Projetos de Pesquisa

 

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Ana Paula D Alincourt Carvalho Assef

Ciências Biológicas

Microbiologia
  • sequenciamento do genoma total como uma ferramenta para avaliação da disseminação de diferentes mecanismos de resistência e clones circulantes de bactérias multirresistentes oriundos de diferentes estados brasileiros
  • O sequenciamento total do genoma (STG) tem se tornado uma chave poderosa e altamente atrativa para investigações epidemiológicas, pois permite acessar várias informações de forma rápida e eficiente. O Laboratório de Pesquisa em Infecção Hospitalar do Instituto Oswaldo Cruz (LAPIH-IOC) atua como Centro Colaborador na Rede de Monitoramento de Resistência a Antimicrobianos ANVISA e CGLAB/SVS/ MS. A inclusão do STG na vigilância da resistência antimicrobiana entre bactérias de origem hospitalar permitirá maior agilidade e acesso a mais informações sobre os mecanismos de disseminação da resistência entre as bactérias de origem hospitalar no Brasil, pois poderemos fornecer para o SUS, através de uma única metodologia, dados sobre os genes de resistência, elementos genéticos móveis e clones circulantes entre as amostras bacterianas em diferentes estados brasileiros. Assim, este estudo tem como objetivo realizar o sequenciamento de genoma total de bacilos Gram-negativos resistentes aos carbapenêmicos e/ou polimixinas, Staphylococcus aureus resistentes a meticilina e/ou vancomicina e Enterococcus resistentes a vancomicina recebidas pelos LACENs de diferentes estados brasileiros, para a vigilância e o monitoramento da disseminação da resistência microbiana em serviços de saúde, a fim de atender às necessidades do SUS. As amostras bacterianas serão recebidas pelo LAPIH e os bacilos Gram-negativos serão submetidos a testes fenotípicos e moleculares para a detecção de mecanismos de resistência aos carbapenêmicos e polimixinas. As amostras de cocos Gram-positivos serão encaminhadas para a UERJ e serão submetidas a testes fenotípicos e moleculares de detecção de mecanismos de resistência a meticilina e/ou vancomicina. Estes resultados serão encaminhados aos LACENs e CGLAB através do Sistema Gerenciador de Ambiente Laboratorial (GAL) e amostras representativas de cada genótipo de resistência recebidas de cada hospital em um mesmo período serão selecionadas para realização do sequenciamento do genoma total através do sistema Illumina MiSeq na UERJ. A presença de genes de resistência, elementos genéticos móveis associados (plasmídios, fagos e transposon) e a avaliação dos clones circulantes serão investigados através de ferramentas disponíveis na internet. Os resultados obtidos através do STG também serão enviados para os LACENs e CGLAB através do GAL. Além disso, os dados obtidos serão utilizados para análises de genômica comparativas entre os plasmídeos e clones circulantes. Estes resultados poderão auxiliar o SUS, assim como a ANVISA no conhecimento e na elaboração de medidas de controle da disseminação desses microrganismos multirresistentes no Brasil.
  • Fundação Oswaldo Cruz - RJ - Brasil
  • 05/10/2018-31/10/2021
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Ana Paula Dalla Corte

