Projetos de Pesquisa

 

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Ana Ruth Moresco Miranda

Lingüística, Letras e Artes

Lingüística
  • a fonologia e a ortografia em dados de escrita inicial
  • O presente projeto de investigação pretende dar continuidade a uma trajetória de pesquisa sobre aquisição da escrita que teve seu início em 2001 e tem o objetivo central de produzir uma análise linguística dos dados de escrita inicial. Em mais de 16 anos de investigação sobre a escrita de crianças, especialmente a partir de análises que contemplam a ortografia em suas possíveis relações com a fonologia, temos visado ao desenvolvimento de pesquisa cujo foco recai sobre os erros (orto)gráficos e sobre a busca de interpretações que nos permitam tanto compreender as hipóteses das crianças como analisar a emergência do conhecimento linguístico, sobretudo o fonológico, que subsidia as escolhas gráficas feitas por elas. Nosso intuito é o de responder a uma questão central: quais são os conhecimentos, fonológicos e/ou ortográficos, mobilizados pelas crianças quando elas começam a registrar a segunda articulação da linguagem, assim que compreendem o princípio do sistema alfabético de escrita que estão a adquirir. Entendemos que a resposta a esta questão oferece subsídios para a discussão de questões relacionadas ao conhecimento fonológico das crianças e é fundamental para a definição de categorias capazes de elucidarem a natureza dos erros produzidos durante o desenvolvimento da linguagem escrita, as quais são essenciais para a ação didática de professores. O investimento que temos feito na definição de categorias para classificação e interpretação dos erros produzidos nas escritas dos anos iniciais tem permitido, assim, uma reflexão sobre a natureza dos erros. Saber se são motivados por dificuldades inerentes ao sistema ortográfico ou por aquelas relacionadas a aspectos da fonética e da fonologia da língua é um dos primeiros passos para que possamos aprofundar nossas investigações sobre essa complexa tarefa que se impõe à criança e que consiste na compreensão de um sistema de escrita como o alfabético. Consideramos ser este um momento ímpar, à medida que possibilita, ao pesquisador, a construção de hipóteses interpretativas acerca da forma como o conhecimento fonológico é recuperado pelos aprendizes durante a aquisição da escrita, ao mesmo tempo em que é, inexoravelmente, afetado por ela. Com o intuito de ampliar o escopo de nossas investigações, a proposta deste projeto desdobra-se em três frentes de trabalho: i) análise panorâmica do penúltimo estrato do BATALE com base no conjuntos de categorias propostas, as quais organizam os erros em dois grandes grupos: erros relacionados à fonologia; erros relacionados às complexidades do sistema ortográfico; ii) comparação entre os dados de escrita espontânea e de escrita controlada; iii) estudo específico sobre grafias das soantes palatais, tomado como exemplo de emergência do conhecimento fonológico na escrita inicial; iv) finalização do SISTEMA VESTÍGIOS que permitirá o compartilhamento do BATALE (Banco de Textos sobre Aquisição da Linguagem Escrita) com a comunidade científica.
  • Universidade Federal de Pelotas - RS - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022
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Ana Shirley Ferreira da Silva

