Projetos de Pesquisa

 

Foto de perfil

Alexandre Lima Nepomuceno

Ciências Biológicas

Biotecnologia
  • aumento da tolerância à seca em genótipos elite de soja por edição gênica via crispr/cas
  • A commodity mais importante do agronegócio nacional é a soja, sendo que o Brasil se destaca como maior produtor mundial. Apesar dos dados positivos, cenários apontam para o aumento na frequência de fenômenos climáticos extremos como a seca, o que pode afetar não apenas a produtividade, como também a distribuição espacial da cultura. Entre as estratégias para mitigação dos efeitos da seca está o desenvolvimento de genótipos mais tolerantes. A tolerância à seca é governada por um grande número de genes, tornando difícil a obtenção de cultivares com essa característica por meio do melhoramento genético clássico. Ferramentas biotecnológicas podem contribuir nesse sentido. Trabalhos prévios do nosso grupo mostram que a superexpressão de genes de Arabidopsis thaliana responsivos a via do ácido abscísico (ABA) promovem aumento da tolerância à seca em soja. No entanto, por serem plantas transgênicas, aspectos regulatórios dificultam a disponibilização dessas tecnologias no mercado. Técnicas inovadoras de melhoramento de precisão, como a edição gênica por recombinação homóloga dirigida (HDR) via CRISPR/Cas, são ferramentas úteis para superar esse cenário adverso. Assim, pretendemos de maneira inédita engenheirar o promotor de genes endógenos da soja responsivos à via do ABA visando aumentar sua expressão, e com isso, obter plantas mais tolerantes à seca. A edição gênica será realizada nas cultivares elite de soja BRS 573 e BRS 537, via CRISPR/Cas-HDR, utilizando protocolos pré-estabelecidos em nosso laboratório. De maneira mais precisa, vamos inserir os elementos cis regulatórios ABRE, G-box e TATA-box isolados ou em combinações, no promotor dos genes alvos da própria espécie. Ao final do projeto esperamos obter cultivares de soja GM-free adaptadas à seca e que apresentam maior estabilidade de rendimento frente ao estresse. Adicionalmente, o projeto contribuirá para capacitação de estudantes de graduação e pós-graduação na área de biotecnologia vegetal.
  • Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária - PR - Brasil
  • 04/02/2022-28/02/2025
Foto de perfil

Alexandre Magno Alves Diniz

Ciências Humanas

Geografia
  • mistura social em territórios metropolitanos: diálogos interescalares e internacionais.
  • A análise da distribuição dos grupos sociais nas metrópoles brasileiras nas últimas décadas aponta a dispersão territorial dos grupos médios, gerando espaços socialmente mistos e desafiando o modelo centro-periferia. Os estudos, em geral, utilizam unidades de análise espacial amplas, escamoteando dinâmicas intraurbanas, daí a necessidade de análises em unidades espaciais próximas do cotidiano, tendo em vista as tendências a processos como a gentrificação, mais evidentes na microescala. A pesquisa orienta-se pela hipótese central de que na microescala observam-se diferentes processos de segregação social. Diante do imperativo de escrutinar o interior dos espaços heterogêneos e da necessidade de comparar com outras realidades metropolitanas, propõe-se uma abordagem multiescalar e multimétodo, abrangendo as metrópoles de Belo Horizonte, Buenos Aires e Lille, consolidando parcerias internacionais. A partir da comparação da estruturação das três metrópoles, propõe-se o mergulho na realidade de cada uma delas, identificando os bairros onde se destaca a mescla social. Na terceira fase, de natureza qualitativa, a partir de definição de amostras de bairros heterogêneos selecionados na fase anterior, propõe-se a realização de observações de campo e entrevistas com moradores, abordando seu histórico na cidade, percursos cotidianos, formas de viver, mobilidades, tempo de residência no bairro e formas como se apropriam do espaço de moradia segundo distinções sociais, de gênero, cor, educacionais, associativas entre outras. Para tanto a equipe se constitui de pesquisadores com distintas formações e especializações. A pesquisa deverá resultar em novos conhecimentos sobre a estruturação socioespacial nas metrópoles, em particular na microescala da vivência cotidiana, contribuindo internacionalmente com os avanços teóricos/metodológicos na temática, podendo também contribuir para o desenho de políticas públicas.
  • Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais - MG - Brasil
  • 04/02/2022-28/02/2025
Foto de perfil

Alexandre Melo Bailão

Ciências Biológicas

Genética
  • o que a homeostase de cobre pode nos revelar sobre a patogênese de fungos causadores de doenças negligenciadas?
  • A Histoplasmose (HPM) e Cromoblastomicose (CBM) são doenças fúngicas endêmicas e negligenciadas (NTDs) com alta incidência e morbimortalidade na América Latina incluindo o Brasil. A HPM é causada pelo fungo dimórfico Histoplasma capsulatum e a CBM pelo fungo dematiáceo Fonsecaea pedrosoi. O nutriente cobre (Cu) é essencial para sobrevivência dos organismos, mas em quantidades altas pode ser tóxico. O hospedeiro utiliza mecanismos de limitação de Cu e/ou de toxicidade por excesso do metal como estratégias microbicidas. Como patógenos estes fungos devem apresentar mecanismos moleculares para adaptação e sobrevivência nestas condições encontradas nos sítios de infecção. Tanto a maquinaria de captação de Cu em baixa disponibilidade como a maquinaria de combate a toxicidade tem sido descritos como aspectos relevantes na patogênese de fungos e bactérias. No caso de H. capsulatum, estudos demostraram que a maquinaria de captação de Cu é importante para sobrevivência mais tardiamente, após o pico da imunidade adaptativa do hospedeiro. Entretanto, dados preliminares demonstraram que, nos estágios iniciais da infecção, a maquinaria de detoxificação de Cu é ativada e se mostrou importante para a virulência deste fungo. Estudos iniciais do genoma de F. pedrosoi mostraram que este patógeno apresenta maquinaria para captação em baixa disponibilidade bem como para detoxificação de Cu. Portanto esta proposta objetiva elucidar a relação do Cu com a virulência de dois fungos patogênicos humanos. Estes aspectos serão analisados utilizando ferramentas moleculares, como proteômica e RNAseq, para compreensão dos mecanismos moleculares e bioquímicos de manutenção da homeostase de cobre nos microrganismos; bem como construção de linhagens repórteres e mutantes para avaliação do papel dos genes de interesse na biologia e na virulência desses patógenos. Ainda, serão utilizadas ferramentas genéticas acopladas à proteômica para caracterização dos complexos regulatórios da homeostase do Cu.
  • Universidade Federal de Goiás - GO - Brasil
  • 03/02/2022-28/02/2025