Projetos de Pesquisa

 

Foto de perfil

Sandra Marcia Muxel

Ciências Biológicas

Parasitologia
  • regulação pós-transcricional via micrornas e impacto no metaboloma de macrófagos infectados por leishmania amazparticipação dos micrornas na regulação pós-transcricional e o impacto no metaboloma de macrófagos infectados por leishmania amazonensis
  • A infecção por Leishmania leva a um conjunto de manifestações clínicas caracterizadas por lesões tegumentares e/ou viscerais. A leishmaniose é uma doença tropical negligenciada endêmica em 88 países, com incidência anual de 1,5 milhões de casos com manifestações cutâneas e 300 mil com manifestações viscerais. No Brasil, a doença é considerada um importante problema de saúde pública, com incidência estimada de 100.000 casos/ano. A Leishmania é um protozoário parasita que alterna seu ciclo de vida entre os hospedeiros invertebrado (flebótomo) e mamífero. Formas promastigotas metacíclicas são encontradas encontradas na probóscide do inseto vetor e ao serem transmitidas se diferenciam para formas amastigotas no interior de células fagocíticas, entre elas os macrófagos, de hospedeiros mamíferos. As enzimas arginase de L. amazonensis (La-ARG) e arginase 1 (ARG1) do macrófago convertem a L-arginina em ureia e ornitina, este último atua como precursor da via de poliaminas, moléculas essenciais para a proliferação do parasita. Por outro lado, a competição pelo substrato L-arginina pela enzima óxido nítrico sintase 2 (NOS2) pode regular a produção de óxido nítrico (NO) em macrófagos infectados, que leva à morte do parasita. Contudo, a disponibilidade de L-arginina e regulação de seu metabolismo em macrófagos infectados, bem como a disponibilidade de poliaminas para as formas amastigotas do parasita ainda não é compreendida. O projeto pretende investigar o metaboloma em macrófagos murinos e humanos infectados com L. amazonensis, focando na interação parasita-hospedeiro e como a expressão de micro(mi)RNAs/mRNAs interferem na infectividade. Os objetivos do estudo estão focados na função dos miRNAs no metabolismo de poliaminas e na geração da resposta imunológica durante a infecção por L. amazonensis. A descrição desses componentes da resposta imunológica relacionados à disponibilidade e metabolismo de L-arginina na produção de NO versus poliaminas, são importantes para a descoberta de alvos para o diagnóstico e prognóstico da leishmaniose, bem como para o desenvolvimento de drogas para o tratamento. O projeto fará parte da colaboração entre a Universidade de São Paulo e a Universidad de San Pablo-CEU (Madri, Espanha), com o envolvimento de alunos e colaboradores.
  • Universidade de São Paulo - SP - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022
Foto de perfil

Sandra Maria Campos Alves

Ciências Agrárias

Agronomia
  • práticas agroecológicas na produção de artesato de palha da carnaúba: revegetação e reaproveitamento sustentável em comunidade quilombola
  • A proposta tem como objeto a construção de tecnologias sociais na produção agroecológica, visando a inovação no manejo e produção sustentável, através das oficinas de Agroecologia. Intencionamos a ampliação da produção do artesanato da palha da carnaúba, como foco principal da proposta para a melhoria da qualidade de vida e erradicação da pobreza. Essa tecnologia é pioneira, inovadora para a condição do semiárido nordestino. Representa uma possibilidade sustentável e de rentabilidade dentro da comunidade para os jovens e mulheres.
  • Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte - RN - Brasil
  • 01/12/2018-30/05/2021
Foto de perfil