Ciências Exatas e da Terra

Ciência da Computação
  • coloração backbone, coloração gulosa e convexidade cíclica
  • Neste projeto, propomos a investigação de três problemas sobre grafos: a coloração backbone, coloração gulosa e convexidade cíclica. Dado um grafo G, um subgrafo gerador H de G e uma coloração própria c de G, dizemos que c é uma coloração backbone de (G,H) se a diferença entre c(u) e c(v) é de no mínimo 2, para toda aresta uv de H. O número backbone de (G,H), denotado por BBC(G,H), é o menor inteiro k para o qual existe uma coloração backbone de (G,H) com k cores. Note que isto generaliza o problema de coloração clássico, uma vez que H pode ser o grafo sem arestas. Esta variação do problema de coloração foi introduzida em 2003 por Broersma e coautores como um modelo para o problema de alocação de frequências onde algumas interferências são mais sensíveis do que outras. Desde então muito tem sido feito sobre o problema, em especial fazendo-se restrições nas classes de grafos investigadas. Neste projeto, propomos a investigação de limitantes superiores para BBC(G,H), quando G é planar e H é uma floresta. Ressaltamos que existem algumas conjecturas famosas sobre o assunto que serão abordadas. Propomos também a investigação da existência de um emparelhamento M de G para o qual BBC(G,M) é igual ao número cromático de G. 
 Dado um grafo G e uma ordem nos vértices de G, (v1, ..., vn), uma coloração gulosa de G pode ser obtida atribuindo a cor 1 para v1 e a menor cor c que não aparece na vizinha de vi, para i = 2 até i = n. Apesar de ser possível produzir uma coloração com a menor quantidade de cores, caso uma boa ordem seja fornecida, sabe-se que este procedimento pode gerar colorações muito ruins. Desta forma, Christen e Selkow propuseram em 79 a investigação do pior caso, isto é, eles definiram o número de Grundy de G como o maior inteiro k para o qual G admite uma coloração gulosa com k cores. Apesar de muito ter sido feito acerca deste parâmetro, não se conhece nenhum trabalho que restrinja as ordens a serem investigadas. Neste sentido, em 2014 a proponente e coautores investigaram as colorações geradas por ordens conexas, i.e., ordens (v1, ..., vn) onde vi possui ao menos um vizinho em {v1,...,v{i-1} }, para todo i em {2, ..., n}. Surpreendentemente, eles acharam que nem sempre existe uma ordem conexa que produz uma coloração com a menor quantidade de cores. Por isso, eles definiram o que chamaram de número cromático conexo de G, que se trata do parâmetro de minimização para o problema. Além disso, a versão de maximização é natural e por isso se definiu também o número de Grundy conexo. Mencionamos que o número de Grundy conexo de grafos bipartidos é 2, enquanto que o número de Grundy pode ser tão grande quanto se queira mesmo pra árvores. Neste projeto, propomos investigar a complexidade de encontrar estes parâmetros para grafos livres de H, assim como investigar conceitos de perfeição relativos a estes parâmetros. 
 Finalmente, dado um grafo G e uma família de subconjuntos D de G, dizemos que D é uma convexidade em G se D contém o conjunto vazio, o próprio conjunto V(G) e se é fechada sob interseção. Um conjunto de D é dito convexo; além disso, o fecho convexo de um subconjunto de vértices X qualquer é o menor conjunto convexo contendo X. Um conjunto X é chamado de conjunto de fecho se o fecho convexo de X contem todos os vértices de G; o número de fecho de G é o tamanho do menor conjunto de fecho de G. Denotamos este parâmetro por hn_D(G). Esta definição é bem geral e inclui vários tipos de convexidades. Uma das mais investigadas é a chamada de convexidade P_3. Nela, um conjunto C é convexo se todo vértice u de G que não está em C possui no máximo um vizinho em C. Esta convexidade atrai bastante atenção pois ocorre como modelo de vários problemas práticos, como por exemplo na estratégia de propagandas e no modelo de redes neurais. Neste projeto, propomos a investigação de um novo tipo de convexidade, chamada de convexidade cíclica, que se assemelha à convexidade P_3 e que serve de modelo para a obtenção de limites superiores para o número de túnel de nós. Um conjunto de vértice C é convexo na convexidade cíclica se todo vértice que não está em C possui no máximo um vizinho em cada componente do subgrafo de G induzido por C. Estamos interessados em investigar a taxa de crescimento do número de fecho de G em função do número de vértices e do genus de G. Como já mencionado, isto nos fornecerá limites superiores para o número de túnel de nós. Além disso, estamos também interessados em investigar a existência de problemas que dividam as convexidades P_3 e cíclica no que diz respeito à complexidade computacional.
  • Universidade Federal do Ceará - CE - Brasil
  • 01/06/2017-31/05/2021
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Ana Silvia Pavani Lemos

