Projetos de Pesquisa

 

Foto de perfil

Alessandra Tomaselli Fidelis

Ciências Exatas e da Terra

Geociências
  • monitoramento dos padrões temporais e espaciais dos regimes de fogo e acúmulo de material combustível em unidades de conservação com fisionomias campestres e savânicas: implicações para o desenvolvimento de estratégias de manejo integrado de fogo
  • Monitorar e entender as relações entre o fogo e as formações vegetais das fisionomias campestres e savânicas do Cerrado segue sendo um desafio científico muito importante para ampliar a capacidade de gestão destas áreas. A presente proposta busca caracterizar as mudanças de regime de fogo em unidades de conservação nacionais com diferentes status e históricos de manejo de fogo, combinando métodos de sensoriamento remoto e medições in situ para analisar os efeitos do tipo de manejo e uso no acúmulo de material vegetal combustível e na alteração das condições de susceptibilidade a ocorrência de incêndios. Séries multitemporais derivadas de satélites de média/alta resolução espacial (Landsat e Sentinel 2) serão utilizadas para reconstruir o histórico de cicatrizes de áreas queimadas e para gerar a cartografia de acúmulo de materiais combustíveis em 4 unidades de conservação selecionadas (Quilombo Kalunga, Reserva Natural Serra do Tombador, Estação Ecológica Serra Geral do Tocantins e Parque Nacional dos Campos Amazônicos). Os regimes de fogo serão comparados em termos de área total anual, densidade de ignições, tamanho médio e distribuição da cicatriz de queima e época do fogo. Se contará ainda com campanhas de campo para a obtenção de medições in situ da carga combustível de cada área selecionada, que permitam validar e fornecer um contexto ecológico para os padrões de acúmulo de biomassa vegetal observados via satélite. Os avanços metodológicos-científicos contribuirão na consolidação de protocolos de pesquisa e monitoramento para a implementação de planos de manejo de fogo, dando suporte a gestão territorial de unidades de conservação nacionais.
  • Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho - SP - Brasil
  • 30/11/2018-30/11/2021
Foto de perfil

Alessandro Fabricio Garcia

Ciências Exatas e da Terra

Ciência da Computação
  • restaura - refatoramento sequencial: teoria e apoio automatizado
  • Refatoramento é uma prática adotada por empresas de desenvolvimento para melhorar a qualidade estrutural de seus programas, além de garantir a longevidade de programas. Logo, empresas como Google, IBM e Microsoft têm explorado esta prática com objetivo de reduzir custos de manutenção. Entretanto, identificar quando é necessário refatorar o código e como aplicar o refatoramento são tarefas não triviais. Estudos evidenciam diversos efeitos indesejáveis ocasionados por refatoramentos equivocados, tais como a aceleração da degradação do programa. Portanto, desenvolvedores precisam de suporte não somente para identificar quando se refatorar, mas também para aplicar os refatoramentos. Para se identificar oportunidades de refatomentos, desenvolvedores podem utilizar os sintomas de degradação estrutural. Uma vez identificadas, eles precisam de suporte para refatorá-los a fim de minimizar ou remover esses sintomas. Pois, infelizmente, há evidência de que desenvolvedores refatoram código indisciplinadamente ou equivocadamente, o que pode aumentar a degradação estrutural. Consequentemente, eles se sentem desencorajados a refatorar. Para piorar a situação, eles precisam aplicar vários refatoramentos sequenciais, isto é, uma sequência de refatoramentos aplicados no mesmo elemento de código. Estudos relatam que o desenvolvedor pode refatorar o código de forma incompleta quando este requer um refatoramento sequencial para mitigar ou remover a degradação completamente. Entretanto, alguns refatoramentos são inviáveis de serem aplicados, prejudiciais à qualidade do programa ou insuficientes para garantir a melhoria da sua estrutura. Infelizmente, a literatura técnica não provê conhecimento e nem suporte à esta prática em escala industrial. De fato, pouco se sabe sobre como caracterizar um refatoramento sequencial, como ele ocorre na prática e quais os seus impactos para a qualidade estrutural. Em suma, essas e outras limitações da literatura vêm impedindo pesquisadores de prover suporte para os desenvolvedores aplicarem refatoramento sequencial. Esse cenário nos motivou a investigar como apoiar o desenvolvedor na prática de refatoramento sequencial. Para isso, o projeto ReSTaurA (Refatoramento Sequencial: Teoria e Suporte Automatizado) objetiva : (i) prover um arcabouço conceitual para refatoramentos sequenciais e conceitos relacionados; (ii) desenvolver uma teoria que explique como desenvolvedores realizam refatoramentos sequenciais na prática; (iii) propor heurísticas para identificação automatizada de refatoramentos sequencias existentes e um programa; (iv) avaliar o impacto em qualidade de refatoramentos sequenciais; (v) avaliar e classificar os refatoramentos sequenciais como positivos ou negativos com base no seu impacto em sintomas de degradação estrutural e (vi) propor um sistema de recomendação para a realização de refatoramentos sequenciais. Através dos resultados e, em particular, do uso do sistema recomendador proposto, os desenvolvedores poderão realizar refatoramentos sequenciais utilizando as novas abordagens propostas, melhorando a qualidade de seus programas. Ao manter a pesquisa alinhada com as necessidades da indústria, os resultados devem ser úteis e aplicáveis para empresas brasileiras adotarem tais técnicas no desenvolvimento e manutenção de novos sistemas de software, bem como na evolução de sistemas existentes. Espera-se ainda a publicações de artigos científicos em conferências e periódicos relevantes na área de Engenharia de Software. Adicionalmente, durante o projeto, os membros do projeto estarão envolvidos em parcerias industriais internacionais como Amazon, Microsoft e Google, além de nacionais como Instituto Tecgraf, Petrobras, Minds at Work, IBM, NTI/UFAL, Clip-Meyer, GM5, SEFAZ/AM e FPF, propiciando oportunidades de transferência de conhecimento e tecnologia. A equipe também conta com parceiros acadêmicos nacionais (UFCG, UFAL e UFAM) e internacionais (UCLA e UCI).
  • Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro - RJ - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022
Foto de perfil