Sandra Patussi Brammer

Ciências Agrárias

Agronomia
  • estratégias bioquímicas, cito-moleculares e de bioinformática funcional para compreensão da resistência genética de trigo à ferrugem da folha
  • Fatores ambientais e estresses bióticos, como é o caso da ferrugem da folha do trigo, causada pelo fungo Puccinia triticina, têm afetado, com frequência, a produtividade e a qualidade do produto final do trigo. A ocorrência de epidemias de ferrugem da folha na região do Cone Sul da América do Sul, também afeta drasticamente a competitividade da cultura. No Brasil, a ferrugem da folha possui adaptação ao clima sul-brasileiro e o fungo possui elevada taxa de especialização fisiológica. Em decorrência disso, é observado em até três novas raças fisiológicas do patógeno por ano. Portanto, no caso das ferrugens, o uso de cultivares de trigo resistentes é considerado o método mais efetivo e econômico. Toropi, cultivar brasileira de trigo, lançada em 1965, é um exemplo de cultivar com resistência de planta adulta (RPA),em que sob elevada pressão de inóculo, vem mantendo esta resistência por mais de 50 anos. Por este motivo, vários estudos estão sendo realizados por parte da equipe de pesquisadores integrantes desta proposta. Entretanto, muito ainda deva ser pesquisado, pois diferentes abordagens são necessárias quando se trabalha com trigo, uma vez que apresenta constituição genômica complexa. Neste contexto, a proposta visa avançar no entendimento dos mecanismos de resistência genética à ferrugem da folha em trigo, por meio de estratégias bioquímicas, cito-moleculares e de bioinformática funcional. Serão utilizadas sementes geneticamente puras dos parentais Toropi (resistente), IAC 13-Lorena (suscetível) e das três linhas mais resistentes advindas do cruzamento de Toropi x IAC 13-Lorena. Toda a população foi previamente fenotipada para RPA na Embrapa Trigo e confirmada a resistência, via genotipagem molecular, no National Institute Agriculture Botany (NIAB). As atividades serão coordenadas nos seguintes Planos de Ação: 1) Gestão; 2) Histoquímica e Microscopia (de varredura, ótica e de fluorescência); 3) Fisiologia e Bioquímica (atividades enzimáticas e proteicas) e 4) Bioinformática Funcional. A equipe executora é referência nacional nestas áreas e apresenta forte integração e parcerias consolidadas. O projeto contribuirá com novos resultados na identificação dos mecanismos e rotas bioquímicas básicas envolvidas durante o processo de infecção do fungo P. triticina em trigo, além da relação com os principais compostos histoquímicos e estruturas celulares associados aos genes expressos na interação patógeno-hospedeiro.
  • Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária - DF - Brasil
  • 01/06/2017-28/02/2021
Foto de perfil

Sandra Raquew dos Santos Azevêdo

Ciências Sociais Aplicadas

Comunicação
  • interface comunicão-saúde no combate à pandemia do covid-19: gestão de conteúdo nas mídias sociais, combate à fake news e agendamento midiático
  • Esse projeto visa promover uma análise das estratégias adotadas por instituições como a Fundação Oswaldo Cruz e Secretaria Estadual de Saúde da Paraíba, no intuito de enfrentar a disseminação de informações falsas, no contexto da pandemia do COVID-19. Estudaremos ainda as estratégias de relacionamento com a imprensa, por meio das mídias sociais como Instagram e Whatsapp, observando a gestão de conteúdo nesses ambientes virtuais, com vistas o gerenciamento da crise causada pela pandemia e a consolidação de estratégias de prevenção, tendo por base uma política de informação segura no campo da saúde. É nosso objetivo ainda observar a presença destas instituições enquanto fontes especializadas e a presença de seu discurso no agendamento midiático enquanto fontes primárias de informação sobre a pandemia do Coronavírus.
  • Universidade Federal da Paraíba - PB - Brasil
  • 16/07/2020-15/08/2022
Foto de perfil

