Projetos de Pesquisa

 

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Salete Linhares Queiroz

Ciências Humanas

Educação
  • letramento gráfico: foco no ensino superior de química
  • A linguagem científica é multimodal, isto é, faz uso de diversos modos de comunicação para transmissão do conhecimento científico. Dentre eles, e de particular interesse para esta pesquisa, estão os modos visuais de comunicação, que incluem as inscrições, definidas como representações visuais materiais elaboradas inerentemente durante o fazer científico, tais como gráficos, fotografias, tabelas, equações, mapas, esquemas etc. Dada a importância das inscrições, tanto para a comunicação científica quanto para o ensino de ciências, e a sua forte presença em livros didáticos e na sala de aula, o fato de diversos estudantes apresentarem dificuldades no seu uso e interpretação é preocupante. É nesse contexto que estudos veem sendo desenvolvidos, tendo em vista o entendimento sobre aspectos que interferem na leitura de inscrições, assim como o delineamento de sequências didáticas potencialmente capazes de promover o letramento gráfico dos estudantes. Este se caracteriza como sendo o conhecimento para lidar com os modos visuais de comunicação, em especial as inscrições. Nessa perspectiva, o presente projeto tem como objetivo investigar como as habilidades de letramento gráfico de estudantes de um curso de bacharelado em química se manifestam durante a interação dos mesmos com inscrições em práticas culturais científicas autênticas, que neste trabalho se configuram como exposições orais. Para tanto, duas sequências didáticas serão elaboradas e levadas a cabo de modo a fomentar tais habilidades. A aplicação de duas sequências didáticas distintas não busca a comparação entre a eficácia das mesmas, mas sim a compreensão sobre as potencialidades de cada uma delas frente ao alcance do propósito traçado, que é o desenvolvimento do letramento gráfico dos estudantes. A base teórica para a realização das análises fundamenta-se em trabalhos reportados na literatura sobre leituras de inscrições. O corpus da investigação será constituído das exposições orais produzidas pelos graduandos no contexto de cada uma das sequências didáticas. Pretende-se, dessa forma, contribuir para a reflexão sobre o que permite e/ou o que dificulta o letramento gráfico no âmbito do ensino superior de química.
  • Universidade de São Paulo - SP - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022
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Salomao Antonio Mufarrej Hage

