Projetos de Pesquisa

 

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Bruno Rodrigues

Ciências Biológicas

Fisiologia
  • efeitos da estimulação transcraniana por corrente direta (tdcs) na pressão arterial e fluxo sanguíneo cerebral de pacientes hipertensos resistentes: um estudo dos mecanismos autonômicos, vasculares e inflamatórios
  • A hipertensão arterial resistente (HAR) é uma doença complexa e multifatorial, sendo a hiperatividade do sistema nervoso simpático (SNS) e redução da atividade vagal consideradas algumas das principais causas da refratariedade ao tratamento. Ademais, nos últimos anos têm sido demonstradas relações entre os sistemas nervoso autonômico, imunológico e sistema nervoso central. Terapias invasivas, bem como protocolos de exercício físico têm sido desenvolvidos para o tratamento da HAR, porém a hiperatividade do SNS ainda permanece como um desafio para o controle dos níveis de pressão arterial (PA). A possibilidade de se utilizar técnicas de estimulação cerebral, tais como a estimulação transcraniana por corrente direta (tDCS) não invasiva no córtex cerebral na HAR pode ser promissora para reduzir a PA não controlável por medidas farmacológicas e não farmacológicas. Estudos prévios mostraram que a modulação simpática cortical após tDCS pode reduzir os níveis pressóricos, melhorar a função autonômica e capacidade de exercício, no entanto, os desfechos principais estavam associados à melhora da depressão psíquica em pacientes não portadores de HAR, bem como à performance de atletas. Adicionalmente, esta ferramenta terapêutica poderia aumentar o fluxo sanguíneo cerebral (já demonstrado na literatura em outras condições clínicas), prejudicado em pacientes hipertensos em razão da aumentada resistência vascular periférica e remodelamento vascular. Dessa forma, o presente projeto tem como objetivo avaliar se a tDCS agudamente ou por 2 semanas, controlada por placebo-sham, pode reduzir a PA de hipertensos resistente através da redução da atividade nervosa simpática, melhora a modulação autonômica cardiovascular, aumento do fluxo sanguíneo cerebral, bem como das alterações positivas em parâmetros hemodinâmicos e inflamatórios. Testaremos as hipóteses de que a tDCS (aguda ou cronicamente) poderá modular positivamente os níveis pressóricos de pacientes hipertensos e aumentar o fluxo sanguíneo, alterações estas possivelmente mediadas por benefícios autonômicos, bioquímicos e inflamatórios.
  • Universidade Estadual de Campinas - SP - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2023
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Bruno Sérgio Vieira

Ciências Agrárias

Agronomia
  • soluções biotecnológicas para a agricultura: disponibilização de fósforo por fungos e biocontrole do capim amargoso (digitaria insularis).
  • O crescimento populacional tem imposto à agricultura um grande desafio: aumentar a produção de alimentos com mínima expansão da área agricultada e baixo impacto ambiental. O aumento de produtividade requer técnicas e tecnologias para mitigar estresses abióticos e bióticos. Esse projeto aborda dois importantes componentes da produtividade agrícola, a nutrição fosfatada e o controle de plantas daninhas. O manejo da adubação fosfatada representa grande desafio para o crescimento sustentável da produção agrícola. Enquanto as reservas mundiais de P apresentam risco de esgotamento, grande parte dos solos mundiais apresentam alta capacidade de fixação do elemento, reduzindo a eficiência dos fertilizantes fosfatados. Nesse projeto serão desenvolvidas formulações de inoculante de fungo solubilizador de P visando à melhoria da eficiência de fertilizantes fosfatados, bem como o acesso à reserva de P acumulada no solo após vários ciclos de cultivo. Outro desafio da agricultura é o manejo de plantas daninhas, que tem dependido primordialmente da aplicação de herbicidas químicos. No entanto, a eficácia dos herbicidas tem sido comprometida devido ao surgimento de populações resistentes a diferentes princípios ativos, estreitando cada vez mais as possibilidades para o manejo. O capim-amargoso (Digitaria insularis) é uma das principais plantas daninhas de culturas anuais e perenes na América do Sul, apresentando populações resistentes ao glifosato e inibidores da ACCase. Assim, novos métodos de manejo dessa espécie são urgentes. Uma possibilidade ainda inexplorada para capim-amargoso é o controle biológico, utilizando fungos fitopatogênicos. Uma breve busca preliminar revelou a existência de fungos fitopatogênicos atacando esse hospedeiro. Dessa forma, nessa pesquisa realizaremos levantamento e caracterização da micobiota associada a D. insularis em diferentes estados e a avaliação preliminar do potencial dos fungos obtidos como agentes de controle biológico desta planta.
  • Universidade Federal de Uberlândia - MG - Brasil
  • 04/02/2022-28/02/2025
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Bruno Silva Leite