Ciências Agrárias

Recursos Florestais e Engenharia Florestal
  • aplicação de veículos aéreos não tripulados (vants) para estimativas nos inventários florestais
  • O monitoramento da dinâmica de cobertura florestal em território brasileiro denota-se um grande desafio, devido, principalmente, a sua grande extensão em área. A coleta de variáveis biométricas que caracterizam a dinâmica florestal, seja em plantios comerciais ou em florestas nativas, tem sido feita por meio de inventários florestais, a partir de técnicas de amostragem em campo, muitas vezes onerosas e demoradas. A exigência por procedimentos técnicos que obtenham o máximo de informações com menores custos têm levado à implementação de novas tecnologias às etapas dos inventários florestais. O objetivo desse projeto é desenvolver e aplicar geotecnologias para melhorar a eficiência e acurácia das técnicas tradicionais de inventários florestais. Para isso, pretende-se automatizar a obtenção de variáveis biométricas das árvores em povoamentos florestais comerciais e nativos através de dados coletados a partir de diferentes geotecnologias, como: aeronaves semi-autônomas não tripuladas (Semi-Autonomous Unmanned Aerial Vehicles – SA-UAVs) embarcadas com câmeras passivas (multiespectrais) e sensores ativos como o LiDAR (Light Detection and Ranging). Deve-se, além de desenvolver protocolos de extração e manipulação dos dados, desenvolver ambientes computacionais que permitam a manipulação das informações dos ambientes florestais em realidade virtual e assim, permitir a interação do usuário com a coleta das informações do ambiente florestal. Para estudo de caso, serão selecionadas áreas de manejo florestal sustentável pertencem ao Projeto Paisagens Sustentáveis, uma parceria entre a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA) e o Serviço Florestal dos Estados Unidos (US Forest Service), bem como, para os plantios florestais serão selecionadas áreas florestais presentes na região Sul do país (pertencentes a empresas florestais que já autorizaram o acesso), dos gêneros Pinus sp. e Eucalyptus sp. Como principais produtos, destaca-se a elaboração de um protocolo de procedimentos técnicos e tecnológicos a ser adotado por órgãos governamentais, que possibilitarão detectar o impacto e a dinâmica do manejo florestal em florestas nativas; criação de um ambiente de realidade virtual de livre acesso, com ferramentas que permitam a compilação de dados coletados por usuários em plantios florestais; geração de estimativas biométricas acuradas (qualitativas e quantitativas) visando subsidiar um melhor desempenho em nas precisões de inventários florestais. Portanto, a aplicação de geotecnologias e de técnicas de inteligência artificial resultará no desenvolvimento e aperfeiçoamento dos procedimentos tradicionais de inventário florestal, especialmente em grandes áreas ou locais de difícil acesso, de forma implementar a condução de etapas menos onerosas e capazes de gerar estimativas mais acuradas dos recursos florestais, garantindo o seu uso sustentável.
  • Universidade Federal do Paraná - PR - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2023
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Ana Paula Dassie Leite