Ciências Humanas

Educação
  • trabalho, natureza e cultura como referências para a construção da escola pública do campo na amazônia
  • Este projeto se propõe investigar as realidades, os conflitos e os desafios que envolvem a Natureza, o Trabalho e a Cultura na Amazônia e utilizá-los como referências para refletir e analisar a Escola, a Educação e as Políticas Educacionais nos territórios do campo, considerando a complexidade, diversidade e inserção da Amazônia no cenário nacional e mundial contemporâneo. Ele toma como fundamentação os estudos e as ações que o nosso grupo de pesquisa vem acumulando através do diálogo com os movimentos sociais representativos dos povos tradicionais e camponeses e com os educadores e educadoras que participam das ações e estudos promovidos pelo grupo, desde sua criação em 2002. A Amazônia é formada por um conjunto de ecossistemas, que vão dos florestais aos não florestais, constituindo complexas e ricas teias de biodiversidade, que possui a maior área preservada de floresta tropical do planeta e de diversidade biológica, que abriga 1/5 da disponibilidade de água potável do mundo. São 250 milhões de hectares de floresta, onde é possível encontrar cerca de 30 milhões de espécies vegetais e animais, e 20 mil quilômetros de via fluvial que abriga cerca de 1.700 espécies de peixes e outras espécies que compõem a diversidade biológica marinha. A Amazônia apresenta uma estrutura produtiva complexa e peculiar, ao abrigar em seu território atividades econômicas de base familiar, cooperadas e solidárias que envolvem tecnologias simples; e processos de produção capitalistas, caracterizados por médios e grandes empreendimentos que usam sofisticadas e complexas tecnologias; desenhando uma matriz geográfica conflitual de usos e de significados de seu território e dos recursos naturais que abriga, expressando-se em lógicas e práticas de trabalho, produção e intervenção diferentes, opostas e/ou antagônicas. A Amazônia possui 13% da população nacional, 72% se concentra em áreas urbanas e nos territórios rurais vivem as populações tradicionais e camponesas, que constitui uma das maiores diversidades étnicas e culturais do mundo. Essas populações convivem em meio a teia complexa de relações, mobilizações e movimentos sociais que são diversas e singulares, resultantes de conflitos e alianças em função das disputas pela afirmação das diversas identidades culturais e de interesses e demandas advindas dos processos de territorialização, desterritorialização e reterritorialização dos grupos e povos, em meio às relações de poder desiguais existentes. Diante de situações existenciais tão ricas que compõem o manancial de saberes, valores, símbolos, crenças, experiências e tecnologias produzidas pelas populações da Amazônia, do campo e da cidade, nas situações próprias de trabalho e produção, na relação com os diversos ambientes, e nas práticas de formação pessoal e coletiva que vivenciam e acumulam; apresentamos esse projeto com a intenção de refletir sobre a Escola, a Educação e as Políticas Educacionais nos territórios do campo na Amazônia tomando como referência as contribuições do Bem Viver, da Agroecologia e da interculturalidade crítica. Pretendemos com esse estudo e com essas referências contrapor à visão hegemônica que tem se apropriado da Escola, da Educação e das Políticas Educacionais para fortalecer a mercantilização da vida e da sociedade, o individualismo, a competitividade e o consumismo, que hierarquiza, privilegia e reconhece os grupos com maior poder, apresentando suas culturas e saberes como padrão de sociabilidade; ao mesmo tempo em que exclui, silencia, invisibiliza, discrimina e estigmatiza os modos de vida próprios dos povos e comunidades tradicionais e camponesas da Amazônia, tratando-os como primitivos, arcaicos, atrasados, conservadores, sem história, sem cultura, incivilizados, alienados e sem perspectivas de futuro. Nossa aposta é de que a Escola, a Educação e as Políticas Educacionais, assentadas em relações de reciprocidade e complementaridade entre ser humano e natureza expressas por meio do Bem Viver, no trabalho cooperado e diversificado com enfoque agroecológico, e na dialogicidade e eticidade como princípios de afirmação da Interculturalidade; possam se configurar enquanto territórios de reconhecimento da diversidade sociocultural, racial, étnica, de gênero, religiosa e de fortalecimento da esfera pública na Amazônia, assumindo a responsabilidade com a formação de sujeitos críticos, a partir de seu lugar, e, ao mesmo tempo, capazes de colocar-se e entender-se em relação e interação com outros sujeitos e espaços sócio-políticos e culturais, em escala local e global. Em tempos de insegurança e de tensões que configuram a realidade brasileira na atualidade, precisamos de serenidade e ousadia para traçar estratégias que apontem caminhos e possibilidades que não nos permitam enveredar pelo ceticismo e retroceder nas conquistas já asseguradas. A luta por uma Sociedade de Direitos Humanos e Sociais garantidos, efetivados e universalizados é o nosso horizonte, e continua sendo a nossa meta e a nossa utopia. Na Sociedade de Direitos que estamos construindo e queremos fortalecer, a Escola, a Educação e as Políticas Educacionais, tomando como referência a discussão sobre a Natureza, o Trabalho e a Cultura na Amazônia são centrais para a formação humana dos sujeitos, e para a edificação de uma cultura política participativa e protagonista neste território e de um projeto emancipatório, soberano e sustentável de sociedade.
  • Universidade Federal do Pará - PA - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022
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Salomão Barros Ximenes

