Projetos de Pesquisa

 

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Suzane Lima Costa

Lingüística, Letras e Artes

Letras
  • as cartas dos povos indígenas ao brasil
  • Trata-se da criação e publicização do primeiro arquivo digital de cartas escritas por indígenas e encaminhadas ao Brasil em três importantes períodos da nossa história literária e política: 1630-1680 (antes do Brasil), 1888-1930 (na nação Brasil) e entre 2000-2018 (no presente Brasil). Com a criação desse arquivo pretende-se analisar as composições desse tipo de escrita, discutindo quem é o Brasil destinatário dessas cartas, tanto para apresentar os modos como diferentes líderes indígenas, ao biografarem suas próprias vidas, narram uma outra história do Brasil, quanto para demonstrar como nessas correspondências os povos indígenas nos apresentam a uma outra concepção de autoria: à noção de povo-autor. Para tanto, partiremos das 664 cartas já selecionadas e catalogadas durante a execução do projeto Autobiografias indígenas em trinta anos de cartas (projeto financiado pelo CNPq no Edital Universal 2013), analisando o destinatário Brasil e os contornos da autoria individual e coletiva dos indígenas durante o período de 2000-2018. Em seguida, nos dedicaremos à análise das cartas produzidas pelos indígenas Antonio Paraopeba e Felipe Camarão (cartas escritas no período colonial), presentes nos Arquivos da Real Biblioteca (Koninklijke Bibliotheek) da Holanda, em Haia (Nationale Bibliotheek van Nederland), bem como das cartas em defesa da terra, produzidas entre as décadas de 1888-1930. Após seleção, tradução e análise dessas correspondências, partiremos para a revisão bibliográfica das noções de autor e autoria no espaço biográfico até chegarmos às leituras sobre formas e funções do gênero epistolar na literatura brasileira. Como resultado final desta pesquisa, além da sua comunicação em congressos nacionais e internacionais e da publicação de artigos em revistas indexadas, pretendemos apresentar dois produtos principais: 1. Um arquivo dessas cartas em uma plataforma digital: espaço para outros estudos sobre a história literária do Brasil através das correspondências dos indígenas; 2. Uma exposição foto(áudio)biográfica dessas cartas, que possa promover uma discussão estética/política da autoria indígena em escolas públicas e museus nacionais e internacionais.
  • Universidade Federal da Bahia - BA - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022
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Suzann Flavia Cordeiro de Lima

Ciências Sociais Aplicadas

Arquitetura e Urbanismo
  • identificação de atributos espaciais em empresas com políticas de responsabilidade social, para a contratação de parceria público-privada ou cogestão na construção e administração de estabelecimentos penitenciários
  • A utilização de Parcerias Público-Privadas (PPPs) ou de regime de cogestão como forma de contratação dos serviços de construção e administração de estabeleci mentos penitenciários tem sido apresentada recorrentemente como alternativa frente à necessária reformulação do sistema prisional brasileiro. Justificando-se na insuficiência do investimento estatal dispensando ao sistema carcerário e no intuito de conferir maior dignidade ao atendimento dos apenados, em cumprimento ao disposto no art. 1º da Lei de Execução Penal, Lei nº 7.210/84, a gestão compartilhada da administração de presídios mediante a adoção do sistema de PPPs ou cogestão, ainda que sem alcançar números expressivos, é realidade no Brasil desde o final da década de 1990. Considerando que as pesquisas realizadas sobre o tema quase sempre não abrangem o universo de prisões privatizadas e quando o fazem não diferenciam adequadamente os modelos de cogestão e de PPPs, pode-se dizer que não há no país dados confiáveis e sistematizados que possibilitem atualmente a avaliação das unidades prisionais cuja administração prisional foi transferida para empresas com fins econômicos. Desenhado esse quadro, é objeto da pesquisa o levantamento das informações relativas à contratação por meio de PPPs e de cogestão no sistema prisional, visando conferir base empírica à análise comparativa das prisões privatizadas em relação aos vários aspectos que as diferenciam das unidades administradas exclusivamente pelo poder público, para que seja possível identificar a melhor alternativa frente à crescente população carcerária e às constantes crises que atingem as prisões do país. Observe-se que pelos contratos de PPPs, as prisões são projetadas, construídas, financiadas, operadas e mantidas por companhias privadas por um longo período de tempo; no caso do Brasil, 30 anos. As unidades em regime de cogestão, que representam a quase totalidade dos casos de privatização de presídios praticados no país, identificam-se, por sua vez, como espécie de contratação em que o Estado assume a direção da unidade, de sua guarda e escolta externa, enquanto a empresa privada assume toda a operacionalização da unidade, gerindo serviços de saúde, alimentação, limpeza, vigilância e escolta internas, além da manutenção das instalações. A pesquisa foi iniciada em edital publicado pelo IPEA e terá continuidade, realizada por pesquisadores da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) da Universidade Federal de Alagoas (UFAL) e alunos do curso de graduação em arquitetura e urbanismo e de graduação em engenharia civil. A pesquisa deverá ser desenvolvida a partir de três eixos, que deverão refletir sobre os impactos dos modelos privatizados de contratação e gestão de unidades prisionais com relação: 1) Ao impacto econômico e orçamentário; 2) À qualidade dos serviços prestados, no que se refere à Humanização dos espaços; 3) Às experiências internacionais em perspectiva comparada.
  • Universidade Federal de Alagoas - AL - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022