Ciências da Saúde

Saúde Coletiva
  • grupos de encontro do trabalho (grt) como estratégia de educação permanente em saúde: estudo com trabalhadores do sistema único de saúde (sus)
  • O presente projeto visa analisar a ferramenta ergológica “Grupos de Encontro do Trabalho (GRT) ” como estratégia para a Educação Permanente de profissionais da saúde atuantes no Sistema Único de Saúde (SUS) do Distrito Federal. A investigação, de abordagem qualitativa teórico-conceitual e de intervenção, será realizada com trabalhadores atuantes no Hospital Universitário de Brasília (HUB) e na Estratégia Saúde da Família (ESF) do Distrito Federal. A coleta de dados dar-se-á por meio de estudo documental, observação do trabalho, entrevistas semiestruturadas e grupos de trabalhadores. Os dados serão transcritos, sistematizados, categorizados e analisados utilizando-se a análise de conteúdo temática, e embasados pelo referencial teórico da ergologia, de origem francesa. A ênfase conceitual dar-se-á nos estudos sobre atividade de trabalho, ergoformação e o Dispositivo Dinâmico de Três Polos (DD3P), em diálogo com a literatura científica sobre Educação Permanente em Saúde. A partir dos achados, espera-se contribuir para a qualificação de ações de educação permanente para trabalhadores nos serviços de saúde, de forma a propiciar avanços para um agir em competência e construção coletiva do saber no (e para) o trabalho.
  • Fundação Oswaldo Cruz - DF - Brasil
  • 04/07/2019-28/02/2022
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Ana Sílvia Rocha Ipiranga

Ciências Sociais Aplicadas

Administração
  • o organizar de práticas científicas biotecnológicas à luz da história da gestão
  • Esta pesquisa articula os estudos prévios da virada histórica (Historic turn) na Administração e nos Estudos Organizacionais e das abordagens da Actor Network Theory (ANT) e, mais especificamente, da ANTi-History. Tendo como base estas abordagens e considerando o contexto dos laboratórios da Rede Nordeste de Biotecnologia (RENORBIO), esta pesquisa tem como objetivo resgatar as tramas históricas do socio-past no organizar das práticas científicas de translações de produtos e processos biotecnológicos para os mercados. Um conjunto de técnicas e métodos comporão os procedimentos metodológicos, sendo estes orientados pela natureza qualitativa da pesquisa, apoiando-se em uma postura etnográfica de arquivos históricos. O campo empírico da pesquisa terá como fulcro a Rede Nordeste de Biotecnologia (RENORBIO) e os demais atores, como os pesquisadores e cientistas, os laboratórios vinculados, entidades, instituições e empresas adjacentes. Em termos de impactos relevam-se as implicações teóricas interdisciplinares do estudo ao construir pontes entre as áreas da História, dos Estudos Organizacionais e da Administração da Ciência, Tecnologia & Inovação. Em termos práticos e de gestão, sublinham-se os impactos advindos com a reflexão sobre os efeitos da análise histórica das práticas científicas biotecnológicas sob estudo, em relação aos processos: i) de incorporação de novas tecnologias e inovações; ii) do surgimento de novos empreendimentos acadêmicos de base tecnológica; iii) na promoção do desenvolvimento de empresas de base tecnológica na região do semiárido brasileiro. Os resultados serão apresentados na forma de relatórios, dissertações e teses, comunicações em eventos científicos e em artigos prontos para publicações em periódicos científicos.
  • Universidade Estadual do Ceará - CE - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022
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Ana Silvia Volpi Scott