Ciências Humanas

Educação
  • efeitos do desenvolvimento institucional do ministério público na judicialização das políticas públicas de educação básica no brasil
  • O Ministério Público (MP) é o principal agente no processo de judicialização da política educacional no País, e ganhou maior relevância à medida que o órgão se desenvolvia, com destaque para as reformas institucionais ocorridas em meados dos anos 2000, a partir da aprovação da Reforma do Judiciário e da criação do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP). Da análise desse processo partimos da premissa de que há, na atualidade, a convergência de dois processos de reestruturação institucional do MP com grande potencial de impacto na atuação desse órgão em relação a direitos e políticas públicas educacionais. Tais processos são a centralização administrativa, que tem como marco a criação do CNMP, e a especialização funcional, demonstrada pela criação de centros de apoio operacional e promotorias especializadas. Nossa principal hipótese é que a conjugação desses processos é o principal fator explicativo a influenciar a judicialização da política de educação básica em todo o País, através de medidas judiciais e extrajudiciais. Essa relação entre evolução institucional do MP, judicialização da educação e influência em políticas educacionais ainda não foi estudada de forma ampla, o que justifica a proposta apresentada. Para tal, apresentaremos um diagnóstico do quadro de institucionalização de órgãos e funções especializados do MP no controle externo de políticas públicas de educação básica, bem como de iniciativas de articulação interinstitucional decorrentes desse processo. Em seguida, analisaremos as proposições de agendas de judicialização da educação centralmente definidas, estudando as ações nesse sentido desenvolvidas no âmbito do Conselho Nacional do Ministério Público - CNMP, do Colégio Nacional de Procuradores Gerais de Justiça - CNPG e da Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão - PFDC. Por fim, estudaremos o impacto do desenvolvimento institucional em órgãos específicos do MP – promotorias especializadas, centros de apoio, câmaras temáticas etc –, bem como no trabalho destes em relação às políticas educacionais, objetivando-se compreender e analisar seu desenho administrativo-funcional e jurídico, suas competências, o impacto das determinações e orientações centralmente emanadas, a capacidade de produção de agendas próprias, a influência externa de atores políticos e da sociedade civil organizada e o fluxo de demandas de judicialização da educação. Este projeto integra um esforço interinstitucional e colaborativo voltado ao aprofundamento dos estudos sobre o fenômeno da judicialização da educação, esforço coordenado pelo autor desta proposta e pelas professoras Adriana Aparecida Dragone Silveira (UFPR) e Vanessa Elias de Oliveira (UFABC), ambas com ativas pesquisas nesse campo, às quais esperamos que venha a se somar a presente proposta. Entendemos que a convergência de esforços e de projetos de pesquisa, com a consequente articulação de pesquisadores em formação vinculados aos respectivos programas de pós-graduação da UFABC e da UFPR, é condição para o estudo de um fenômeno social tão amplo como a judicialização da educação, sobretudo se o que se pretende é ir além do estudo do conteúdo das decisões judiciais em determinado tribunal, buscando compreender a fundo tanto os impactos das decisões nas políticas públicas como as razões que levam à disseminação do fenômeno.
  • Universidade Federal do ABC - SP - Brasil
  • 01/06/2017-28/02/2022
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Salvador Barros Torres