Ciências Humanas

Educação
  • a construção do conhecimento químico por meio do uso de recursos didáticos digitais
  • O aumento do uso e da apropriação das tecnologias digitais de informação e comunicação em geral para grandes setores da população têm provocado importantes mudanças sociais nos últimos anos. Na última década, surgiram várias tecnologias digitais que abordaram o campo educacional, como nunca acontecera nas décadas anteriores, nas quais as tecnologias permaneceram mais ou menos estáveis, em torno do uso do computador (softwares educacionais), audiovisual e Internet. Contudo, a inserção das tecnologias digitais na educação não implica necessariamente em novas práxis, pois podemos com ela apenas manter as mesmas práticas utilizando novos recursos. Assim se faz necessário investigar estratégias de uso destas no processo de ensino e aprendizagem. Este projeto tem como objetivo compreender o processo de construção do conhecimento químico por meio do uso de Recursos Didáticos Digitais (RDD), como podcasts, aplicativos de realidade aumentada e virtual e games, no Ensino de Química. Para isso, lançaremos mão de uma abordagem qualitativa a partir de um estudo de caso a ser realizado nos Cursos de Licenciatura em Química da UFRPE e da UFPE. Os dados serão coletados através de questionários e de entrevistas semi-estruturadas com os estudantes e professores, além da análise de documentos. As questões de pesquisa que se colocam inicialmente dizem respeito a: Como o conhecimento químico é construído a partir da mediação de RDD? Que recursos estão sendo produzidos? Como a perspectiva sócio-cultural fundamenta a elaboração de RDD (como artefatos culturais)? Sabe-se que o uso de RDD no ensino envolve aspectos teóricos, metodológicos e tecnológicos, e analisar as possibilidades de aplicação destes recursos no ensino de Química poderá contribuir para o processo de ensino e aprendizagem no atual contexto da sociedade da informação. Nesse sentido, espera-se que esta pesquisa contribua para se conhecer como ocorre o processo de construção do conhecimento químico por meio dos diversos RDD.
  • Universidade Federal Rural de Pernambuco - PE - Brasil
  • 16/03/2022-31/03/2025
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Bruno Silveira de Souza