Ciências Sociais Aplicadas

Demografia
  • além do centro-sul: por uma história da população colonial nos extremos dos domínios portugueses na américa
  • O projeto que ora se submete ao Edital Universal dá continuidade (fase 4) a projeto integrado e interinstitucional que tem a ambiciosa tarefa de agregar esforços em torno da iniciativa inédita de investigar os regimes demográficos que caracterizaram o passado brasileiro. A iniciativa foi contemplada nas sucessivas edições do Edital Universal e obteve resultados muito positivos, tanto no sentido de ampliar a cobertura dos estudos relativos à demografia histórica brasileira - contribuindo assim para eliminar o desequilíbrio na produção, em termos regionais -, como também sido decisiva para a formação de recursos humanos no campo dos estudos de população em perspectiva histórica. Para mais, é também relevante o papel que tem desempenhado na integração de colegas e alunos, de várias instituições espalhadas pelo país, que apostam em redes colaborativas, constituídas em torno de objetivos comuns. No caso da Demografia Histórica a estratégia das redes colaborativas é fundamental, dada a originalidade desse campo, que exige que toda a exploração e a análise das populações pretéritas sejam precedidas pela coleta, organização e inserção de informações em bancos de dados que transformam o conteúdo de fontes elaboradas com fins não demográficos em informação que possa ser tratada através de métodos e técnicas da Demografia Histórica. Esse é o grande desafio que está por trás desse projeto interinstitucional que reúne, na fase 4, quinze pesquisadores das mais importantes universidades do Brasil e de Portugal e que contribuem, assim, para o avanço da demografia histórica brasileira, bem como para o permanente e profícuo diálogo estabelecido com a História e com outras disciplinas, o que tem caracterizado a Demografia Histórica desde as suas origens. Considerando que o objetivo geral do projeto se mantém nesta proposta para a fase 4, daremos continuidade à tarefa central de discussão dos regimes demográficos, bem como seguiremos apostando na superação dos desequilíbrios nos conhecimentos da história demográfica brasileira, privilegiando as fontes referentes ao período colonial estendido (até 1850). Por fim, deve-se salientar que embora o foco permaneça, na fase 4, na indexação dos registros paroquiais das freguesias/paróquias selecionadas, incluímos a exploração de um novo conjunto de fontes de informação para o período colonial disponíveis desde meados do século XVIII até os inícios do século XIX, composto pelas estatísticas populacionais para o Brasil, produzidas por ordem da Coroa portuguesa entre os meados do século XVIII e primeiras décadas do XIX. Dessa forma, a proposta para a fase 4, além de ampliar o número de freguesias a serem indexadas, bem como incorporar novos colegas que colaboraram na inserção dos dados no NACAOB, software especialmente desenvolvido para essa finalidade, ainda propõe o uso dos mapas estatísticos de população para dar subsídios não apenas para a discussão dos diferentes regimes demográficos que caracterizaram o território brasileiro, como para a elaboração, como produto final, de um livro relativo à história da população brasileira no período em tela.
  • Universidade Estadual de Campinas - SP - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022
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Ana Suelly Arruda Câmara Cabral

Lingüística, Letras e Artes

Lingüística
  • consolidando o atlas sonoro das línguas indígenas do brasil
  • O projeto “Consolidando o Atlas Sonoro das línguas Indígenas do Brasil (ASLIB)” tem como objetivo principal o desenvolvimento de um sistema aberto de informações linguísticas, sociolinguísticas, históricas e culturais sobre os povos indígenas do Brasil, com vistas : a) à documentação das línguas nativas do Brasil, b) à consolidação de um banco de dados, com originais guardados, preservados e divulgados a partir do Brasil, d) ao protagonismo indígena na construção e manutenção dos dados armazenados de suas respectivas línguas, e) ao uso da plataforma para fins educacionais sobre os povos indígenas do Brasil, no ensino fundamental, intermediário e superior, f) ao uso da plataforma por pesquisadores indígenas ou não indígenas em estudos linguísticos das línguas do Brasil. Seus objetivos específicos são a) a construção de Atlas de línguas indígenas e de dois agrupamentos genéticos – Tupí e Jabutí; b) a associação da documentação e pesquisa linguísticas com os interesses da comunidades falantes dessas línguas em fortalecê-las; d) a divulgação máxima dos resultados da documentação e pesquisa em prol do desenvolvimento do conhecimento das línguas e da preservação e fortalecimento delas. Os dados coletados são tratados e aplicados a um script no programa computacional Praat, recortados, renomeados e salvos em pastas específicas. O tratamento consiste em inserir, por meio do programa Audacity, um intervalo de silêncio entre os dados, bem como manter no arquivo final somente os dados finais a serem recortados. Além de dados lexicais, o ASLIB reúne textos nas línguas documentadas, assim como informações sociolinguísticas, históricas e culturais dos povos falantes das línguas documentadas. O presente projeto se constitui de dois subprojetos: Subprojeto 1: Criação da Plataforma ASLIB e Subprojeto 2: Contribuição ao desenvolvimento de atlas linguísticos das línguas da famílias do tronco Tupí de Rondônia, Mato Grosso do Sul e do Pará, e da família Jabutí. Os dois subprojetos se complementam em busca da consolidação do ASLIB, uma inovação positiva que faz uso de tecnologias computacionais a serviço do armazenamento e preservação de dados das línguas indígenas do Brasil e do ensino aberto a todos. Como ocorre na construção de todo Atlas linguístico de grande porte, o tempo e o número de colaboradores qualificados, assim como apoio institucional são requisitos fundamentais para o desenvolvimento e sucesso das ações planejadas. Nosso compromisso com o Atlas se fortaleceu, alimentado pelos resultados obtidos até o presente e pela associação de novas equipes de outras instituições de ensino e pesquisa do Brasil.
  • Universidade de Brasília - DF - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022
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Ana Tereza Ribeiro de Vasconcelos