Sandra Regina Martini

Ciências Sociais Aplicadas

Direito
  • a atenção básica em saúde nas zonas de fronteira do mercosul
  • O direito à saúde nas zonas de fronteira apresenta maior complexidade na medida em que os limites do Estado Nação, não raras vezes, dificultam a efetivação do direito à saúde como um bem da própria comunidade. A atenção básica ou atenção primária em saúde representa uma importante estratégia para a efetivação dos direitos sociais através dos determinantes sociais. O direito à atenção primária implica ver os direitos implementados, ou seja, “vivos”. No que se refere aos países integrantes do MERCOSUL, embora sejam fortemente incentivados pelas Agências Multilaterais, na realidade cotidiana, os limites se apresentam maior do que as possibilidades. Deste modo, a pesquisa está identificando quais as estratégias adotadas tanto pelos operadores do direito quanto pelos da saúde para garantir, nas zonas de fronteira do Brasil com os demais países do MERCOSUL, a atenção básica em saúde como um direito humano naquelas comunidades. Especificamente, a pesquisa estuda tratados e legislações disponíveis para a efetivação da atenção básica em saúde como um direito nas zonas transfronteiriças; busca os principais atores sociais e jurídicos que atuam na defesa da saúde, bem como as situações nas quais os pressupostos do direito vivo e da fraternidade criaram espaços de efetivação de direitos. Partimos do pressuposto de que o direito à atenção básica em saúde, além de direito de todos, é também um bem da própria comunidade. As fronteiras em questão possuem características peculiares que até os dias atuais foram pouco estudadas e dimensionadas; por isso, este estudo não analisa somente o marco referencial jurídico, mas também utiliza a ferramenta da transdisciplinaridade, já que esta permite buscar em outras áreas os fundamentos para reforçar o próprio direito à saúde. Para tal, estamos realizando pesquisa empírica nas zonas de fronteira, embasada em estudos bibliográficos, tendo como método de abordagem os pressupostos da Teoria Geral dos Sistemas Sociais (Luhmann), da Metateoria do Direito Fraterno e do Direito Vivente (Eligio Resta). Luhmann adota a complexidade da sociedade moderna e o processo evolutivo como pontos de partida de sua reflexão. Ele estudou vários sistemas sociais, porém não trabalhou o sistema da saúde, e sim o sistema da medicina. Para Luhmann, a sociedade é muito mais do que um conjunto de indivíduos que agem e interagem, mas é a diferença entre sistema e ambiente. Esta diferença não distancia os indivíduos da sociedade, mas os coloca no ambiente; por isso, trata-se de uma diferença constitutiva. Observamos que o sistema da saúde apresenta claramente autorreferência e autopoiese e, assim, diferencia-se do seu ambiente. Este é o foco da nossa reflexão, a qual sabemos que é mais pautada pelas limitações do que pelas possibilidades e, exatamente por isso, é desafiadora ou produtora de desassossegos. Ainda, relacionamos, durante toda nossa reflexão, os pressupostos do Direito Fraterno com o sistema da saúde e com a aposta que fazemos na construção de uma sociedade em que o direito efetivamente possa contribuir para a ruptura de fronteiras que impedem uma cidadania cosmopolita. A fraternidade apresenta-se como um caminho para consolidação dos direitos humanos, pois o resgate deste pressuposto iluminista, ao mesmo tempo em que traz novos desafios, recupera a velha ideia de ver o outro como um outro “EU”; mais do que isso, a fraternidade está fundada na lei da amizade, no compartilhar, no pactuar. Talvez por isso ela tenha ficado escondida nas masmorras da Revolução Francesa, mas é preciso resgatá-la, e o direito humano à saúde é, sem dúvida, um bom lugar para desvelar este pressuposto. Entender a complexidade do tema da saúde e do direito à atenção básica em saúde nas fronteiras passa também necessariamente pelo conhecimento dos instrumentos jurídico-normativos que temos. Embora exista uma grande distância entre a criação de uma lei e a sua efetivação, esta é fundamental para que se possa concretizar o direito ao direito à saúde. Para o “direito vivo”, o direito não se encontra nas proposições jurídicas (genéricas abstratas e sucintas), mas sim na complexidade, na dinâmica, na abrangência e nas particularidades das relações apresentadas na sociedade, tendo em vista que o direito vivo é o que “domina a vida”. Nota-se, assim, que os códigos, no contexto do direito vivo, nascem velhos e tornam-se defasados a cada dia. Segundo Eligio Resta, o direito vivo não se localiza no Estado, mas sim na realidade social, ele é fruto da própria sociedade, das organizações sociais e assim torna-se a base da ordem jurídica da sociedade. Além do Direito Positivado, cada sociedade tem seu direito vivente onde a formação, deste direito, é constituída não através do poder do Estado, mas através das relações comunitárias. Por isso, a saúde é ponte para a cidadania, podendo ser construída com pactos, acordos, mediação. Vemos que através do direito à saúde, é possível reduzir as barreiras geopolíticas com ações fraternas, nas quais se encontra como locus privilegiado a Atenção Básica em Saúde.
  • Universidade Federal do Rio Grande do Sul - RS - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022