Projetos de Pesquisa

 

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Amauri Alcindo Alfieri

Ciências Agrárias

Medicina Veterinária
  • instituto nacional de ciência e tecnologia para a cadeia produtiva do leite
  • O leite é um dos alimentos mais completos e mais consumidos em todo o mundo. Independente da classe social, o leite é parte importante da dieta de indivíduos de todas as idades, particularmente crianças. A sua importância como alimento faz com que essa proteína de origem animal seja produzida em todo o mundo nas mais diversificadas escalas de produção (micro, pequena, média e grande). O Brasil é o quarto maior produtor comercial de leite do mundo caracterizando, com isso, a importância dessa cadeia produtiva para o agronegócio brasileiro. Diferentemente de outras cadeias produtivas inseridas no agronegócio, o leite é uma fonte de renda mensal que contribui consideravelmente com a manutenção da população no meio rural; tem grande função social, pois gera milhares de empregos diretos e indiretos; é uma das poucas atividades rurais passível de ser realizada nas mais distintas escalas de produção; a maioria dos rebanhos não compete com a agricultura, pois utiliza pastagens em áreas não agricultáveis contribuindo com o uso racional e sustentável do ambiente. Todos esses atributos fazem da pecuária leiteira uma das atividades rurais brasileiras mais tradicionais. De acordo com o último Censo Agropecuário, o país possui 1,35 milhão de propriedades produtoras de leite, com aproximadamente de 5 milhões de pessoas envolvidas diretamente na atividade. Do total de produtores 80% corresponde a pequenos produtores com produção leiteira máxima de 50 L/dia em estabelecimentos de agricultura familiar. Com isso, é evidente a importância nacional da Cadeia Produtiva do Leite. Entretanto, a produção anual de leite (1382 L/vaca/ano) está longe dos índices produtivos dos principais países produtores, como EUA e China, com produções de 5710 L/vaca/ano e 4166 L/vaca/ano, respectivamente. O consumo per capita anual brasileiro é de 172,6 litros, enquanto o recomendado pela Organização Mundial de Saúde é de 210 litros/habitante/ano. Entre os fatores que interferem na produtividade da pecuária de leite brasileira pode-se citar a exploração de animais de baixa aptidão leiteira e a subutilização de técnicas que envolvem melhoramento genético, nutrição, sanidade e manejo racional. Por todos esses aspectos negativos a Cadeia Produtiva do Leite, tema central da presente proposta de formação de Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia para a Cadeia Produtiva do Leite (INCT – Leite), consta das políticas públicas de governo no contexto da Política Nacional para o Agronegócio. Por meio de uma rede de cooperação científica interinstitucional englobando dezenas de laboratórios e pesquisadores e inserida nos níveis estadual, nacional e internacional, o INCT – Leite tem como missão desenvolver ações de pesquisas com alto impacto científico nas diversas vertentes da Cadeia Produtiva do Leite. A principal meta será o desenvolvimento científico e tecnológico de toda a cadeia produtiva, por meio de pesquisas direcionadas à solução de problemas e aumento da produtividade e lucratividade desta atividade pecuária, com respeito ao Bem-estar Animal, sustentabilidade e meio-ambiente. O INCT – Leite terá ainda como missão a formação de recursos humanos em todos os níveis (médio, técnico, graduação e pós-graduação), a socialização dos conhecimentos com os setores produtivo (cooperativas e indústrias) e público e com a sociedade. O grupo de pesquisadores vinculados à instituição sede atua de forma integrada em temas relacionados à Cadeia Produtiva do Leite por mais de 30 anos. As pesquisas científicas desenvolvidas nas várias áreas do conhecimento, de forma integrada, possibilitaram avaliar a eficácia da adoção de medidas com relação à mitigação de alguns aspectos que contribuem negativamente em parâmetros que interferem na produtividade da cadeia leiteira. Ainda, no estado do Paraná também participam como instituições colaboradoras da proposta do INCT – Leite os Centros Mesorregionais de Excelência em Tecnologia do Leite (CMETL). Os oito CMETL, construídos com recursos da FINEP e da Fundação Araucária, foram idealizados para articular e desenvolver a Cadeia Produtiva do Leite no estado. Adicionalmente, os pesquisadores da instituição sede e das demais parceiras (nacionais e internacionais) desenvolvem pesquisas basicamente em 5 grandes linhas temáticas de pesquisa que integram a Cadeia Produtiva do Leite destacando-se: i) Sanidade; ii) Produção; iii) Reprodução; iv) Bem-estar animal, sustentabilidade e meio ambiente; v) Qualidade, tecnologia e mercado do leite. As linhas temáticas de pesquisa são constituídas por projetos que abordam os vários atores incluídos na cadeia produtiva destacando-se os animais, o produto e subprodutos, o ambiente e o mercado. É fato que os proponentes do INCT – Leite, tanto aqueles vinculados à instituição sede quanto, particularmente, às instituições parceiras, reuniram-se também para concretizar a presente proposta. Facilmente é possível constatar que a grande maioria deles já atua de forma compartilhada desenvolvendo projetos e publicações em conjunto, alguns dos quais por mais de uma década. A oportunidade de concretizar a proposta INCT – Leite contribuirá com o desenvolvimento da Cadeia Produtiva do Leite em todas as suas vertentes, não apenas no estado do Paraná, mas em todo o Brasil. Essas ações terão reflexos diretos nas condições de vida do trabalhador rural, aumentando a sua renda e padrão de vida. Por fim, o aumento de produção, produtividade e rentabilidade da Cadeia Produtiva do Leite possibilitará o incremento de sua inserção e importância no âmbito do agronegócio brasileiro por meio da geração de divisas, impostos, empregos, entre outros. Além disso, contribuirá no atendimento dos desafios social, econômico, tecnológico e ambiental.
  • Universidade Estadual de Londrina - PR - Brasil
  • 23/11/2016-30/11/2024
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Amauri Alcindo Alfieri