Ciências da Saúde

Fonoaudiologia
  • dose de uso de voz e sua associação com ruído ambiental e dados perceptivo-auditivos e acústicos em professores universitários
  • Os professores constituem a classe profissional considerada de maior risco para desenvolver alterações vocais. Isso ocorre devido às próprias características do trabalho inerentes à docência, as quais favorecem o surgimento de problemas vocais, como: fala em alta intensidade por período de tempo prolongado, fala em ambientes ruidosos, uso de técnicas vocais incorretas, além da grande carga horária de trabalho. Por esse motivo, muitos estudos têm sido desenvolvidos na Fonoaudiologia para buscar uma melhor compreensão sobre o problema de voz do professor. No entanto, a literatura ainda é escassa no que se refere à discussão sobre uma possível influência da dose de uso de voz do professor no desenvolvimento de um possível distúrbio vocal e sobre a associação entre tal dose e algumas características ambientais como o ruído. Estudos existentes na área, os quais buscaram retratar a relação entre dose de fala do professor e ruído de fundo, apontam uma relação direta entre o aumento do ruído ambiental e o aumento da intensidade vocal nessa população. Além disso, tais estudos observaram um aumento concomitante da frequência fundamental da voz e da sensação de esforço vocal, ambos resultados de um processo de hiperfunção da musculatura laríngea – o que coloca o profissional em risco de desenvolver danos vocais. No entanto, a maior parte dos estudos existentes foram realizados em ambientes preparados (laboratórios), e não retratam o comportamento docente em situações da vida real. Além disso, tais estudos foram desenvolvidos em países com situações socioeconômicas distintas das encontradas no Brasil, o que poderia influenciar os resultados no que se refere aos aspectos relacionados à demanda de trabalho docente e quanto à organização das salas de aula. Estudar tais parâmetros é de extrema importância para descrever e interpretar o perfil vocal dessa população, pois permitirá o delineamento de ações de prevenção e promoção de saúde nessa classe, exercendo uma importância social e econômica. Objetivo principal desta proposta é determinar a dose de uso de voz de professores universitários empregando dispositivos que capturem simultaneamente suas vozes em ambiente de trabalho, bem como a intensidade sonora do próprio ambiente, de forma a identificar a influência do ambiente na sua dosagem vocal diária e, ainda, a influência da dose de voz nos dados perceptivo-auditivos e acústicos da voz. Pretende-se também, com o emprego dos dispositivos, compreender aspectos sobre como se definir objetivamente a dose de voz, como sincronizar sinais oriundos de dosímetros e provenientes do conjunto microfone-interface de áudio e como qualificar e quantificar a intensidade acústica dos ambientes de trabalho. Trata-se de estudo observacional e analítico que contará com a participação de professores universitários de uma instituição pública de ensino superior localizada na região sul do Brasil. Tais participantes serão submetidos ao processo de coleta por aproximadamente 10 vezes (10 dias de atuação docente em sala de aula), com captação de amostras vocais antes, durante e após a atuação, e do ruído ambiental durante o uso da voz no ambiente de trabalho. A dose de uso de voz será coletada por microfone de cabeça sem fio (o som é digitalizado por interface de áudio acoplada a tal microfone e processada mais tarde), para obter sinais de voz com amplitude equivalente a do dosímetro, que analisará o ruído ambiental. No que se refere à análise de dados, um procedimento de sincronização entre os sinais do microfone (já calibrado) e do dosímetro será desenvolvido para que os fenômenos capturados em ambos os sinais possam ser relacionados matematicamente. Finalmente, serão desenvolvidos métodos numéricos (baseados em técnicas de processamento digital de sinais) para tratamento de ambos os sinais, tanto no domínio do tempo quanto no domínio da frequência, quanto na determinação de métricas para quantificar objetivamente a dose vocal. As amostras vocais coletadas serão analisadas perceptivo-auditivamente por juízes especialistas, que avaliarão o grau geral da alteração vocal e de outros parâmetros para cada uma delas. Além disso, tais amostras serão analisadas acusticamente, momento em que serão extraídos dados como frequência fundamental e medidas de perturbação do sinal (jitter, shimmer e proporção GNE). Espera-se associar as seguintes variáveis: Dose de uso de voz X Ruído ambiental; Dose de uso de voz X Avaliação perceptivo-auditiva da voz; Dose de uso de voz X Avaliação acústica da voz. Pretende-se, ainda, associar todas as variáveis anteriormente descritas em análise multivariada. A seleção de testes estatísticos dependerá da forma de distribuição de dados e do tipo de variáveis envolvidas. Para todas as análises, será adotado nível de significância de 0,05.
  • Universidade Estadual do Centro-Oeste - PR - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022
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Ana Paula de Souza Caetano