Alessandro Haupenthal

Ciências da Saúde

Fisioterapia e Terapia Ocupacional
  • efeito da imersão e velocidade na força de reação do solo durante marcha na água
  • Os exercícios aquáticos como componentes fundamentais da maioria dos protocolos dos programas de reabilitação e treinamento na água tem sido ainda pouco explorados em termos de variáveis biomecânicas, o que faz com que a prescrição destes exercícios pelos profissionais seja ainda difícil quando necessita de controle de carga mecânica agindo sobre o indivíduo. Com a finalidade de auxiliar na prescrição destes exercícios, este trabalho objetiva avaliar o efeito da velocidade e imersão nas componentes vertical (Fy), anteroposterior (Fx) e resultante (FR) da FRS durante a caminhada e corrida na água. O tamanho da amostra para esta pesquisa foi calculado em 65 sujeitos. Os participantes terão idade entre 18 a 39 anos, estatura entre 1,60 a 1,95 metros. Para a mensuração da FRS, cada participante realizará a marcha em uma velocidade auto selecionada e em velocidade lenta e rápida (com variação mínima de 20% da auto selecionada). A velocidade será verificada através de um sistema de fotocélulas. Os participantes realizarão os exercícios na água em cinco níveis de imersão, randomizado previamente e contido dentro de um envelope selado (0,75, 0,90, 1,05, 1,20 e 1,35 m). A análise de dados será realizada através de uma análise de variância (ANOVA) com medidas repetidas a partir de um modelo misto para analisar o efeito e interação com um critério de p<0,05. Não foram encontrados estudos que analisaram o efeito combinado e a interação entre imersão e velocidade. Assim, este será o primeiro estudo a realizar esta análise e para ambos exercícios (caminhada e corrida) na água. A partir deste trabalho ocorrerá um melhor entendimento da FRS e com isso melhor embasamento e prescrição do exercício na água. A correta escolha entre carga aplicada e capacidade do tecido em recuperação é crucial para o sucesso do processo de recuperação terapêutica. Assim, o entendimento da alteração combinada entre velocidade e imersão para a definição correta do exercício a ser aplicado e o conhecimento dos fatores capazes de influenciar a carga no treino de marcha na água promovem um melhor raciocínio para a prescrição desta modalidade de tratamento para os pacientes que requerem um controle de carga durante a reabilitação. Este controle de carga ao paciente é um dos principais fatores para o sucesso do processo de recuperação funcional durante a melhora dos tecidos biológicos na reabilitação.
  • Universidade Federal de Santa Catarina - SC - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022