Engenharias

Engenharia Elétrica
  • proposta da universidade estadual de londrina para apoio à formação de doutores em centros de excelência
  • Vide projeto anexo
  • Universidade Estadual de Londrina - PR - Brasil
  • 09/01/2020-09/01/2025
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Amélia Nunes Sicsú

Ciências da Saúde

Enfermagem
  • tuberculose pulmonar em crianças: produção de uma tecnologia para rastreamento de risco
  • O Amazonas apresentou em 2020 o maior número de casos de tuberculose (TB) registrados em todo o território nacional e se destacou por um expressivo coeficiente de mortalidade da doença entre crianças (2,4% por 100 mil habitantes), mostrando as lacunas existentes no rastreamento precoce, demora e dificuldade em estabelecer diagnóstico e a subnotificação de casos de TB nessa população. A TB em crianças, em suma, se apresenta na forma mais grave, sendo necessário que o diagnóstico seja realizado o mais rápido possível para evitar complicações mais severas e risco considerável de óbito pela demora de uma conduta terapêutica em tempo hábil. Todavia, em países com alta carga da doença, os profissionais de saúde rotineiramente estão sobrecarregados, levando a testes diagnósticos incompletos. As áreas de difícil acesso, por sua vez, são desprovidas de exames mais sofisticados. Assim, questiona-se: quais as ferramentas/funcionalidades e conteúdos devem conter em um aplicativo móvel para rastreamento de casos de TB em crianças? Esse aplicativo pode auxiliar os profissionais de saúde na otimização do rastreamento? Acredita-se que um aplicativo móvel que realize a classificação de risco em crianças de forma mais rápida, considerando quadro clinico, com leitura de radiografias sugestivas para TB, contato com pessoas com TB, prova tuberculínica e estado nutricional, auxilie na tomada de decisão de profissionais de saúde da Atenção Primária à Saúde, incluindo o enfermeiro, que em áreas isoladas do estado do Amazonas, assume papel protagonista na condução das ações de controle da TB, bem como, contribui para diminuir taxas de internação, deslocamentos, agravos e óbitos por TB em crianças. Portanto, objetiva-se desenvolver um aplicativo móvel de rastreamento de risco para TB pulmonar em crianças por meio de uma pesquisa de desenvolvimento tecnológico baseada no modelo RUP.
  • Universidade do Estado do Amazonas - AM - Brasil
  • 20/03/2022-31/03/2025
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Amélia Severino Ferreira e Santos

Engenharias

Engenharia de Materiais e Metalúrgica
  • desenvolvimento de revestimentos poliméricos nanoestruturados e sustentáveis para fabricação de embalagens ativas
  • O desenvolvimento de materiais nanoestruturados oriundos de fontes renováveis tem recebido atenção nos últimos anos, com destaque para os nanocompósitos poliméricos que apresentam propriedades funcionais e menor impacto ambiental. Diante disso, este projeto tem como objetivo desenvolver nanopartículas poliméricas de poli(IBOMA-co-farneceno) (IBOMA/Far) em meio disperso, estabilizadas por nanocristais de celulose (NCC) para serem utilizadas como revestimento de embalagens de papel para alimentos. Nestas embalagens serão aspergidas, por solution blow spraying (SBSp), nanopartículas de prata (AgNP) biogênica sintetizada, a partir de extratos vegetais provenientes do semiárido. Este projeto será desenvolvido entre a UFPB e o ICT-UNIFESP com apoio técnico da BASF S.A., visando inovar na: produção dos revestimentos poliméricos “verdes”, empregando matérias primas de fontes renováveis; síntese verde de AgNP pelo uso de extratos vegetais, em especial, do bioma caatinga; produção de látexes híbridos de IBOMA/Far/NCC com propriedades coloidais e de aplicação superiores aos revestimentos tradicionais empregados na fabricação de embalagens de papel; produção de embalagens ativas por SBSp com teores reduzidos de prata e com impacto direto na redução da exposição dos consumidores à agentes químicos. As AgNP e os NCC serão caracterizados com relação à morfologia, grau de cristalinidade (NCC) e atividade antimicrobiana (AgNP). Já os látexes de IBOMA/Far/NCC serão caracterizados em relação à conversão global, morfologia das nanopartículas, propriedades coloidais e reológicas. Os polímeros produzidos com as melhores propriedades coloidais serão empregados na fabricação de embalagens de papel cartão, as quais serão revestidas superficialmente com AgNP biogênica com melhores propriedades antimicrobianas por SBSp comparativamente ao processo de laminação. As embalagens produzidas serão avaliadas em relação às propriedades mecânicas e de barreira, migração e atividade antimicrobiana.
  • Universidade Federal da Paraíba - PB - Brasil
  • 16/03/2022-31/03/2025