactos dos polimorfismos encontrados no VDR na população são ainda desconhecidos (Morrison, Qi et al. 1994). Camundongo, a produção de folículos pré-ovulatórios encontra-se prejudicada na ausência do VDR. No nos animais knock-out para o receptor VDR, nenhuma alteração importante foi vista durante o desenvolvimento e crescimento dos animais antes do desmame (Yoshizawa, Handa et al. 1997). Entretanto, após o desmame, os animais apresentaram alopecia, má formação ósse a infertilidade (Yoshizawa, Handa et al. 1997). Fêmeas homozigotas apresentam homoplasia uterina e foliculogênese incompleta, apresentando somente folículos primários e secundários após 7-8 semanas de vida. Folículos de Grafafian não foram encontrados, causando diminuição na produção de estradiol que levou, como consequência a hipoplasia uterina desses animais. Resultados de microarray mostraram a presença de genes relacionados ao metabolismo da vitamina D e as enzimas de ativação desse hormônio como a 1hidroxilase além da calbidina, proteína ligadora de cálcio proteína (Brannian, Eyster et al. 2010). Portanto, os dados da literatura sugerem que a Vitamina D tenha papel na foliculogênese. Entretanto, o exato papel, além da relação da vitamina D com a viabilidade oocitária e o resultado da gestação em seres humanos ainda tem que ser investigado. Além do oócito, estudar marcadores de qualidade de embriões e novas técnicas de cultivo dos mesmos, usando tanto suporte de células tronco quanto tecnologias menos invasivas como o INVO também serão abordados neste projeto. Neste projeto, objetivamos: 1) estudar a via de sinalização da vitamina D no ambiente do folículo e oóctio 2) desenvolver modelo animal de carência de vitamina D gestacional, 3) Investigar marcadores de qualidade oocitária através do estudo do fluido folicular e das células da granulosa 4) Estabelecer nova matriz de cultivo embrionário usando células troco humanas e 5) Analisar vários marcadores de qualidade embrionária comparando técnicas de fertilização in vitro tradicionais com a INVO 6) Abordar a função placentária de gestações concebidas pela FIV.
  • Universidade Federal do Rio de Janeiro - RJ - Brasil
  • 01/06/2017-30/11/2021
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Tania Maria Sarmento da Silva

Ciências Exatas e da Terra

Química
  • análises químicas e biológicas de produtos apícolas e meliponícolas do nordeste brasileiro
  • A apicultura e meliponicultura tem se destacado por constituir uma das áreas do setor de agronegócios capazes de gerar importantes impactos sociais e econômicos, especialmente em regiões onde vivem populações menos favorecidas economicamente como a região semiárida. Neste sentido as atividades ligadas a apicultura e meliponicultura foram escolhidas devido à grande relevância na região Nordeste do Brasil e por apresentar uma das poucas atividades agropecuárias que, sendo conduzidas de maneira racional, atende aos três requisitos da sustentabilidade: o econômico, o social e o ecológico, fornece renda, ocupa mão de obra familiar ou contratada e contribui para a preservação da flora nativa. No presente projeto serão analisados os constituintes químicos e atividades biológicas dos produtos apícolas (pólen e própolis de Apis mellifera) e meliponícolas (pólen, mel e geoprópolis de Melipona mandacaia, M. subnitida, Trigona spinipes, Frieseomelitta doederleini, Melipona mondury, Tetragonisca angustula Latreielle) coletados na região Nordeste do Brasil. A pesquisa visa ainda a transferência de tecnologia para os produtores sobre técnicas e conhecimentos contextualizados nas demandas dos sistemas em estudo.
  • Universidade Federal Rural de Pernambuco - PE - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022