Ciências Biológicas

Botânica
  • desenvolvimento, estrutura, funcionamento e evolução de anteras rostradas em melastomataceae: uma estratégia adaptativa que potencializa a economia de pólen?
  • Embora a maioria das plantas zoófilas disponibilize o néctar como recurso a seus polinizadores em suas flores, algumas espécies oferecem apenas o pólen como recurso floral, sendo estas chamadas de “flores de pólen”. Este cenário por levar a um conflito evolutivo conhecido como “dilema do pólen”, uma vez que os grãos tem função reprodutiva e de recurso alimentar ao polinizador. Tal conflito pode ser minimizado por algumas estratégias adaptativas, como anteras com deiscência poricida. Estas restringem a coleta de pólen por um pequeno grupo de polinizadores, geralmente abelhas, que precisam vibrar as anteras para que o pólen seja liberado, em um processo denominado polinização por vibração (i.e. buzz pollination). Anteras poricidas podem ainda, apresentar um ápice rostrado, ou seja, estreitado na forma de um tubo (Fig. 1). O rostro afunila a região de saída do pólen, mas seu desenvolvimento, estrutura e funcionamento são desconhecidos entre as angiospermas. Melastomataceae é uma das 65 famílias de angiospermas com ocorrência de anteras poricidas, e destaca-se pela ampla distribuição taxonômica desta condição. No grupo, anteras rostradas são reportadas em diversas espécies de diferentes tribos, o que torna a família um bom modelo para investigar questões relacionadas ao rostro. O presente projeto objetiva esclarecer a ontogenia, a estrutura anatômica e a influência do rostro na liberação do pólen em espécies de diferentes linhagens de Melastomataceae. Ainda, busca-se compreender a evolução dessa estrutura na família. Os resultados poderão esclarecer se a aparente similaridade morfológica do rostro entre linhagens distintas é resultado de padrões de desenvolvimento, estrutura histológica e história evolutiva semelhantes. A distribuição relativamente pouco comum e em grupos não relacionados indica que tal condição deve ter surgimentos independentes em Melastomataceae, podendo refletir em algumas diferenças ontogenéticas e estruturais. Além disso, será possível elucidar se a semelhança morfológica do rostro nos distintos grupos resulta em uma mesma função, o que pode ser resultado de pressões seletivas similares. Uma vez que o rostro afunila a região de saída do pólen, é plausível que ele exerça um papel na regulação da liberação dos grãos, provavelmente limitando sua retirada. Os resultados obtidos neste projeto ajudarão a compreender, de um ponto de vista interdisciplinar, se as anteras rostradas representam um mecanismo que potencializa a restrição ao consumo de pólen em anteras poricidas. Tal condição pode servir como um excelente exemplo de como atributos morfológicos são moldados em resposta a pressão seletiva pela economia de gametas, particularmente em sistemas onde os grãos de pólen são os únicos recursos ofertados, como na maioria das Melastomataceae.
  • Universidade Federal de Mato Grosso - MT - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022
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Ana Paula Dias Turetta