Ciências Biológicas

Genética
  • rede de vigilância genômica para sars-cov-2 no brasil, rússia, índia, china e áfrica do sul (ngs-brics)
  • A Rede de Vigilância Genômica para SARS-CoV-2 no Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul (NGS-BRICS) formará um consórcio que pretende acelerar a transformação de dados genômicos em pesquisas e intervenções clínicas e de saúde pública. Através do sequenciamento genômico total (WGS), análises de bioinformática, métodos matemáticos e epidemiológicos, será possível fazer o rastreamento do vírus até a identificação de clusters de transmissão. A equipe brasileira é composta por cinco Instituições (LNCC, UFRJ, UFMG, UNESP e FEEVALE) que participam da Rede CoronaÔmica-BR, apoiada pelo MCTI, e que já atuam de forma colaborativa na pandemia da COVID-19. Os cinco principais grupos de vigilância genômica e de big data dos países do BRICS são os parceiros dessa proposta, tendo gerado, analisado, processado e publicado seus resultados. Os grupos possuem também sinergia prévia com algumas das equipes brasileiras. A NGS-BRICS realizará o sequenciamento de aproximadamente 1.000 amostras positivas para COVID-19 identificadas em cada país do BRICS. Esses dados serão agregados aos dados já gerados em cada país o que permitirá expandir as análises para melhor entender como o SARS-CoV-2 está se espalhando e evoluindo no tempo. O consórcio pretende desenvolver ferramentas de bioinformática e métodos matemáticos comuns, monitorar o diagnóstico e ampliar a capacitação de pesquisadores locais de forma a proporcionar respostas de saúde pública local aos surtos de COVID-19. O consórcio irá investigar a introdução da infecção e a dinâmica da transmissão, para estabelecer redes de rastreamento de contato e avaliar o impacto de decisões de controle de surto. Além disso, propõe fornecer uma plataforma de alta precisão para detecção, vigilância e análise de SARS-CoV-2, que pode servir como um futuro modelo para outros patógenos. A equipe pretende ainda realizar análise de variantes das diferentes linhagens de SARS-CoV-2 presentes nos países do BRICS para entender o impacto funcional de mutações e avaliar a sensibilidade em diferentes testes de amplificação de ácido nucleico (NAATs) usados ​​para fins de diagnóstico, além de desenvolver modelos estocásticos do surto COVID-19 no estágio inicial para prever a tendência de futuros surtos. Sem dúvida o uso direcionado e racional do sequenciamento do genoma será um recurso importante para tentar prevenir ou reduzir o impacto de uma segunda onda de infecções. Ao realizar uma detecção mais abrangente e precisa das linhagens de SARS-CoV-2 a partir de amostras clínicas e de vigilância, utilizando tecnologias genômicas e ferramentas epidemiológicas e bioinformáticas, a NGS-BRICS poderá: 1) expandir o conhecimento sobre vírus e infecções virais em nível molecular e clínico, 2) permitir a caracterização mais rápida de linhagens emergentes e auxiliar na vigilância desses vírus e 3) acelerar o desenvolvimento de tecnologia de sequenciamento de próxima geração para uso futuro em ensaios de diagnóstico e rastreamento da dinâmica de transmissão de SARS-CoV-2 e outros vírus.
  • Laboratório Nacional de Computação Científica - RJ - Brasil
  • 22/01/2021-31/01/2023
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Ana Valéria Machado Mendonça