Ciências Agrárias

Agronomia
  • ação de atenuadores na atividade antioxidante e tolerância de cultivares de cucurbitáceas submetidas aos estresses abióticos
  • As cucurbitáceas são uma das famílias botânicas de mais importância socioeconômica do Brasil. Todavia, os estresses ambientais de origem abiótica são considerados fatores limitantes para a produtividade e um dos períodos mais críticos para a sobrevivência das plantas é durante a germinação até o estabelecimento das plântulas. Nesse caso, estudos que possibilitem a utilização de tratamentos que eliminem ou reduzam os efeitos deletérios causados por esses estresses são de grande relevância. Sendo assim, objetiva-se avaliar o uso de atenuadores de estresses oxidativo e tolerância de diferentes cultivares de cucurbitáceas sob condições de estresses salino e hídrico. Para isso, serão testados sete cultivares de abóbora (Cucurbita spp.), melão (Cucumis melo L.), melancia (Citrullus lanatus Schrad) e pepino (Cucumis sativus L.) e quatro atenuadores de estresse (hidrocondicionamento, peróxido de hidrogênio, ácido giberélico e ácido salicílico), cujas concentrações serão adotadas com base em pré-testes. A pesquisa constará de quatro experimentos para cada espécie. Inicialmente (experimento I) serão verificadas as tolerâncias das cultivares sob estresse hídrico por meio dos testes de germinação, índice de velocidade de germinação, comprimento e massa seca total de plântulas, aminoácidos livres totais, prolina, açúcares livres totais e índice de tolerância. No experimento II será feito o acompanhamento da germinação e atividade antioxidante das cultivares que se mostraram mais tolerantes e sensíveis no experimento I, sob uso de atenuadores de estresse hídrico; neste, serão avaliadas além das variáveis anteriores, a atividade da superóxido dismutase, catalase e ascorbato peroxidase. Nos experimentos III e IV serão realizadas as mesmas avaliações dos experimentos I e II, respectivamente, sob estresse salino. Para simular a condição de déficit hídrico será usado o polietilenoglicol (PEG 6000) e no salino o cloreto de sódio (NaCl) nas concentrações de 0,0; -0,2; -0,4; -0,6 e -0,8 MPa. Os dados obtidos serão submetidos à análise de variância pelo teste F, as médias comparadas pelo teste de Tukey, a 5% de probabilidade para avaliar o efeito das cultivares e dos atenuadores. Será feita a análise de regressão para avaliar o efeito dos níveis de potenciais osmóticos por meio do programa Sisvar.
  • Universidade Federal Rural do Semi-Árido - RN - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022
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Samanta Cristina das Chagas Xavier

Ciências Biológicas

Parasitologia
  • análise espacial e diversidade das espécies de trypanosoma em triatomíneos e mamíferos silvestres, na mata atlântica do sudeste brasileiro
  • O gênero Trypanosoma inclui espécies de parasitos ainda desconhecidas e as estudadas estão associadas a doenças do homem e animais domésticos. Isso vem mudando, pois tornou-se clara a importância da biodiversidade na preservação da saúde ambiental e animal/humana. Pouco se conhece sobre a riqueza de espécies de parasitos na Mata Atlântica. No estado do Espírito Santo (ES) e no Maciço da Pedra Branca, Rio de Janeiro, observamos uma alta diversidade e espécies não identificadas de Trypanosoma. Esse cenário aponta a necessidade do entendimento das variáveis abióticas e bióticas que modulam sua ocorrência, como ampliar o estudo da diversidade de espécies do gênero, incluindo T. cruzi, agente causador da doença de Chagas. O objetivo desse projeto é identificar as variáveis que determinam a diversidade das espécies de Trypanosoma em mamíferos silvestres e triatomíneos na Mata Atlântica. Utilizaremos a análise espacial para determinar as áreas com maior e menor diversidade de tripanosomatídeos no estado do ES e no Maciço da Pedra Branca. Mapas temáticos das áreas estudadas serão gerados frente as seguintes variáveis: clima, solo, vegetação, relevo, biodiversidade e espécies de tripanosomatídeos. Para a determinação da influência de cada variável, os padrões de distribuição espaço-temporal e os níveis de correlação entre as variáveis resposta e explicativa serão avaliadas por análise exploratória e álgebra de mapas. A influência nos padrões de dispersão e diversidade das espécies serão determinadas pela análise multivariada pelo método de classificação pelo vizinho mais próximo. Os resultados observados serão validados a partir da coleta/recebimento de triatomíneos e captura de pequenos mamíferos silvestres nas áreas determinadas pela modelagem espacial. Serão aplicadas as ferramentas parasitológicas e moleculares para determinação das espécies de Trypanosoma e sua diversidade em mamíferos e vetores. Novas espécies serão caracterizadas morfológica e biologicamente.
  • Fundação Oswaldo Cruz - RJ - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022