Outra

Ciências Ambientais
  • paisagens funcionais em tempo de mudanças climáticas: co-criação de soluções para o desenvolvimento urbano sustentável em regiões serranas na mata atlântica
  • O processo de urbanização das cidades é considerado um dos maiores processos de mudança no uso da terra, que impacta de forma intensa o ambiente através da crescente demanda por recursos naturais, expondo desafios econômicos, sociais e ambientais para sua gestão. Tais impactos são ainda mais intensos quando consideramos os efeitos das mudanças climáticas relacionados ao número de eventos climáticos extremos, como inundações, secas, tempestades e aumento na propagação de doenças tropicais. Tudo isso tem impactos onerosos sobre os serviços básicos das cidades, tais como infraestrutura, habitação e saúde. No entanto, ao mesmo tempo que as cidades sofrem com os efeitos das mudanças climáticas, elas também contribuem com tais efeitos, uma vez que atividades urbanas são importantes fontes de emissões de gases de efeito estufa (GEE). Estimativas sugerem que as cidades são responsáveis por 75% por cento das emissões globais de CO2. Soma-se a esse cenário outro importante emissor de GEE, a mudança de uso da terra. Um exemplo é a conversão de áreas de uso rural, localizadas no entorno imediato do perímetro urbano, em áreas de uso urbano, como resultado de um dos processos de expansão das cidades pela ampliação do seu perímetro. Isso confere ao processo de expansão das cidades um mosaico de espaços urbanos e rurais, cenários políticos, sociais e culturais. A esse mosaico chamamos de paisagens funcionais múltiplase, assim, ao propor soluções eficazes para a adaptação às mudanças climáticas precisamos considerar essa complexidade de usos da terra e suas interações. A comunidade científica em conjunto com a sociedade civil tem se mobilizado para promover soluções para a adaptação às mudanças climáticas em ambiente urbano. Existe um consenso de que o engajamento dos diversos atores e abordagens transdisciplinares tornam essas soluções mais realistas e eficazes quando construídas de forma participativa. Nesse contexto de paisagens multifuncionais e processos participativos que a presente proposta se apresenta, tendo como estratégia a avaliação integrada de aspectos relacionados à co-criação de soluções para a o desenvolvimento urbano sustentável em regiões serranas da Mata Atlântica. Áreas montanhosas enfrentam uma pressão social crescente devido ao turismo em massa e ao aumento de intensidade e frequência dos desastres naturais desencadeados pelas mudanças climáticas. Portanto, o desenvolvimento de estratégias adequadas à gestão dos riscos socioambientais é fundamental para garantir a sua habitabilidade. A nossa hipótese é de que paisagens funcionais resilientes, que extrapolam os limites urbanos, protegem as cidades de efeitos severos relacionados às mudanças climáticas. Além disso, a partir de sistemas agrícolas sustentáveis é possível garantir serviços essenciais à população urbana/rural relacionados à segurança alimentar e hídrica.Para testar a nossa hipótese trabalharemos no município de Nova Friburgo, região serrana do Estado do Rio de Janeiro de forma integrada a uma potente rede de parceiros que integra representantes de instituições de pesquisa e desenvolvimento, universidades, extensão rural e colegiado de gestão de recursos hídricos, que facilitará o diálogo entre setor técnico-científico e comunidade promovendo o desenvolvimento conjunto de soluções. Alguns parceiros possuem histórico de atuação na área com atores locais como o Núcleo de Pesquisa e Treinamento para Agricultores (NPTA), resultado da parceria entre a Prefeitura Municipal de Nova Friburgo e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Desde 2007 o NPTA aproxima o desenvolvimento de projetos de pesquisa com a realidade agrícola da região serrana fluminense,área de agricultura mais dinâmica no estado e conhecida pela produção de hortaliças, flores e frutas. O núcleo tem sua sede localizada junto a Secretaria Municipal de Agricultura de Nova Friburgo e um espaço físico no meio rural, construído em área cedidapela Associação dos Pequenos Produtores e Moradores de Santa Cruz e Centenário, no Terceiro Distrito deste município. Outra iniciativa que merece destaque e conduzida pelo grupo da UFRJ que compõe essa proposta é a Rede para Gestão de Riscos da Bacia do Córregod’Antas (Reger-CD), que vem sendo estruturada por um grupo de instituições e a comunidades locais (Freitas et al., 2016). A Reger-CD propõe o desenvolvimento e implementação de uma nova cultura de gestão de riscos participativa considerando que a gestão de riscos a desastres socioambientais requer políticas e ações articuladas de diversos setores da sociedade, como universidades, gestores públicos, sociedade civil organizada e comunidades expostas aos riscos.Contamos também com a participação do comitê de bacia Dois Rios, naturalmente um fórum para discussão que engloba vários atores da bacia, e da AGEVAP, sua gerência executiva, que poderá ser um facilitador para o desenvolvimento das soluções indicadas pelo projeto.
  • Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária - RJ - Brasil
  • 15/12/2020-31/12/2023
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Ana Paula Folmer Correa