Ciências Exatas e da Terra

Química
  • novos catalisadores baseados em polímeros funcionais e suportes heterogêneos
  • As enzimas são certamente os catalisadores mais eficientes conhecidos, servindo de inspiração para o desenvolvimento de diversos sistemas catalíticos artificiais. Nesse âmbito, destaque pode ser dado aos sistemas constituídos de macromoléculas, como dendrímeros, hospedeiros cíclicos, surfactantes e polímeros, que podem recriar alguns aspectos da catálise enzimática como a estabilização do estado de transição, o aumento da concentração de substratos e a cooperativadade entre grupos catalíticos. Os polímeros, mais especificamente, são extremamente atrativos pois diversas rotas para sua preparação já são estabelecidas. Assim, esta proposta tem como tema central a produção de novos catalisadores poliméricos tendo como ponto de partida a modificação de polímeros comercialmente disponíveis. As principais vantagens das estratégias aqui descritas são o relativo baixo custo dos precursores poliméricos, a simplicidade das reações envolvidas, o estabelecimento de relações estrutura-propriedade e a possibilidade de reciclo do catalisador empregado. Adicionalmente, por tratarem-se de macromoléculas com vários sítios de modificação, é possível alterar a carga e/ou hidrofobicidade dos materiais através da inserção de grupos com propriedades físico-químicas desejadas, possibilitando a criação de microambientes com carga e/ou polaridade diferenciada juntamente com a inclusão de unidades catalíticas. Isso pode resultar no aumento da concentração local dos reagentes promovendo a aceleração das reações. As aplicações que serão inicialmente exploradas são: (i) a produção de hidrolases artificiais baseadas em bases de Lewis e metais de transição; (ii) a produção de catalisadores híbridos baseados em polímeros e metais do grupo da platina, principalmente paládio, voltados a reações de hidrogenação e acoplamento carbono-carbono. Os resultados desses estudos irão promover avanços na área de decomposição de organofosforados tóxicos e a diminuição da quantidade de metal nobre empregada em reações mediadas por estes, bem como a substituição de solventes nocivos em reações de acoplamento C-C cruzado. Ademais, pelo projeto ter um caráter primariamente acadêmico, busca-se também a formação de recursos humanos especializados na área de físico-química orgânica, com ênfase em catálise. O projeto será coordenado pelo Prof. Bruno S. Souza e conduzido por estudantes de graduação e pós-graduação no Departamento de Química da UFSC, contando também com Professores Colaboradores do mesmo Dep., do Dep. de Física da UFSC, Dep. de Química da UFMG e Dep. de Engenharia Química do Instituto de Tecnologia de Massachusetts.
  • Universidade Federal de Santa Catarina - SC - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2023
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Bruno Solano de Freitas Souza

Ciências da Saúde

Medicina
  • vesículas extracelulares de células mesenquimais no tratamento da falência respiratória aguda associada a covid-19: ensaio clínico piloto
  • A atual pandemia de COVID-19, provocada pela rápida disseminação global do novo coronavírus (SARS-CoV-2), tem levado sistemas de saúde ao colapso e milhares de pessoas a óbito por comprometimento grave da função respiratória. Existe, portanto, urgente demanda pelo desenvolvimento de novas abordagens terapêuticas para as formas moderadas a graves de COVID-19, em especial a pneumonia associada a falência respiratória aguda. As células mesenquimais estromais (MSCs) possuem diversas características que as tornam potenciais ferramentas para tratamento da falência respiratória aguda. As MSCs atuam através da liberação de vesículas extracelulares (EVs), que carregam biomoléculas - proteínas, microRNAs e outros - com propriedades anti-inflamatórias, imunomoduladoras, antibacterianas e antivirais, além de reduzir a permeabilidade vascular, edema alveolar e fibrose do parênquima pulmonar. Tanto as MSCs quanto as EVs vêm sendo utilizadas em estudos pré-clínicos e clínicos no tratamento da síndrome do desconforto respiratório agudo e as EVs possuem a vantagem de serem um produto acelular, superando os riscos associados à introdução de células vivas no organismo. Atualmente, as MSCs estão sendo utilizadas no tratamento de pacientes com COVID-19 na China, com relatos preliminares de segurança e potencial eficácia. Empresas de biotecnologia deverão em breve iniciar estudos clínicos com produtos à base de MSCs na Austrália e EUA e cerca de 10 estudos semelhantes podem ser encontrados registrados na base de dados clinicaltrials.gov. O Estado da Califórnia anunciou liberação de $5 milhões de dólares para pesquisas com células-tronco para o tratamento da COVID-19. Considerando o potencial das MSCs no tratamento de lesões pulmonares e a equivalência de efeito/mecanismos de ação com as EVs, propomos um ensaio clínico duplo-cego randomizado para a avaliação da segurança e eficácia da terapia com EVs obtidas de MSCs, administradas por via endovenosa, em pacientes com pneumonia associada a falência respiratória aguda pela COVID-19. A escolha pela utilização das EVs em substituição às MSCs garantirá maior previsibilidade e reprodutibilidade dos resultados, já que podem ser produzidas em larga escala e caracterizadas como produto farmacêutico, ao contrário das MSCs, cuja atividade in vivo é influenciada pelo microambiente individual, além de expressarem o receptor ACE2 e portanto serem alvo da infecção pelo SARS-CoV-2.
  • Fundação Oswaldo Cruz - RJ - Brasil
  • 07/12/2020-30/06/2023