Ciências da Saúde

Saúde Coletiva
  • comunicação promotora de saúde: estratégias de enfrentamento de epidemias de ists, hiv/aids e hepatites virais em população jovem.
  • Este projeto de pesquisa destina-se a analisar elementos do cenário de prevenção das Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST), do HIV/aids e das hepatites virais, dirigidos a população jovem, com recorte nos últimos dez anos (2010-2019). Trata-se de uma pesquisa de métodos mistos, com abordagem convergente paralela, em que as investigações qualitativa e quantitativa serão realizadas simultaneamente. A coleta de dados quantitativos será realizada por meio de análise dos dados disponibilizados no Sistema de Notificação e Agravos – SINAN. A coleta de dados qualitativa dar-se-á por meio de oficinas de abordagem, sendo três por região do país. Os municípios em que será desenvolvida a pesquisa de campo englobam Brasília (DF), Paraíba(JP), Manaus (AM), São Paulo (SP) e Porto Alegre(RS). Como resultados esperados, objetiva-se elaborar estratégias e informação, educação e comunicação em saúde voltadas à promoção da saúde e tradução do conhecimento acerca das temáticas de HIV/aids, IST’s e hepatites virais com vistas à promoção da saúde de jovens e adultos.
  • Universidade de Brasília - DF - Brasil
  • 02/01/2020-31/01/2023
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Ana Virginia de Almeida Luna

Ciências Humanas

Educação
  • modelagem matemática na educação básica: efeitos de um ensino problematizador sobre violência no contexto escolar
  • O propósito deste projeto é identificar os efeitos dos processos recontextualizadores dos textos de modelagem matemática, sobre violência na escola, de um espaço de formação para professores de matemática para as salas de aula desses profissionais. Os efeitos compreendem as implicações, as práticas, os discursos e ações etc., constituídas pelos sujeitos a partir de uma intervenção discursiva. Tem como aporte teórico os estudos de Bernstein (1998), que demonstra como diferentes discursos das ciências compartilham elementos comuns, que permeiam o campo educacional, criando diferentes modalidades de práticas pedagógicas – as quais se referem ao “contexto social pelo qual se realiza a reprodução e a produção de culturas” (BERNSTEIN, 1998, p. 35). Na perspectiva bernsteiniana, a prática pedagógica não diz respeito apenas a sala de aula, professor-estudante, mas a toda relação social de poder, como por exemplo, pais-filhos. Por meio da recontextualização, o discurso se desloca do seu contexto original de produção para outro contexto, em que é modificado e relacionado com outros discursos e depois é relocado (BERNSTEIN, 1998; 2003). Este estudo entende que as instituições sociais, neste caso, a instituição escolar, são permeadas por relações de poder que as legitimam e as constituem (FOUCAULT, 2014). As produções discursivas dos sujeitos nesses espaços são permeadas pelo que pode ou não ser dito e como dizê-lo. Assim, as instituições formativas são vistas como disciplinarizantes. Elas atuam tanto sobre a organização e fixação do saber que lá será objeto de conhecimento, quanto na disciplinarização dos corpos (GALLO, 2004). Essa tecnologia disciplinar escolar tem gerado efeitos sobre os corpos dos sujeitos que a mobilizam. O adoecimento e a deserção de professores das redes públicas e particulares de ensino é um desses efeitos, conforme destaca Carmargo (2012). Já Rocha (2005) e Alfredo Veiga-Neto (2006) enfatizam a tecnologia disciplinar como geradora de conflitos no ambiente escolar, entre eles, o acirramento da violência física e simbólica entre seus membros. Nessa direção, este projeto abordará os efeitos de sentido gerados pela abordagem da violência escolar, por meio de tarefas de modelagem matemática no contexto escolar. Neste caso, mobilizaremos textos de modelagem sobre violência escolar com os professores em formação continuada, em primeiro momento, e, em seguida, identificaremos que efeitos de sentido foram gerados por eles em seus ambientes escolares, seja com seus alunos, com a equipe pedagógica da escola, com os pais, ou ainda com todos os sujeitos envolvidos. A Organização Mundial de Saúde, em seu relatório geral sobre a violência (OMS, 2002), reconhece que, para preveni-la, é preciso reconhecer que suas condições de risco e de proteção são muito complexas, o que corrobora a dificuldade dos professores para adotar medidas destinadas a preveni-las na escola, já que a falta de compreensão de toda a equipe escolar distancia a comunicação dos estudantes, a fim de socializar os problemas que ocorrem no ambiente escolar (DÍAZ-AGUADO, 2015). Sendo assim, a falta de resposta da escola diante da violência é considerada uma condição de risco. Segundo Díaz-Aguado (2015), é preciso levar em consideração que o silêncio da escola frente à violência deixa as vítimas sem ajuda e costuma ser interpretada, pelos autores, como apoio implícito. A violência escolar tende a diminuir quando se estabelece, na escola, contextos que oportunizem os estudantes a falar dos dilemas que os circundam. Para tanto, é importante considerar a forma tradicional de definir o papel dos professores, de forma quase exclusiva, a ministrar uma matéria específica, cuja tendência pode ser mudada quando se proporciona, aos docentes, formação adequada para prevenir a violência entre os estudantes. Nessa direção, a modelagem matemática, aqui entendida como um ambiente de aprendizagem em que estudantes são convidados a investigar, utilizando a matemática, situações com referência na realidade (BARBOSA, 2007), pode possibilitar aos estudantes argumentarem sobre a aplicabilidade da matemática em práticas sociais externas à disciplina Matemática (SKOVSMOSE, 2007). Assim, a modelagem torna-se uma das possibilidades de potencializar estudantes a interferir em debates de interesse social. Além disso, a modelagem confere uma dinâmica diferente às aulas de matemática, pois se trata de um ambiente em que estudantes são convidados a atuar, de forma ativa, no desenvolvimento do ambiente, cabendo ao professor conduzi-lo de forma que estudantes assumam o processo de investigação.
  • Universidade Estadual de Feira de Santana - BA - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022
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Anabelle Silva Cornachione