Ciências Biológicas

Microbiologia
  • peptídeos bioativos de subprodutos da indústria pesqueira da amazônia
  • Entre as diversas atividades econômicas que causam impactos ao meio ambiente destaca-se o setor pesqueiro. Esta atividade apresenta uma grande geração de resíduos em todas as etapas do seu processo produtivo, desde a captura até a comercialização do pescado. Este fato torna necessárias alternativas para o reaproveitamento dos resíduos gerados pela indústria do pescado, que é rico em proteínas e pode proporcionar produtos de valor para a indústria. Os consumidores estão cada vez mais à procura de alimentos minimamente processados e/ou com propriedades funcionais e que possuam longo tempo de prateleira, porém preparados sem a adição de conservantes químicos, o que leva as indústrias e instituições de pesquisa a buscar novas tecnologias de conservação e processamento. Uma das alternativas para aumentar a segurança e o tempo de prateleira dos alimentos é a bioconservação, na qual uma microbiota protetora e/ou peptídeos bioativos são aplicados. Tais agentes também vêm sendo investigados quanto à produção de alimentos funcionais. Nesse projeto de pesquisa, o resíduo gerado pela indústria pesqueira será hidrolisado através da utilização de duas enzimas, uma comercial (alcalase) e outra obtida a partir da bactéria Bacillus sp. P7, que integra a coleção de micro-organismos do Instituto de Ciência e Tecnologia de Alimentos da UFRGS. Esse resíduo também será avaliado quanto à atividade antioxidante e antibacteriana. A partir destes dados, poderá haver a possibilidade de aplicação destes peptídeos bioativos nas áreas de ciência e tecnologia de alimentos e nutrição, assim como, aumentar potencialmente o valor nutricional, a vida de prateleira e a segurança de produtos alimentícios, além de contribuir com o desenvolvimento de alimentos funcionais.
  • Universidade Federal de Roraima - RR - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022
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Ana Paula Furlan

Engenharias

Engenharia Civil
  • contribuição ao estudo do comportamento à deformação permanente e à fadiga de misturas solo-agregado e solo-agregado-cimento
  • A estabilização de solos é um recurso muito utilizado no melhoramento das características e propriedades de materiais geotécnicos para aplicação em pavimentos. Dentre as misturas estabilizadas física e quimicamente utilizadas como camadas de base ou subbase de pavimentos, a mistura solo-agregado-cimento pode ser uma opção interessante para garantir comportamento mecânico equiparado a misturas já consagradas, a custos menores econômica e ambientalmente. No entanto, apesar de muito praticada, estudos sobre essa mistura ainda são escassos, principalmente no que tange ao método de dosagem e ao seu comportamento ao longo do tempo de cura. Desta forma, esta pesquisa experimental busca compreender o material de solo-agregado-cimento, observando seu comportamento mecânico.
  • Universidade de São Paulo - SP - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022
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Ana Paula Grotti Clemente

Ciências da Saúde

Nutrição
  • impacto da fortificação da alimentação infantil com micronutrientes em pó na anemia em crianças matriculadas em creches/pré-escolas brasileiras: estudo multicêntrico longitudinal de duas coortes
  • A anemia por deficiência de ferro tem uma das maiores cargas documentadas de doenças dentre as carências de micronutrientes, sendo esta estabelecida como o desvio nutricional mais comum do mundo. No Brasil, dados do último levantamento nacional realizado há 13 anos, a anemia afetava 20,9% das crianças menores de 5 anos. A Estratégia de fortificação da alimentação infantil com micronutrientes em pó – NutriSUS, recomendada pela OMS e mundialmente utilizada, foi implementada recentemente no Brasil como política pública de combate às carências nutricionais específicas junto às creches/pré-escolas pertencentes ao Programa Saúde na Escola – PSE. Dessa maneira, o objetivo deste estudo é avaliar a efetividade da Estratégia de Fortificação da Alimentação Infantil com Micronutrientes (vitaminas e minerais) em Pó – NutriSUS na prevenção da anemia e na deficiência de ferro em crianças de 06 - 48 meses de idade matriculadas em creches/pré-escolas públicas ou conveniadas ao poder público, em cinco cidades, uma de cada macrorregião brasileira. Trata-se de estudo multicêntrico longitudinal com o acompanhamento de duas coortes, uma de crianças matriculadas em creches/pré-escolas que recebem o NutriSUS e outra de crianças matriculadas em creches/pré-escolas públicas ou conveniadas ao poder público que não aderiram a tal estratégia, a ser realizado em cinco cidades brasileira com representatividade de cada macrorregião do país (Região nordeste: Maceió/AL, Região norte: Rio Branco/AC, Região Sudeste: Nova Ponte/MG, Região Centro-Oeste: Aquidauana/MS e Região Sul: Pinhais/PR). A amostra será composta por 912 crianças, totalizando 456 em cada grupo de estudo. A coleta de dados acontecerá em dois momentos: antes do primeiro ciclo e após o segundo ciclo do NutriSUS. A partir de questionários padronizados serão coletados dados: sociodemográficos, participação no PNSF e PNVITA a ser verificado na Caderneta de Saúde da Criança, aplicado a Classificação Econômica Brasil (CCEB) e a Escala Brasileira de Insegurança Alimentar (EBIA). As crianças passarão por avaliação antropométrica (peso e altura) e bioquímica para diagnóstico de anemia e das reservas orgânicas de ferro, retinol sérico (vitamina A) e infecção (hemoglobina, ferro sérico, ferritina, retinol sérico e proteína C reativa ultrassensível). Também será avaliado o consumo alimentar por meio da aplicação de registro alimentar de dois dias não consecutivos. Ao final do estudo, a aceitação ao programa será verificada através da aplicação de questionário aos funcionários das creches/pré-escolas responsáveis pela administração da fortificação e oferta dos alimentos as crianças e aos coordenadores municipais e estaduais responsáveis pela estratégia NutriSUS. Os dados serão digitados em dupla entrada no programa Epi-Info 6.04 e analisados com o auxílio do software Stata com nível de significância fixado em 5%. Visto posto, o presente projeto visa uma avaliação inédita, através de um estudo multicêntrico com representatividade das cinco regiões brasileiras, da efetividade do NutriSUS na prevenção da anemia e na deficiência de ferro em crianças de 6-48 meses de idade matriculadas em creches/pré-escolas que aderiram a esta Estratégia, o que o torna de extrema importância social e científica, considerando os recursos investidos para este fim, uma vez que trata-se de uma política pública aplicada nacionalmente, e principalmente, o grande impacto que a anemia traz a saúde da população.
  • Universidade Federal de Alagoas - AL - Brasil
  • 07/01/2020-31/01/2022
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Ana Paula Guedes Frazzon