Ciências da Saúde

Fisioterapia e Terapia Ocupacional
  • efeitos do treinamento aeróbio de baixa intensidade no conteúdo da proteína utrofina e nas propriedades contráteis do músculo tibial anterior de camundongos mdx: modelo experimental da distrofia muscular de duchenne
  • A distrofia muscular de Duchenne (DMD) é a mais comum e mais severa distrofia muscular que acomete em torno de 3.500 meninos nascidos vivos. Causada pela mutação da região Xp21 no cromossomo X, esta doença é caracterizada pela ausência da proteína distrofina que determina perda progressiva das fibras musculares (degeneração) e consequentemente, fraqueza muscular. A utrofina é uma proteína expressa no sarcolema, durante a fase de desenvolvimento, que é substituída, por sua homóloga distrofina e, mantêm-se na junção neuromuscular do músculo esquelético durante a vida adulta. Estudos tem mostrado que a terapia com genes da utrofina pode ser um tratamento promissor para pacientes portadores de DMD pois, esta atua similarmente a distrofina na reparação do músculo lesado, minimizando lesões e retardando a evolução da doença. Alguns autores observaram um aumento na expressão da utrofina no músculo esquelético de camundongos mdx. Esses autores também acreditam que este aumento pode minimizar a degeneração muscular, como resposta protetora do tecido muscular. Outros estudos mostraram que o aumento da utrofina pode ser exacerbado quando o músculo esquelético, de camundongos mdx, é submetido a treinamento aeróbio. Serão utilizados 48 camundongos machos (n= 24 Wild Type: C57BL-10) e mdx (n=24 - C57BL/10-Dmd/mdx) divididos em grupos controles (21 e 37 dias) e treinados durante 21 e 37 dias. O treinamento contará com uma corrida leve em esteira plana. Após experimentos, os animais serão eutanasiados por decapitação sob anestesia, e o músculo tibial anterior será excisado para análises morfológica, bioquímica e biofísica. Resultados esperados: Após o treinamento, esperamos observar nos animais distróficos, um aumento do conteúdo da proteína utrofina, sinais morfológicos de regeneração e melhora da força total das fibras musculares.
  • Universidade Federal de São Carlos - SP - Brasil
  • 18/02/2019-28/02/2022