Outra

Ciências Ambientais
  • microbioma, resistência aos antimicrobianos e isolamentos de enterococos de fezes de animais selvagens e de cativeiro
  • A fauna do Brasil possui uma das maiores diversidade em espécies de animais aquáticos e terrestre. Na Zona Costeira do Rio Grande do Sul há registros de diversas espécies de animais marinhos, como lobos-marinhos-sul-americanos (Arctocephalus australis), lobos-marinhos-subantárticos (Arctocephalus tropicalis), pinguim-de-magalhães (Spheniscus magellanicus) e tartarugas marinhas (Eretmochelys imbricata e Chelonia mydas). Já nas matas do Rio Grande do Sul são encontradas diversas espécies de animais selvagens como o macaco-prego (Sapajus nigritus), as borboletas castanha-vermelha (Heliconius erato phyllis), os sapos da barriga vermelha (Melanophryniscus macrogranulosus) e os graxains-do-campo (Lycalopex gymnocercus). Todos estes animais merecem nossa atenção e cuidado, pois grande parte deles está ameaçada de extinção, e outros são espécies raras. As fragmentações das matas, a poluição, a perda de habitats e a proximidade com os homens podem ser consideradas como os fatores negativos para a conservação dos animais selvagens. A contaminação das águas e solo com efluentes urbanos é uma forma de disseminar antibióticos e/ou bactérias resistentes de forma a contaminar os animais que habitam esses ambientes. Como consequência, estas modificações ambientais interferem no equilíbrio hospedeiro-microrganismo. A identificação dos milhões de microrganismos que estão presentes no hospedeiro é definida como microbioma, e a composição e, consequentemente, o funcionamento do microbioma, pode sofrer influências de diferentes fatores: ambiente, alimentação, uso de antibióticos, doenças, senescência, entre outros. Entre os microrganismos que compõe microbioma intestinal dos animais destaca-se o gênero Enterococcus spp. Este gênero é considerado sentinela em relação ao impacto do ser humano na natureza, podendo, por exemplo, servir para avaliar para avaliar os efeitos antropogênicos no ambiente. Sob essa perspectiva, alguns agentes biológicos isolados a partir de animais poderiam ser utilizados como indicadores de perturbação do ecossistema. Sem dúvida, uma importante chave para a ampla distribuição do gênero Enterococcus spp. na natureza e a sua capacidade de suportar uma variedade de condições ambientais. Algumas espécies de enterococos vêm recebendo atenção, devido ao aumento na frequência de resistências aos antimicrobianos, principalmente em infecções nosocomiais. O resistoma, por outro lado, avalia todos os genes de resistência encontrados em bactérias. A resistência aos antibióticos é reconhecida como um sério risco para a saúde pública que continuamente preocupa e desafia a comunidade científica. Em ambiente hospitalar, os mecanismos de disseminação da resistência são bem conhecidos e documentados, entretanto muito pouco ou até mesmo insuficiente informação sobre a disseminação e aquisição de determinantes de resistência, em outros nichos ecológicos, como as comunidades bacterianas que habitam a fauna selvagem, parte da qual em risco de extinção. Esta situação torna-se demasiadamente preocupante no momento em que, são encontradas bactérias comensais resistência aos antimicrobianos em populações de animais selvagens. A caracterização do microbioma, dos genes de resistência e análise de bactérias sentinelas são fundamentais no avanço da compreensão da relação hospedeiros, microrganismos e ações antropogênicas. Nesse sentido, a presente proposta estrutura-se em quatro subprojetos: I) Estudar a microbiota bacteriana intestinal dos animais selvagens capturados nas matas fragmentadas e de cativeiro; II) Avaliar a presença de genes de resistência de importância clínica humana e veterinária nas fezes de animais selvagens e de cativeiro; III) Estudar a disseminação da resistência aos antimicrobianos nos enterococos isolados das fezes de animais selvagens de vida livre capturados nas matas fragmentadas e de cativeiro; e IV) Determinar a relação clonal entre os enterococos isolados de animais selvagens e cativeiro com cepas patogênicas isoladas de humanos.
  • Universidade Federal do Rio Grande do Sul - RS - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022
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Ana Paula Junqueira-Kipnis

Ciências Biológicas

Imunologia
  • revacinação com bcg de profissionais da saúde atuando na pandemia de covid-19, estratégia preventiva para melhorar resposta imune inata
  • Racional: Os profissionais da área de saúde (PS) estão expostos a infecção por COVID-19 mesmo usando equipamentos de proteção individual. A vacina BCG, utilizada largamente no Brasil em recém-nascidos induz proteção adjuvante para diversas doenças dentre elas as virais da infância. A BCG ativa monócitos e NK de memória inata que são células cruciais na resposta imune antiviral. Logo, estratégias que possam prevenir o adoecimento por COVID-19 dos PS devem ser realizadas para que não adoeçam e ou desfalquem o serviço durante a pandemia. A hipótese é que a BCG irá melhorar a resposta imune inata e evitar a infecção sintomática ou o agravamento da infecção por COVID-19. Objetivo: Reduzir dos PS a infecção por COVID-19 durante a fase pandêmica da doença. Reduzir o agravamento de saúde por COVID-19 nesses profissionais. Desenho do estudo: Ensaio clínico aberto randomizado. População do Estudo: Qualquer PS com contato direto com pacientes suspeitos de COVID-19 seja nos leitos hospitalares, CTI, ou nos transportes e admissão (maqueiros, enfermeiras, médicos, fisioterapeutas, nutricionistas, etc). Intervenção: Os PS incluídos no estudo (Prova tuberculina negativa e TB Gold test negativo) serão randomizados entre grupos vacinados com BCG ou não vacinados. Parâmetros principais/desfecho: Positividade para COVID-19. Presença ou ausência de sintomas. Admissão em hospital ou agravamento.
  • Universidade Federal de Goiás - GO - Brasil
  • 16/07/2020-15/08/2022